segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

SONETO DA FELICIDADE







De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.


Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento


E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.



Vinícius de Moraes

2 comentários:

Anônimo disse...

Também escrevo poesias. Eis algumas, porque são os meus comentários a respeito do que vejo e do que ouço nos arraiais dos santos:

À idolatria pastoral

Em longevos dias, idolatria constante,
Homens chamados à verdadeira fé,
Profetas enviados à horda errante,
Que ora de Deus a igreja infante.

Que hoje se atenham a verdade da fé,
Pois que fazem do sangue uma expiação vacilante,
Ó idolatria, o que te fazes permanecer em pé,
No coração dos homens, da igreja, até.

Posto que, ó Cristo, ainda cabeça,
Elevado às alturas, à destra do Pai,
Embora como tal ainda permaneça,
Trocado foi, algures, por idolatria que te esqueça.

A grei hodierna, estabelecida, nômade vai,
À idolatria a adoração padeça,
Oculto o Senhor, veracidade cai,
Sobre ti, Laodicéia, o Ai. (Mat. 11:20-24; Apoc. 3:14-22)
Sirleide da Rocha, Marialva, sábado, 8/11/2008 - 11:30Hs.

CONFUSIONE

Como quisera eu negá-Lo.
Dizer-Te:- Não És. Refutá-Lo.
No coração, e no mais íntimo do meu ser;
Lançá-Lo na não existência, e Te esquecer.

Seria tão fácil negar tudo.
Dizer: Loucos! Ladrões! Que absurdo!
Roubas-tes dos homens, a verdade;
-Vossa religião, como as pagãs, não passa de nulidade.

Como poderia eu fazê-lo?
Negar-Te a glória, e esquecê-Lo?
Se em tudo aos sentidos, é patente vê-Lo?
Não seria loucura: - Não És! Dizê-lo?

Óh homem, que a tudo complica.
Mas, na Sagrada Palavra tudo se explica;
Pois Ela é luz, que a tudo clarifica,
E de Deus, O singelo, Ela exemplifica. (Eclesiastes 7:29; Sl 53:01 e 119:105)
SIRLEIDE DA ROCHA, Marialva, 6ª feira, 14/11/2008 - 09:45Hs.


Um Sonho Revelador


Ao adentrar no Caminho, que em Cristo o autor,

Na sua humana carne, o véu, nos consagrou.

Em Laodicéia uma igreja, um período a viver,

Chora desconsolada de decepção.



Indaga de Deus: Cadê meu Senhor?

Para onde o levaram, quem o roubou?

Mostra-me a luz, preciso saber,

Numa noite, num sonho, a revelação:



Nas pradarias americanas, quando ainda infantil,

Carroções a cavalos, representando o redil.

Dois ou três líderes de rédeas na mão,

A toda velocidade, fugindo de feroz perseguição.



Lobos vorazes, negros como o abismo,

De olhos vermelhos como o sangue das vítimas,

Pulavam nas igrejas apressadas a fugir,

Despedaçando entre os dentes, passageiros, os crentes.



Do horror a curiosidade de segurança,

Irei à frente, e verei o lugar,

O terror domina a ainda criança,

Nenhum palmo de chão se podia enxergar.



Só uma matilha, milhares de milhares,

Salivando e rosnando, a se preparar.

Onde se pensava: Estaremos seguros,

Só a morte aguarda quem ali chegar.



Já Paulo dizia que de Satanás os ministros,

Ministros de justiça se fariam,

Ezequiel os chama de falsos pastores,

Jesus: de mercenários dos lobos devoradores.



No sonho, tremenda revelação:

Todos unidos na mesma direção,

Crendo fugir do inimigo cruel,

Juntos se rebelam contra o céu.



Como sair de Babilônia a cair?

Abra a porta Àquele que bate,

Ceia com Ele a vida à mesa ofertada,

E vitória terás: Vida eterna no porvir.
SIRLEIDE DA ROCHA

Pastor Guedes disse...

Prezada Sirleide,

A Paz!

Obrigado por acessar meu blog e pelo comentário deixado de forma poética.

Deus lhe abençoe.

No Amor de Cristo!