terça-feira, 18 de junho de 2013

RENE TERRA NOVA CONSAGRA A PRÓPRIA MÃE A "APÓSTOLA-MATRIARCA" POR TER "ÚTERO PROFÉTICO". É MOLE?!

Rô Moreira

É pra acabá de vez rs, essa é de arrancar sabiá do tôco.
Rene Terra Nova, O Vice- Deus das ovelhas apostólicas, consagra a própria mãe a "Apóstola-Matriarca" por ter, pasmem, útero profético. A cada dia me espanto mais com o que leio e assisto nesta minha vida de crente evangélica. 
Nem Maria mãe de JESUS teve o útero colocado em tamanha santidade.

"E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam". Lucas 11:27-28

sexta-feira, 14 de junho de 2013

JUSTIÇA TRABALHISTA NEGA VÍNCULO EMPREGATÍCIO A PASTORA EVANGÉLICA


Justiça Trabalhista

A Justiça do Trabalho não reconheceu o vínculo de emprego de um membro de igreja evangélica que alegou ter trabalhado como empregada na tesouraria da instituição.

Na decisão o juiz Plínio Podolan, titular da Vara do Trabalho de Juara, citou jurisprudência do TRT de Mato Grosso, que não reconhece o vínculo empregatício entre os religiosos e a entidade onde atuam.

A reclamante alegou que, após freqüentar a igreja por sua ligação religiosa, fora integrada a diretoria para exercer a função de tesoureira, função que exerceu de 1999 até 2005. Desse ano em diante continuou com essas atividades administrativas, porém, nas dependências da igreja e em horário comercial. Desde então passara a receber uma retribuição financeira de dois salários mínimos mensais. O valor passou a ser de três salários mínimos a partir de junho de 2011. Em dezembro de 2012 desligou-se das atividades.

A igreja fez sua defesa dizendo que os fatos ocorreram de forma semelhante à forma narrada pela reclamante. Porém, segundo a igreja, a retribuição financeira paga depois de 2005 passou a ocorrer porque ela fora nomeada "pastora em tempo integral" e como pastora tinha atribuições relativas a fé professada seguindo a missão evangelizadora da igreja. Por estas atividades, a instituição passou a contribuir financeiramente com a chamada "prebenda", que é uma verba destinada a pastores e pastoras que se dedicam de forma integral à igreja.

Analisando o depoimento das testemunhas, o juiz concluiu que mesmo o trabalho administrativo, como no caso da reclamante que cuidava da tesouraria, se tratava de trabalho voluntário, realizado com base na fé religiosa. "É razoável admitir que mesmo nas atribuições meramente administrativas, as pessoas que se prestam a essas atividades estejam ali inseridas por vontade despretensiosa", assentou o magistrado.

Assim, o juiz não reconheceu o vínculo empregatício da pastora com a igreja e em conseqüência nem analisou os demais pedidos formulados.

(Processo 0000090-33.2013.5.23.0116)

(Ademar Adams)

quinta-feira, 13 de junho de 2013

COMISSÃO DO SENADO APROVA PROJETO POLÊMICO DA LEI GERAL DAS RELIGIÕES

Encontro do ex-presidente Lula com o Papa
Mesmo com a contrariedade manifestada por religiosos, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou ontem o projeto que estabelece a Lei Geral das Religiões, proposta apresentada na Câmara dos Deputados que ainda vai passar pela análise do plenário do Senado, antes de retornar para avaliação dos deputados federais.
A intenção é garantir tratamento isonômico às diferentes religiões, a partir de normas sobre ensino religioso, casamento, imunidade tributária, prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes, entre outros temas.
A iniciativa veio em resposta ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica, acordo assinado entre o governo brasileiro e o Vaticano em 2008, que estabeleceu diretrizes para a relação entre poder público e a Igreja.
O estatuto reforçou, ainda, que não há vínculo empregatício entre religiosos e instituições católicas.
Representantes de outras religiões reclamaram que o estatuto desequilibrou o tratamento das religiões por parte do Estado. Com isso, surgiu a ideia da Lei Geral das Religiões.
Apesar do objetivo inicial, entidades religiosas criticaram a proposta, em audiência pública realizada na CAS no fim de maio, e pediram a rejeição do texto. O relator, senador Eduardo Suplicy (PT-SP), contudo, deu parecer favorável à aprovação, propondo apenas alterações pontuais, segundo ele, para assegurar direitos constitucionais também a religiões não cristãs.
Paulo Paim (PT-RS) chegou a mencionar a contrariedade dos representantes religiosos. Apesar disso, os senadores aprovaram o parecer, em votação simbólica.
A matéria aprovada na CAS já foi analisada pela Comissão de Educação (CE) e ainda deveria ser analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Acordo entre as lideranças do Senado, porém, vai levar a proposta para avaliação direta do Plenário da Casa.
Como a proposta foi alterada pelos senadores, a matéria retorna, em seguida, para a Câmara dos Deputados. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

PAPA FRANCISCO ACREDITA QUE A COMUNIDADE GLBT TEM INFLUENCIA NA CÚPULA DO VATICANO

O papa Francisco, 76, acredita que a comunidade LGBT tem influência importante na cúpula da Igreja Católica Apostólica Romana, segundo o jornal italiano La Repubblica. “Muito se fala do lobby gay, e é verdade, ele existe", teria dito o líder religioso, numa audiência no Vaticano.

A declaração teria sido dada na última quinta-feira (06), durante uma audiência do papa com a Confederação Latino-Americana e Caribenha de Homens e Mulheres Religiosos (CLAR).
Para o religioso, a existência de certos grupos no Vaticano atrapalha a realização de reformas. “Na cúria, há pessoas verdadeiramente santas, mas também há corrupção”, disse o líder máximo do catolicismo, segundo fonte do Vaticano ouvida pelo jornal.
O suposto “lobby gay” citado pelo papa estaria relacionado com um escândalo de 2010, quando um membro do Vaticano foi acusado de contratar garotos de programa.
Eleito em conclave no último mês de março, o papa está com viagem marcada para o Brasil. No próximo mês de julho, ele participa no Rio de Janeiro da Jornada Mundial da Juventude.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

MAIS UM PASTOR PRESIDENTE PASSA PARA A ETERNIDADE

Pr. JOSÉ DA SILVA NETO - AD Teresina - PI - NOTA DE FALECIMENTO

Pr. JOSÉ DA SILVA NETO

Pr. José da Silva Neto da AD Teresina foi promovido às mansões celestiais


É com pesar que registramos que dormiu no Senhor, oPastor JOSÉ DA SILVA NETO, Presidente das Assembleias de Deus de Teresina na tarde desta sexta-feira (07/06).

O pastor presidente, estava internado no hospital São Marcos em Teresina, para tratar de uma pneumonia, mas não resistiu. Em decorrência da idade avançada, o pastor estava sendo acompanhado de perto por equipe médica.

O velório acontecerá a partir das 16h no Centro de Convenções da Assembleia de Deus - CEADEP, localizado na Rua Jacob Martins, 791, Parque São João, zona sul de Teresina.

Pr. José da Silva Neto, tinha sido reeleito em 2011 presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus para presidir os destinos da IEAD em Teresina no quadriênio 2011 a 2015.

"Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos"

Agradeço ao amigo e pastor José Gonçalves pelo aviso, via Facebook.

ALBERTO COUTO RESPONDE A EDIR MACEDO

OUÇA O VÍDEO PARA ENTENDER A CRÍTICA DO ALBERTO AO BISPO
Abençoamado Bispo Edir Macedo, Paz

Pasmo, tão assombrado quanto a plateia que, aparvalhada o ouvia conclamá-la para uma pretensa “MARCHA CONTRA JESUS”, quedei-me ante seu despudor espiritual, quando passava uma descompostura no Príncipe da Paz, nada mais; nada menos, no Filho amado em quem Deus declara ter comprazimento; no autor e consumador da fé, que não parece ser da sua, mas da fé de todos que, perplexos, o ouviam.
Posso admitir indícios de uma ignorância escriturística naquele seu inusitado libelo?
Ou seria um “delirium tremens” provocado pela abstinência àquela cerveja que o respeitável bispo diz gostar de beber? Esta abstinência provoca alterações súbitas na mente e no sistema nervoso – poderia ser isto? O senhor está se tratando?
Sem qualquer pretensão de exibir-me como profundo conhecedor da Bíblia Sagrada, vou tentar persuadi-lo do quão deplorável foi o seu parecer quanto ao milagre realizado por Aquele que, também pelo senhor,  morreu lá na cruz.
Quem sabe, respondo às perguntas zombeteiras que fez àquela sua plateia que, atônita e aturdida, o ouviu injuriar a conduta do nosso único e suficiente Salvador no episódio do Seu milagre, o primeiro narrado no Evangelho de João?

Meu caro bispo, o último Evangelho escrito, segundo a tradição da Igreja Primitiva, foi o de João, em torno de 90 d.C. e difere dos três anteriores quanto à intenção dos evangelistas ao escreverem sobre Jesus:
Enquanto vemos em Marcos, Mateus e Lucas uma atenção maior daqueles evangelistas em proclamar a autoridade e a onipotência de Jesus, João buscava convencer a sua comunidade de que Jesus era o Messias aguardado como enviado do Altíssimo.
O objetivo de João, amado bispo, ao redigir o seu Evangelho está registrado nos dois únicos versículos do capítulo 20:
Jo 20:30 – “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muito outros sinais que não estão escritos neste livro.”; 20:31 – “ Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.”
João explica, ainda, em seu Evangelho, o principal motivo da incredulidade dos judeus, no relato contido em Jo 12: 37, 38, 42, 43 – 37: “... E, embora tivesse feito tantos sinais na sua presença, não creram nele, 38: “para se cumprir a palavra do profeta Isaias que diz: 42: “...mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulso da sinagoga” 43: “porque amaram mais a glória dos homem do que a glória de Deus.
O amado irmão poderá ver, portanto, que João intentava mostrar aos judeus, através dos “sinais miraculosos” de Jesus, que o Messias já se encontrava entre eles e narrou em seu Evangelho aquele que seria o primeiro sinal de que Jesus operaria muitos milagres, por ser o enviado de Deus: “A transformação de água em vinho”. Destarte, podemos observar que, realmente, esse sinal miraculoso foi o primeiro descrito pelo evangelista (Jo 2:1-11) em seu livro. Assim foi narrado: Jo 2:11 “Com este, deu Jesus princípio a seus sinais em Caná da Galileia; manifestou a sua glóriae os seus discípulos creram nele.”
Considerações:
À luz da cronologia, face ao exposto, lembro ao senhor que o primeiro milagre de Jesus foi narrado por Marcos  (Mc 1:21-28), sob o título: “A cura de um endemoninhado em Cafarnaum”. Logo em seguida, na casa de Pedro e André, Jesus iria curar a sogra de Pedro.
Segundo registros o Evangelho de Marcos é o mais antigo; dizem-no escrito em época anterior a 62 d.C.
Mateus narra o primeiro milagre de Jesus como sendo a cura de um leproso ocorrida logo após o sermão do monte, fato narrado em (Mt 8:1-4). Na sequência, ao entrar em Cafarnaum, Jesus cura o criado de um centurião, dizendo aos que o seguiam não ter visto, nem mesmo em Israel, uma fé tão grande quanto à daquele centurião.
Os registros históricos mostram-nos que o livro de Mateus teria sido escrito entre 64 e 70 d.C.
O primeiro milagre de Jesus, na Bíblia, é reproduzido por Lucas em seu Evangelho: “A cura de um endemoninhado em Cafarnaum”. Lucas, também, reproduz outros sinais constantes no livro de Marcos.
A ocasião do Evangelho de Lucas é citada, comumente, como “por volta de 63 d.C.”.
Sem detalharmos os sinais que se seguiram à transformação da água em vinho, podemos concluir que cada um dos evangelistas enunciou os seus “primeiros milagres” com intenções distintas:

·                    Marcos e também Lucas pretenderam fazer-nos entender que Jesus, o Messias esperado, está entre nós disponibilizando o Seu poder para que sejam derrotadas as forças demoníacas opressoras que nos afetam, tanto física quanto mentalmente;
·                    Mateus faz-nos perceber que o poder de Jesus é mais utilizado para a resolução dos problemas sócio-emocionais evidenciados entre aqueles mais carentes de recursos para sobreviver:
·                    João, definitivamente, nos mostra que Jesus é o enviado de Deus – nosso único e suficiente Salvador. Em seu Evangelho, por sete vezes, Jesus reivindica esta Sua divindade. João, diferentemente dos outros evangelistas tinha interesse em registrar Quem Ele era e não o que Ele podia fazer.

Observe meu amado irmão, que Jesus, deliberadamente, profana o que era sagrado para os judeus, que tinham aquelas talhas como utensílios de purificação, usados em seus rituais. Jesus utilizou-as como objetos típicos de uma festa, fazendo com que eles entendessem que para o Messias o sagrado só poderia ser estabelecido pelo Deus criador de tudo e de todos.
Jesus joga por terra a ideia de que certos objetos poderiam ser santificados, querendo dizer-lhes que só Ele é santo e santo é tudo aquilo que somente Ele pode santificar.
Jesus, quando utilizou aqueles recipientes quis mostrar aos presentes que Ele não se submete ou não se prende às coisas que o homem conceitua e define como sagradas para si, às quais  presta contas e obedece como se submisso a elas. Para o Senhor isto soa como idolatria.
Preclaro bispo, o seu questionamento deveria ser:
Mas por que o evangelista João relata a transformação de água em vinho como o primeiro milagre de Jesus?
Permita-me responder: Há cinco razões consubstanciando o sinal relatado por João como o primeiro sinal miraculoso do enviado de Deus:
1 – A crença judaica era de que quando o Messias estivesse entre eles, Deus iria festejar sua presença com uma grande festa de casamento em que o povo de Israel seria a noiva e o Criador seria o noivo, cuja fidelidade estaria determinando que, a partir das bodas, não mais deixaria seu povo abandonado.
2 – João quis dizer que as bodas previstas por Deus para o final dos tempos já estava acontecendo com a presença do Cristo ressurreto.
3 – O que estaria caracterizando essa festa, ainda segundo a crença judaica, seria a abundância de vinho (600 litros), usado corriqueiramente em eventos matrimoniais.
4 – Aquele sinal miraculoso; um milagre daquela proporção levou os judeus desacreditados da comunidade de João a crerem que, realmente Jesus era o filho de Deus.
5 – A transformação, em que foram utilizadas talhas de pedra usadas em rituais de purificação, determinaram a total desvalorização daquelas práticas que, agora, seriam substituidas pelo vinho sinalizador da ressurreição do nosso Salvador.

Há relatos bíblicos registrando esse casamento entre Deus e Israel. Entre outros, podem ser citados os versículos 19 e 20 do Capítulo 2 do livro do profeta Oseias:
19 – “Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdia;
20 – “desposar-te-ei comigo em fidelidade; e conhecerá ao Senhor.”
Pode-se ler em (Is 62: 5), sob o título “Jerusalém, a noiva do Senhor”:
“Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva; assim de ti se alegrará o teu Deus”.

Embora não desconheça que o nobre bispo ama o dinheiro e jamais se fartará dele; que, em amando a abundância nunca se fartará da renda (segundo Salomão em Ec 5:10) que o posiciona como o tele-evangelista mais rico entre os brasileiros que professam a falaciosa teologia da prosperidade, confesso ainda ter a esperança de que o amado bispo venha a se arrepender de todas as ações anti-bíblicas que vem praticando à frente da gloriosa Igreja Universal do Reino de Deus.
Por meu turno, para não ser taxado de servo impiedoso:
Que Deus o perdoe – eu o amo, neste mesmo Jesus que o senhor desmereceu vilipendiosamente. 
Vou orar muito pela sua vida.
Respeitosamente,

Alberto Couto Filho

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

A IGREJA E OS PROBLEMAS DE ONTEM E DE HOJE

A atuação da Igreja tem sido voltada durante centenas de anos para a evangelização e missão entre os povos. Não está errado esse modo de ver a ação daquela que é a agente e porta-voz do Reino. Em uma nação considerada evangelizada, cuja igreja consegue andar com seus próprios pés, sem a ajuda missionária, ou seja, passada aquela fase de estruturação em bases sólidas, a igreja tende a cuidar de seus próprios problemas e enviar missionários. Esse novo período abre os olhos da igreja para os problemas espirituais e sociais ao seu redor e abre espaço para uma crítica social: É válido ganharmos o mundo e perdermos os nossos filhos? Li em um livro que Luis Palau, depois de pregar em uma prisão, veio uma multidão tão grande de homens à frente que, em menos de uma hora, deparou-se com um novo problema: o nascimento de uma igreja enorme. O pregador começou a chorar e a perguntar-se: “E agora, quem cuidará dessas almas?”.

A igreja brasileira cresceu antes do tempo previsto e os líderes não se deram conta de seu crescimento, tendo hoje um problema estrutural. Basta ver os templos das Assembleias de Deus ontem e hoje. Ontem, templos pequenos, para 200 pessoas no máximo, com dois banheiros e uma salinha para secretaria e tesouraria. Mais tarde, não tendo mais para onde crescerem, inventaram as galerias. Ainda não havia salas para Escola Dominical, aconselhamento, berçário, fraldário, estacionamento, etc. Assim como não nos preparamos para essa realidade, igualmente não nos preparamos para o crescimento vertiginoso que o movimento evangélico está experimentando no Brasil. Hoje os templos são construídos para milhares, estacionamento amplo, com salas para todos os departamentos, inclusive escolas teológicas, o que era visto com maus olhos, principalmente no meio pentecostal.

Embora nossos pastores estejam fazendo o melhor para suas comunidades no que diz respeito às acomodações, estamos diante de um problema talvez ainda maior. Os divórcios, os relacionamentos e a saúde psíquica dos membros de nossas igrejas são de causar espanto. Nunca se viu tantos casamentos desfeitos, lares desestruturados, crentes estressados, carregados de ansiedade, hipertensos, com síndrome de pânico, transtorno bipolar, depressão e problemas cardíacos. A correria de nosso tempo, as angústias e frustrações por não terem alcançado seus objetivos na vida, tem levado muitos crentes aos tribunais, às terapias de casais, às clínicas psicológicas e psiquiátricas como nunca.

Precisamos acordar para os benefícios trazidos pela psicologia para a realidade das igrejas. Não que deva substituir a ministração da Palavra nos cultos e nas reuniões terapêuticas, não é isso! Não é desprezar o dom de Deus, a consolação do Espírito, as clínicas que já existem nas igrejas, as formas de aconselhamento e terapia ou os núcleos de reabilitação familiar, mas ousar e antecipar-se aos fatos, fazendo com que os pastores das igrejas atuem ao lado de pastores-psicólogos e estes últimos tenham espaço em nossas atividades pastorais para resgatar a auto-estima do povo de Deus, aplicando não puramente princípios freudianos ou junguianos, mas bíblicos: cristológicos, paulinos ou aqueles encontrados nos livros sapienciais e nos profetas.

Ouvi por esses dias um sermão interessante: “Correr Menos e Confiar Mais”. Muitos cristãos perdem tempo e se desgastam com coisas frívolas, e correm tanto como se fossem salvar o mundo e colocar todas as coisas em ordem – não vão! Quantos pastores estressados hoje porque deram mais de suas vidas para as igrejas que dirigiram e menos para si e para suas famílias; deram-se além dos limites humanos e hoje sofrem angústias, estão depressivos e confessam: “Se tivesse que fazer tudo de novo, eu faria, mas de outro modo, de um modo mais inteligente: valorizaria mais a vida, a família, as pessoas e menos as instituições”.

Temos tempo para consertar tudo isso se encararmos o problema de frente e investirmos mais no aconselhamento na área familiar e criarmos uma clínica pastoral, inclusive para o pastor e sua família; se investirmos mais na área bíblica-psicológica; se considerarmos mais os relacionamentos frente ao individualismo e a concorrência, inclusive dentro das igrejas; se apreciarmos mais as pessoas que as coisas e mais a família que os projetos humanos; se olharmos as aves dos céus e os lírios do campo (Mt.  6.25-34) e fugirmos da correria da modernidade; se frequentarmos e descansarmos mais no divã de Deus; se   valorizarmos mais os indivíduos que as construções de concreto; se preferirmos o amor ao próximo à frieza dos códigos estabelecidos e perpetuados pelo tempo (Mt. 23.4). Falamos muito sobre doenças psicossomáticas em nossos púlpitos, somos dados a interpretar sonhos, mas temos medo de aprofundarmos a questão e perdermos o carisma, porém se entendemos biblicamente que o homem é pneuma, e psiquê, e soma (I Tss.5.23), devemos ajudar e salvar (curar) o homem todo.

Creio que todo cristão está justificado posicionalmente em Cristo (Rm. 5.1,2; II Co. 5.17), que será salvo todo aquele que invocar o nome do Senhor (Rm. 10.13) e permanecer até o fim (Rm. 11.20,21). Mas, também creio que Deus quer salvar e curar almas com um passado trágico (Jo. 4), desesperadas, beirando o suicídio (At. 16.27-31). Podemos levá-las à sanidade, ao equilíbrio e à vida plena, pela Palavra e pelo Espírito, com a ajuda de todas as ciências que Deus disponibilizou para o nosso bem estar para viverem em abundância de vida (Jo. 10.10). Nada melhor que aproveitarmos o tempo da expansão da Igreja para cuidarmos melhor de nossos filhos na fé. Temos espaço físico e aparelhos para fazê-lo, basta despertarmos para essa nova realidade. Acabei de receber um email de uma moça que se afastou da igreja e em uma relação com o namorado, engravidou. Com medo do que pudesse acontecer no futuro, abortou e hoje não dorme direito com a consciência em crise, com pesadelos, com choro contínuo e depressão, pois sabe que cometeu um assassinato, posto que conhecia a verdade. Com medo do futuro, tomou uma decisão errada e hoje o passado a atormenta. E agora?! Alguém dirá: “Vamos orar!”. Perdoem-me se pareço descrente do poder da oração, porque a Bíblia diz que “a oração de um justo pode muito em seus efeitos” - mas não pode tudo. Essa irmã precisa mais que oração, precisa de acompanhamento psicológico, de abraço, de afeto, de carinho, de ajuda médica, caso contrário será o próximo caso de depressão profunda a dar entrada nas estatísticas das clínicas ou mais um caso de cristão suicida.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus! 
Deus abençoe a todos.