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terça-feira, 26 de outubro de 2010

JOELHOS DOBRADOS E OLHOS ABERTOS

O Brasil precisa de nossas orações
Prezados leitores e amigos, o texto abaixo trata-se, na verdade, de um boletim elaborado por mim e pelo Pastor Flauzilino Araújo dos Santos, enviado aos intercessores voluntários do site http://assembleia.org.br/ que consta com mais de 10.000 membros cadastrados e tem cerca de 3.000 visitas diárias. Os intercessores hoje são 346 e gostaria de convidar todos os leitores a conhecerem o site e fazerem parte de nossa equipe, cadastrando-se e orando voluntariamente pelos pedidos de oração que nos chegam. 

Com a proximidade das eleições, achamos por bem enviar aos intercessores e membros cadastrados um forte apelo de oração pela nação brasileira, crendo que Deus está no controle de todas as coisas independente de quem seja eleito presidente para os próximos quatro anos. Segue o texto: 

Amados,

O Brasil está passando por um momento de profundas transformações na área política, com mudanças tanto no Poder Legislativo (Congresso Nacional) como no Poder Executivo (Presidência da República e Ministérios), e que terá reflexos em todas as demais atividades de nossa nação.

As discussões acerca de assuntos que dizem respeito à valorização da vida e da liberdade de expressão religiosa, máxime temas relacionados ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo (casamento gay), urgem e nós como Igreja temos o dever de orar para que os princípios cristãos e bíblicos sejam mantidos em nosso país, bem como condenar e anular tudo quanto se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo (cf. 2 Coríntios 10:5).

É sabido que temos duas cidadanias: a celestial e a terrenal. Como cidadãos do país chamado Brasil, nos orgulham nossa origem, nossos valores e nossa história, e somos convocados a escolher dirigentes que julgarmos serem os de melhor perfil e que tenham programas de governo benéficos para a sociedade, e que não sejam incompatíveis com os valores cristãos. Por outro ângulo, como cidadãos da Pátria Celestial, somos convocados a orar pelo processo eleitoral e pelos Poderes e forças vivas da nação.

A orientação bíblica e a postura cristã é a de interceder junto ao Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo para que o presidente eleito seja temente a Deus e aceite discutir tanto as questões sociais como as religiosas e que valorizam a vida e a liberdade cúltica e litúrgica. Oremos para que Deus dê sabedoria ao Poder Legislativo para criarem leis mais justas e intercedamos pelo chefe do Executivo para que com temor de Deus, dirija o futuro de nosso povo.

Portanto, votemos com a consciência limpa, e oremos para que haja paz para nossa geração e a de nossos filhos, para que haja igualdade, transparência, ética, emprego, habitação, educação e erradicação da pobreza miserável. Intercedamos para que tenhamos continuidade na expansão do Reino e possamos opinar aberta e democraticamente sobre nossa crença e defesa da fé.

Provérbios 29:2 “Quando o justo governa o povo se alegra, mas, quando o ímpio domina, o povo geme.”

Portanto, estejamos de joelhos dobrados e olhos abertos, ou seja, orando e vigiando em todo o tempo.

A Deus seja toda a glória!

FLAUZILINO ARAÚJO DOS SANTOS
FRANCISCO GUEDES MAIA

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ORAR AINDA É O MELHOR RECURSO DO CRENTE

Imagem de uma figueira seca
( Breve reflexão sobre a oração do profeta Habacuque )

Habacuque: 3:17-19 - "Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas”.

Quando lemos o Livro do Profeta Habacuque, temos a nítida impressão de estarmos diante de um escritor inteligente e ao mesmo tempo sensível. Seu diálogo com Deus nos capítulos 1 e 2 nos faz enxergar um patamar de intimidade com o Divino pouco visto nas Escrituras. Sua postura frente aos pecados de Judá e seu questionamento ante o método usado por Deus para trazer justiça ao seu povo, revelam um caráter moldado pela oração, um ministério envolto no canto e na adoração. O último capítulo é um cântico de louvor e exaltação a Deus por compreender Seu processo para trazer a paz.

Quantas vezes não entendemos o modo de Deus agir e, por vezes, não sabemos o porquê de Ele permitir a doença, o desemprego, a angústia, o problema na vida conjugal e até o desespero frente aos problemas que julgamos insolúveis. Todavia, no diálogo com Deus, ou seja, na oração, Habacuque encontra a resposta para suas dúvidas e questionamentos. À espera de Deus na Torre de Vigia, ele pôde ver o fim do ímpio e do justo, e compreender que Deus é Soberano e que está no controle de todas as coisas. Ainda que não entendamos o processo de Deus, devemos nos colocar em oração em nossa torre e esperar a resposta para nossas causas, pois servimos a um Deus fiel e bondoso.

Portanto ainda que não haja explicação médica convincente e solução para o quadro clínico anunciado, ainda que os problemas se avolumem sobre nossas cabeças nos tirando a paz, ainda que não entendamos o problema da escassez ou a ausência do melhor amigo, ainda que o desemprego bata nossa porta, e o medo do futuro queira nos fazer descrer da Promessa, creremos em NEle e nos colocaremos humildes em oração até que passem as tempestades e as calamidades, e venham os tempos de bonança e refrigério pela resposta de Deus. Ainda que mudem as leis e os tempos, creremos NEle e O exaltaremos por Sua grandeza e bondade (Sl. 46. 2,3; Jó 13.15; Sl. 23.4).

Ainda que a pobreza e a miséria nunca venham a ser erradicadas; ainda que a violência e o grito de suas vítimas sobreponham-se ao louvor das igrejas; ainda que o ímpio governe, decrete leis injustas e persiga a Igreja; ainda que muitas denominações não honrem o nome do cristianismo histórico e blasfemem das doutrinas ortodoxas; ainda que as heresias proliferem no seio do cristianismo hodierno, creremos NEle e exaltaremos o Deus de nossa salvação.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

IGREJAS QUE ESTÃO MORRENDO

“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, mas estás morto. Sê vigilante e confirma o restante que estava para morrer, porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus”.

O texto acima faz parte da carta dirigida ao anjo da igreja, o pastor da igreja de Sardes. Entende-se na leitura das cartas dirigidas às igrejas da Ásia que o conteúdo estende-se à membresia e ao estado da congregação. Assim como a igreja de Sardes tem muita igreja, em nossos dias, que vive apenas de fachada e de marketing e mídia. Pensando nisso, comecei a avaliar o que pode levar uma igreja a adoecer e morrer. Tentei reproduzir aqui o perfil de uma igreja moribunda ou morta e de uma liderança sem vida.

Para nossa reflexão: Que carta o Senhor Jesus escreveria para nossas igrejas hoje ou para as lideranças que aí estão?

Perfil das Igrejas que Estão Morrendo.

Igrejas que reduzem o tempo destinado à exposição da Palavra e trocam a Palavra por teatros, jograis e coreografias;
Igrejas que enfatizam o louvor em detrimento do ensino e desprezam a centralidade da Mensagem da Cruz;
Igrejas que acolhem a teologia da prosperidade e empobrecem espiritual e doutrinariamente;
Igrejas que dão ênfase exagerada aos dons espirituais em detrimento da reflexão teológica;
Igrejas (ditas cristãs) que negam a Trindade como rezam as Escrituras Sagradas;
Igrejas que perderam o compromisso com o Evangelismo e Missão;
Igrejas cujo amor pelas almas foi suplantado pelo amor aos cargos eclesiásticos e políticos;
Igrejas cujo sentimento de doação ao próximo, foi sepultado pelo compromisso com seu próprio ego, visão ministerial e projetos;
Igrejas que trocaram a vida piedosa de oração pela agenda de inúmeras festas, algumas de caráter judaico, como se fossem judeus ortodoxos;
Igrejas que perderam o compromisso com a adoração e a consagração de seus membros em nome de uma liturgia oca de significado, vazia, sem base bíblica;
Igrejas que dizem possuir ministérios criativos, mas desprezam o dinamismo do Espírito explícito nas páginas do Livro Sagrado;
Igrejas que optam pelos pobres em nome de uma teologia que alega lutar pela igualdade e inclusão social, mas que se preciso for pega em armas para derramar sangue em nome da justiça;
Igrejas que optam pelos ricos, visando os altos e gordos dízimos, para em nome de Deus construir catedrais, onde o ofertante pobre fica em pé ou assenta-se nos últimos bancos;
Igrejas que defendem o casamento entre homossexuais e o aborto;
Igrejas que defendem o homossexualismo no sacerdócio;
Igrejas que tratam o pobre de “irmãozinho” e o rico de “doutor”;
Igrejas que têm opção preferencial pelos formados, políticos e celebridades;
Igrejas que defendem a frouxidão moral frente ao pecado e alargam a porta que Cristo declarou estreita;
Igrejas que sob pretexto de contextualização, mundanizam-se e, nem evangelizam e nem se contextualizam de fato, mas perdem seus membros para as práticas mundanizantes;
Igrejas que priorizam o caixa e não o altar;
Igrejas que pregam liberdade, mas encontram-se presas a escândalos;
Igrejas que escondem suas mazelas nos porões da história da denominação;
Igrejas que fracassam na ação espiritual, social e doutrinária, porque trocaram a visão de seus pioneiros;
Igrejas que vivem de novas “unções”, tais quais: unção da conquista, unção de ousadia, unção da multiplicação;
Igrejas que aumentam em número e diminuem em calor humano;
Igrejas que crescem em patrimônio, mas decrescem em Graça;
Igrejas que avolumam propriedades, mas perdem a essência de ser Igreja;
Igrejas que trocam a Palavra Escrita pela “palavra confessada”;
Igrejas que pregam cura, mas são doentes doutrinariamente;
Igrejas que têm destacada expressão na mídia, mas são omissas na práxis;
Igrejas que defendem a ortodoxia, mas mentem na ortopraxia;
Igrejas cuja liderança visa lucro e não o bem estar espiritual do rebanho;
Igrejas cujos pastores visam a permanência perpétua no poder;
Igrejas cujos líderes promovem os parentes e perseguem e matam os profetas;
Igrejas cujos obreiros descobrem no ministério uma fonte de lucro e desprezam “as mesas”, isto é, o serviço aos santos.

Graças a Deus que mesmo em Sardes ainda há gente comprometida com o Reino e que guardaram as suas vestes sem mancha e que andarão de branco, porquanto são dignas disso.

“Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

MISSÃO DA IGREJA E TURISMO CRISTÃO


"Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele" (Jo. 4.30 - A.R.A).




Para além de um simples diálogo com uma mulher, a passagem do Evangelho de João capítulo quatro está recheada de cristologia, soteriologia, história do povo hebreu, geografia bíblica e missiologia como poucos textos da Bíblia. Porém, o que me chama a atenção é a indolência dos discípulos que ao irem à cidade comprar comida (v.8) não se aperceberam da carência espiritual daquele povo. Pensaram apenas em suas próprias necessidades, pois foram “comprar alimentos". Havia uma necessidade premente por salvação naquela região, havia sede não das águas da Fonte de Jacó, fome não de alimentos que se encontravam no campo, armazenados nos celeiros ou nos mercados, mas sede e fome de Deus.


Depois do diálogo, a mulher samaritana, tocada pelas palavras de Jesus, vai até a cidade e diz: "Vinde comigo, e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele" (v.29,30). Mais adiante o Senhor diz "erguei os vossos olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa" (v.35b). Os discípulos, no entanto, estavam presos às suas próprias necessidades e diziam ao Senhor: "Mestre, come” (v.31b), olhando para seus próprios umbigos, tendo os olhos voltados para baixo. Jesus, porém, ergue os olhos e vê uma multidão vindo ao seu encontro. Pessoas que eles deveriam ter evangelizado, quando foram fazer compras, e tê-las trazido para Cristo foram despertadas pelo testemunho da mulher. O Mestre vê a multidão e diz aos doze: “ergam os olhos, vocês dizem que há quatro meses para a ceifa, mas eu vos digo que os campos estão prontos para a ceifa”.


Os campos falam das nações, das gentes, das etnias, de cada indivíduo ao redor deles (e nosso). Eles, todavia, foram até Samaria e não perceberam tão grande necessidade porque suas prioridades eram outras. Quantas pessoas viajam o Brasil e o mundo e não sentem as necessidades das nações, pois que viajam para visitar ruínas, monumentos, catedrais, museus... Quantos vão à Nova York e não se sensibilizam com a miséria espiritual em que se encontra a nação americana; visitam Nova Orleans e não sabem que ali está uma das capitais do satanismo no mundo; visitam a Índia e não se dão conta da idolatria e de seus milhões de falsos deuses que trazem uma nação inteira debaixo de escravidão... Quantos irmãos europeus, americanos e asiáticos visitam o Brasil e levam notícias dos carnavais, das praias, dos hotéis, da comida típica, dos parques aquáticos, quando em muitos lugares vivemos em um estado de injustiça social, violência, corrupção, fome, miséria, aborto, estupro... Quantos ignoram a realidade religiosa neste país, dominado pela religião católica, tradicionalista, idolátrica, presa ao passado e a conceitos teológicos infundados como batismo infantil, infalibilidade humana (papal), transubstanciação, entre outros.


Levantemos os nossos olhos e vejamos as necessidades das almas, qual o espírito de Paulo na Atenas entregue aos ídolos (At.17), e ampliemos nossa visão para vermos os campos brancos para a ceifa na "Samaria" de nossa realidade. Ergamos os nossos olhos e vejamos a multidão que está vindo ao nosso encontro, gente comum que cruzamos nas ruas e esbarramos nos supermercados, todavia estão carregados de dor, angustiadas, aflitas, estressadas, com casamentos e lares destroçados, pais separados e filhos nas drogas, desempregados, endividados, atormentados, medrosos, inseguros, incertos da salvação, temerosos quanto ao futuro, buscando alívio nas fontes seculares, religiosas, filosóficas e naturais desse mundo. Levemos, pois água e pão a eles e os conduzamos a Cristo!

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.


terça-feira, 27 de julho de 2010

CONTRA O MEDO E O PRECONCEITO

"O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons".

(Martin Luther King Júnior)
  
Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

(Maiakovski)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

(Bertold Brecht)

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar...

(Martin Niemöller)

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sábado, 10 de julho de 2010

BRUNO, O LEVITA E O VALOR DA VIDA

A Bíblia conta a história de um levita, em Juízes 19, que saiu errante com sua concubina e tendo chegado em  Gibeá, passou ali a noite. Depois de permanecer na praça, um homem velho efraimita que morava em Gibeá lhe deu guarida. Porém, os moradores daquela região cercaram a casa,  insistiram e tomaram sua companheira (do levita) e abusaram dela sexualmente até ao amanhecer. Não resistindo, veio a falecer. Seu companheiro a esquartejou e enviou pedaços de seu corpo às doze tribos. O ocorrido causou grande indignação dos filhos de Israel para com os habitantes de Gibeá e houve guerra entre eles. Alguns, hoje, advogam que aquele levita estava fora do plano de Deus e por isso tudo aquilo sobreveio a ele. Nossas teologias igrejeiras têm a teimosa mania de relacionar toda as tragédias aos pecados das vítimas. Esquecem que o contexto (capítulos 17 a 21) fala de um período de apostasia, de um povo que servia a Deus, mas deixou-se corromper pelos costumes pagãos e enfoca a violência de uma gente sem rei e sem lei (v.1). Naquele tempo todos faziam o que queriam porque Sansão teve o seu ministério encurtado por conta de sua desobediência e foi ceifado cedo, antes de cumprir seu tempo de juiz.  O peregrino não queria passar a noite em cidades que não fossem de Israel, por isso escolheu aquela cidade, mas infelizmente Gibeá estava tomada da violência e crueldade, típicas dos antigos moradores cananeus. Em Lucas 13.1-5, o Senhor Jesus mostra claramente que homens bons e maus morrem de igual modo, e todos devem se arrepender igualmente. Ele próprio não tinha pecado e morreu tragicamente numa Cruz para nos salvar. E o que dizer dos apóstolos, cuja história relata que morreram todos martirizados? E Estevão? E Paulo? E Policarpo? e Jonh Huss?

Assisti, no Jornal Hoje, um lamentável levantamento de quanto o jogador Bruno, goleiro do Flamengo, clube carioca, poderia acumular de riquezas se continuasse jogando. Disse o especialista que se permanecesse no Brasil, acumularia 40 milhões de reais e se fosse transferido para o exterior poderia chegar aos 100 milhões. Esta é a realidade da sociedade e do mundo em que vivemos. Em pleno processo investigativo, onde o esportista é suspeito de haver mandado matar uma ex-namorada, a rede Globo de Televisão teve a brilhante ideia de calcular quanto o homem perderá em dinheiro. Alguém na emissora citada poderia citar quanto vale a vida da Eliza? A dor dos pais dela? As consequencias sobre a vida da criança que hoje completa cinco meses de vida? Os resultados psicológicos na vida dos participantes desse crime bárbaro, como o adolescente que presenciou toda a cena e confessou que não consegue deixar de ver Eliza?

Quanto vale a vida? Quanto vale uma alma para o Reino de Deus? Ou vamos brincar de determinismo agora e dizer que foi assim porque não era para ela ser salva mesmo, afinal era uma "modelo" ou que participou de filmes adultos e por isso mereceu esse tipo de morte? Morte descrita com requinte de crueldade, nem mesmo visto nos filmes de Mel Gibson. Disse o delegado que as últimas palavras da moça teriam sido: "Eu não aguento mais apanhar". Ninguém diz isso sem antes ser maltratada como um verme, um bicho. Li nos muitos jornais de nosso país que os criminosos teriam desossado o corpo (como um animal, um boi de frigorífico), dado sua carne para cães de raça rottweiler e depois concretado os ossos para não serem descobertos.

A investigação ainda corre, mas quero chamar a atenção para o que o ser humano sem Deus é capaz de fazer. E agora não importa tanto se o Bruno foi abandonado pelos pais quando bebê e criado pelos avós. Conheço muita gente abandonada em portas de casas de estranhos que crescem e são pessoas de bem. Os calvinistas estão certos quando falam de depravação total ou os arministas quando alegam que foi parcial? E por que a Igreja é tão omissa enquanto o assunto comove a nação inteira e não se pronuncia contra ou a favor? Alguém pode alegar que não pediram nossa opinião e por isso não nos metemos em questões que não nos dizem respeito. 

Sou muitíssimo a favor de que a igreja ore pelo mundo, pelas pessoas, pela salvação, pelas autoridades, pelos reis da terra, pela paz de Israel e de Jerusalém, mas também sou a favor de que a igreja vá a público para dizer que é contra esse tipo de violência, contra o pecado, contra a corrupção, contra as fichas sujas dos políticos e das convenções das igrejas evangélicas, inclusive. Não uma igreja que sai às ruas para fazer movimento com som de trio elétrico para chamar atenção para sua denominação e sua suposta influência na sociedade, enquanto seus líderes são presos não por amor a Cristo, mas por outras causas desprezíveis. Não sou a favor de uma igreja que marcha de um lado para o outro da cidade, mas não marcha para o Céu.

Neste ano de eleições, infelizmente, temos que reconhecer que boa parte de nossos políticos nada fazem para o bem-estar da sociedade. A maioria deles defende os interesses de suas denominações, dá títulos de cidadania a pastores que estão em eminência e coloca nome de cristãos destacados, segundo seus interesses particulares, em ruas de suas cidades, enquanto deveriam criar e votar leis mais justas, contra a violência e a desigualdade social. Quanto custa um mandato político? Quanto custa ser eleito? Quanto vale um voto? Quanto vale a vida da concunbina do levita errante? Quanto vale a vida da Eliza? Quanto vale a vida do nenen? E a do menor infrator? E a do Bruno? Quanto vale a vida dos executores? Quanto vale uma alma?

Eliza não era mais pecadora que qualquer outro cidadão para merecer uma morte bárbara. O ser humano é mau desde sua mocidade e é capaz de praticar os crimes mais hediondos e inimagináveis. Somente o Evangelho de Jesus poderia converter os moradores de Gibeá. As leis não vão extinguir o pecado, mas com certeza vão impedir o avanço da barbarie. E quem sabe as emissoras de televisão e os formadores de opinião teriam um coração mais humano, mais solidário, e repensassem o ser humano em termos de vida e não de valores.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

URGENTE: CINCO PASSOS PARA A QUEDA DOS GRANDES MINISTÉRIOS

Esse artigo foi enviado por um Pastor Amigo, William Pessoa, e pode ser encontrado, na íntegra, na Revista Cristianismo Hoje. Como o texto é um pouco longo, resolvi editá-lo. Vale a pena ler:

O declínio de uma igreja passa por cinco estágios nem sempre fáceis de perceber

Um pouco antes de terminar meus estudos em teologia, fui convidado para pastorear uma congregação no sul do Illinois, nos Estados Unidos. Aquele foi meu primeiro grande despertamento para as realidades da liderança pastoral – e uma experiência um tanto desconfortável. As habilidades ou dons que levaram a congregação a me convidar a ser seu líder espiritual foram, provavelmente, meu entusiasmo, minha pregação e minha aparente habilidade – mesmo sendo ainda jovem – em alcançar pessoas e fazê-las sentirem-se cuidadas.

(...) Com meus 27 anos, eu estava completamente perdido. Passara meus anos no seminário pensando que tudo que alguém precisava para liderar era uma mensagem carismática e uma visão encorajadora, e tudo o mais na vida da igreja seria perfeito. Ninguém havia me falado sobre grupos a serem dirigidos, equipes esperando resultados e congregações precisando ser curadas. Há quem tenha bom conhecimento de como conduzir uma comunidade cristã. Eu não tinha.

Geralmente, quando se entra num processo de crescimento descontrolado de uma organização, abandonam-se os princípios sobre os quais ela foi constituída

Foi naqueles dias de angústia que fui apresentado ao meu primeiro livro de liderança organizacional, The Effective Executive (“O executivo eficiente”), de Peter Drucker. Ali, percebi como as pessoas estão dispostas a alcançar objetivos que não podem ser atingidos. Aquele livro, provavelmente, me livrou de um nocaute no primeiro round em minha vida como um pastor. (...)

Recentemente, Collins e seu grupo de pesquisadores escreveram uma obra menor, com o nome How the Mighty Falls (ainda sem titulo em português), que segundo ele começou como um artigo e terminou como um livro. Collins afirma que foi inspirado em uma conversa durante um seminário, no qual alguns poucos líderes de setores tão diversos como o militar e o de empreendimentos sociais reuniram-se para explorar temas de interesse comum a todos. O tema era a grandeza da América e os riscos desse gigantismo.(...)

O primeiro é a autoconfiança como fruto do sucesso. “Prestamos um desserviço a nós mesmos quando estudamos apenas sobre o sucesso”, afirma Collins. Uma pesquisa e análise acerca de empreendimentos, até mesmo na literaturas de liderança eclesiástica, mostra que poucos livros investigam as raízes do fracasso. Parece que existe no segmento cristão a presunção de que o sucesso é inevitável, razão pela qual não se torna necessário considerar as possíveis consequências de uma queda. A confiança exagerada em si mesmos, nos sistemas que criam ou na própria capacidade para resolver tudo faz com que os líderes não enxerguem seus pontos de fraqueza. Subestimar os problemas e superestimar a própria capacidade de lidar com eles é autoconfiança em excesso. A ganância e a busca desenfreada por mais é outra das principais situações que derrubam um grupo ou organização. Geralmente, quando se entra nesse processo descontrolado, abandonam-se os princípios sobre os quais a entidade foi constituída.

A busca pelo crescimento exagerado é o segundo estágio que antecede a derrocada, seja de uma organização secular ou de um ministério cristão. Muitos líderes tornam-se cegos pelo êxtase do expansionismo. Constantemente surge uma necessidade em tais líderes de mostrarem-se capazes, e eles não conhecem outra forma de fazer isso que não seja tornando seus empreendimentos maiores, independente das consequências. É a incessante idéia de que tudo tem que crescer e crescer. Todavia, impressiona o fato de que a cobrança de Jesus aos seus discípulos estivesse relacionada à necessidade de fazer novos discípulos, e não de construir grandes organizações. Ele parecia saber que discípulos bem treinados em cada cidade e povoado dariam conta de conduzir o movimento cristão de forma saudável. Talvez Jesus temesse exatamente o que está acontecendo hoje: a sistematização do movimento cristão, sua centralização e expansão tão somente para causar uma impressão.

O terceiro estágio de declínio identificado por Collins é desencadeado quando líderes e organizações ignoram ou minimizam informações críticas, ou se recusam a escutar aquilo que não lhes interessa. A negação dos riscos é um perigo iminente – e riscos não levados a sério são justamente aqueles que, posteriormente, causam grandes estragos na organização. É preocupante, para Collins, quando organizações que baseiam suas decisões em informações inadequadas. Em meu ministério de liderança, cedo aprendi a temer conselhos que começam com expressões como “Estão dizendo” ou “O pessoal está sentindo”. Prefiro valorizar dados precisos, vindas de pessoas confiáveis, sábias, que se engajam na tarefa de liderar a comunidade com sensatez. Isso nos possibilitou caminhar ao lado de gente que jamais imaginávamos que caminharia conosco. Nada me foi mais valioso do que receber, delas, informações que me ajudaram a conduzir minha congregação.

O estágio quarto começa, escreve Jim Collins, “quando uma organização reage a um problema usando artifícios que não são os melhores”. Ele dá como exemplo uma grande aposta em um produto não consolidado, o lançamento de uma imagem nova no mercado, a contratação de consultores que prometem sucesso ou a busca de um novo herói – como o político que vai salvar a pátria ou o executivo que em três meses vai tirar a empresa do buraco. Eu me lembro de épocas nas quais eu estava desesperado por vitórias que fariam com que minha igreja deixasse de caminhar na direção em que estava caminhando – para o abismo. Ao invés de examinar o que nossa congregação fazia nas práticas essenciais de serviço ao povo, centrada no serviço a Cristo, fui tentado a me concentrar em questões secundárias: cultos esporádicos de avivamento, programações especiais, qualificação de nossa equipe de funcionários. Hoje eu vejo o que tentei fazer: promover salvação de vidas através de publicidade, uma grande apresentação o um excelente programa. Graças a Deus, aprendi – assim como aqueles ao meu redor – que artifícios assim não funcionam. O que funciona é investir em pessoas, discipulá-las, conduzi-las a Jesus e adorá-lo em espírito e em verdade, fazendo com que as coisas estejam em seu devido lugar.

Collins menciona ainda o estágio cinco da decadência, que é o da rendição. Se as coisas saem do eixo organizações como igrejas tendem a perder a fé e o espírito. Penso que o templo em Jerusalém deve ter ficado dessa forma quando Jesus se retirou de lá e disse que não voltaria àquele lugar. Ele estava antecipando o dia, que estava por vir, quando não restaria pedra sobre pedra ali. Não muito tempo atrás, eu estava em frente ao templo de uma igreja no País de Gales. Na porta, estava a seguinte placa: “Vende-se”. Uma outra placa indicava que aquele prédio havia sido construído no período do grande avivamento britânico, no século 18. Agora, o prédio estava escondido entre a vegetação, completamente abandonado.
Quando começa a morte de uma organização? Quem perdeu os sinais que indicam vida? Quem abandonou os princípios essenciais? Quem não entendeu as informações? Quem está correndo, completamente perdido no meio da multidão, sem saber pra onde ir? Essas são boas perguntas. Se ignoradas, a igreja cairá.

Gordon MacDonald é editor da revista Leadership
First published in Leadership Journal, copyright © 2010.
Used by permission, Christianity Today International
Tradução: Daniel Leite Guanaes

Fonte: revistacristianismohoje.com.br

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.
No Amor de Cristo!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O PAPEL NA BOCA

Por Dr. Flauzilino Araújo dos Santos*

Conta uma antiga lenda que na Idade Média um homem honrado foi injustamente acusado de haver assassinado uma mulher.
Na realidade, o verdadeiro assassino era uma pessoa muito influente do reino e por isso, desde o primeiro momento, se procurou encontrar um bode expiatório para encobrir o verdadeiro culpado.
Assim que o homem honesto e inocente foi preso e levado a juízo, conhecendo-se de antemão que teria escassas ou nulas oportunidades de escapar ao terrível veredicto: morte por enforcamento.
O juiz cuidou, não obstante, de dar ao julgamento todo o aspecto de justiça, e por isso ele disse ao acusado:
- Conhecendo a sua fama de homem justo e devoto a Deus, vamos deixar em suas mãos o seu destino. Nós vamos escrever em dois papeis separados as palavras culpado e inocente. Você escolherá uma, e a sua escolha será a mão de Deus para que decida o seu destino.
Por óbvio, os assistentes corruptos do juiz haviam escrito nos dois papeis a mesma palavra culpado, e a pobre vítima ainda sem conhecer os detalhes, se dava conta de que o sistema proposto era uma trama para condená-lo à morte.
Não havia escapatória!
O juiz ordenou ao homem que pegasse um dos papeis dobrados.
O homem respirou profundamente, ficou em silêncio por alguns segundos com os olhos fechados e, quando a sala de julgamento começava a impacientar-se pela demora, ele abriu os olhos e com um estranho sorriso fez sua eleição: tomou um dos papéis e, levando-o à sua boca, o mastigou e o engoliu rapidamente.
Surpreendidos e indignados os presentes protestaram iradamente: - Por que você fez isso? E agora? Como vamos saber o veredicto?
- É muito simples, respondeu o homem. É questão de ler o papel que ficou e saberemos o que dizia o papel que eu escolhi.
Com resmungos e raiva mal dissimulada tiveram que liberar o homem e jamais puderam voltar a acusá-lo porque no papel que ficara sobre a mesa estava escrita a palavra culpado.

Caríssimo amigo: Quando tudo parecer perdido, use sua imaginação. Quando parecer que não existe uma única luz no fim do túnel, use a sua imaginação.
Albert Einstein disse uma frase lapidar: "Nos momentos de crises, somente a imaginação é mais importante que o conhecimento”.
Com efeito, você pode alcançar o conhecimento por meio de estudos, de pesquisas e da observação. Todavia, pela sabedoria ultrapassamos as fronteiras do conhecimento humano e adentramos numa dimensão de saber sobrenatural pela iluminação de nossas mentes, a ponto de encontrarmos soluções imediatas para situações que julgávamos insolúveis; para situações que julgávamos sem saída. Refiro-me à sabedoria divina.
“Como é feliz o homem que acha a sabedoria...” (Provérbios 3:13).
A pergunta que se propõe é a seguinte: - Como podemos alcançar esse patamar de saber sobrenatural?
A Bíblia responde: Um de seus escritores - São Tiago – revela uma fórmula singela para se adquirir sabedoria que vem do alto, senão vejamos o que ele disse: "Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida. Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal pessoa que receberá coisa alguma do Senhor, pois tem mente dividida e é instável em tudo o que faz" (Tiago 1.5-8).

Caríssimo(a) Amigo(a): Ao encerrar esta mensagem eu peço que o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o nosso Pai glorioso, dê a você o Dom da Sabedoria para que, em primeiro, você amplie o seu conhecimento de Deus e possa interagir com Ele no seu dia-a-dia.
Peço também a nosso Deus e Pai que os olhos de seu coração – os olhos de sua mente – sejam iluminados com o conhecimento de Deus a fim de que você encontre as saídas e soluções sobrenaturais para todos os problemas, sejam eles pequenos, ou grandes.
É real que Deus está com as suas mãos estendidas para suprir todas as nossas necessidades, sejam elas espirituais, emocionais, intelectuais, financeiras, de saúde enfim, quaisquer que sejam. Pela fé em Cristo Jesus receba esse favor de Deus sobre a sua carreira profissional, sobre a sua família, sobre os seus negócios e sobre todas as áreas de sua vida.
Se você puder, por favor, diga agora em voz audível: “Meu Deus e Pai que está nos céus, obrigado por me buscar e me encontrar. E agora, pela fé no nome de Jesus Cristo, eu recebo a Tua sabedoria sobre a minha vida. Amém. Amém”.

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* Pastor Flauzilino Araújo dos Santos é pastor da Igreja Assembleia de Deus em Vila Nova, Campinas , São Paulo, e responsável pelos sites www.assembleia.org.br e www.telepaz.com.br