sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A SÍNDROME DO CARRO NOVO E A MORTE DOS UZÁS DE HOJE


A “Síndrome do Carro Novo”
 


Confesso que ri muito quando folheava uma revista destinada à Escola Dominical, editada por uma séria e conceituada editora evangélica. Seu autor, Pastor Elinaldo Renovato, muito sabiamente se referia aos novos costumes eclesiásticos surgidos principalmente em favor da Teologia da Prosperidade e da confissão positiva e dei de cara com esse nome de síndrome. Como todos sabem a síndrome não é doença, mas, um estado de funcionamento alterado onde várias alterações físicas e psicológicas surgem em decorrência dela. Seu aparecimento se nota em alterações para mais ou para menos, dependendo do caso. Certo é que, ela nunca deixa o corpo sem alguma seqüela e algumas, infelizmente, são irreversíveis.

O autor da lição compara os novos costumes a uma síndrome chamada de “do carro novo” lembrando o episódio de Uzá e da Arca, em II Samuel 6.1-3. Os sacerdotes sabiam que a Arca deveria ser transportada em seus ombros, segura pelas varas, mas, a vontade de inovar e a falta de observação às prescrições dadas por Deus no tempo da peregrinação no deserto fizeram com que alguém que não era sacerdote pusesse as suas mãos nela, resultando assim em sua morte. Uma coisa trágica que poderia ser evitada se as prescrições divinas fossem observadas.

Quando paro para pensar nos “carros novos” que os cristãos têm construído para carregar as coisas sagradas que Deus tem ordenado à sua igreja, fico deveras preocupado. A graça de Deus, uma coisa tão simples de ser entendida, tem sido transformada em algo esotérico, somente conferida aos grandes iniciados. Rituais restauracionistas são incluídos nas liturgias das igrejas. Tocam shofar (aquele berrante de chifre de carneiro, só presta para fazer barulho), fazem festas judaicas, vivem falando “shalom” (existe uma palavra em português que transmite toda a plenitude dessa, que é em hebraico: paz. Simples, não é?). Vestem os thalit (xales de oração) As determinações e decretos tomam o lugar da vontade divina, o que vale é a confissão positiva. Os rituais passam a ter valor sacramental. Correntes de “tantos dias” para quebra de maldições hereditárias (crente tem isso?). As bandeiras de Israel estão nos altares, nos carros e o judeu é tido como um filho predileto de Deus, apesar de sua incredulidade e de estarem planejando a reconstrução do templo de Jerusalém. A graça é liberada aos dizimistas fiéis e os demais estão “roubando a Deus” e sendo amaldiçoados. Pastores se intitulam apóstolos e ficam em lideranças máximas de comunidades, contrariando as Escrituras Sagradas e o chamado Didaché, documento do século II que prevê que o apóstolo que aparecer nas igrejas e nelas permanecer mais de dois dias, deve ser reputado como falso.

A graça de Deus é algo que nos livra das maldições do pecado. Paulo fala o tempo todo em suas cartas sobre ela. Nada de misterioso ou ritualístico. Dogmático sim: a graça de Deus anula o pecado de uma vez por todas e fim de papo! Igreja que constrói carro novo para carregar algo que deve ser levado nos ombros está em franca rota de colisão com a Palavra. Os ministros que assim permitem causarão a morte de muitos Uzás. Quantos ainda terão de morrer até que a Arca seja devolvida aos ombros dos sacerdotes? A Palavra da salvação é do púlpito, não de rituais proscritos e louvores inconsistentes. Se a Bíblia deixar de ser lida, pregada em sua simplicidade e enfeitada com achismos e exterioridades perigaremos ter um Evangelho maculado e de cêpa humana. Não sou eu, mas, Paulo é quem diz:"Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema".

Algumas pessoas me perguntam:”Pastor, o senhor não é um pouco radical com seus pontos de vista em relação às músicas, costumes e práticas das igrejas? Eu respondo que não. Sou bíblico e não admito que se inventem coisas para “dar uma ajudazinha” à Palavra Revelada que se basta a si própria. Não abro mão disto.

Que a Igreja assuma o seu papel de carregar nos ombros o Concerto de Deus com ela e que os “carros novos”, por mais bonitos que sejam, sejam banidos em nome de Jesus para que o verdadeiro Evangelho da Graça encontre o seu lugar devido.

Autor: Pastor Gilmar de Araújo Duarte, Ministro de Educação Cristã da Primeira Igreja Batista em Brás de Pina, Rio de Janeiro, RJ.

Artigo foi extraído do blog: http://prsergiopereira.blogspot.com.br/

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RENATO ARAGÃO E SUA DEFESA


renato aragao 3 e1346327425580 Renato Aragão rebate boatos sobre sua suposta arrogância: É Inveja


A ÚNICA VERDADE É QUE EXISTE DE FATO UM ROTEIRO QUE PODERIA VIRÁ FILME. TERIA A PRODUÇÃO DOS TRAPALHÕES RECUADO DEPOIS DA ESPECULAÇÃO NA MÍDIA? E NÓS EVANGÉLICOS, TEMOS MESMO FORÇA PARA INFLUENCIAR E MUDAR O BRASIL? SE ASSIM É, AS ELEIÇÕES ESTÃO AÍ. O TEXTO ABAIXO SERIA DE AUTORIA DO PRÓPRIO RENATO ARAGÃO.

O comediante Renato Aragão veio oficialmente a público, através de seu blog, para esclarecer a polêmica que se formou a respeito de seu suposto próximo filme “O Segundo Filho de Deus” e também sobre a falsa demissão de um funcionário seu. Leia o texto na íntegra.

Queridos Amigos,

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer o carinho, apoio e envolvimento do povo brasileiro na Campanha Criança Esperança 2012 - uma parceria da TV Globo e UNESCO. Nestes 27 anos, o engajamento do público que assiste ao programa tem provado que somos um povo sensível às carências e necessidades dos nossos semelhantes.

Infelizmente, meu coração tem se entristecido ao ler e ouvir tantas mentiras que estão circulando na mídia com respeito a minha pessoa e minha família. Só posso creditar este comportamento à inveja. Fico triste, pois minha família é uma família de bem, com defeitos sim, como qualquer família, mas que veste a camisa em prol de uma causa na qual acreditamos - o programa Criança Esperança.

Em minha casa e minha empresa, meus funcionários são tratados com respeito e os direitos humanos e trabalhistas de todos são garantidos. Embora não precise expor isto, a maioria dos meus funcionários tem mais de 10 anos de convivência conosco.

Jamais demiti, demitiria qualquer motorista ou funcionário por ter me chamado de Did. Absurdo tão grande, uma vez que nem eu mesmo consigo mais separar o Didi do Renato Aragão. Afinal, já são 50 anos de convivência entre os dois... Isto e as demais notas, boatos e afirmações, não passam de lendas urbanas que sempre são trazidas à tona na época do Criança Esperança, o que realmente me faz crer que são apenas frutos da inveja.

Minha empresa já produziu mais de 45 filmes, todos voltados para o entretenimento da família brasileira, respeitando nossos valores e nossa cultura. Sou católico e temente a Deus. Jamais abriria mão de minha fé incondicional em Jesus, o Filho Único de Deus. Gostaria, entretanto de relembrar que fé e ficção são áreas completamente distintas, mas que sempre despertaram polêmicas, desde Milton, em "Paraíso Perdido" até José Saramago em seu "Evangelho Segundo Jesus Cristo". Mesmo estes gênios literários e suas polêmicas obras não foram capazes de rebaixar a Bíblia e as histórias de vida ali contidas a meros personagens de obras literárias ou de ficção. Por que digo isto, porque realmente escrevi um roteiro provisoriamente intitulado "O Segundo Filho de Deus", obra de ficção com registro público na Biblioteca Nacional, a qual vem sendo deturpada, dizendo inclusive que eu teria a pretensão de ser o "novo" Jesus!, ABSURDO. O Didi é um grande atrapalhado, e em todos os filmes essa será sempre sua característica. Só para esclarecer, este roteiro inclusive já teve o título alterado para "O Segredo da Luz" e não há previsão para sua realização. Acredito que estas pessoas, que nem sequer tiveram acesso à obra, querem apenas incitar os incautos a juntarem-se a eles nesta invejosa empreitada de denegrir meu nome e desacreditar uma campanha séria que já comprovou sua atuação e eficácia em 27 anos de resultados positivos. Registro que nestes 27 anos isso sempre acontece... infelizmente.

Amigos, desculpem-me pelo desabafo. Mas há horas em que precisamos alçar a voz e proclamar a verdade, principalmente quando o alvo das mentiras passa a ser aquilo que mais prezamos: nossa família e nossa fé.

Mais uma vez, obrigado pelo apoio.

Renato (Didi) Aragão

Fonte: Blog Oficial de Renato Aragão
Vi também no Blog da Rô.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

RENATO ARAGÃO E AS NOVAS LIDERANÇAS EVANGÉLICAS BRASILEIRAS


Fonte da imagem: badarts.blogspot.com 
O público brasileiro foi pego de surpresa ao tomar conhecimento do novo filme do Renato Aragão, onde meu conterrâneo interpretará um personagem que seria um suposto segundo filho de Deus, uma vez que o Senhor Jesus não teria cumprido sua missão porque os homens não o permitiram e mataram-no.

Ora, embora esse tipo de enredo seja blasfemo, todos nós sabemos que o senhor Renato é ignorante quanto às coisas espirituais e o filme está mais para uma fábula que para uma ultrajante heresia. Não estou dizendo que não devemos refutar a ideia e a propagação da mesma. Óbvio que o comediante, natural de Sobral, cidade proeminente do nosso Ceará, está incorrendo em heresias, assim como em outros filmes com duendes, espiritismo, etc.

Mas, a minha pergunta é: será que ele comete maior pecado que a liderança evangélica que aí está? Quem é mais herético, o "palhaço"* global ou os teólogos da prosperidade? Sendo ele, na linguagem bíblica e teológica, um não-regenerado, quem está cometendo pecado mais grosseiro, o cearense ou os pastores e líderes que enganam o povo com milagres de mentira e testemunhos sensacionalistas inventados, uma vez que Aragão é homem natural e "o homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (I Co. 2.14)? Quem é pior, o Renato por cometer esse absurdo ou as lideranças evangélicas envolvidas com a política até ao ponto de penhorarem ou venderem seus ministérios aos políticos em troca de apoio público e favores impagáveis?

Posso estar enganado, mas, como disse alguém no Facebook, tenho para mim que o Senhor diria: "Pai, perdoa esse palhaço por ele que não sabe o que faz"; porém, para os líderes evangélicos dessa nova safra que aí está, o Senhor viria com o chicote de azorrague de João 2 e com a veemência de Mateus 21, e diria: "Vocês têm feito da Casa de meu Pai um covil de ladrões e salteadores (...) a minha casa, porém, será chamada casa de oração por todos os povos". João Batista diria para o sobralense ignorante: "Arrepende-te porque é chegado o Reino dos Céus"; todavia, para as lideranças dessa nova geração, diria: "Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?".

Não se trata de bairrismo. Há muito não assisto nada que Os Trapalhões ou a Turma do Didi têm produzido, mas entendo que mais grave, mais hilário e causa mais repúdio, é o que os novos pastores, bispos, apóstolos e sei lá mais o que (são tantos títulos novos) vêm fazendo nas igrejas, faltando com o decoro do púlpito, com a ética, com a pureza: pessoas que se dizem pastores praticam  adultério, pedofilia, corrupção nas igrejas e na política, enganam o povo de Deus, mentem acerca de números, são infiéis com a membresia e "garfam" o melhor do rebanho, assim como os filhos de Eli.

Sou contra todo tipo de heresia externa, como essa do filme que será lançado. Ainda mais porque será para um público que ainda não sabe discernir entre o bem e o mal, crescendo com uma concepção errada acerca de Deus e sua obra. Vejo na afirmação de que Jesus não cumpriu sua missão, uma afronta ao próprio Deus e um desrespeito com a Obra Vicária de Cristo no Calvário. Contudo, temos coisas internas piores em nosso meio evangélico que precisam ser sanadas, corrigidas e tratadas. Dando tanta ênfase assim à heresia "aragônica", não estaríamos maquiando nossos próprios erros crassos, inclusive teológicos, doutrinários e administrativos?

Concordo com a defesa que estão fazendo do evangelho e da obra de Cristo, mas não vejo a mesma indignação quando assunto é heresias internas e a podridão dos pecados de ordem administrativa, litúrgica e sacerdotal, entre outros, nos porões da igreja, que exala o forte cheiro do nosso "pecado evangélico".

*No sentido de comediante.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

SITE GOSPEL VOICE: CANTOR JOÃO ALEXANDRE DEIXA O MOVIMENTO GOSPEL E FAZ CRÍTICAS AO SEGMENTO


Cantor faz críticas ao movimento de música gospel, fazendo coro com outros líderes que não concordam com direção mercadológica do segmento

O cantor João Alexandre, conhecido por seus clássicos cristãos que hoje já se tornaram corinhos em muitas igrejas declarou pela sua conta do Facebook que não faz parte mais do movimento gospel brasileiro.
“Não faço mais parte, definitivamente, nem em número, nem em gênero e nem em grau, do importado movimento GOSPEL!”
O movimento gospel inclui músicos e bandas evangélicos que fazem parte de um mercado musical voltado ao público cristão.  Antes executadas somente nas igrejas, as músicas gospel passaram e figurar em rádios seculares e até em grande emissoras de TV.
A Globo, em 2011, separou 75 minutos de sua programação de final de ano para veicular o Festival Promessas, com a presença de conhecidos artistas do meio. Para 2012 já planeja outra edição do Festival, devido à boa audiência obtida com a primeira experiência.
Cotas de patrocínio já foram fechadas para o programa que será veiculado somente no final do ano, o que mostra o interesse das empresa em patrocinar o rentável produto.
Só em 2011, estimativas apontam que a indústria da música gospel no Brasil movimentou R$ 2 bilhões.
Muitos porém fazem críticas ao movimento gospel. O pastor Francisco Guedes Maia, da Assembleia de Deus Canaã já comentou sobre o assunto em seu blog.
“Cada dia que passa os cantores gospel estão se tornando mais globais e suas músicas menos cristãs ou bíblicas. Existe exceções, claro. Porém,  a maioria dos ‘levitas’ de nosso tempo têm trocado os hinos inspirados por verdadeiros sons de baladas para arrastarem multidões e venderem milhões de cd’s.”
Segundo Guedes, a música evangélica era em outros tempos cantada com graça e beleza, inspirada nas Escrituras e hoje alguns desses artistas “deixaram-se levar pelo encanto dos holofotes da fama e enveredaram por um caminho apartado da simplicidade dos verdadeiros compositores sacros”.
Também o pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, apontou alguns problemas no chamado movimento gospel. Segundo ele, algumas rádios evangélicas dão preferência a artistas que fazem parte de gravadoras associadas, além de incentivar a idolatria veladas dos cantores.
“Tenho ojeriza à essa expressão gospel (…) Em nome de Deus, cantores e cantoras, envolvidos por uma super-produção exigem tratamento VIP por parte daqueles que o contrataram proporcionando assim o surgimento de uma teologia musical non sense”.
João Alexandre foi enfático quanto à sua inclusão no mercado de música gospel: “quando alguém se referir a mim ou ao meu trabalho, não utilize esta forma de me definir e nem me inclua dentro desse ‘idiotizado’ mercado, pelo bem da verdadeira Música Cristã Brasileira e de seus honrados e dedicados compositores, artistas e poetas que, assim como eu, sobrevivem, a duras penas, de seus talentos e trabalhos, nadando na contramão da escravidão imposta pela grande mídia!”
Ele ainda descreve que o termo gospel possui uma conotação mercadológica baseada na fama, no dinheiro e na idolatria dos artistas. “Essas  distorções variam conforme a conveniência dos tempos e dos “bolsos” dos brasileiros, cristãos ou não!”, alertou o músico.
Alexandre termina sua postagem dizendo que pretende continuar trabalhando de forma honesta e verdadeira e “dormir com a consciência tranquila de que cumpro a missão que Deus me deu (de cantar sempre a Verdade!) e agradecer todos os dias a Ele por aqueles que me deixam fazer parte de seus ouvidos e de suas existências!”
Ele conclui dizendo: “Se você está no meu time, compartilhe! Se não, me perdoe!”

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ARRAIÁ DE JESUS, SERTANEJO GOSPEL E TRIBOS CAIPIRAS GOSPEL: VALE TUDO PARA ATRAIR O PÚBLICO PARA AS IGREJAS?


Este texto é um resumo do artigo encontrado no blog citado no final desta página.
FONTE ORIGINAL: http://doa-a-quem-doer.blogspot.com.br/2011/06/festas-juninas-gospel-mais-uma.html

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A Mansão do Louvor receberá os caipiras gospel numa noite de puro forró, com as bandas 'Expresso Louvadeira', 'Turma do Balaio', 'Forrozão Suave Louvor', entre outras atrações”. Assim se define mais um "Arraiá com Jesus", a intitulada “festa jenuína [sic] do povo de Deus”.
Hoje em dia é comum vermos igrejas adotando novos modismos: balada gospelreggae gospelbregospel, boate gospel, tudo gospel. Tudo para diversão da “galera gospel”, tudo para “manter os jovens na igreja”. Não importam as origens das festas e baladas, ou se vão de encontro ao que a Bíblia ensina. A única diferença entre essas festas e as “do mundo” é que “na igreja” tudo leva o nome “Jesus”, como se isso bastasse para que Ele aprovasse tudo. Forró até o amanhecer, danças de quadrilha, vestes típicas e os outros detalhes peculiares são a tônica.
Mas por que tanta repreensão, dirão os fariseus de sempre. O quê que tem os jovens se divertirem? É melhor do que saírem da igreja, argumentarão. É melhor organizar um forró santo do que ficar aí só criticando, dirão outros.
A razão é simples.
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As festas juninas são uma homenagem a “santos” católicos: “santo” Antônio, “são” João e “são” Pedro. Tradicionalmente, fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil. Mas seriam tais festas folclore ou religião? Até onde podemos distinguir? Até onde podemos pegar coisas sacrificadas a ídolos e simplesmente rotular de “evangélicas”?

O profeta Elias desafiou o povo a escolher entre Jeová e Baal: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o” (I Reis 18:21).
Como observadores e seguidores da Palavra de Deus, devemos tomar cuidado com práticas herdadas do paganismo e com a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, adotada por alguns evangélicos.
festas juninas gospel estão entre aquelas coisas que o apóstolo Paulo chama de lícitas, mas inconvenientes e não-edificantes (I Coríntios 10:23).
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Ninguém é contra comer bolo de milho, ou canjica, ou pé-de-moleque. Desfrutemos dessas coisas, porém, na privacidade de nossos lares ou fora do contexto de festas caipiras nos meses de junho e julho. Não porque tais iguarias sejam pecaminosas em si, mas para evitar associações indesejáveis.
Somos livres para participar de festas juninas? Não. Ao participarmos de tais festas, nos ligamos em idolatria.

Fonte de consultas: Defesa da Fé - junho de 2002 nº 45; 
Jornal Folha de Rio Preto, 22/06/2003; Revista Galileu Junho 2003 nº 143; 
Artigo do CACP - "As Maldições das Festas Juninas", Pr. Afonso Martins;


terça-feira, 21 de agosto de 2012

MAIS ABSURDOS EVANGÉLICOS. ISSO É MESMO DE DEUS?

ESTOU CANSADO DE COMBATER ESSES ABSURDOS.

ESSES SENHORES (Benny Hinn e Kenetn Haigin) SÃO, ATUALMENTE, OS PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS POR TODAS ESSAS MANIFESTAÇÕES QUE ESTÃO SE ESPALHANDO PELO NOSSO PAÍS. IMPORTAMOS E COMPRAMOS SEUS LIVROS COM SUAS TEOLOGIAS E PRÁTICAS LITÚRGICAS CONTAMINADAS. INCLUSIVE, O SENHOR KENETH HAIGIN, QUE APARECE NO FINAL DO VÍDEO, COM A UNÇÃO DO RISO, É O "MENTOR" DO SENHOR ROMILDO SOARES. O MISSIONÁRIO, FUNDADOR DA IGREJA INTERNACIONAL DA GRAÇA, TERIA DITO QUE SUA VIDA ERA UMA ANTES E OUTRA DEPOIS DE CONHECER A OBRA DE HAIGIN. 

E AÍ COMO FICA DEPOIS DESSES ABSURDOS QUE ASSISTIMOS? MERECEM CRÉDITOS ESSAS IGREJAS? E ESSES SENHORES? JULGUE VOCÊ MESMO!
 


Que Deus tenha misericórdia de nós.
Mararanta. Ora Vem Senhor Jesus.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PREGADOR "FAMOSO" DIZ QUE JESUS TINHA CASA, VIDA BOA NA PRAIA E FAZIA OS OBJETOS APARECEREM NA CARPINTARIA EM NAZARÉ

A ignorância do povo de Deus chega a tal ponto que causa náuseas. É isso mesmo. Dá nojo ver pessoas se utilizando de textos isolados e pregando heresias, como: Jesus, no ofício de carpinteiro, falava e a "mesa" aparecia e por isso prosperou rapidamente para poder comprar uma boa casa na praia. E o povo ignorante se deixa levar por esse tipo de mensagem e ainda dá "glória a Deus". DAÍ DÁ PARA PERCEBER O NÍVEL DOS PREGADORES NO NOSSO TÃO SOFRIDO MEIO PENTECOSTAL. É MAIS UM QUE ESTÁ DE OLHO NO DINHEIRO DA FALSA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE.
Recebi a informação de um amigo pastor. Vejam o vídeo e tirem suas conclusões.



Que Deus tenha misericórdia de nós.
Maranata. Ora Vem Senhor Jesus.

PASTOR RICARDO GONDIM SE DEFENDE EM VÍDEO.


Marcelo Lemos

O pastor Ricardo Gondim, Assembleia de Deus Betesda, resolveu dar uma resposta às críticas que sua teologia vem recebendo. A atitude é louvável. Contudo, faz uso de algumas falácias que chegam a ser desanimadoras. A pior delas é alegar que o “mundo evangélico” se preocupa mais com a “sã doutrina” do que com “os valores éticos”. Em outras palavras: se um líder mantem a “sã doutrina”, não importa o quanto ele seja corrupto, os evangélicos se darão por satisfeitos.

Antes de prosseguirmos (e o texto vai ser um pouco longo), talvez o leitor queira assistir ao vídeo:




Há vários problemas na fala de Gondim.

1. Primeiro, que ele não distingue “evangélico” de “evangélico”. Tem gente que acha que Testemunha de Jeová é “evangélico”, mas sabemos que não. De igual modo, quais evangélicos toleram a corrupção e combatem a falsa doutrina? Será que todos aqueles que criticaram a má teologia de Gondim estão neste grupo? Ou será que eles combatem as duas coisas? São questões elementares que demonstram a tentativa de Gondim nos empurrar para um dilema que simplesmente inexiste.

2. Segundo, ele confessa – involuntariamente, acredito – que o erro doutrinário é menos grave que o erro ético. Ou seja, se uma pessoa é ética, logo, pode ser um falso mestre e ensinar a mentira. Mas, fica a pergunta: ensinar a mentira é ético? Os leitores sabem que sou anglicano, e provavelmente sabem que não faço parte daquela que é a denominação oficial da Comunhão Anglicana no Brasil. Qual a razão? Ora, confesso que o trabalho de tais anglicanos é muito sério, e que sob vários aspectos são uma comunidade melhor que muitas pentecostais e até reformadas. No entanto, em seu liberalismo teológico ensinam a mentira. Eu? Sem nenhuma pretensão de ser perfeito, espero ajudar construir uma Igreja que ensine a verdade, e que caminhe corretamente, de modo ético, guiada pela Lei do Senhor. Não existe ética sem verdade, não existe verdade sem ética.

3. Terceiro, o Pastor Gondim se diz preocupado com o fato de que, neste momento, quando estamos precisando de “critérios éticos” (para avaliar um líder religioso), a Igreja esteja perdendo tempo com “vírgulas e pontos”. Novamente a ideia tola de que o erro doutrinário seja menos grave que o erro ético. Não é. E acrescenta um terceiro erro: minimiza a gravidade de suas heresias. Para ele, suas heresias limitam-se a debates sobre “virgulas” e “pontos”, quando na verdade ele está jogando no lixo DOIS MIL ANOS de Cristianismo!

O pastor afirma que não existe teologia que não possa ser questionada, já que a mesma é humana e não divina. Certo. Contudo, a Palavra de Deus é divina. É um erro achar que a teologia liberal simplesmente questiona a teologia conservadora. Ela faz isso, mas o faz justamente porque a teologia conservadora teima em manter que a Palavra de Deus é inquestionável. Os conservadores acreditam quando a Bíblia fala da condenação eterna. Os liberais não. Os conservadores acreditam quando a Bíblia fala do Segundo Advento. Os liberais não. Os conservadores acreditam quando a Bíblia diz que relações homossexuais são pecaminosas. Os liberais não. O arminiano pode questionar o sistema calvinista, mas não pode questionar a Soberania de Deus - neste caso, se faria herege. Eu posso questionar a tradição do chamado “arrebatamento secreto”, mas não posso questionar o fato de que Cristo irá retornar fisicamente a Terra, pois isso é claramente ensinado no Novo Testamento.

Sempre digo que estou aberto a rever qualquer posição teológica que tenho; desde que o interlocutor me prove que a Escritura ensina diferente da minha teologia. Foi assim que deixei o pentecostalismo, o arminianismo e o dispensacionalismo. Eu não me importo com o que dizem filósofos, políticos, sociólogos, jornalistas, poetas, romancistas. Minha preocupação é com o Sola Scriptura. Apenas a Escritura é regra de fé para mim. Nós anglicanos, bem como os demais cristãos herdeiros da Reforma, confessamos que “a Escritura Sagrada contém todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela nãos e lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de fé ou julgado como requerido ou necessário para a salvação” (39 Artigos da Religião, VI).

Resumindo, se a Bíblia ensina algo, o cristão deve crer e praticar, do contrário, ninguém deve julga-lo. E foi justamente com base neste princípio que homens como Lutero e Calvino buscaram reformar a tradição cristã. Gondim diz que tem a mesma autoridade de Lutero e de Calvino para questionar os erros da Teologia. Isso é completamente falso. Nem Lutero, Calvino ou Gondim tem essa autoridade. A autoridade de Lutero e Calvino, e de qualquer outro reformador, nascia do seu apego a Sola Scriptura, e de nenhuma outra fonte. Tudo que os Reformadores disseram foi: se a Bíblia ordena, cremos e praticamos, se a Bíblia não ordena, não cremos e não praticamos. Não deixamos de orar diante das imagens porque Lutero não gostasse delas, mas porque a Bíblia não ordena tal coisa. Essa autoridade a Bíblia dá a todos os cristãos, em todos os tempos. Não é uma autoridade para desfazer-se do Dogma Cristão, mas para purificá-lo daquilo que não é dogma, mas que foi agregado como se fosse.

Toda a fala de Gondim pareceu-me cortina de fumaça; uma fumaça erudita e culta, mas ainda assim, fumaça. Suas observações fogem do que realmente está em debate.

Está em questão se Gondim acredita no evangelho realmente. Ele usa o termo evangelho. Ele prega o termo Evangelho. Ele escreve a cerca de algum Evangelho. Mas, acredita ele ainda no Evangelho. Evangelho com letra maiúscula. Observe o leitor que este termo não foi inventado por Cristo, pois já era largamente utilizado no mundo antigo. Qualquer boa notícia era evangelho: um filho que retornada da guerra, um príncipe que conquistava o inimigo, a animal perdido que era encontrado. Mas a boa nova inaugurada por Cristo assumiu o status de Evangelho, e já não é mais uma questão de etimologia, mas de fé. Quero dizer ao leitor que o termo evangelho, por si mesmo, assim como o termo “evangélico”, não significa absolutamente nada. É a fé nos ensinos do Cristo que nos conduz ao Evangelho.

Gondim afirma querer levar o mundo o conhecimento do evangelho, um evangelho baseado no liberalismo teológico, na Teologia da Libertação, e no ecumenismo – e não somente diálogo! - com outras religiões. No evangelho de Gondim não há lugar para um Deus absolutamente soberano, que controla e determina todas as coisas, inclusive o Mal (mesmo o mal natural). No evangelho de Gondim não há lugar para o exclusivismo da fé Cristã, apenas, talvez, haja lugar para um exclusivismo de um Cristo meio cósmico, que se faz ver em pequenas luzes aqui e ali. Consequentemente, não há, no evangelho de Gondim, lugar para o céu crido pelos Cristãos ao longo de 2000 anos, nem lugar para o Inferno...

Ao meditar na fala de Gondim, tive a impressão de que a salvação, para ele e seus pares, tem mais haver com Karl Marx, o ateu, do que com as palavras do carpinteiro humilde nascido na Galileia. Gondim diz ter feito a opção pelo pobre, ainda que este pobre tenha sido definido pelo burguês barbudo de Tréveris... Negar as palavras do Galileu não me parece com um optar pelos pobres, mas com condená-los ao fogo eterno; neste pecado parece estar incorrendo Gondim, Boff, Beto, Freire, e tantos outros teólogos liberais e ‘revolucionários’. Além do ‘evangelho’ Segundo Allan Kardec, talvez exista também o ‘evangelho’ segundo Karl Marx.

Gondim quer cuidar de gente. Isso é ótimo. Gondim quer líderes que valorizem a ética, e não apenas a boa teologia. Isso também é bom. Infelizmente, Gondim não fez a lição de casa. Ele se diz admirador – discípulo, talvez? – do teólogo liberal Paul Tillich, um queridinho entre os reformados mais ‘descolados’ aqui no Brasil. Bem, parece que o líder da Betesda considera a teologia de Tillich coisa boa, mas espero que ele não julgue boa sua conduta moral: sabidamente, Paul Tillich foi adultero e mulherengo, a ponto de sua viúva, Hannah Tillich, ter escrito um livro sobre o assunto. Na capa da obra podemos ler: “... tinha um lado mulherengo que outros prefeririam não falar (...) um livro que fala sobre alguns de seus muitos casos amorosos...”.

Sim, muita gente prefere não falar. Via de regra, quem gosta de teologia de Tillich, não costuma falar de sua imoralidade.

E agora Gondim? Como é mesmo aquela história de valorizar mais a teologia que a ética? A cortina de fumaça se desfaz, mas em uma coisa concordo com Gondim: ele não leva mais jeito para a prática apologética, seu tempo acabou, a menos que se arrependa e volte a crer no Evangelho, se um dia já o fez. 

Marcelo Lemos, do Olhar Reformado.