quinta-feira, 18 de julho de 2013

A ASSEMBLEIA DE DEUS MUDOU


Muitos têm escrito sobre isso e não quero afrontar o texto ou o pensamento de ninguém. Para mim a igreja nasceu em 12 de setembro de 1982, quando conheci o senhorio do Senhor Jesus. Que dia memorável! Passados 30 anos e não consigo esquecer a noite daquele dia. Cada detalhe está registrado na minha memória como se fossem imagens fresquíssimas. Por falar em memória, muitas são as lembranças daqueles tempos em que ouvia-se melhor louvor e a mensagem da Cruz era a tônica, seguida da doutrina da santificação e esperança da Vinda de Jesus. Que boas lembranças das manifestações espirituais genuínas regadas de comoção verdadeira em um universo e ambiente cheios de temor a Deus e de santa obediência por amor.

Não sou capaz de descrever o que ocorreu nos outros cerca de 70 anos passados desde 1982, mas o que ouço dos velhinhos que conheceram os missionários e os receberam em suas casas, do modo como procediam e do modo como nossa igreja cresceu é de tirar o fôlego! Quem viu e ouviu, como eu, Alcebíades Pereira Vasconcelos e Eurico Bergsten ensinando acerca da Bíblia, da Doutrina e Teologia Pentecostal sabe do que estou falando. Não é para se comparar com os “doutores” arrogantes em muitos de nossos congressos. Havia graça abundante nesses homens e havia um comprometimento que hoje não se vê facilmente. Sobejavam em carisma, unção, sabedoria e humildade.

Rejeito o rótulo de saudosista, pois tenho pregado e ensinado em diversos lugares que amo a igreja do meu tempo. É a melhor igreja de todos os tempos, pois é a minha igreja! Todavia, os dons eram mais abundantes no passado, as profecias eram verdadeiras e cumpriam-se cabalmente. Já nos primeiros dias de minha conversão, ouvia dos mais espirituais: “Haverá um tempo em que não teremos essa liberdade espiritual que temos hoje, por isso devemos aproveitar bem esse tempo para orar e buscar ao Senhor”. Eles estavam certos. Eu pensava que faziam referência à perseguição, mas falavam de apatia espiritual. Hoje alcançamos praticamente todo o país, somos ricos e temos uma igreja grande, forte e influente. Temos representantes em todas as esferas do poder; ótima aparelhagem de som e ótimos profissionais nessa área; templos grandes e suntuosos, com estacionamentos amplos, berçário; equipes de TV e mídia; grandes pregadores e excelentes cantores. Todavia, temos muita técnica, muitos talentos e pouquíssima inspiração. Claro que há exceções.

Tenho contato com muitas pessoas que admiram minha igreja porque foram assembleianos um dia, outro tanto que gosta dela porque seus pais são de lá, mas resolveram seguir outra igreja porque a “bléia” (expressão deles) é muito rígida e não conseguiram seguir os usos e os costumes, etc. Outros ainda saíram por conta de escândalos regionais e divisões. Que pena! Perdemos tantos membros! Muitos deles ingressaram em igrejas descompromissadas, sem um histórico doutrinário e ficaram à deriva sem saber em que crerem e muitos nem sabem explicar a razão de sua fé. Lembra bem o diálogo de Jesus com a samaritana: “Vós adorais o que não sabeis”. Vamos pagar por isso, aliás, já estamos pagando! Contudo, muitos outros se sentem felizes em suas novas denominações, o que devemos respeitar. E o que falar de igrejas fundadas por pastores que saíram da gloriosa Assembleia de Deus e estão crescendo com Graça?

Sim, mudamos! E poderíamos falar sobre mudanças de outras naturezas... Mas, aí teríamos que escrever um livro. 

Amo minha igreja, porém, será que está valendo a pena ser grande, rico, importante, influente e não ter o carisma de nossos pais? De fato o que me preocupa não é tanto o presente, mas o futuro dessa igreja tão abençoada! Penso que seria melhor discutirmos o que será dessa igreja nos próximos cem anos e o que poderíamos fazer com relação à Igreja de nossos filhos, as novas gerações! 

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

IGREJA ATUAL: CRESCIMENTO SEM PROFUNDIDADE

Por Claudionor de Andrade

Acabo de ler o último livro de John Stott (1921-2011). Publicado em 2010, O Discípulo Radical traz o adeus singelo e carinhoso do teólogo inglês: “Ao baixar minha caneta pela última vez (literalmente, pois confesso não usar computador), aos 88 anos, aventuro-me a enviar essa mensagem de despedida aos meus leitores. Sou grato pelo encorajamento, pois muitos de vocês me escreveram”. Algumas linhas adiante, despede-se ele de seus amigos e discípulos: “Mais uma vez, adeus”. O livro não é só despedida; é um alerta grave e urgente à nossa cristandade. Ao descrever o perfil da igreja evangélica atual, o irmão Stott, já bastante apreensivo, preferiu ser econômico nas palavras: “Crescimento sem profundidade”.

Constranjo-me a concordar com a análise de Stott. Sei que não devo generalizar, pois ainda há rebanhos sadios e bem nutridos. Mas a verdade é que nunca as igrejas estiveram tão cheias de crentes tão vazios. O que está acontecendo conosco? De imediato, seja-me permitido apontar dois fatores que vêm orfanando os filhos de Deus: a substituição do Cristo eterno pelo Jesus secular e a retirada da cruz da mensagem evangélica.

Ao invés do Cristo eterno, o Jesus secular
O maior inimigo de Cristo na presente década é o Jesus que nós, evangélicos, criamos no século passado. Parece que, no armário de nossa teologia, há sempre um “Jesus” pronto a justificar-nos todos os disparates e ambições. Tal Jesus, porém, está longe do Cristo morto e ressurreto do Evangelho. O interessante é que, há bem pouco tempo, não poupávamos ataques ao Jesus comunista da Teologia da Libertação. Mas acabamos por inventar um bem pior. Capitalista e terreno, nosso Jesus desenvolveu uma ação preferencial pelos ricos, e já não se acanha em especular na bolsa dos valores invertidos e efêmeros. Ele induz o povo de Deus a transformar pedras em pães, a saltar do pináculo do templo e a curvar-se ante o príncipe desta geração – o maldito e perverso Mamom.

Na promoção do Jesus capitalista, alguns mestres e doutores estão tornando o rebanho de Deus dependente de um cristianismo sem Cristo: é o ópio do atual evangelicalismo. Não foi essa, porém, a mensagem que Paulo expôs aos coríntios. Professando estar comprometido com o evangelho genuíno e radical, escreve o apóstolo: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2).

Se quisermos um crescimento com profundidade, temos de nos voltar, com urgência, ao Cristo anunciado pelos santos apóstolos: morto, crucificado e ressurreto. O Jesus do Calvário é insubstituível e inimitável.

Ao invés da Palavra de Deus, a palavra do homem

Quem prega um Jesus diferente do Cristo apostólico acabará por expor um evangelho estranho à mensagem da cruz. Assim como a Lei de Moisés nada era sem os Dez Mandamentos, de igual modo o Sermão do Monte: de nada nos valerão suas bem-aventuranças sem as reivindicações éticas do Mestre. Logo, não posso aceitar uma mensagem politicamente correta se, profeticamente, for inconsistente e permissiva. Afinal, fomos chamados a atuar como homens de Deus e não a representar como homens do povo. Nosso compromisso é com a Palavra de Deus.

Na ânsia por aumentar seus rebanhos, há pastores que retiram a cruz de suas mensagens, tornando-as mais palatáveis. Já descompromissados com o Sumo Pastor, não mais falam o que os crentes necessitam ouvir, mas o que os seus clientes querem escutar. Se estes não mais suportam a sã doutrina e, acriticamente, consomem o que lhes chega ao aprisco, por que se afadigar em servir-lhes o genuíno alimento espiritual? Ao invés do texto bíblico, um pretexto casuístico e oportunista. Não sei que nome dar a esse tipo de sermão. De uma coisa, porém, não tenho dúvidas: deve ser muito eficiente, porque infla as igrejas e engorda os rebanhos. Nesses currais, porém, as ovelhas não são fortes: são obesas de si mesmas. Embora comam muito, alimentam-se mal. Acham-se à beira da inanição. A mensagem pode ser eficiente, mas é ineficaz para nutrir as almas que anseiam por Deus.

Em toda a história da Igreja Cristã, nunca se consumiu tantos livros e sermões. E, apesar disso, nunca se viu tantos crentes gordos de si e magros de Deus. Essa gente enche os templos e inflaciona as estatísticas, gerando um crescimento raso.

Não sou contra o aumento do rebanho de Cristo. Se o Evangelho é pregado é natural que se distendam os redis. Haja vista a Igreja Primitiva. Passados trinta anos, desde o Pentecostes, as conversões multiplicaram-se em Jerusalém, tomaram toda a Judeia e Samaria, alcançando os confins da terra. Aliás, havia convertidos até mesmo na casa de César. Mas era crescimento profundo e radical – enraizado na doutrina dos santos apóstolos.

Só pode haver crescimento genuíno com maturidade espiritual. Há uma grande diferença entre o fruto que por si mesmo amadurece e o que é posto na estufa. Este pode ser até maior, mas jamais terá a doçura daquele. Infelizmente, muitas igrejas tornaram-se estufas de crentes. Suas mensagens, geradas em eficientes departamentos de marketing, engrandecem o homem e diminuem Deus, exaltam a bênção e humilham o Abençoador, menosprezam a doutrina da santificação por já não prezarem o santíssimo Deus.

Aferindo a qualidade do rebanho de Cristo

Temos de aferir nossa qualidade não pelas estatísticas, e, sim, pela doutrina dos apóstolos. Antes recorríamos à Bíblia e, humildemente, cotejávamos a nossa vida de acordo com a Palavra de Deus. Hoje, buscamos os gráficos do IBGE e nos aborrecemos quando nossas expectativas não são cumpridas. Dessa forma, viemos a substituir o imperioso “ide” do Mestre por metas empresariais. E, sempre que estas são batidas, distribuímos galardões: reajustes salariais, viagens e presentes. Se continuarmos assim, não estou certo se haverá alguma coisa a recebermos no Tribunal de Cristo, pois a nossa premiação eterna já está sendo usufruída no tempo.

John Stott não estava errado. A igreja evangélica cresceu e já é contada aos milhões. Somos, de fato, um oceano vasto, azul e belo. Infelizmente, tal oceano pode ser atravessado com as águas pelos artelhos. Quem dera fôssemos como o poço de Jacó! Não tinha a boca grande nem arrogante. Sua profundidade, contudo, era insondável. Para que isso venha a acontecer, faz-se urgente que voltemos ao Cristo de Deus, e deixemos de lado os “jesuses” que, todos os dias, tiramos de nossa prateleira teológica. Além disso, faz-se urgente recolocarmos a cruz em nossas mensagens.


Se agirmos assim, nosso crescimento terá a profundidade do rio de Ezequiel. De caudaloso e insondável, terá de ser transposto a nado. Basta de pregarmos o que o povo quer ouvir. Falemos o que as pessoas precisam escutar. Além do mais, na Igreja não temos clientes, mas ovelhas ansiosas por ouvir o Bom Pastor.

Também vi no blog Pregai o Evangelho do meu Amigo Xavier Campos


quarta-feira, 19 de junho de 2013

O BRASIL, A IGREJA E A POLÍTICA PÃO E CIRCO



Na abertura da Copa das Confederações, estreia da seleção brasileira contra o Japão, assisti com tristeza, a Rede Globo informar que havia em Brasília, além do jogo no Estádio Mané Garrincha, nove telões espalhados por toda a cidade, reunindo cerca de 70.000 pessoas pelas ruas da capital. Haveria ainda, segundo a emissora de televisão, um show no final do dia com a presença de muitos artistas, o que elevaria o número da multidão para algo em torno de 300.000 espectadores. Outros telões teriam sido espalhados em todas as regiões do país. 

Imediatamente pensei em escrever sobre minha indignação, todavia não o fiz na hora. Hoje, porém, por entender que as medidas para conter o povo entretido com espetáculos e shows ditos "culturais" continuavam em pauta em terras brasileiras, trazendo de volta a velha e conhecida política do império romano, que ocupava a população com alimento e divertimento a fim de que o povo não se aculturasse e não promovesse uma revolução, lembrei-me dessa prática romana: pão e circo (panem et circenses, do latim),  que resumia-se na distribuição de cereais e na criação de eventos como lutas nas arenas (onde muitos cristãos morreram), apresentações teatrais e as corridas de bigas. Essa política de oferecer entretenimento à população, afastava o povo dos reais problemas estruturais, políticos e sociais do império.

No Brasil, depois de tantas viradas culturais promovidas pelas secretárias de cultura das capitais, após tantos mega-shows, passadas as propagandas pirotécnicas para promover uma Copa do Mundo sem estruturas, enquanto o povo vive cada vez pior, vemos uma manifestação popular como não se via há cerca de 20 anos. Até mesmo os brasileiros que vivem no exterior resolveram se manifestar de igual modo. Não estou defendendo manifestações que trazem depredações, saques e desordens. Se essas manifestações serão benéficas para a nação somente o futuro, a história, o dirá. Uma coisa é certa: estão servindo para abrir os olhos dos parlamentares desonestos e mentirosos, que prometem e não cumprem. Também estão desempenhando papel importante para quebrar o orgulho dos governantes brasileiros que achavam-se até então populares e inatingíveis, discursando todos os dias e dizendo que o Brasil não está em crise, quando as estatísticas mostram que a economia estagnou há muito tempo e o resultado dessa estagnação se vê claramente no "PIBinho" brasileiro.   

O Brasil, a Igreja e a Política Pão e Circo, o título desse post, nasceu de uma reflexão acerca do atual momento que vive nossa nação e do desejo de fazer uma transposição que nos levará a enxergar que os mega-shows evangélicos, as grandes vigílias - onde o que menos vê é oração e que eles chamam de "Vigilhão" (sic), os grandes congressos promovidos por igrejas que convidam cantores e agendam grupos famosos para reunir multidões, tendem a encobrir a verdadeira situação das igrejas evangélicas que estão atravessando uma crise moral e espiritual. Tal qual a política romana, tentam esconder os escândalos, os erros e as mazelas de certas lideranças. É, portanto, do interesse desses líderes que seus liderados não conheçam a Palavra, a doutrina, suas histórias de vida, posto que desse modo se torna mais fácil manipulá-los e impedir um crescimento consciente que traga uma mudança, uma revolução sadia, para nossas denominações.

Ainda ontem vi um vídeo onde um cidadão que a si mesmo se diz apóstolo (vide Ap. 2.2) e que enganou muita gente boa e bem intencionada com pretexto de métodos para crescimento da igreja, consagrou sua própria mãe, pasmem os leitores, a "apóstola-matriarca", afirmando que sua progenitora é possuidora de um "útero profético". Sem falar dos desmandos daqueles que começaram bem, mas perderam a visão em nome de uma teologia que traz lucros somente para seu próprio bolso e confere status de líder espiritual e político entre os evangélicos. Outros caídos refugiam-se e encastelam-se de maneira que de seus bunkers enviam mensagens pelas redes sociais a fim de enganar grande parte dos cristãos com suas heresias baseadas na nova doutrina inclusiva, no "amor" sem compromisso e na "graça" barata. Outros ainda se perpetuam no poder e tornam-se estatutariamente vitalícios não dando chances, nem voz aos "adversários", fazendo da igreja carreira política para si e para sua prole. É o chamado nepotismo cristão evangélico. Como as autoridades brasileiras, discursam dizendo que está tudo bem com a Igreja, sentindo-se populares e  inatingíveis. Todavia, os escândalos de ordem moral e financeira dão conta de outra realidade.

Quanto mais congressos gigantescos, quanto mais shows-gospels, quanto mais dinheiro se gastar pagando cachês altíssimos às celebridades da música nos "arraiás evangélicos", quanto mais gente entretida com eventos dessa natureza, como "festas jesuínas", quanto mais marchas com dinheiro dos cofres públicos e da Rede Globo, entre outras coisas, melhor para esses senhores. Contudo, não é de hoje que se avizinha e se anuncia nas redes sociais muitas vozes e muitos movimentos contrários às práticas desses comandos. É verdade que  logo são tachados de idiotices e heresias de gente que não tem o que fazer, porém, estão tomando forma e já existe um grupo considerável de cristãos mais afeitos à crítica por conta dos desmandos desses guias. 

Embora os cristãos sejam muito ordeiros deve-se lembrar que em outros tempos o povo de Deus comportou-se de modo a não aceitar condutas imorais ou erros doutrinários crassos e promoveram mudanças radicais que marcaram a história da Igreja. Sou a favor de uma reforma nos sítios cristãos e engrosso o coro dos que, insatisfeitos com os resultados de um cristianismo que não promove consciência cristã crítica e uma visão sócio-política, pretendem uma igreja mais influente no curso  da sociedade brasileira.

A solução é a conscientização do Corpo de Cristo quanto a esses cabeças e  quanto ao seus comandos desastrosos, fugindo de tudo que cega o entendimento, e promovendo o Reino. Acredito que devemos  repensar essa forma de liderança que se utiliza, de forma equivocada, do poder da mídia ou dos estatutos e regimentos internos para manobrar e manipular as massas. Creio que está chegando um tempo em que novas lideranças surgirão, visando uma nova ordem para a igreja 
        
Deus abençoe a todos.
Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!

segunda-feira, 25 de março de 2013

RESGATANDO A ESSÊNCIA DO EVANGELHO

Por Pr. Guedes Maia

RESGATANDO A ESSÊNCIA DO EVANGELHO

O Evangelho é boas novas ou notícias alvissareiras. O arauto era um representante do rei enviado às províncias para anunciar ao povo as boas novas do reino. O profeta João Batista foi o arauto do Reino de Deus, anunciando uma nova visão e uma nova ética. A mensagem do reino em sua versão mais completa seria entregue pelo próprio rei, que ora vinha também na qualidade de profeta: Jesus de Nazaré. Vemos essa ética até mesmo na ocasião de seu batismo quando João alegou que precisava ser batizado por Ele, todavia, depois de insistir, cedeu aos argumentos do batizando: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça”. 


Não é de hoje que a igreja vem sofrendo com as investidas contra a ética e a justiça dentro de seus termos. Isso não só repercute negativamente dentro e fora do cristianismo autêntico como enfraquece as bases das virtudes encontradas na religiosidade chamada evangélica. No decorrer dos anos, a igreja tem sido vítima dos piores ataques contra o evangelho autêntico. Sem recorrermos aos já conhecidos movimentos heréticos históricos, como ebionismo, arianismo, docetismo, gnosticismo,  apolinarianismo, montanismo, entre outros, embora cada um desses movimentos tenha sua importância e contribuição para a apologética, queremos fazer menção aos tempos hodiernos e aos novos paradigmas que solapam o combalido cristianismo atual. 


Uma grande revista cristã em nosso país¹ trouxe uma matéria intrigante sobre a perda da essência do evangelho na Europa e aborda a crise evangélica cristã nos seguintes termos: “O caminho da fé traçado pelos cristãos durante séculos parece abandonado”.  Ao apresentarem a necessidade de uma re-evangelização no velho continente, os editores daquela matéria definiram a tarefa como “colocar as pessoas outra vez na órbita de Cristo”. Contudo, não é tarefa das mais fáceis, posto que o evangelho para quem perdeu a essência não é novo, nem bom. “Não é novo porque o cristianismo já foi experimentado” e “não é bom porque o cristianismo se tornou desnecessário”. Assim, o cristianismo foi comparado a uma mulher divorciada, que enquanto solteira “tinha esperanças, sonhos ideais e aspirações”, porém, divorciada, “sofre de frustrações, lembranças amargas, experiências desagradáveis e apatia” espiritual.


O cristianismo brasileiro caminha a passos largos para o divórcio com Cristo. Já dizia alguém que a apostasia começa no joelho. Somos uma geração que não ora, que não lê as escrituras e que não faz nenhuma reflexão séria e profunda sobre a ética e a essência do evangelho. Os apologistas, defensores da fé e da doutrina cristã, são discriminados e tidos como fanáticos desnecessários e personae non gratae ao mais novo estilo de vida gospel. Embora concordemos com Karl Barth, que dizia que a defesa do evangelho é o próprio evangelho, vemos uma necessidade de resgatar sua essência, posto que o mesmo só possa exercer sua própria defesa onde se prega ou ensina a verdadeira boa nova.


O tempo e o espaço trouxeram consequências e mudanças na visão comprometida do reino.  Visando abrir os olhos dos leitores, apresentamos algumas visões que caracterizam o movimento gospel e expomos nossa humilde colaboração para renovo da fé e prática no seio cristão. 


Visão Antropomórfica


Trazer as pessoas de volta à órbita de Cristo é o árduo desafio da igreja brasileira hodierna, mesmo porque vivemos um cristianismo sem sal, onde o que prevalece é a cultura show-gospel, onde prevalecem as luzes coloridas que tentam ofuscar o brilho de Cristo em nossos cultos e liturgias. O homem deseja ser como Deus desde os primórdios, as criaturas rebeladas aspiram tomar o lugar do criador mesmo antes que houvesse existência humana na terra e criam para si mesmos palcos e acendem os holofotes para centralizarem a criatura: o homem, seu instrumento de glória. Pregadores e suas mensagens já não glorificam a Cristo e, de longa data, esqueceram a base cristocêntrica em suas pregações, detendo-se a conceitos puramente humanos e, por vezes diabólicos, destronam Cristo e entronizam seus próprios egos inflados de vanglória. Cantores, tidos como sacros, abandonaram, em seus louvores o eixo da cristologia básica e interpretam canções ocas, vazias de conteúdos e significados bíblicos ou doutrinários. Líderes de ministérios aparecem em fotos exclusivas nas portas de suas denominações e exploram ao máximo suas imagens, levando o povo a associar sua fé ao líder-fundador  (Jo. 6.66-69).


Visão Mercantilista


Nosso cristianismo é como aquela mulher divorciada que perdeu os sonhos e aspirações do primeiro amor e agora, com as experiências desagradáveis do mercantilismo, se vê frustrada e apática espiritualmente. O mercantilismo nas igrejas imergiu uma multidão a um plano secundário de fé, oferecendo prosperidade material e sucesso em curto prazo, os mercantilistas cristãos induzem inúmeros consumidores de seus produtos a uma condição inferior de crença, dissociada de Cristo, e a um plano secundário, adoecendo os que aderem e minando as bases da verdadeira doutrina. Com promessas delirantes de vida melhor no contexto desse mundo, que é lugar de aflição, juram e oferecem conforto e bem estar. Assim, os novos cristãos se apegam aos bem materiais como a coisas mais essenciais e necessárias à sua condição de existência. Associada ao espirito consumista de nosso século, a visão dos mercadores religiosos, convence os crentes a comprarem seus produtos e mensagens, transtornando assim o evangelho e frustrando milhões de consumidores com suas falácias, distorcendo as escrituras (Gl. 1.6-9) e afastando-os do genuíno, puro e simples evangelho de Jesus Cristo. O evangelho virou negócio e domínio de poucos (II Pd.2.3) .


Visão Imperialista

O mais novo empreendimento e “conquista” dos novos visionários evangélicos, que estão ascendendo, ao poder é a expansão de seus próprios reinos ou negócios, muito mais que o Reino de Deus. Pasmem os leitores, mas os novos mandatários do poder gospel descobriram uma fórmula ou uma forma de evangelizar inédita e inaudita: comprar igrejas com porteiras fechadas. Aliás, nada é tão novo assim, pois essa prática, já de longa data, é muito comum entre empresários do agronegócio, fazendeiros e latifundiários. Comprar uma igreja com porteira fechada significa comprá-la com tudo o que tem dentro: prédios, cadeiras, aparelhagem de som e, claro, os crentes, com sua capacidade de receita (leiam-se dízimos e ofertas).  Desse modo, alegando fazer missões, justificam o “crescimento” de seus ministérios e podem pedir mais dinheiro aos investidores, patrocinadores ou parceiros para ampliação e expansão de sua visão única, concedida por Deus somente a eles. Movidos por uma espiritualidade jamais vista, tais homens alegam ser pessoas especiais, chamadas por Deus para promoverem uma revolução e utilizam-se do evangelho para aliciar adeptos incautos com seus discursos atrativos. Quem não se lembra de uma letra poética e crítica de denúncia social que varreu o Brasil no final dos anos 70: “Êh, vida de gado, povo marcado, êh, povo feliz”. Assim, o povo de Deus tem sido tratado como massa de manobra e defesa de direitos imperialistas religiosos (I Pd. 5.2,3).

Pelo Resgate do Evangelho

Urge a necessidade de mudança, ou melhor, de um retorno ao verdadeiro cristianismo. Faz-se necessário uma reforma para além da Reforma Protestante, uma vez que necessitamos de uma reforma eclesiológica que venha atender as aspirações do coração de Deus nas escrituras e restabelecer as bases da verdadeira doutrina cristã, desprezada pelos cristãos brasileiros, onde Cristo seja o centro de nossas vidas, cultos e liturgia. Assim como os europeus e em outras nações espalhadas pelo mundo, corremos o risco de vivermos frustrados, posto que, divorciados da essência, seríamos apáticos espiritualmente e adoecidos na práxis cristã.  Os líderes do chamado movimento neopentecostal, a teologia da prosperidade, a confissão positiva e a visão deturpada do G12, entre outros, são os culpados diretos e têm contribuído para o desvio doutrinário e litúrgico em nossas igrejas.  Há necessidade de um choque pelo evangelho genuíno, pela pregação cristocêntrica, pela hinódia inspirada nas páginas da Bíblia, pela ética cristã; de uma ruptura com conceitos equivocados e práticas inadequadas da fé pela fé, por exemplo, e um retorno imediato à pureza e simplicidade que há na Pessoa de Cristo e em Suas palavras e Ensinamentos.
 
Que Deus tenha misericórdia da igreja no Brasil e levante vozes como a de João Batista com uma nova proposta de Reino, que na realidade é a mesma que sempre esteve no coração do Pai e faça nascerem precussores de uma nova reforma nos quatro cantos de nosso país, visando a volta aos princípios da Palavra. Envie obreiros comprometidos com a Verdade e estabeleça pregadores que preguem a Cruz. Que nosso hinário se debruce sobre a cristologia e que os líderes abandonem a prática mercantilista e imperialista a fim de vivermos o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo: “Poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm. 1.16).
¹ http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/337/a-europa-se-perdeu-e-precisa-de-jesus

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ELEIÇÕES NA CGADB: UMA ASSEMBLEIA DE DEUS DA PROSPERIDADE E GEDOZISTA?


As Assembleias de Deus acabam de completar seu primeiro centenário no Brasil. Contrariando todos os prognósticos de que depois de 50 anos as igrejas declinam, as Assembleias de Deus cresceram mais e chegam ao início do segundo centenário como uma potência inimaginável pelos seus precursores. Fez história, alastrou-se em nosso solo, cresceu em membresia e patrimônio, promoveu lideranças, e sofreu divisões, como toda igreja com tendência para ser grande.

Em abril próximo, se dará em Brasília, entre os dias 08 e 12, a 41a. AGO (Assembleia Geral Ordinária), onde os convencionais escolherão o próximo Presidente, a nova Mesa Diretora, e decidirão o futuro da maior denominação evangélica de nosso país. Como toda eleição que se preze democrática, temos duas vertentes: uma tradicional, conservadora, e outra com proposta de mudança. A situtação, presidida pelo Pr. José Wellington Bezerra da Costa, está há cerca de 20 anos na direção, enquanto a oposição, liderada pelo Pr. Samuel Câmara, traz um discurso de renovação. A chapa do Pr. José Wellington recebeu o nome de "Amigos do Presidente", enquanto a chapa encabeçada pelo Pr. Samuel foi denominada de "CGADB Para Todos". Existe ainda uma terceira candidatura que não comentaremos por falta de dados e por conta do grau de importância, posto que é de conhecimento de todos que a disputa acirrada se dará mesmo em dois polos. 

Se a atual Mesa Diretora representa, no discurso dos oposicionistas, o continuísmo, que de fato o é, o quadro que se anuncia na possibilidade de uma reviravolta é sombrio. Samuel Câmara é aliado de Silas Malafaia, que deixou a Convenção Geral das Assembleias de Deus, temporariamente, para cuidar da Igreja Assembleia de Deus da Penha, que teve seu nome mudado para Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Essa aliança anuncia uma aproximação com a famigerada teologia da prosperidade, hoje defendida abertamente pelo ex-convencional. Partidário da “teologia da semente”, que promete prosperidade para quem planta no solo fértil de sua denominação, o senhor Silas Malafaia trabalha nos bastidores para manter a campanha dos Câmaras à presidência da CGADB. Em outras palavras: a eleição da chapa opositora aponta para o retorno triunfal da família Malafaia ao poder da Assembleia de Deus, e pode retratar, dentro desse prisma, o fim de 100 anos de ortodoxia doutrinária. A associação com o pastor carioca faria a nova diretoria abrir as portas para a falaciosa teologia da prosperidade, pregada pelos neo-pentecostais, e mais: abriria as portas para personae non gratae como Morris Cerullo com suas heresias da Bíblia de Batalha Espiritual e Financeira e Mike Murdock com suas asneiras sobre negociar com Deus.

Outra aliança confirmada, que causaria danos à história e doutrina assembleianas, é a aproximação dos Câmaras com o G12 (Grupo dos Doze ou Movimento dos 12), rebatizado de GAL e CEC no estado do Amazonas, que prega, entre outras coisas, unção poderosa, mistificação do número 12, regressão espiritual, quebra de maldição e ruptura com o sistema em voga, principalmente com as EBD's (Escolas Bíblicas Dominicais). Jônatas Câmara, pastor da Assembleia de Deus em Manaus, e irmão do candidato da chapa “CGADB Para Todos”, tem, como é do conhecimento de todos, envolvimento com o G12 e foi o responsável direto pela entrada das heresias desse movimento na denominação centenária, através de sua igreja em Manaus. Essa associação abriria espaço para o avanço das falsas doutrinas e introdução do misticismo de Cesar Castellano, do apostolicismo de Rene Terra Nova e do sabatismo judaizante de Valnice Milhomens, entre outros heresiarcas.

Em suma, a candidatura do senhor Samuel Câmara, é uma ameaça à sã doutrina e representa uma perigosa e malfadada aliança com a teologia da prosperidade, através do retorno de Silas Malafaia, e um prejudicial  sincretismo gedozista, através de Silas e Jônatas Câmara, irmãos do candidato que leva o mesmo sobrenome. Pode representar ainda o fim de um século de trabalho doutrinário sério. Sabe-se nos bastidores que é intenção da oposição anistiar todos os que se rebelaram contra a Convenção Geral e desafiaram a soberania das assembleias. Os hereges de plantão, com seus livros sobre maldição hereditária, maldição no nome, confissão positiva e barganha com Deus, que apoiam aberta e amplamente o candidato nortista, com o fim de serem recompensados, teriam acesso à Casa e mudariam conceitos seculares da doutrina trazida por Daniel Berg e Gunnar Vingren, os pioneiros do evangelho pentecostal no Brasil. 

Imaginem uma Assembleia de Deus onde Cerullo e Murdock tenham livre acesso à Convenção Geral e aos nossos púlpitos!  Imaginem livros de Emílio Conde, Orlando S. Boyer, Eurico Bergsten, Alcebíades Pereira Vasconcelos, rodando no mesmo prelo desses senhores e dividindo o mesmo espaço na CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus), com a logomarca da Casa, nas livrarias evangélicas, nas revistas das EBD's! Teria um efeito negativo muito maior, catastrófico mesmo: seria o fim da unidade doutrinária preservada há décadas. Seria pior que o caso da Bíblia Dake, que logo foi tirada de circulação por denúncia de homens sérios na igreja. 

Todo continuísmo é ruim? O que garante que os “revolucionários” não incorrerão nos mesmos erros administrativos que ora apontam e condenam? O que seria pior: continuísmo simples ou ameaça à unidade doutrinária e ainda os desmandos que se vêem na forma desses senhores dirigirem os destinos de suas igrejas ou convenções? 

Deus nos guarde de tamanho mal contra a nossa gloriosa e centenária igreja.

Deus abençoe a todos.
Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

20 VERSÍCULOS QUE PROVAM QUE A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE ESTÁ CERTA!



Depois que vi aqui no Gospel Mais a publicação da Revista Forbes listando os 5 pastores mais ricos do Brasil (aqui), resolvi averiguar e fazer uma pequena coletânea com 20 versículos que provam claramente que a teologia da prosperidade pregada e praticada por esses pastores está correta. Vejam as provas irrefutáveis:
1- “Deus quer te abençoar, mas se você não ofertar, Ele não terá poder de fazer isso por você” (II Heresias 3. 16)
2 – “Você pode desonrar seu pai e sua mãe e até deixá-los passar necessidades, mas nunca seu apóstolo” (I Apostolicensses 1.1)
3 – “A oferta é a alavanca que move a mão de Deus a seu favor” (1 Cretinices 4. 3)
4 – “A fé sem ofertas é morta” ( 1 Dólar 1. 8)
5 – “E Jesus entrou em Jerusalém montando seu jumentinho de dez mil talentos” (Juao 15. 23)
6 – “Disse o apóstolo, cheio do espírito, a todos que o ouviam: Minha conta corrente é 1.000/07” (II Conta Corrente 1. 71)
7 – “Assim que a oferta entrar na conta corrente deus dirá ao anjo Money: Destranque as janelas do céu e prenda o devorador na casinha” ( II Malaquias 3.15)
8 – “É com a semente que sai da sua carteira que a obra de deus é realizada na terra” ( I Heresias 2. 8)
9 – “Participe das campanhas de vitória financeira e Deus tirará dos ricos e dará a você” (1 Robin Hood 2. 3)
10 – “E alguns paulistanos foram mais nobres que os de Boraceia, pois semearam nesse ministério em dólar.” ( 1 Tio Patinhas 1. 7)
11 – “deus quer te dar a melhor roupa, o melhor carro, a melhor casa… só não te deu ainda porque você não tem determinado isso a ele com fé” (Absurdicensses 1. 25)
12 – “Assim ordenou também o senhor que os que pregam o evangelho que fiquem ricos com o evangelho” ( I Falácia 1. 1)
13 – “Primiciar é mover a mão de Deus a seu favor e a favor dos donos da igreja” ( I Primicias 1. 1)
14 -“Confia no senhor, dê sua oferta, faça sacrifícios financeiros e os seus desígnios serão estabelecidos” (Absurdicensses 8. 32)
15 – “E Gesuis encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; parabenizou-os pelas boas vendas que faziam, porém, expulsou os que ali oravam e quebrantavam seus corações, mas não ofertavam e nem compravam nada, bem como todo pobre que ali estava, e disse-lhes: A casa me meu pai é casa de negócio e não um covil de doentes e pobres!” (Indireticensses 2. 8)
16 – “É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que entrar alguém que não oferta, que não primicia, que não faz sacrifícios financeiros, nas igrejas da teologia da prosperidade” ( Sofismas 3. 12)
17 – “Porque o amor do dinheiro é a raiz de todas as bênçãos” ( 1 Mamon 1. 1)
18 – “Sacrifícios agradáveis a deus são os dízimos e as ofertas; coração que determina e exige, não os desprezarás, ó deus” (Salmos de Mamon 119. 3)
19 – “O maior mandamento é: Amarás a Mamon, teu deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. O segundo, semelhante a este, é: Honre e oferte aos seus líderes como a ti mesmo” ( 2 Leis de Mamon 2. 15)
20 – “Pelas suas ofertas o conhecereis. Pode, acaso, de um coração cheio de fé e do espírito, sair uma oferta pequena? (Apolion 15. 12)
E agora, sob o ponto de vista desses versículos, concorda que a teologia da prosperidade está certa?
FONTE: http://colunas.gospelmais.com.br/20-versiculos-que-provam-que-a-teologia-da-prosperidade-esta-certa_4034.html

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

MINHAS "PREVISÕES" PARA O ANO DE 2013

Acessando os sites mais importantes de nosso país, deparei-me com as previsões de cartas, tarôs, búzios, etc., e por isso resolvi também fazer minhas "previsões" para 2013 no meio evangélico.

A família será atacada como nunca pelo inimigo de nossas almas, que terá como armas as novelas, a pornografia, a violência e a corrupção generalizada. Os casamentos serão dissolvidos pelo divórcio por quaisquer motivos e aumentarão enormemente as uniões civis entre homossexuais. Permanecerá em pé a casa que estiver construída e firmada na Rocha, conservando o ensino da Palavra de Deus (Js. 24.15b; Mt.7.24-27).

Crescerá o número de igrejas independentes, fruto do desencanto com as lideranças obcecadas pelo poder e fascinadas pelo dinheiro. A teologia da prosperidade, o G12, a confissão positiva e outros desvios doutrinários farão mais vítimas no meio evangélico. Os teólogos liberais continuarão lançando dúvidas e incertezas acerca da Soberania, Onisciência, Onipotência de Deus e tratando a Vinda Pessoal de Jesus como utopia. Por outro lado, surgirão trabalhos pequenos, sérios, diferentes das mega-igrejas e o Senhor continuará levantando apologistas que defenderão a sã doutrina (I Tm. 4.1,2).

Em 2013 a quantidade de desigrejados aumentará devido às frustrações com igrejas que capitalizam sobre seus membros e prometem prosperidade, levando muitos à falência espiritual por falta de alimento sólido e financeira por não verem retorno nos desafios propostos ou investimentos em nome do Reino. Muitos desigrejados voltarão a congregar por desejarem uma vida mais saudáveis no plano horizontal e espiritual (Lc.12.31,32).

Os pregadores itinerantes serão mais amantes de si mesmos, infiéis nos contratos, buscando sua própria glória, sincretistas, pregando em qualquer lugar (não por qualquer preço) e desrespeitando o decoro de nossos púlpitos (II Tm.3.1-5). Conduzirão o povo ao emocionalismo, sensacionalismo e buscarão encher seus bolsos com gordas ofertas não se importando com o conteúdo doutrinário e com a sã doutrina. Todavia, alguns poucos, que têm Graça, dependerão inteiramente de Deus, aguardando a Vinda do Senhor Jesus nos ares durante todos os dias de 2013 (II Pd. 2.1; I Co. 15.10).

Os tele-evangelistas pedirão mais dinheiro em nome de compromissos com seus contratos com as TV's  e inventarão novas formas de arrecadar cifras astronômicas para bancar seus jatinhos, carros blindados, mansões e viagens em volta do mundo (II Pd. 2.2,3). Todavia, outros, em sua simplicidade terão acesso à mesma mídia e conservarão o modelo humilde de suas igrejas, negando-se a inventar meios impróprios de manter seus programas no ar (II Co. 11.3).

Na música surgirão mais ídolos e menos comprometimento com o verdadeiro louvor. Haverá mais alarde que quebrantamento, muito barulho e nenhum poder. As gravadoras ficarão mais exigentes no quesito técnico-vocal e evoluirão a qualidade e profissionalismo, no entanto, as canções terão exíguo conteúdo bíblico e pouquíssima inspiração. Contudo, alguns se sobressairão no verdadeiro louvor de qualidade e farão a diferença em 2013, mesmo que suas agendas não sejam tão cheias, posto que serão procurados pelos poucos cristãos sérios que restam (Tg. 1.27).

As convenções passarão por mudanças para pior. A política será a tônica dos discursos inflamados, tomando assim o lugar central da Cruz de Cristo. Muitas alianças serão feitas em nome do toma-lá-dá-cá, sem se importarem com diferenças litúrgicas, administrativas ou questões doutrinárias.  Obreiros disciplinados no passado serão perdoados, não visando o amor e restauração, mas o simples interesse por voto. Salvar-se-ão as poucas convenções sérias e remodelarão conceitos (At. 15.28a).

Haverá maior aproximação da mídia secular com a Igreja e os empresários dos músicos e cantores cristãos, ávidos de aparecerem e terem sucesso, serão usados e pagarão alto preço por deixarem a simplicidade em nome do brilho próprio (Tg. 4.4). Outros poucos terão menor visibilidade, contudo, terão mais inspiração e unção em suas apresentações, ainda que o número de seu público seja desinteressante para as redes de telecomunicação (Jo. 3.30).

Ainda tenho outras "previsões", mas o espaço aqui não permite.

Meu desejo é que a maioria das minhas "previsões" não se cumpram na íntegra para o bem da família, da igreja e das convenções. É possível que eu entre para a história como um pessimista, porém, minha experiência me diz que terei mais acertos que os prognosticadores, os búzios e os tarôs do espiritismo e do esoterismo. Será?

Convido os amados a deixarem também suas "previsões" para o ano de 2013.e

Paz para todos e um Feliz 2013 cheio de temor de Deus.