quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CONHEÇAM A "HIPERGRAÇA", A MAIS NOVA HERESIA NAS IGREJAS

Pastores alertam para crescimento de movimento herético nas igrejas

Os Estados Unidos são responsáveis pela produção da maior parte da teologia consumida e ensinada no mundo todo. Desde os movimentos missionários dos séculos 19 e 20, que levaram o evangelho por todo o mundo, até as mais novas heresias e modismos do mundo gospel.
 
Segundo o site da revista pentecostal Charisma, um movimento novo tem preocupado pastores e líderes americanos, pois está se espalhando rapidamente por outros países. Chamado de Hipergraça”, seus ensinamentos se baseiam em uma visão de que Deus não pune ninguém. Provavelmente influenciados pela exigência quase onipresente para que as pessoas sejam “politicamente corretas”, muitos de seus ensinamentos confrontam diretamente a Bíblia.
 
Para os críticos, o movimento é uma “evolução” de uma igreja que nas últimas décadas tem presenciado um declínio na doutrina e pregação bíblica. Paulatinamente, a teologia da lugar à terapia motivacional nos púlpitos. De outro lado, a busca pela prosperidade minou alguns dos fundamentos onde o cristianismo se sustentou por séculos.
 
Com isso, muitas igrejas e pregadores se recusam a combater o pecado. Raramente se menciona a necessidade de arrependimento ou nem se fala sobre temas como inferno e julgamento. Muitas dessas igrejas permitem que seus líderes vivam sem se preocupar em prestar contas, mesmo que claramente estejam distantes do que se esperaria deles.
 
O movimento da Hipergraça seria uma versão atualizada da antiga heresia conhecida como antinomianismo (em grego, anti significa “contra” e nomos , “lei”). Trata-se da crença que a lei moral do Antigo Testamento foi totalmente abolida. Como vivemos depois da vinda de Cristo, podemos viver do jeito que queremos, pois já não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça. Assim, resta ler o Antigo Testamento apenas metáforas, tipos e símbolos sobre a vinda de Cristo. O Novo Testamento acaba com a Lei do Antigo Testamento, por isso tudo é graça!
 
Ideias como palavras proféticas, busca pelo Espírito Santo, batalha espiritual, ou ouvir a voz de Deus são propositalmente ignoradas e muitas vezes ridicularizadas. Para os teólogos e pastores que estão alertando sobre esse movimento, ele pode colocar em risco o futuro do cristianismo e enganar milhares de pessoas.
 
Obviamente os líderes que integram esse movimento não admitirão que pertencem a ele. Afinal, não se trata de um movimento organizado, mas sua existência e influência tem crescido através de literatura cristã que enfatiza o sucesso pessoal e eclesiástico. Possivelmente não usam o termo e dirão que chegaram a essas conclusões sozinhos.
 
Com certeza a Bíblia fala sobre graça, mas aparentemente essas pessoas não leram ou convenientemente esqueceram de textos como Romanos 6: 1-2 “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?”
 
Contudo, o teólogo Joseph Mattera listou os 8 sinais mais claros de que uma igreja está seguindo a Hipergraça:
 
1. Os pregadores nunca falam contra o pecado
Se você estiver em uma igreja como esta, irá notar que a palavra “pecado” normalmente só é mencionada no contexto do perdão dos pecados em Cristo. Por vezes, recrimina-se as pessoas que ousam insistir no assunto, classificando-as de “legalistas” e “fariseus”.
 
2. O pastor nunca toma uma posição firme sobre a santidade
Na tentativa de atrair mais pessoas, tudo é feito para tornar os cultos mais agradáveis, em especial o sermão. Os ministros não tomam posição pública, nem ensinam os membros, sobre questões que estão na ordem do dia como aborto, homossexualidade, legalização das drogas, ou qualquer coisa que possa confrontar o público presente. Ignora-se qualquer tentativa de se estabelecer ou cobrar dos membros os parâmetros para uma vida de santidade.
 
3. O Antigo Testamento é quase totalmente ignorado
Nessas igrejas, o Antigo Testamento é tratado como um registro que não tem valor real com nosso estilo de vida moderno. Convenientemente, não se menciona os Dez Mandamentos nem as porções bíblicas onde Deus é mostrado como juiz.
 
4. Os líderes são autorizados a ensinar e pregar mesmo vivendo abertamente em pecado
Se não há mais condenação, pecados como imoralidade sexual, ganância e embriaguez são tolerados. Seja para membros comuns ou pessoas em posição de liderança, isso não é “importante”, pois não refletiria o amor ao próximo e respeito pelas suas escolhas.
 
5. As mensagens muitas vezes se voltam contra a “igreja institucional”
Os pastores que adotaram a hipergraça constantemente se voltam contra as igrejas mais conservadoras”, pois acreditam que sua mensagem não é mais relevante para a cultura de hoje. Além disso, esses “fundamentalistas” apenas colaboram para que as pessoas em geral tenham uma má impressão dos evangélicos.
 
6. Os pastores pregam contra o dízimo
A hipergraça não estimulas as pessoas a lerem a Bíblia e chegarem às suas próprias conclusões, mas se preocupa em dizer no que elas não podem acreditar. Embora falem sobre ofertas e anunciem as necessidades financeiras da igreja, os pastores defendem que o dízimo é mais uma lei que foi abolida em Cristo. Portanto, cada membro pode decidir se deseja ou não se envolver financeiramente.
 
7. Os pastores pregam apenas mensagens motivacionais positivas
Dos púlpitos dessas igrejas ecoam apenas mensagens positivas sobre saúde, riqueza, prosperidade, o amor de Deus, o perdão de Deus e como se obter sucesso na vida. Não há preocupação nem interesse de se anunciar “todo o conselho de Deus”, nem estimular trabalhos evangelísticos ou missionários que exijam arrependimento e mudança de vida. Não se menciona a existência do diabo ou de seus anjos. Deus ama a todos e cuida para que nenhum mal chegue perto deles.
 
8. Os membros da igreja não precisam temer nenhum tipo de reprimenda da liderança
Os participantes de uma igreja da hipergraça serão convencidos que, por causa da forte ênfase na graça, tudo é permitido. Ou seja, nenhuma mudança real se espera deles, apenas que frequentem os cultos e sejam “pessoas melhores e mais felizes”.

Fonte: gospelprime.com.br
Vi no Blog do Pastor José Ivan.


4 comentários:

Deus ama você. disse...

Olá pastor Guedes, com tantos modismos na Igreja evangélica cheguei a uma conclusão: voltei a ler a Bíblia (Nova Tradução na Linguagem de Hoje). É uma Bíblia muito fácil de entender. Assim, estou procurando ler diariamente, nem que seja só um pouquinho e grifo, anoto nela mesma e estou procurando com isso ter uma senso crítico a respeito das pregações e do que escuto dos irmãos, etc. Quero mesmo é me resguardar de toda heresia. Quero ser uma pessoa que sabe onde está pisando. (pelo menos quero ficar mais atenta e fugir de novas visões). Estamos nos últimos dias e muitas loucuras estão pra vir, assim, é muito importante não deixar faltar o azeite nas lâmpadas...

Newton Carpintero, pr. e servo. disse...

Caro pr. Guedes,

A paz amado!

Matéria para ser analisada com muita reflexão para que haja reflexo de uma vida em Cristo sem as heresias distribuídas neste momento em que muitos estão à deriva nesta imensidão de novas aparências de igreja.

Sobre o ítem 6, creio eu, que, existe a necessidade de análise, pois, a maioria destas igrejas exigem por extrema necessidade a cobrança dos dízimo com todas as desculpas possíveis. para eles o dízimo é inegociável.

Tudo pode ser negociado, menos o dízimo. Exigem o dízimo de maneira estrondoza, mas fazem silêncio de maneira incrível quando pensam em falar sobre o pecado. Nunca anunciam nada sobre o pecado.

Existe uma igreja de brasileiros na Flórida que promove seus eventos em anúncio de página inteira em vários jornais de brasileiros. Nunca se anuncia o pecado e muito menos o nome de Jesus Cristo.

Se estivessem de acordo com a Bíblia, pelo menos, informariam sobre o pecado.

Informar sobre o pecado está causando tristeza a muitos pastores.

Perde-se mais tempo falando sobre o dízimo do que explicando o que significa pecado.

Existem aulas para novos convertidos com mais ênfase no dízimo do que informando sobre o pecado.

Pecar pode, para muitas igrejas, não dar dízimo é pecado de morte para a maioria.

Precisamos rever o que significa as palavras constrangimento e tristeza, bem como o excesso provocado pela prevaricação de muitos líderes que deveriam reconhecer a pobre viúva, não para elogiá-la, mas para ajudá-la em suas necessidades.

Muitos que não são vúvos e nem pobres, por muitas vezes, necessitam também de ajuda, apenas para não se transformarem em pobres viúvo ou viúvas.

A atenção deve ser redobrada nestes últimos dias do Final dos Tempos.

Muitos sentem vergonha de se declararem em dificuldade. Por que outros muitos os enxergam como pecadores desprovidos da Graça de Deus. A situação caminha de mal a pior. Triste!

Enquanto isto constroem-se delicados prédios com heliportos.

O poder cegou a muitos homens de Deus, apenas por estarem sentindo-se os homens que Deus precisa.

Triste!

O Senhor seja contigo, nobre pastor,

O menor.

Anônimo disse...

Seria essa a graça barata da qual fala Dietrich Bonhoeffer?

Isac Sena Alvesdynamj

Pastor Guedes disse...

Caro Isac Sena, a Paz do Senhor!

Obrigado por visita e meu blog e comentar o artigo.

Eu não tenho dúvida de que sua leitura é correta. Dietrich Bonhoeffer falava da "graça barata" já nos idos da segunda guerra e hoje nos deparamos com a mesma heresia com "máscara", tentando parecer com sã doutrina e dando uma ênfase exagerada na Graça em detrimento das outras doutrinas igualmente importantes.

Veja o que ele disse acerca da graça barata:

"A graça barata é a graça que concedemos a nós mesmos. A graça barata é a pregação do perdão sem exigir arrependimento, batismo sem disciplina na igreja. Comunhão sem a confissão .... A graça barata é a graça sem discipulado, a graça sem a cruz, graça sem Jesus Cristo, vivo e encarnado ".

Forte Abraço.
No Amor de Cristo.