sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NEYMAR CRUCIFICADO GERA ESCÂNDALO NAS IGREJAS CRISTÃS. CNBB SE MANIFESTA PUBLICAMENTE.


A CNBB ( Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) manifestou nesta sexta-feira “profunda indignação” com a capa de outubro da revista Placar na qual o jogador Neymar aparece crucificado.
A entidade diz reconhecer o princípio da liberdade de expressão, mas que “há limites objetivos no seu exercício”.
“A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial”, diz a nota.
“A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças”, prossegue.
Em entrevista ao UOL, antes da emissão da nota da CNBB, o diretor da Placar, Maurício Barros, havia dito que a intenção da revista com a imagem era questionar a posição de vilão em que Neymar foi colocado, frequentemente acusado de cai-cai, ou antiético.
  •  Barros havia declarado ainda que o objetivo não era comparar o jogador com Jesus Cristo.
“Acho que pode haver a comparação porque Jesus Cristo foi o crucificado mais famoso, mas a nossa analogia é com a execução, como a crucificação como elemento histórico de execução pública”, disse ele.
No entanto, o comunicado, que é assinado pelo cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB e Leonardo Ulrich Steiner, bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da entidade, afirma que “a fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente”.
A nota termina dizendo que “isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação”.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PASTOR FLORISVALDO, O CABO BRUNO, FOI ASSASSINADO DEPOIS DE 35 DIAS DE LIBERDADE


Cabo Bruno é assassinado um mês após ganhar liberdade (Foto: Reprodução/TV Vanguarda)
ELE FICOU CONHECIDO COMO CABO BRUNO E FOI ACUSADO DE EXECUTAR CERCA DE 50 PESSOAS POR PARTICIPAR DE UM GRUPO DE EXTERMÍNIO. NA PRISÃO SE CONVERTEU, CASOU-SE COM UMA PASTORA E TORNOU-SE PASTOR TAMBÉM. AO ALCANÇAR A LIBERDADE, DEPOIS DE 27 ANOS, FOI MORTO ONTEM, COM CERCA DE DEZ TIROS, RETORNANDO DE UM CULTO.
O ex-policial militar Florisvaldo de Oliveira, o Cabo Bruno, de 53 anos, foi executado na noite da última quarta-feira (26), em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. O crime ocorreu por volta das 23h45, no bairro Quadra Coberta, quando ele voltava para casa, após participar de um culto na cidade de Aparecida (SP).
O grupo foi responsável por mais de 50 assassinatos, e Cabo Bruno foi condenado por menos de 20 deles, segundo o antigo advogado de defesa do policial, Fábio Ferreira Jorge. Ao longo dos anos, a pena foi reduzida de forma progressiva, levando em conta trabalhos e bom comportamento do preso na cadeia.Cabo Bruno estava em liberdade há 35 dias, depois de cumprir 27 anos de prisão. No dia 23 de agosto, ele foi beneficiado pela lei do indulto pleno. Ex-policial militar, ele foi condenado a 120 anos de prisão por chefiar um esquadrão da morte que atuava na periferia de São Paulo na década de 1980, segundo o Tribunal de Justiça.
De acordo com a Polícia Militar, Florisvaldo de Oliveira voltava para casa, que fica na rua Álvaro Leme Celidônio, acompanhado de familiares. Dois homens se aproximaram - um de cada lado da rua - e efetuaram cerca de 20 disparos contra o ex-policial, que morreu na hora. A maior parte dos tiros atingiu o rosto e o abdômen da vítima. Nada foi levado e mais ninguém foi atingido.
Segundo o tenente da PM, Mario Tonini, os tiros partiram de pistolas calibre ponto 45 e 380. "Foram vários disparos só contra ele e tudo indica que foi uma execução, mas ainda depende da investigação da Polícia Civil", disse ao G1.

Os parentes estão abalados e relataram à reportagem desconhecer os autores dos disparos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Pindamonhangaba, onde permanece até a manhã desta quinta-feira (27).
Em 14 de agosto de 2012, o promotor Paulo José de Palma, responsável pelo processo do Cabo Bruno, encaminhou um parecer favorável ao indulto para a decisão final da Vara Criminal. Junto com o parecer do promotor, baseado em lei que prevê a liberdade definitiva para presos com bom comportamento e com mais de 20 anos de prisão cumpridos, foram encaminhados documentos com elogios de funcionários e da própria direção da P2 quanto à conduta de Florisvaldo na unidade.
Os esforços para libertar Cabo Bruno começaram em 2009, quando o advogado de defesa pediu a progressão da pena - do regime fechado para o semiaberto. O ex-PM cumpria pena na penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, a P2 de Tremembé, desde 2002. Os exames criminológicos apontaram bom comportamento do preso, que atuava como pastor na prisão.
Em agosto, na saída temporária dos presos no Dia dos Pais, o cabo deixou a penitenciária pela primeira vez. A saída foi comemorada por amigos no site de relacionamento da mulher dele, uma cantora evangélica que se casou com Florisvaldo dentro da penitenciária. Após 27 anos de prisão, ele deixou a penitenciária no dia 23 de agosto.
Cabo Bruno é beneficiado com saída temporária (Foto: Reprodução/TV Globo)Imagem mostra ex-PM na década de 1980, quando,
segundo a Justiça, chefiou esquadrão da morte na
periferia de São Paulo (Foto: Reprodução/TV Globo)
Prisões e fugas
Cabo Bruno foi preso pela primeira vez em 1983 e levado para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. Entre 1983 e 1990, o ex-policial militar fugiu três vezes da unidade, sendo uma delas depois de fazer funcionários reféns. Em maio de 1991, foi recapturado pela quarta vez, e nunca mais saiu.
Em junho de 1991 Florisvaldo foi levado para a Casa de Custódia de Taubaté, onde ficou preso até 1996. Dentro da unidade, onde nasceu uma das principais facções criminosas do Estado, o ex-policial permaneceu mais de cinco anos em uma cela isolada, 24 horas por dia longe dos demais presos.
Em 1996, Florisvaldo foi levado para o Centro de Observação Criminológica, onde ficou até 2002, quando foi transferido para a P2 de Tremembé. Em 2009 ele passou do pavilhão do regime fechado da P2 para o semiaberto, dentro da mesma unidade, separados apenas por uma muralha.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O DECÁLOGO DO VOTO ÉTICO - COMO O CRISTÃO DEVE VOTAR


DECÁLOGO DO VOTO ÉTICO


Repostado.

        I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;

       II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade noutra direção;

       III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, a bem de sua credibilidade, o pastor evitará transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;

       IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multipartidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, representantes das correntes partidárias possam ser ouvidos sem preconceitos;

       V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil impõe que não sejam conduzidos processos de apoio a candidatos ou partidos dentro da igreja, sob pena de constranger os eleitores (o que é criminoso) e de dividir a comunidade;
      
       VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão político-institucional. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político de fé evangélica tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um "despachante" de igrejas. Ao defender os direitos universais do homem, a democracia, o estado leigo, entre outras conquistas, o cristão estará defendendo a Igreja.

       VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um evangélico político votou de determinada maneira porque obteve a promessa de que, em assim fazendo, conseguiria alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades, tratamento especial perante a lei ou outros "trocos", ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais "acertos" impliquem na prostituição da consciência cristã, mesmo que a "recompensa" seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Jesus Cristo não aceitou ganhar os "reinos deste mundo" por quaisquer meios, Ele preferiu o caminho da cruz.

       VIII. Os votos para Presidente da República e para cargos majoritários devem, sobretudo, basear-se em programas de governo, e no conjunto das forças partidárias por detrás de tais candidaturas que, no Brasil, são, em extremo, determinantes; não em função de "boatos" do tipo: "O candidato tal é ateu"; ou: "O fulano vai fechar as igrejas"; ou: "O sicrano não vai dar nada para os evangélicos"; ou ainda: "O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos". É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos.

       IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: "o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto", é compreensível que dê um "voto de confiança" a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. Entretanto, é de bom alvitre considerar que ninguém atua sozinho, por melhor que seja o irmão, em questão, ele dificilmente transcenderá a agremiação política de que é membro, ou as forças políticas que o apóiem.

       X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

Décalogo aprovado pela AEVB 

Soli Deo Gloria

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

GAYS CONVOCAM CAETANO VELOSO, GILBERTO GIL E OUTRAS CELEBRIDADES PARA FICAREM NUS EM PROTESTO CONTRA PASTOR SILAS MALAFAIA


Gays protestam contra título dado ao pastor Silas Malafaia acusado de homofobia




A Tarde, 
Biaggio Talento


De um lado, o movimento gay convocando Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marina Lima e Preta Gil, do outro entidades evangélicas e profissionais liberais. O centro da discórdia, um título de Cidadão de Salvador para o pastor Silas Malafaia aprovado pela Câmara Municipal da capital baiana, a partir de projeto do vereador Héber Santana (PSC).

As principais entidades do movimento homossexual já enviaram comunicação à presidência da Câmara pedindo que o título seja revogado pois acusam Malafaia de "homofóbico". 

Como reação a Associação Batista de Salvador, a Sociedade Bíblica na Bahia e outras entidades evangélicas, fizeram o mesmo, protocolaram uma solicitação pedindo a manutenção do título. 

A "ameaça" final dos gays é que, se não conseguirem barrar o título por bem, vão promover um ato em frente à Câmara em que os homossexuais pretendem tirar a roupa. Para isso convocaram, também, os associados da ATRAS - Associação dos Travestis de Salvador.

Muito irritados com o título, os militantes gays iniciaram campanha nacional para obter o apoio de artistas e personalidades, "de cabeça feita" (que apóiam o movimento homossexual) com o objetivo de barrar a homenagem.

"Estamos cobrando de Caetano Veloso seu apoio a esta campanha já que em 1985 ele declarou que o GGB é o orgulho da Bahia, então queremos que ele consiga o apoio de Gilberto Gil, Preta Gil, Ney Matogrosso, Marina Lima e demais artistas e Vips de cabeça feita para impedir esta agressão à cidadania de mais de 10% da população baiana e brasileira representada pelos homossexuais", disse o antropólogo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), mais antiga entidade do gênero em funcionamento no Brasil. Mott ponderá que Malafaia é o "inimigo número um" dos homossexuais.

Os gays também protocolaram pedido de apoio à da Comissão da Diversidade Sexual contra a Homofobia da OAB/BA e iniciou um abaixo assinado nas redes sociais, Petição Pública contra Título de Cidadão Soteropolitano a Malafaia"que já contava, nessa terça, com mais de 800 assinantes.

Patrimônio 
No outro campo de luta, os evangélicos estão dando todo apoio ao vereador Héber Santana. Ponderam que Malafaia "possui um acervo de obras literárias publicadas e amplamente adquiridas pela comunidade evangélica de Salvador e que seu pensamento e idéias se constituíram como patrimônio cultural imaterial para esta cidade por enriquecer a cultura evangélica em suas múltiplas dimensões sociais, culturais e simbólicas".

Um dos líderes evangélicos Gustavo Mercês, ex-militante do PSOL, afirma que a luta dos evangélicos agora não se limita apenas a título, mas ao reconhecimento da contribuição cultural do povo evangélico soteropolitano.

"É um absurdo ainda ouvir declarações preconceituosas contra nossos patrimônios culturais, contra nossas idéias, costumes e crenças. Não é apenas Silas Malafaia que está sendo perseguido, mas o povo evangélico como um todo, chega de discriminação", disse.

Sobre as ameaças dos gays de tirarem a roupa Mercês qualificou o ato como de um grupo que "procura holofotes, principalmente em uma época eleitoral. 

"Eles pode ficar nus, podem fazer o que bem quiserem, o fato é que Silas Malafaia já é cidadão soteropolitano e nenhum grupo de ativista será maior que a vontade soberana do povo e a legitimidade do Poder legislativo que aprovou a indicação", bradou Mercês.

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VEJAM OS CANDIDATOS QUE ESTÃO PROVOCANDO RISOS NESSAS ELEIÇÕES. SE VOCÊ AINDA NÃO SABE EM QUEM VOTAR, ESSA É UMA BOA OPORTUNIDADE PARA ESCOLHA.


CANDIDATO DE CURITIBA, CONHECIDO COMO SUPER HOMEM GOSPEL.



PASTOR CRÉU?!




SEM COMENTÁRIOS.


candidatos malucos 2012 bixa Candidatos malucos 2012: veja só os vereadores que te esperam na urna!


TROCADILHO INFELIZ!



candidatos malucos 2012 menstruar 413x310 candidatos malucos 2012 menstruar

O PODER TEM QUE MENSTRUAR?




BOB ESPONJA? MEU DEUS!


ACREDITEM, AINDA EXISTE COISA PIOR. É VERDADE QUE A DEMOCRACIA É BOA POR ISSO, MAS TAMBÉM É VERDADE QUE A DEMOCRACIA PERMITE MUITA BIZARRICE. É PELO NÍVEL DOS CANDIDATOS QUE PERCEBEMOS O NÍVEL DA POLÍTICA BRASILEIRA, E O PIOR É QUE MUITOS DELES SERÃO ELEITOS.

QUE DEUS TENHA MISERICÓRDIA DO BRASIL.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus. 
Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

AS MÁSCARAS CONTINUAM CAINDO. ASSESSORIA DE IMPRENSA DO ECAD EMITE COMUNICADO REBATENDO A CCLI.


RECEBI HÁ POUCO ESSE COMUNICADO IMPORTANTE E, APÓS VERIFICAR A FONTE, RESOLVI PUBLICÁ-LO PARA QUE TODOS TOMEM CONHECIMENTO DAS GRANDES MAZELAS QUE SE VERIFICAM NO MEIO CHAMADO GOSPEL. 

Bom dia, Pastor Guedes.
Fazemos a Assessoria de Imprensa do Ecad e enviamos comunicado rebatendo as informações divulgadas pela CCLI em seu site (http://www.ccli.com.br/site/?page_id=1321).

Pedimos que considerem o conteúdo abaixo.
Em caso de dúvida estamos à disposição.
Obrigada,


COMUNICADO DO ECAD

Em atenção às notícias veiculadas na mídia nacional acerca da atuação da Christian Copyright Licensing International – CCLI na cobrança de direitos autorais em templos religiosos, esclarecemos que aquela entidade não guarda qualquer tipo de relação ou vínculo com o Ecad, agindo à sua revelia.

Salientamos ainda que a Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98), em seu artigo 99, determina que o Ecad é a única entidade com poderes legais para representar os titulares de obras musicais, líteromusicais e fonogramas na arrecadação e distribuição de direitos autorais por execução pública de suas obras.

Por tal razão, é vedado a qualquer outra entidade cobrar direitos autorais por execução pública de obras musicais, que poderá ser responsabilizada civil e penalmente pelo ilícito praticado, na forma da lei.

Ademais, elucidamos que o Ecad não efetua a cobrança de direitos autorais de obras musicas executadas publicamente durante cultos religiosos de qualquer natureza.




Descrição: Descrição: simbolo-01  Felipe Abreu  

Approach
(11) 3846-5787

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

E O BISPO RECUOU


Não se trata de jogo de xadrez, que aliás não entendo as regras, mas o título acima é bem sugestivo, posto que o que a CCLI fez foi um jogo. Apostaram que o envio dessas "cartas" pedindo a regularização das igrejas no que diz respeito à cobrança de impostos para louvores tocados e cantados nas igrejas, não fosse dar em nada. Conhecem aquela expressão do felino que arranha, mas esconde as garras? Pois bem, foi o que aconteceu. Enviaram essas cartas para muitas igrejas que estavam supostamente irregulares, enviaram inclusive com tabelas de preços por tamanho de igreja. Depois vêm com a desculpa de que não era essa a intenção. Tudo isso só aconteceu porque o Bispo McAlister resolveu vir a público e denunciar aquilo que em sua ótica era um desrespeito ao culto, à liturgia e ao verdadeiro louvor na casa de Deus. Porém, ao ver publicada uma lista de artistas que são associados a esse sindicato de músico, cantores e compositores, pessoas de seu relacionamento antigo e para ele respeitáveis, resolveu voltar atrás.

Respeito a posição do Bispo que, em nome da ética, pôs-se em seu lugar para não denegrir imagens de amigos ou confrontar outros nomes tidos por idôneos no meio gospel. Todavia, nada muda meu pensamento acerca desse jogo. Lembram do "Kit gay"? e do enredo que o Renato Aragão queria transformar em filme? Pois bem, as redes sociais têm essa força, de dar voz às massas, principalmente àqueles que não têm voz. É bem verdade que muitos plantam mentiras no meio blogueiro e só têm a intenção maléfica de causar discórdia. Mas voltando ao tema do louvor nas igrejas, falando assim, parece que o assunto está encerrado. Não está não. Como filme em série, onde mal sempre volta para afrontar o bem, os bons e o belo, esse assunto voltará à tona mais cedo ou mais tarde e voltará com nova máscara, com novo envólucro, com nova roupagem, mas os personagens serão os mesmos.

O recuo do Bispo foi em nome da ética e em nome de sua probidade. Todavia, os senhores da CCLI sabem que a Igreja Cristã Nova Vida não foi a primeira e não será a última a receber esse tipo de "intimidação". Auxilio um site evangélico que expõe as mensagens dos cultos na internet, no próprio site e no youtube. Há um mês e meio postamos um culto e depois da mensagem uma jovem daquela igreja cantou um hino muito conhecido por todos no meio cristão. Abaixo, nos comentário, publicaram o seguinte: "Talvez você tenha que pagar direitos autorais à gravadora...". O que fizemos? Reeditamos o vídeo e tiramos o louvor do culto para não termos problemas com os direitos autorais da cantora e da gravadora. Isso já existe de forma embrionária, oculta, e logo tomará nova forma e voltará, com mais ímpeto. Não é hora de recuar e nem de se calar, mas de "colocar a boca no trombone" ou para usar uma expressão bíblica e profética: "Tocai a buzina em Sião". Ai que saudades do Rev. David Wilkerson...

Abraço a todos e não nos calemos, senão eles nos devoram.

sábado, 15 de setembro de 2012

EM ENTREVISTA EXCLUSIVA A REVISTA VEJA, MARCOS VALÉRIO DIZ QUE LULA SABIA DE TUDO E ERA O CHEFE DO MENSALÃO


Reportagem diz se basear em declarações de Marcos Valério
Dinheiro total movimentado pelo esquema teria chegado a R$ 350 milhões
Do ponto de vista jurídico, o efeito pode ser nulo. O processo do mensalão está em fase de julgamento e não serão mais acrescentadas provas. Do ponto de vista político, a reportagem da revista “Veja” desta semana pode ter grande impacto na reta final das eleições municipais, sobretudo nas grandes cidades nas quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse direto, junto com o PT, em garantir vitórias para alavancar a sigla em 2014.
Entre outras, eis algumas das informações divulgadas por “Veja”:

1) “O caixa do PT foi de R$ 350 milhões” – o valor anotado no processo formal é de R$ 55 milhões. Mas Marcos Valério afirmaria que esse montante seria subestimado. O caixa total do mensalão seria bem maior: “Da SMP&B [uma de suas agências de publicidade] vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”.

2) Lula seria o chefe, junto com José Dirceu: segundo informação que “Veja” atribui a Marcos Valério, empresários se reuniram em várias ocasiões com o então presidente da República para combinar contribuições não declaradas ao PT. A contabilidade informal ficava com o então tesoureiro do partido, Delúbio Soares.
Frase em “Veja” atribuída a Valério: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.

3) Valério e Lula no Palácio do Planalto: Outra frase em “Veja” atribuída a Valério: “Do Zé [Dirceu] ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. Trata-se de referência à confirguração das salas no Palácio do Planalto.
E mais: “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”.

4) Contato era Paulo Okamotto: outra frase atribuída a Valério: “Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”. E mais: “O papel dele era tentar me acalmar”. Okamotto é um amigo antigo de Lula, que hoje trabalha com o ex-presidente no Instituto Lula.
Segundo a reportagem, quando Valério foi preso uma vez pós-mensalão, a mulher do publicitário, Renilda Santiago, foi a São Paulo para falar com Okamotto e pedir que dessem um jeito de soltar o marido. Okamotto teria reagido de maneira brusca, segundo relato atribuído a Valério: “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.”

5) Delúbio dormia no Palácio da Alvorada: frase atribuída por “Veja” a Valério: “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro”.

6) Dinheiro do Rural teve aval de Lula e de Dirceu: mais Valério, segundo a revista: “O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?”. Segundo a reportagem, a decisão do Banco Rural de dar dinheiro emprestado ao PT teria sido um favor direto ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?”. Sobre José Augusto Dumont (morto em 2004), que presidiu o Rural, “Veja” diz que Valério falou: “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’ (…) Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”

Em resumo, a reportagem da revista “Veja” fala que teve acesso a “revelações de parentes, amigos e associados” de Marcos Valério, o empresário e publicitário que teria sido o operador do esquema do mensalão, descoberto em 2005.
Segundo a revista, “o publicitário começa a revelar os segredos que guardava –entre eles, o fato de que o ex-presidente sabia do esquema de corrupção armado no coração do seu governo”. Esse foi sempre um dos grandes pontos de interrogação do mensalão: Lula sabia ou não sabia? Ao final, o ex-presidente acabou sendo poupado e não foi incluído como réu na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da União.
Marcos Valério é um dos réus e o que deve pegar o maior número de anos de prisão pelos delitos cometidos. “Veja” faz uma conta e afirma que os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e peculato, evasão de divisas e formação de quadrilha podem dar a Valério mais de 100 anos de reclusão.
A revista colocou um trecho da reportagem em seu site.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

CCLI RECUA E APRESENTA DEFESA DA COBRANÇA DE IMPOSTO SOBRE HINOS NAS IGREJAS, MAS NÃO CONVENCE!


A CCLI veio, finalmente, a público para se retratar ou esclarecer acerca da cobrança do imposto sobre os hinos de seus associados cantados nas igrejas. A meu ver o texto abaixo tem somente uma justificativa: a associação recuou diante do movimento nas redes sociais reprovando a iniciativa de enviar "notificações" às igrejas. Ficam as perguntas: se não têm a intenção de cobrar por que enviar cartas às igrejas? E por que o envio de uma tabela com os preços de acordo com o número de membros de cada igreja? 
Lamentável, senhores, lamentável! Se o Bispo McAlister não tivesse posto a boca no trombone estaríamos a mercê desses senhores, fazendo (eles) terrorismo branco nas igrejas.
Como esse blog nunca deixou ninguém sem direito de resposta, abaixo segue o texto apresentando a defesa da CCLI.  
São Paulo, 13 de setembro de 2012.
Lamentamos profundamente qualquer manifestação que seja feita com o objetivo exclusivo de denegrir autores e ministros de música. Com a finalidade de isentar igrejas, pastores, músicos, autores e ministros de música que participam da CCLI, e em razão dos questionamentos sobre a possibilidade de cobrança de direitos autorais por músicas cantadas e tocadas dentro das igrejas, esclarecemos o seguinte:
      • A CCLI fiscaliza ou cobra igrejas pelo direito de cantar e tocar músicas de autores brasileiros e estrangeiros?
        Não, esta informação tem sido divulgada de forma equivocada e imprudente. A CCLI nunca irá impor ou obrigar a participação de nenhuma igreja em seus programas.
      • A Igreja PODE ser cobrada por tocar e cantar músicas durante os cultos?
        Não. A Lei Federal 9.610 atribui a responsabilidade pela arrecadação e distribuição do direito de execução pública (cantar, tocar, interpretar uma música) exclusivamente ao ECAD (www.ecad.org.br), que, atualmente, tem esclarecido sua política de não fiscalizar as atividades de igrejas realizadas dentro do templo.
      • Algum dia, a Igreja PODERÁ ser cobrada por tocar e cantar músicas durante os cultos?
        Não. A cobrança pelo que é cantado ou tocado durante os cultos, inclusive, já foi julgada inconstitucional pelos Tribunais por ferir a liberdade de culto. Além disso, tramitam no Congresso Nacional diversos Projetos de Lei que pretendem alterar a Lei de Direitos Autorais brasileira para que as igrejas sejam expressamente isentas pelo pagamento de direitos autorais das músicas que são cantadas ou tocadas em seus cultos. A CCLI apoia esta proposta de alteração que, inclusive, segue a mesma direção da legislação já existente em outros países onde estamos presentes.
      • A CCLI notifica igrejas ou cobra algum tipo de imposto?
        Não. A CCLI envia informativos pelo correio e também realiza outros tipos de campanhas de conscientização sobre a Lei Federal 9.610. Por ser inapropriado, o termo “notificação” nunca foi utilizado em nossos materiais e nenhum “imposto” é cobrado pela CCLI, algo que, a propósito, só pode ser feito pelo Poder Público. Os valores apresentados correspondem aos serviços que oferecemos.
      • Então, o que a CCLI realmente faz?
        Oferecemos às igrejas uma ferramenta prática e acessível para regularizar algumas de suas atividades na área de música, de acordo o Artigo 29 da Lei Federal 9.610. A Licença de Direitos Autorais, portanto, supre a necessidade de obter uma autorização prévia dos autores e permite que músicas possam ser utilizadas corretamente em materiais impressos, arranjos personalizados, sistemas de projeção ou bancos de dados, e também em gravações do louvor ao vivo em áudio ou vídeo. Além disso, a CCLI auxilia igrejas e autores participantes no processo de autorização de traduções e versões de músicas.Toda comunicação oficial e todo material institucional da CCLI apresenta claramente qual o limite das coberturas que oferecemos às igrejas, conforme descrição acima.
      • Quem pode participar da CCLI?
        Qualquer igreja ou autor de músicas cristãs pode participar da CCLI e, em nenhum caso, a participação é obrigatória. Igrejas podem solicitar uma assinatura dos serviços pelo site www.ccli.com.br/assinatura e autores podem enviar um email paradireitosautorais@ccli.com.br para receberem informações adicionais.
      • Quais autores já participam da CCLI?
        Esta consulta pode ser feita diretamente pelo site www.songselect.com.br. Através deste portal, também disponibilizamos materiais e dados completos sobre milhares de músicas, incluindo autoria, administração de direitos, referências de temas, trechos de gravações, letras, traduções autorizadas, cifras e partituras oficiais de milhares de músicas em português, inglês e espanhol. Muitos já utilizam o SongSelect como fonte gratuita de pesquisa para "descobrir" quem é o autor ou quem administra os direitos de uma música, um pesadelo para que quer tem o cuidado de atribuir o crédito dos autores.
      • O que a CCLI faz com os valores recebidos das igrejas?
        Os valores que recebemos por estes serviços são proporcionalmente convertidos em créditos para os autores, de acordo com a utilização de suas músicas em nossos programas.
Há mais de 20 anos, orientamos milhares de igrejas ao redor do mundo que já tomaram a decisão de respeitar e honrar o trabalho de autores que vivem (ou não) do ministério da música. A CCLI, portanto, assessora igrejas e autores participantes em questões legais e burocráticas (contratos, legislação, administração de catálogos, etc) relacionadas a direitos autorais aqui no Brasil e no mundo.
Sabemos que, muitas vezes, a simples utilização do termo “direito autoral” acaba se tornando sinônimo de “ameaça” apenas por falta de conhecimento ou entendimentos equivocados.
Por isso, reafirmamos que a CCLI nunca irá obrigar ou fiscalizar a participação de nenhum autor ou igreja. Nosso objetivo em todos os países onde estamos presentes é contribuir para que a música cristã seja respeitada, e para que autores e igrejas tenham as informações necessárias para decidir o que fazer em relação a este assunto.
Nossos canais de comunicação estão sempre à disposição pelo 0800-600-2254 ou pelo email ccli@ccli.com.br. Se precisar esclarecer alguma dúvida sobre a CCLI ou sobre direitos autorais, estamos à sua disposição.
Atenciosamente,
Daniel Freitas
Gerente de Operações, CCLI Brasi

terça-feira, 11 de setembro de 2012

CCLI QUER COBRAR DIREITOS AUTORAIS PELOS HINOS CANTADOS DURANTE OS CULTOS NAS IGREJAS




TEXTO DO REV. WALTER McALISTER, BISPO DA IGREJA NOVA VIDA

Soube hoje que as Igrejas Cristãs Nova Vida, da qual sou o Bispo Primaz, foram notificadas de que teriam de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Cada uma de nossas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

São poucas as vezes em que me vejo sequestrado por um assunto do momento aqui no blog. Tenho como norma pessoal não me deixar levar pelas “últimas”.  Já há bastante alvoroço em torno de assuntos efêmeros e não precisam da minha voz para somar à confusão instaurada por “notícias” e controvérsias. Não obstante essa regra que tento seguir, não posso me calar ante esse fato. Já deixei passar algumas horas até que a minha revolta se acalmasse, para que, no seu lugar, pudesse me expressar com clareza e me reportar às Escrituras como regra. Pois, em meio ao transtorno, ninguém se contém e acaba por pecar pelo excesso. Isso não quer dizer que me sinta menos convicto sobre o que tenho a dizer, mas quero realmente trazer uma perspectiva lúcida.

Comecemos pelo que constitui o direito autoral e o porquê da sua existência. Seria justo que alguém lucrasse pelo trabalho, a inspiração e a arte de outro sem que o autor da obra participasse dos lucros? Certamente que não. Cada emissora de rádio, show ou outro tipo de empreendimento com fins lucrativos deve prestar a devida parcela do seu lucro a quem ajudou a produzir essa arte.

Por outro lado, a Igreja é um empreendimento com fins lucrativos? Não – segundo a definição do próprio Estado brasileiro. Ela goza de certos privilégios, na compreensão de que a sua atividade é religiosa, devota e piedosa e, sendo assim, sem fins lucrativos. Que muitos “lucram” em nome da Igreja ninguém duvida. Mas, em termos estritamente definidos pela legislação, não é um empreendimento que tenha como finalidade o lucro.

Louvar a Deus é uma atividade que gera rentabilidade? Também não. Quando cantamos ao Senhor, estamos nos expressando a Deus em sacrifício santo e agradável a Ele (se bem que não caem nesta categoria muitas das músicas que doravante serão objeto de taxação, por decreto-lei). Mas, para manter o fio da meada desta reflexão, suponhamos que as músicas adocicadas, sem fundamento em qualquer real princípio cristão, emotivas e, em alguns casos, passionais (para não dizer sensuais) sejam realmente louvor (algo que tenho tentado ensinar a nossa denominação que não são).  Cantar essas músicas traz lucro para a igreja? A resposta énão. A igreja não lucra. Não há um centavo a mais caindo nas salvas porque cantamos uma música de uma dessas cantoras gospel da moda em vez de Castelo Forte. É possível fazer um culto fundamentado apenas nas músicas riquíssimas do Cantor Cristão e da Harpa Cristã (para não falar nos Vencedores por Cristo, cuja maioria das canções não recai sobre este novo decreto-lei).

Esses cantores e essas cantoras têm o apoio de empresários da fé. Homens que também lucram absurdamente às custas da boa-fé de pessoas a quem prometem uma vida de lucro pelo seu envolvimento. Não me surpreende ver a lista de “notáveis” que apoiam essa iniciativa.

Agora, esses cantores que se venderam para emissoras de televisão, que ganham fortunas nas suas turnês “gospel” e pela venda de incontáveis CDs e DVDs, não estão satisfeitos. Querem mais. Querem “enterrar os ossos”. Tornaram-se mercadores da fé, e com essa última cartada, suas máscaras caem por terra. Que máscaras? As que fazem com que acreditemos que eles realmente creem que o culto é para Deus somente. Para eles, a igreja não passa de fonte de lucro. A igreja não passa de um negócio. Sim, porque, por essa ação, afirmam não acreditar que a igreja seja uma assembleia de sacrifício. Para eles, a igreja é uma máquina de dinheiro. Sua eclesiologia é clara. Suas lágrimas de comoção são teatro. Seus gestos de mãos erguidas não passam de encenação.

A despeito do meu repúdio por esse grupo de músicos “cristãos”, fico grato a eles por uma razão. Tenho tentado ensinar a denominação que lidero a ser mais criteriosa na escolha das músicas cantadas nos cultos. Por força da popularidade desses “superastros do louvor” a pressão da juventude e dos músicos da igreja tem sido quase insuportável. Então cantam as músicas sem devocionalidade real deles e delas para o enlevo de pessoas que nem precisavam confessar Jesus para cantá-las com comoção. Graças ao mercantilismo dos tais, vou emitir uma circular para as nossas igrejas em que instruirei todas a pagar os direitos autorais devidos caso queiram insistir em usar as referidas músicas da moda em seus cultos.

Os que não querem fazer parte desse mercado de rapina receberão uma lista compreensiva de músicas que continuam sendo de domínio público, inclusive as que compus e pelas quais nunca recebi nem quero receber um centavo. Graças a Deus, são os bons e velhos hinos que têm conteúdo e substância, confissão e verdadeiro testemunho do Evangelho. Há centenas de hinos antigos que vamos tirar das prateleiras e redescobrir. Podemos aprendê-los e retrabalhá-los para torná-los atuais aos nossos dias, com arranjos interessantes. Músicas escritas por santos e não por crianças. Músicas escritas para a glória de Deus e não para lucro sórdido. Sim, falei sórdido. Pois os atuais já lucraram com o que é legítimo. Agora vão atrás do resto. É um gospel de rapina. Sinto-me na necessidade de tomar um banho, pois essa história me forçou a passear pelo lamaçal onde esses chafurdam para encher a própria barriga – que é o seu deus, afinal.

Que bom que já me acalmei, pois realmente tinha vontade de dizer muito mais.

Na paz,
+W

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