terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ATOS DOS APÓSTOLOS - TEMA DA ESCOLA DOMINICAL

ENTREVISTA CONCEDIDA AO PROGRAMA MENSAGEM EFICAZ
(PARA OUVIR MELHOR, DÊ UMA PAUSA NA RÁDIO DO BLOG)

Atos dos Apóstolos - Tema do 1º Trimestre EBD 2011 from Mensagem Eficaz on Vimeo.


Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E AÍ, CRIAÇÃO OU EVOLUÇÃO?

Hoje, quando o Criacionismo é tão debatido e desprezado nas escolas e nas academias e quando Evolucionismo é tão divulgado e aceito como "verdade inconteste" por uma ala de cientistas e pensadores dessa sociedade anticristã, quero compartilhar um slide que achei muito interessante, onde os amados leitores e amigos deste blog poderão admirar a grandeza do Criador e as riquezas encontradas em Sua Obra, a criação.



ATENÇÃO: AS ESCOLAS ESTÃO ENSINANDO PARA NOSSOS FILHOS QUE ELES VIERAM DO MACACO. DIVULGUEM PARA SEUS AMIGOS!!!

Fonte: http://wallysou.com/2011/02/07/criacao-ou-evolucao-vamos-refletir/#comments

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

UMA NOVA PERSPECTIVA SOBRE O APÓSTOLO PAULO?

Amados, achei esse texto ótimo e quero compartilhar com vocês o pensamento do Reverendo Augusto Nicodemus sobre o assunto. Vale apena ler todo  texto para suas conclusões. Boa leitura! 

Por Augusto Nicodemus Lopes.

Quando a gente pensa que já viu de tudo nos círculos acadêmicos de estudos bíblicos é surpreendido com a chegada de uma abordagem potencialmente revolucionária sobre o apóstolo Paulo. Essa abordagem acaba trazendo um profundo impacto em uma das doutrinas mais preciosas para os evangélicos, especialmente aqueles que se identificam com a Reforma protestante do séc. XVI.

Estou falando da “Nova Perspectiva sobre Paulo,” um movimento que tem cerca de 20 anos de existência e que somente mais recentemente chegou ao Brasil, especialmente através dos escritos N. T. Wright, de quem falaremos mais adiante. A NPP (“Nova Perspectiva sobre Paulo”) desde cedo caiu sob fogo cerrado de estudiosos dentro do campo Reformado. Homens do calibre de John Piper, D. A. Carson, Lingon Duncan, Sinclair Ferguson, e muitos outros têm escrito livros e artigos e feito palestras manifestando preocupação com as implicações deste movimento (veja aqui um estudo meu em português).

O que é, então, a NPP? Quais as suas propostas e por que elas têm causado furor entre os estudiosos evangélicos reformados? De maneira sucinta, a NPP defende que desde a Reforma protestante nós temos lido as cartas de Paulo de maneira errada. Pensávamos que o centro da pregação dele era a justificação pela fé sem as obras da lei, quando na verdade Paulo estava polemizando contra aqueles pregadores judeus cristãos que não queriam a presença dos gentios na nascente igreja judaico-cristã. É preciso, então, abandonar a “velha” perspectiva, que teve origem em Lutero e demais Reformadores, e adotar uma nova, que faça justiça aos fatos da época do apóstolo.

Deixe-me tentar explicar melhor como tudo isto começou, se é que é possível fazê-lo num espaço curto e mais ou menos informal como este.

1) Primeiro, é necessário entender que antes de ser uma nova perspectiva sobre Paulo, esta abordagem é uma nova perspectiva sobre o Judaísmo da Palestina nos tempos de Paulo. Estudiosos como E. P. Sanders (Paul and Palestinian Judaism, 1977) conseguiram convencer a muitos que o Judaísmo do primeiro século não era uma religião legalista de busca de méritos para a salvação. Os judeus já se consideravam salvos e faziam as obras da lei para permanecer no povo de Deus. Os fariseus, apesar do seu apego às leis de Moisés, sabiam que a salvação não era pela obediência a estas leis, mas pela fidelidade de Deus à aliança feita com Abraão. Portanto, quando Paulo dizia que a salvação era pela fé sem as obras da lei ele não estava combatendo o legalismo ou a tentativa de salvação pelas obras. Ele estava simplesmente condenando a ênfase que os judeus davam a estas obras a ponto de não permitir que não-judeus convertidos ao Cristianismo fossem considerados parte do povo de Deus. 

Apesar de sua importância, há vários problemas com a obra de Sanders. Um deles é que ele usou fontes do século III e IV (Talmude, Mishna, midrashes) para reconstruir o pensamento judaico do século I, algo que chamamos de anacronismo.

2) A nova perspectiva de Sanders sobre o Judaísmo trouxe uma nova perspectiva sobre a Reforma. Para os defensores da NPP, Lutero leu Paulo à luz da sua própria experiência e assim desviou as igrejas reformadas da correta interpretação do que o apóstolo havia escrito sobre salvação, justificação e obras da lei. Já em 1963 o luterano Krister Stendhal havia escrito um artigo influente (“Paulo e a Consciência Introspectiva do Ocidente”) em que ele acusava Lutero de ter imposto a Paulo o seu próprio drama existencial quanto à salvação. Paulo nunca teve problemas de consciência antes de sua salvação, disse Stendhal, nem qualquer outro judeu daquela época. Ninguém estava perguntando “o que posso fazer para ser salvo” – essa foi a pergunta de Lutero, mas não era a pergunta de Paulo e nem dos judaizantes com quem ele discutiu em Gálatas. Além disto, as Confissões de Agostinho também influenciaram em demasia a igreja no Ocidente, levando-a à introspecção e à busca individual da salvação. Isso fez Lutero ver na polêmica de Paulo contra as “obras da lei” em Gálatas e Romanos a sua própria luta em busca de salvação dentro da igreja católica – o que foi um erro. Os defensores da NPP criticam os reformados por terem defendido durante tanto tempo que o centro da pregação de Paulo, bem como do Novo Testamento, era a doutrina da justificação pela fé, quando esta, na verdade, era a agenda de Lutero e não de Paulo.
Todavia, como tem sido observado, não foram somente os luteranos que tiveram este entendimento – o protestantismo em geral, inclusive aquele não influenciado diretamente pelas obras de Lutero e demais reformadores, sempre entendeu, lendo sua Bíblia, que ela trata essencialmente deste assunto: de que maneira o homem pode ser justificado diante de um Deus santo e justo?

3) Na seqüencia, veio uma nova perspectiva sobre as “obras da lei”. A Reforma sempre entendeu que “obras da lei” em Gálatas e Romanos, contra as quais Paulo escreve, eram aqueles atos praticados pelos judeus em obediência aos mais estritos preceitos da lei de Moisés. Eles procuravam guardar tais preceitos visando acumular méritos diante de Deus. Foi contra tais obras que Paulo asseverou aos gálatas e aos romanos que a salvação é pela fé em Jesus Cristo, somente. Mas, James G. Dunn, em especial, argumentou que as “obras da lei” a que Paulo se refere em Gálatas e Romanos eram a circuncisão, a guarda do calendário religioso e as leis dietárias de Moisés – sinais identificadores da identidade judaica no século I. Paulo era contra aquelas coisas porque elas separavam judeus dos gentios e impediam que gentios convertidos se sentassem à mesa com judeus convertidos. Em outras palavras, a polêmica de Paulo não era contra o legalismo dos judaizantes, mas contra a insistência deles em manter os gentios distantes. A questão não era soteriológica, mas eclesiástica. A Reforma havia perdido este ponto de vista por causa de Lutero e Agostinho.

Mas, cabe aqui a observação, se as obras da lei não eram esforços meritórios fica muito difícil entender não somente Gálatas e Romanos, mas inclusive passagens de Atos, como esta: “Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos” (At 15:1). No fim tenho de escolher se acredito em Atos ou no que Dunn está dizendo.

4) Tudo isto trouxe o que James Dunn chamou de uma “nova perspectiva” sobre Paulo. Esse movimento se dividiu em duas linhas gerais. (a) Os mais radicais, que acham, como H-J Schoeps, que Paulo, por ser um judeu da Dispersão, não entendeu e portanto torceu inadvertidamente a soteriologia do Judaísmo da Palestina, atacando-o por julgar que era uma religião baseada em méritos, quando, na verdade, não era. Outros, como H. Räisänen, alegaram que Paulo era judeu por fora e gentio por dentro, o que lhe causava uma ambigüidade nunca vencida, que o levava a falar mal da lei em Gálatas e bem dela em Romanos. Nesta vertente, o problema é Paulo, que passou uma visão distorcida dos judeus e fariseus do primeiro século. Esta linha dentro da “nova perspectiva” não tem muitos defensores. A que ganhou mais aceitação foi a segunda, (2) aqueles que afirmam que o problema não é Paulo, mas os reformados que o leram com os óculos de Lutero. É preciso olhar Paulo de uma nova perspectiva, que leve em conta as descobertas de Sanders (Judaísmo não era legalista), Stendhal (Paulo era um fariseu sem problemas com a lei), Dunn (obras da lei são apenas marcadores de identidade judaicos). É preciso reler Gálatas e Romanos deste novo ponto de vista e tentar descobrir qual era realmente a polêmica de Paulo com os judeus, judaizantes e fariseus de sua época. Tem que ser outra coisa, mas não este assunto de salvação pela fé sem as obras da lei.

A pergunta que não quer calar é como a Igreja toda, mesmo contando com exegetas e teólogos do maior calibre, conseguiu se enganar por tanto tempo, do sécuilo XVI até hoje, em um assunto tão básico?

5) E por fim, tudo isto trouxe uma nova perspectiva sobre a justificação proposta pelos defensores da NPP. Os reformados sempre afirmaram, com base em Gálatas, Romanos e demais livros do Novo Testamento, que a mensagem central das cartas de Paulo é que os pecadores podem ser justificados de seus pecados mediante a fé em Jesus Cristo, sem obras pessoais e meritórias. E que esta justificação consiste em Deus nos imputar – isto é, atribuir – a própria justiça de Cristo. Lutero dizia que somos justificados com uma justiça alheia, a de Cristo, e não com uma justiça nossa, que procede de nossa obediência à lei de Deus (obras da lei). Lutero e demais reformadores entenderam que esse era exatamente o ponto de discussão entre Paulo e os judaizantes, que à sua época queriam exigir que os crentes não judeus guardassem a lei de Moisés para poderem ser salvos.

É aqui que entra em cena Nicholas Thomas Wright, bispo anglicano de Durham, Inglaterra, provavelmente hoje o estudioso mais conhecido e destacado que defende a “nova perspectiva” sobre Paulo. Ele ganhou a simpatia de muitos evangélicos por suas posições firmes contra o aborto e a eutanásia e as uniões civis de homossexuais dentro da Igreja Anglicana. 

O ponto mais controverso da posição de Wright sobre Paulo é sua tentativa de redefinir a doutrina da justificação pela fé. Wright abraça a “nova perspectiva”, seguindo Stendahl, Sanders e Dunn. A principal obra de Wright, que o marcou como um defensor da “nova perspectiva” é What St. Paul Really Said (1997). Segundo ele, para Paulo a justificação não significa que Deus transfere a sua própria justiça ao pecador, como ensina a doutrina da imputação; Deus, à semelhança do que se faz num tribunal, considera vindicado o pecador, sem, todavia, imputar-lhe a sua própria justiça. Segundo Wright, é esse o caso nos tribunais gregos – nenhum juiz imputa ao acusado a sua própria justiça pessoal, simplesmente o absolve. A conclusão é que Paulo nunca ensinou a doutrina da imputação da justiça. Não é isso o que Paulo entende por justificação, justificar e justificado. Deus absolve o pecador por causa de sua fidelidade ao pacto, à aliança. É isso que significa a sua justiça.

Tem coisa boa na NPP? Tem, sim. O movimento nos desperta para estudarmos o contexto de Paulo mais profundamente. Os estudos de Sanders nos trouxeram muitas informações sobre o pensamento rabínico dos séculos III e IV quanto à salvação. As observações de Stendhal nos ajudam a ter uma visão mais correta sobre a relação pessoal de Paulo para com a lei – ele realmente não era um fariseu em crise existencial antes de se converter. E Dunn chama nossa atenção para o aspecto missiológico e social da polêmica de Paulo contra as obras da lei. Todavia, estes aspectos positivos não anulam as sérias implicações do movimento, especialmente quanto à doutrina da justificação.

Isso pode soar como mais uma daquelas questiúnculas irrelevantes que ocupam os teólogos a maior parte do tempo. Todavia, não é. O que a NPP coloca em jogo são duas das mais importantes doutrinas da fé cristã, que são a morte substitutiva de Cristo e a imputação da sua justiça aos que crêem. Mesmo que Wright fale que os crentes terão seus pecados perdoados, fica a pergunta: com base em que, se a morte de Cristo não é substitutiva e nem seus méritos são transferíveis?

Prefiro a velha perspectiva. Nem sempre o vinho novo é o melhor.

Fonte: Temporas e Mores.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

ENTREVISTA CONCEDIDA AO MENSAGEM EFICAZ. TEMA: ATOS DOS APÓSTOLOS (1o. TRIMESTRE DA EBD).

Prezados leitores, gostaria de apresentar a entrevista que concedi ao PROGRAMA MENSAGEM EFICAZ, da Igreja Assembleia de Deus da Lapa, Ministério do Belém, São Paulo. O programa tem a apresentação do Pr. Renan Veiga e dos amados Presbítero José Antonio e Diácono Célio Zupelo. O assunto é ATOS DOS APÓSTOLOS - TEMA DO PRIMEIRO TRIMESTRE DA EBD DE 2011. 

PARA OUVIR MELHOR, DÊ UMA PAUSA NA RÁDIO DO BLOG

Atos dos Apóstolos - Tema do 1º Trimestre EBD 2011 from Mensagem Eficaz on Vimeo.

Também pode ser acompanhada no site da igreja, cujo endereço é:  http://www.adlapa.com/mensagemeficaz.asp?ID=19237509 onde poderão assistir mensagens e entrevistas com o Pastor José Prado Veiga (Setor da Lapa), Missionário José Satiro (Colômbia) e outros expoentes de nossa igreja.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A UNIÃO DO POVO DE DEUS

Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre (Salmo 133).

Introdução: O Salmo 133 faz parte dos salmos dos peregrinos ou dos salmos de romagem, também conhecidos como Cânticos dos Degraus. Os salmos que se enquadram nesse grupo vão do número 120 até o salmo de número 134. Aprendemos com os peregrinos, entre outras coisas, que o culto não começa no templo. De igual modo o culto cristão não começa dentro das quatro paredes. Para alguns o culto começa quando os hinos congregacionais são entoados pela Igreja, para outros quando toca o seu instrumento ou quando o pregador começa a explanar a Palavra de Deus, mas o verdadeiro culto tem sua origem no nosso coração quando nos predispomos a irmos à casa de Deus. O anelo do coração de Deus é expresso pelo salmista no salmo 133, e este anelo é a doce e boa comunhão entre os irmãos, não importando raça, origem ou classe social. A Bíblia nos diz que somos todos um na pessoa de Cristo.

O salmista compara a união dos irmãos a três coisas:

I - Oferta Agradável - No livro de Levíticos temos uma série de tipos de ofertas que podiam ser oferecidas ao Senhor (Lv. 1-7). Uma delas era a oferta de Manjares. Na oferta de Manjares era possível se ofertar grãos na espiga ou farinha (massa) e isso mostra dois tipos de crente, o crente que sempre se considera individualmente, que é arrogante, presunçoso e orgulhoso. Este tipo de crente é comparado ao grão, uma vez que preserva suas características naturais, mas é necessário que o grão seja moído para que haja farinha e seja deitado à farinha o óleo para que se possa fazer o bolo. Em Gl 3.28 a Bíblia nos diz: “Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus”, é necessário que deixemos as diferenças e, moídos, formemos uma só massa, para que o Espírito nos una com o óleo precioso e nos transforme em oferta agradável e de cheiro suave! (Rm 12,1,2).

II - Óleo Precioso (Unção) - O Salmista também compara a comunhão e a união dos irmãos como o óleo precioso que desce sobre a barba de Arão. Arão foi confirmado pelo Senhor como sacerdote do povo, quando Deus fez a vara florescer e dar frutos. Em Nm 17, a Bíblia nos conta como a vara de Arão floresceu e deu frutos. A vara que floresceu é um tipo de Jesus Cristo, que viveu, morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia! Buda, Confúcio e todos os demais líderes de outras religiões morreram, mas somente Jesus ressuscitou, está vivo e exaltado à destra de Deus. Somente Ele floresceu e deu frutos! Deus deu ordem a Moisés para que se fizesse um óleo para que ungisse a todos os sacerdotes. Este óleo era tão precioso que ninguém podia fabricá-lo para o seu uso pessoal ou comercializá-lo. Não podia ser banalizado, pois, era símbolo da unção do Espírito Santo em nossas vidas. A Bíblia fala que o óleo era derramado sobre a cabeça de Arão e descia por todo o corpo até às orlas dos vestidos, ou seja, isso nos remete a Cristo que é a cabeça da Igreja. A unção foi abundante (Jo. 3.34). Deus ungiu a Jesus com seu Santo Espírito e por conseqüência também fomos ungidos! (Is.61.1; Lc.4.18;At.10.38 e Is.9.6).

III - O Orvalho do Hermom - O Monte Hermom é o monte mais alto da Palestina, com cerca de 2.800m acima do nível do mar. Também Jesus recebeu um nome que está acima de todos os nomes (Fp. 2.9). No topo do monte há sempre uma coroa de neve que alimenta as nascentes do Rio Jordão e Ap.1.14 diz que Jesus glorificado tem sua cabeça e cabelos brancos como a neve. No verão, que vai de Abril a Outubro, o vento norte sopra (Ct. 4.16; Ez.37.9; Jo.20.22 e At.2.1,2) sobre o monte fazendo cair o orvalho sobre os montes de Sião, regando toda aquela região e trazendo renovo diário de vida. “Ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre”. Assim é a união dos irmãos!

Conclusão: A união do povo de Deus é comparada a uma oferta agradável de cheiro suave. Que cheiro tem a sua oferta? (Jo. 12.3). O óleo precioso é um tipo da unção do Espírito que veio sobre Jesus, a Cabeça, e o transbordar sobre o seu corpo, a Igreja (Is.9.6). Somente Ele tem a tríplice unção: Profeta, Rei e Sacerdote e a deu à Igreja. O orvalho de Hermom fala de renovo, reverdecimento, restauração, doação de vida e ordenação de bênçãos. Se sua vida está seca, o orvalho do Senhor vai reverdecê-la e trazer bênçãos dos céus!

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A CIDADE DE DEUS E A CIDADE DOS HOMENS


Texto: Jo. 14.1-3  
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.

Introdução: A expressão "casa de meu Pai" é interpretada erroneamente pela maioria dos estudantes da Bíblia. Os espíritas julgam tratar-se do Universo dividido em três níveis de mundo, as Testemunhas de Jeová pensam tratar-se da Terra e os Judeus em termos do Templo (Jo.2 e Mt.21). Mesmo nos arraiais do Cristianismo há entendimento falho, alguns vêem uma menção a habitação de Cristo no crente (Jo.14.23), e outros, o Corpo místico de Cristo, a habitação de Deus em espírito. O texto fala de um lugar real chamado Céu, a habitação de Deus, e Jesus falava de ir para o Pai, voltar e levar os discípulos para junto dEle para sempre.

I) Foi preparar lugar - O primeiro lugar que Deus preparou para o homem foi um jardim no Éden, lugar de delícias (Gn.2.8). Com a queda da raça, em Adão, fomos expulsos do jardim (Gn.3.23,24). Após o dilúvio, Ninrode bisneto de Noé, criou a cidade (Gn.10.8-12). Portanto, Deus criou o jardim e nós criamos a cidade. Com medo dos invasores levantamos muros, criamos leis (e hábitos) que nos protegem como o da propriedade privada; criamos armas para caçar animais e hoje caçamos nosso semelhante; criamos o avião para ajudar na locomoção e transorte, depois o transformamos numa arma, criamos ordens hierárquicas que massacram o nosso próximo, quando Deus só queria que vivêssemos como irmãos num jardim. Buscamos na cidade, nas leis, na tecnologia, no bem estar, na segurança, a paz, a liberdade e a comunhão que perdemos no jardim. Mas nossa paz, liberdade, justiça e igualdade não estão na cidade dos homens, mas no lugar que Jesus foi preparar.

II) Deus Escolheu Uma Cidade - Deus escolheu um homem, Abrão (Gn.12.1) e de sua descendência escolheu, um povo. Para Israel habitar escolheu uma terra: Canaã (Palestina) e dentre as cidades escolheu Jerusalém (Cidade da Paz). Em hebraico "Yerushalayim", o termo "ayim" fala de duplicidade, duas cidades. Os escritores do N.T. percebiam claramente esse dualismo e visto que a Jerusalém terrena vivia escrava, não demoraram para perceber que a cidade perfeita não se encontra aqui e começaram a anunciar a vinda da Jerusalém Celeste.

III) A Cidade de Deus e a Cidade dos Homens - Santo Agostinho foi o primeiro, depois das Escrituras, a falar sobre as duas cidades. Para Agostinho a cidade dos homens vai sempre se corromper, mas a Cidade de Deus permanece para sempre. Embora tenha dito num contexto diferente, o Bispo de Hipona tinha razão: (parafraseando M.Luther King) "se formos a Nova York, veremos arranha-céus mostrando toda a imponência da economia americana, mas não muito longe dali veremos no Bronx pessoas pobres, negras, marginalizadas...; se formos a Paris, Cidade das Luzes, o centro cultural do mundo, veremos a Torre Eifell com todo seu glamour, mas na periferia parisiense há um ódio rancoroso pelos imigrantes...; se formos a Londres, veremos o Big Bang marcando a hora do mundo, onde passa o Meridiano de Greenwich, veremos os palácios da alta burguesia inglesa, mas nos arredores de Londres há desabrigados e prostituição...". Em São Paulo, a Avenida Paulista com seus prédios imponentes, esconde a prostituição da "boca do lixo" e da "cracolândia" no centro velho; no Rio, a Ponte Rio-Niterói, o Corcovado, o Aeroporto Santos Dumont, o Leblom, Ipanema, contrastam com a pobreza das favelas como a Rocinha. Porque a cidade dos homens é desigual, injusta, imperfeita... Mas a Cidade de Deus é Perfeita. João viu a Cidade Santa descendo do céu como uma noiva ataviada. Tinha a mesma altura, largura e comprimento (2.200Km2). Lá não haverá injustiça, violência, corrupção, fome, peste, dor e nem luto haverá. Tem praça, tem rio, tem verde, tem fruto... Moradia, água, luz, roupas, alimento e tudo de graça. Nela não viu templo. É o fim das denominações.

Conclusão: Jesus foi preparar um lugar, uma cidade. No meio da cidade tem uma praça e no meio da praça um jardim, onde passa o rio da vida que sai do Trono de Deus e do Cordeiro (Ap. 22.1) e às margens do rio a árvore da vida dando seu fruto de mês em mês. Deus criou uma cidade, mas não esqueceu do Jardim. A paz perdida no jardim só se encontra no lugar que Jesus foi preparar para nós. Quem entrará?(Sl.15; Sl. 24.3-4; Mt. 25.21; Ap.22.14) Quem não entrará?(Ap. 21.8; Ap. 22.15).

Pr. Guedes

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ORAÇÃO PELO MEU FILHO DANIEL

Prezados, estive ausente alguns dias da blogosfera para assistir meu filho Daniel em uma cirurgia. Um pequeno acidente quando passávamos férias no Rio de Janeiro e muitos transtornos para operá-lo por lá (o que não foi possível), nos trouxeram de volta para São Paulo. Quero agradecer a todos que oraram pela saúde do meu filho e também agradecer ao casal Theógenes e Esther que nos hospedaram na Tijuca, ao Paulo, todos membros da Igreja Maranata,  e ao jovem Tenente Gabriel, da igreja Academia da Fé, que socorreram meu filho, e aos demais cujos nomes não lembro agora, mas que foram solidários à minha dor, seja por telefone, por email ou visitando-nos no hospital.

A história é longa e traumática para mim. Prefiro não detalhar. Estou postando este texto para pedir oração a todos e dizer que em breve estarei de volta.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.