terça-feira, 10 de junho de 2014

A COPA DO MUNDO, O PAPA, ISRAEL E A PALESTINA

Papa Francisco planta árvore ao lado das lideranças de Israel e Palestina. 
















No Brasil, a Copa do Mundo de Futebol chama a atenção de todos os habitantes do planeta, enquanto em Roma o Papa Francisco, para delírio de algumas lideranças religiosas, inclusive evangélicas, consegue reunir os representantes do estado de Israel e da Palestina para rezarem juntos e plantarem uma árvore. O que mais me chama a atenção é o silêncio dos escatólogos e apologetas de plantão e, por outro lado, a conivência, igualmente tácita, de bispos, apóstolos, pastores, escritores, blogueiros e do povo evangélico de um modo geral.

Enquanto os olhos do mundo voltam-se para o Brasil por ocasião da Copa do Mundo de Futebol, nos jardins do Vaticano celebra-se o que estão chamando de um esforço pela paz. A maioria dos estudantes de teologia e os frequentadores de escolas dominicais sabem que esse esforço representará, na realidade, uma falsa paz, paz que não perdurará, posto que a Verdadeira Paz para Israel e para as nações somente Cristo poderá dar. Causa-me estranheza é o fato de todos assistirem esse acontecimento escatológico que aponta para a Vinda iminente da Pessoa Bendita do Senhor Jesus sem dizerem uma palavra.

O, até pouco tempo, desconhecido Jorge Mario Bergoglio, Cardeal argentino, hoje Papa Francisco, surgiu, há cerca de  um ano e quatro meses, no cenário religioso mundial, assumindo o papel de humilde defensor dos pobres, desprotegidos, marginalizados e injustiçados. Durante esse tempo de seu pontificado, tenho lido na internet e ouvido em programas de rádio,  líderes evangélicos traçarem elogios sem precedentes à sua liderança, esquecendo-se do abismo que separam o catolicismo e o protestantismo, como, por exemplo, a mariolatria, entre outras questões doutrinárias e históricas.

No campo político, eu diria que Francisco é peça importante no processo da paz mundial, uma vez que representa a maioria dos cristãos no mundo. Todavia, não se há de esquecer que o Pontífice continua idólatra, mariólatra entre outras coisas e que seu discurso, que outrora fora intransigente e intolerante, tem mudado desde que chegou ao posto máximo da igreja católica, adequando-se ao que os líderes mundiais e a sociedade secular pretendem ouvir. Não faz muito tempo, mudou o discurso com relação aos homossexuais.

Também pudera, pois no país do futebol, vemos bispos preocupados com templos em honra a Salomão e pastores envolvidos até o pescoço para eleger seus candidatos nesse ano eleitoral. Outros, por sua vez, estão tão comprometidos com suas metas de crescimento e estratégias para o avanço da igreja, leia-se: sua denominação, que não se cogita nada acerca dos sinais que antecedem a parousia. Penso que muitos estão fazendo vistas grossas ao peso no cenário político-religioso e aos desdobramentos desse episódio ocorrido no menor estado independente do mundo porque não pretendem mesmo que Jesus volte agora.

As lideranças evangélicas, embriagadas com o carisma de Bergoglio, estão dormindo e nem percebem a clareza desse acontecimento histórico para a continuidade da Igreja na terra, seja por ignorância, por conveniência ou por covardia, permanecem silentes. Os crentes estão tão envolvidos com as notícias da Copa quanto os demais habitantes da terra. Não sei como isso será digerido pelos leitores, mas quem tem ouvidos ouça: o cavaleiro branco de Apocalipse 6 já está cavalgando a passos largos sobre a terra, costurando a tão pretendida (falsa) paz. Embora líderes políticos e religiosos tenham-se reunido para exaltar o comandante do catolicismo, afirmando com entusiasmo que "ele foi o único que conseguiu unir" as lideranças opostas desse conflito e promover o caminho da paz na questão Israel-Palestina, o que vemos é que aquele que "saiu para vencer" já anuncia, claramente, o prenúncio de seu "reino".

Não estou dizendo que o Papa é a Besta ou o Anticristo, mas que o palco está sendo armado para "a manifestação do homem do pecado" enquanto os cristãos anestesiados aplaudem os preparativos do governo iníquo que está para se formar no mundo.

Se pararmos para observar as postagens de blogs evangélicos sobre o Papa, é de se causar espanto. Vejam alguns títulos de algumas postagens que colhi em uma pesquisa no Google:

"Líderes evangélicos, aprendam com o Papa"
"Pastores evangélicos entregam 'palavra profética' ao Papa"
"Papa Francisco reza com evangélicos em Manguinhos"
"Papa Francisco manda mensagem para os evangélicos"
"Evangélica se emociona ao ver filha ser segurada pelo Papa"
"Por que os evangélicos estão se surpreendendo tanto com o Papa Francisco?"
"Papa afirma que católicos e evangélicos devem pedir perdão mutuamente"

Assim, o Papa Francisco tornou-se "o Papa dos Evangélicos", arrancando suspiros de líderes com seu discurso de humildade, e agora que assume o papel de mediador da paz entre Israel e Palestina, recebe elogios rasgados dos mesmos líderes. Fosse noutro tempo, os arautos do Reino estariam clamando nas esquinas: "Olhem para a figueira! Olhem para Israel, pois Israel é o relógio de Deus". Todo acontecimento envolvendo Israel e o processo de paz era motivo de vigilância e prontidão. Desta feita, porém, comedimento mórbido. O que estará acontecendo?

Leia abaixo o texto do jornal O Estado de São Paulo, edição de 08.06.14, e tire suas conclusões. Os grifos são meus:

O papa Francisco iniciou esforços pela paz no Oriente Médio ao receber os presidentes de Israel e da Autoridade Palestina no Vaticano para orações neste domingo (8), apenas algumas semanas após a última rodada de conversações patrocinadas pelos EUA ter fracassado.

O presidente de Israel, Shimon Peres, foi o primeiro a chegar ao hotel no Vaticano onde mora o papa, seguido pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas. Francisco os recepcionou calorosamente e teve encontros privados com cada um deles antes de seguir para o jardim do Vaticano para as orações.
Autoridades do Vaticano têm reiterado que o papa não tem uma agenda política, mas apenas a vontade de reacender o desejo de paz entre os dois líderes. O encontro, porém, pode ganhar um significado que vai além do mero simbolismo.

“No Oriente Médio, gestos simbólicos e passos graduais são importantes”, comentou o reverendo Thomas Reese, um analista veterano do National Catholic Reporter, no Vaticano.

As orações vão se concentrar em três temas comuns ao cristianismo, judaísmo e islamismo: o agradecimento a Deus pela criação, a busca do perdão por erros do passado e rezas a Deus para que a paz se restabeleça no Oriente Médio.

A expectativa é que Francisco, Peres e Abbas façam também breves comentários, troquem apertos de mão e plantem uma oliveira juntos, num gesto de paz.
fonte: http://portalnoar.com/papa-inicia-esforcos-para-alcancar-paz-entre-israel-e-palestina/


A COPA ESTÁ AÍ, MAS A HISTÓRIA NÃO PARA. QUE VENÇA O MELHOR TIME DE FUTEBOL! PENSO, CONTUDO, QUE ESTÁ NA HORA DOS VERDADEIROS CRISTÃOS ACORDAREM!!!!
MARANATA, ORA VEM SENHOR JESUS!!!