terça-feira, 29 de maio de 2012

REVISTA ISTO É REVELA COMO VIVEM AS CELEBRIDADES DA MÚSICA GOSPEL E CATÓLICA


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Eles detestam ser chamados de estrelas. Repetem, insistentemente, que são, na melhor das hipóteses, um mero canal para a graça de Deus. A humildade do discurso, porém, contrasta com a postura de celebridade desses ídolos cristãos e com os números que compõem este que já é o mais expressivo segmento do mercado fonográfico do País. Estima-se que, só em 2011, a produção de discos e DVDs religiosos no Brasil rendeu R$ 1,5 bilhão. Como não poderia deixar de ser, no mesmo ano, os discos e os DVDs mais vendidos, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Discos (Abpd), foram dos astros da fé padre Marcelo Rossi e padre Fábio de Melo, respectivamente.
O domínio não é só católico. Estrelas do mundo gospel têm tido cada vez mais espaço para brilhar. Pudera, hoje o Brasil tem pelo menos 38 milhões de evangélicos, segundo dados do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV). Nomes como Aline Barros, Ana Paula Valadão e Regis Danese são verdadeiras potências capazes de arrastar centenas de milhares de pessoas a shows, cruzar barreiras religiosas e vender milhões de discos e DVDs. “E tem uma outra coisa – para os evangélicos, pirataria é roubo e roubo é pecado”, afirma o evangélico Danese. Como consequência, as perdas para a pirataria de gravadoras especializadas nesse mercado não passam de 15% do faturamento, enquanto para as outras o percentual pode chegar a até 60%.

Mas como vivem essas pessoas, divididas entre a pureza da mensagem divina e a lógica violenta do mercado? Como administram fé, carreira artística, vida religiosa, família, viagens, fãs, sucesso e dinheiro? ISTOÉ ouviu cinco dos mais importantes representantes do gênero na atualidade, além de gente do seu círculo social, para a seguir mostrar as alegrias, tristezas, paixões e dúvidas dos astros da fé.

PADRE FÁBIO DE MELO
Um mês atrás, padre Fábio de Melo desabafou em seu Twitter que, cansado da cidade grande, qualquer dia venderia seu iPhone e compraria um casal de gansos. Aos 42 anos, o sacerdote que nasceu em Formiga, interior de Minas Gerais, e atravessou fronteiras graças aos cerca de 30 produtos que lançou no mercado – entre CDs, DVDs e livros –, mora sozinho em um sítio numa região rural de Taubaté, interior de São Paulo. É lá, ao lado dos dois cachorros, o mastiff inglês Nathan e o bulldog francês Lucca, que ele relaxa. “Gosto de roça, de bicho. Em casa tenho pouquíssimos ruídos urbanos por perto”, afirma o sexto maior vendedor de CDs do Brasil no ano passado. No momento, o sacerdote cantor que já vendeu dois milhões de CDs e 700 mil DVDs afirma: “Estou cada vez menos urbano.”

Apesar do discurso desapegado, padre Fábio ainda não se livrou de seu smartphone. Também não abre mão de dirigir o próprio carro na ida ao supermercado. Até já arriscou uma volta em um modelo stock car, como mostra a foto acima, em 2010, um desejo antigo. Mas cavalgar, cuidar pessoalmente dos cachorros e ajudar na limpeza da casa e do jardim são seus principais passatempos quando encontra uma folga na agenda tomada – entre celebrações e um programa de rádio – por 100 shows anuais e pelo menos um lançamento de CD ou DVD por ano. “Com essa rotina, ficar em casa é sempre um luxo”, diz o sacerdote. Vestindo batina, o caçula de oito filhos explodiu como um fenômeno da música gospel no início dos anos 2000. “A vocação espiritual do Fábio era a de um padre, mas a vocação natural era a de um artista. Sendo assim, que se tornasse um padre artista”, afirma o padre João Carlos Almeida, diretor da Faculdade Dehoniana e formador espiritual, musical e universitário do sacerdote mineiro. 

Padre Fábio aprendeu direitinho com seu mentor. A timidez e a melancolia do início da carreira saíram de cena e o mineiro boa-pinta de olhar triste conquistou o público se valendo de uma linguagem comum ao ambiente acadêmico – própria de quem se formou em teologia e filosofia, fez pós-graduação e lecionou em faculdades. “Fábio não é padre que faz sermão em igreja. Em qualquer lugar que ele vá seu discurso é estudado”, afirma padre Almeida. “Ele é um poeta do evangelho”, diz o pré-candidato a prefeito de São Paulo Gabriel Chalita, que publicou dois livros em parceria com o amigo religioso. Um poeta que, além da articulação das palavras, zela pela aparência. Ela, afinal, também tem o dom de cativar fãs fiéis. “Vou regularmente ao dermatologista. Já tive câncer de pele e uma paralisia facial na juventude. E procuro controlar o peso”, afirma ele. “Eu me cuido, sim. Estar bem-vestido faz parte do meu trabalho. É uma hipocrisia achar que o padre precisa andar mal-arrumado e desleixado.”


PADRE MARCELO ROSSI
Padre Marcelo Rossi, 45 anos, estava pronto. Na tarde do domingo 20, de batina branca, ele rumou para a cripta que fica embaixo do enorme palco do Santuário Theotókos Mãe de Deus, em construção há oito anos. Ali, seu corpo repousará em sono eterno quando sua missão na terra acabar. O momento era de oração. Todos estavam em corrente vibrando para que a gravação do DVD “Ágape”, que começaria alguns lances de escada acima e dali a pouco mais de uma hora, corresse bem. “Dava pra sentir a energia no ar”, diz um membro da equipe musical. E que energia! Uma multidão de 45 mil fiéis já se aglomerava diante do palco do santuário para acompanhar a gravação e se fazia ouvir, através do concreto da cripta, com poderosos gritos de Jesus.

Seria ingênuo pensar que padre Marcelo já se acostumou com eventos como esse. E, mesmo que tivesse se acostumado, este certamente teria sabor diferente. O DVD “Ágape” é um desdobramento do sucesso inédito e retumbante do religioso no mercado editorial com o livro de mesmo nome lançado em 2010, que já vendeu oito milhões de cópias. “Minha vida está uma loucura, uma correria, mas uma bênção”, diz ele. Até agosto, de segunda a quarta, sua agenda está tomada por sessões de autógrafo em 12 cidades brasileiras. Em meio a esse stresse, ele faz o que pode para manter a rotina. Acorda sempre entre as três e quatro da manhã, faz uma breve oração, não toma café e mergulha nos afazeres diários, que incluem uma entrada ao vivo em rádio, obrigações com a obra no santuário e cuidados com a saúde. “Procuro fazer esteira e fisioterapia quatro vezes por semana”, diz.

Em 2010, depois que sofreu um grave acidente na mesma esteira que usa hoje, padre Marcelo chegou a celebrar missas em cadeira de rodas. A queda lhe rendeu um pé quebrado, tendões rompidos e um insistente problema no joelho que ainda teimam em incomodá-lo. Para amenizar as dores, o religioso tem alternado quatro pares de tênis do tipo esportivo, desenhado para amortecer impactos. Membros da equipe de filmagem da Rede Vida, que transmite suas missas há anos, e voluntários mais antigos que trabalham organizando a multidão nas celebrações em São Paulo dão como certa a ingestão de remédios pelo padre, tanto para dor quanto para inflamação. Isso poderia explicar, em parte, a dificuldade que ele tem tido em se mexer com agilidade e o visível inchaço de seu rosto. “Só com muita fé para fazer o que ele faz com as dores que deve sentir”, disse uma pessoa próxima, que revelou ainda que o popstar católico não pisa num supermercado, restaurante ou cinema há anos. “Não tem jeito, junta uma multidão pra ver, tocar, tirar foto e pedir bênção.”

Sobre o fervor dos fiéis, Marcelo lembra de uma história divertida. “Uma vez, uma senhora me viu dirigindo e começou a me fechar até que eu tive que subir, literalmente, na calçada e parar o carro”, diz ele. “Ela desceu, se ajoelhou e pediu uma bênção”, conta. Desde então ele não dirige mais e conta com o fiel Chicão, motorista e faz-tudo, para ajudá-lo a se deslocar. Quando questionado sobre o que espera do futuro, dá sinais de que o cansaço físico já começou a pesar. “Nos próximos cinco anos me vejo com mais experiência”, diz. “Mas trocaria meu corpo por três de 18 anos.”


ALINE BARROS
Nicolas sobe as escadas de casa chorando. No andar de cima, sua mãe, a pastora, cantora e escritora Aline Barros, interrompe a conversa telefônica para acalmar o primogênito de 8 anos, que está usando aparelho nos dentes. “Deixa a mamãe ver. Onde está doendo?”, diz. Aos 35 anos, a maior expoente feminina da música gospel brasileira tem hoje os filhos mais perto de si do que os microfones com os quais se tornou fenômeno da indústria fonográfica. Sete meses atrás, Aline deu à luz Maria Catherine e, desde então, a maternidade sobrepujou a sua rotina artística. Foi só em março, após seis meses dedicados exclusivamente à filha, que a cantora retomou os compromissos no show biz. “Minhas manhãs ainda são para os meus filhos. Acompanho o dever de casa do Nicolas, o levo para a escola, alimento e dou banho na Maria Catherine”, diz a pastora da Igreja Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no Rio de Janeiro, frequentada por ela toda quarta e domingo. 

Desde 1995, quando lançou o primeiro de 27 álbuns, a evangélica já vendeu cerca de seis milhões de cópias e ganhou quatro Grammys latinos (o último no ano passado). Aline foi a primeira cantora gospel do País a conquistar um Grammy, em 2004. A gravação do álbum premiado, “Fruto de Amor”, foi cercada de muita tensão. Na época, um problema nas cordas vocais provocava rouquidão na pastora e só lhe permitia gravar depois de uma longa pausa de recuperação. “Procurei uma fonoaudióloga, que me disse que eu estava com apenas 5% da voz em perfeitas condições”, lembra. 

Com a voz recuperada, a pastora iria cantar para cerca de dez mil pessoas no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, no sábado 26. Onipresente em programas de tevê fora do segmento cristão e amparada por números de uma estrela, com músicas gravadas em espanhol, a carioca que cresceu no subúrbio da Vila da Penha e hoje vive no confortável bairro da Barra da Tijuca não se veste com o manto comum às celebridades. “Se deixar, a Aline passa o dia de jeans e tênis”, revela a sua mãe, Sandra Barros. “Ela é despojadona.” De fato, a pastora cantora já esteve em três programas de tevê diferentes, em uma mesma semana, calçando o mesmo sapato.

A evangélica se policia para não fazer a vida girar em torno da carreira. Seu marido, o ex-jogador de futebol Gilmar dos Santos, com quem está há 12 anos, revela um pacto feito pelo casal. “Desde que nos casamos, acertamos que não permitiríamos que a nossa vida ficasse refém de uma agenda.” Hoje, quando tem de viajar de avião para alguns dos 110 shows que faz por ano, ela carrega a filha no colo e procura embarcar em voos próximos ao horário dos shows. Inspirada pela fase materna, Aline planeja montar uma loja de roupas infantis. “Eu visto a Maria Catherine três vezes por dia, só para ficar namorando suas roupinhas”, diz.


REGIS DANESE
A rotina de shows já foi mais puxada para Regis Danese, nascido João Geraldo Danese Silveira em 2 de abril de 1972, na cidade de Passos, interior de Minas Gerais. Até 2010, quando vivia o auge do sucesso da música “Faz um Milagre em Mim”, que o consagrou no mercado gospel, o pacato mineiro se desdobrava para cumprir uma agenda de shows que chegava a ter 40 apresentações em um mês. A música, de 2008, é tida pela indústria fonográfica evangélica como a responsável por romper importantes barreiras. Foi das primeiras a ser tocada livremente em rádios FM laicas, a ser gravada por padres católicos e a ganhar dezenas de versões. Foram 50 mil discos vendidos no primeiro mês de lançamento e um milhão em menos de um ano. “Graças a ela, fazíamos três shows em uma noite só”, diz Danese, que vive em Belo Horizonte.

Hoje, o ritmo de shows diminuiu, mas ainda está longe de ser tranquilo. São cerca de oito apresentações por mês. E, onde quer que esteja, Danese, como bom evangélico, está sempre com sua “Bíblia” – a mesma, aliás, desde sua conversão, em 2000. Durante os voos para os locais de show, muitas vezes em pequenos aviões particulares, ela é lida com mais fervor. O artista admite que tem um medo saudável do aparelho. “Uma vez pegamos uma tempestade em um aviãozinho de duas hélices que chacoalhava tanto que nem a Bíblia eu consegui ler, então comecei a cantar”, lembra ele.

A voz, instrumento de trabalho e de fé, é cuidada com esmero. Só não recebe mais atenção que o cabelo, sempre espetado. São pelo menos 30 minutos de preparo, com sprays e produtos para garantir o efeito conhecido pelos fãs. “Às vezes, quando não tem cabeleireiro, eu ajudo, mas não fica lá essas coisas”, brinca Evander Domingues, o Vandinho, violonista da banda de Danese e amigo dos tempos em que ambos ainda eram membros do grupo de pagode Só Pra Contrariar.

É de Vandinho, da fé inabalável e da família que Regis tem tirado forças para encarar o mais recente desafio que a vida lhe jogou: a leucemia da filha mais nova, Brenda, 3 anos. Em viagem para a Disney, nos Estados Unidos, no mês de janeiro, a menina começou a passar mal, estava anêmica, muito branca e cheia de manchas roxas pelo corpo. Em visita a um hospital de Orlando, foi internada imediatamente e teve de receber uma transfusão de emergência. “Ela estava praticamente sem sangue”, diz Kelly Danese, mulher de Regis. Hoje, o tratamento quimioterápico pelo qual a menina passa em Belo Horizonte mudou a rotina da família. 

O astro gospel já não joga mais seu futebolzinho semanal e pouco se diverte. “Todo o tempo livre que ele tem passa em casa olhando para a Brenda e orando”, diz Kelly. Um DVD, que seria gravado no mês que vem pelo astro, foi cancelado. Os shows, porém, continuam. Quando está fora, ele liga mais de cinco vezes por dia para saber notícias. “Hoje, meu foco é minha filha”, diz Danese.


ANA PAULA VALADÃO
“Vai com Deus, porque quando você cantar o ladrão não vai mais ser ladrão.” A frase dita pelo precoce Isaque Valadão, 6 anos, é o que move Ana Paula Valadão, mãe do garoto e vocalista da banda Diante do Trono, um fenômeno da música gospel que existe há 15 anos e já vendeu mais de dez milhões de discos. Quando as obrigações da carreira musical atropelam a rotina dessa mineira de Belo Horizonte, é na frase de Isaque que ela pensa. “É a garantia que tenho de que estou no caminho que Deus quer pra mim”, diz Ana, 36 anos, integrante, ao lado da família, da Igreja Batista da Lagoinha. “Ela encara a carreira e os sacrifícios exigidos como missão divina”, diz a irmã, Mariana Valadão. E espera seriedade, compromisso e abdicação semelhantes de todos de sua equipe. Atualmente, por exemplo, os 16 membros do Diante do Trono estão no que ela chama de “jejum de delícias” em preparo para a gravação do 15o disco da banda, marcada para acontecer no dia 9 de junho. Durante os 40 dias que antecedem a apresentação, cada um deve cortar do cardápio três ou quatro alimentos que come por puro prazer. “O rigor é tanto que ela chega a proibir, nos hotéis, que a equipe assista à televisão ou use a piscina antes de fazer uma apresentação”, diz o irmão, André Valadão, outra estrela do mundo gospel.


Comunicar-se com familiares, porém, está liberado. Ela está sempre em contato com os dois filhos e o marido pelo iPhone. Usando um aplicativo que permite a troca gratuita de mensagens de texto e imagens, manda e recebe notícias constantes. Na última viagem, por exemplo, o companheiro mandou fotos de Isaque e do irmão, Benjamin, 3 anos, depois do banho, vestidos com o uniforme da escola e na hora de dormir, aconchegados no canto dela da cama de casal. Já ela fotografou o quarto do hotel e a roupa que escolheu para se apresentar. “Para eles verem como a mamãe está”, diz ela. Quando volta, ela lê e assina todos os recados mandados pelas professoras sobre seus meninos e faz questão de levá-los ao colégio sempre que está em Belo Horizonte. “Nem o sucesso da missão justifica o fracasso da família”, afirma.

Paciente com os fãs, Ana Paula encara a rotina de autógrafos, fotos e conversas como parte de sua missão. “Gosto da troca com eles”, afirma. A coisa só complica quando invadem seu espaço. Certa vez, enquanto estava hospedada em um hotel-fazenda de férias, um dos camareiros a acordou de um preguiçoso sono da tarde em seu quarto, enquanto os filhos e o marido estavam na piscina. Ele queria tirar uma foto. “Achei um pouco demais”, diz ela, rindo. No fim a foto foi tirada e o rapaz ainda reclamou da imagem. Faz parte.


fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/paginar/209097_A+ROTINA+DOS+POPSTARS+DA+FE/1

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CARTA A IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS NO NORDESTE


Esse texto é de autoria do meu amigo César Filho, um jovem de 20 anos, que mora em Fortaleza e por isso conhece bem a realidade das igrejas nordestinas. Fiz, com sua autorização, uma leve adaptação. Boa Leitura!
Carta a Igreja Assembleia de Deus no Nordeste

Ao anjo da Igreja Assembleia de Deus que está no Nordeste escreve: Isto diz aquele vive para sempre. Eu sei as tuas obras e pobreza, mas és uma ilha de valor no meio de um sistema corrompido. Persevera e guarda os valores genuínos do Evangelho. Não te deixes levar pelas inovações do neopentecostalismo e nem pela falácia da teologia da prosperidade.
Lembra-te de como nasceste e do que fiz contigo nos últimos cem anos. E se não guardares isto serás engodada como as outras. Tenho contra ti que estás na região menos evangelizada do país. Tu és forte, porém ainda não demonstraste toda a tua força. Mas também tens no Nordeste líderes de caráter e que não sujaram suas vestes por causa da ganância. Esse é o remanescente fiel que usarei nesses últimos dias para combater o mal.
O que vencer darei meu inefável galardão. E será para sempre bem-aventurado.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Cesar Filho 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

ATENÇÃO IGREJA: COMISSÃO DO SENADO APROVA ESTABILIDADE DA UNIÃO ENTRE GAYS E SUA CONVERSÃO EM CASAMENTO NO FUTURO


A Comissão do Senado acaba de aprovar a proposta da Senadora Marta Suplicy, do PT-SP, sobre a união estável entre casais homossexuais e sua futura conversão em casamento. A porta está aberta e daqui para frente será muito difícil segurar. O que estamos falando e alertando às lideranças das igrejas e aos cristãos de um modo geral há anos para se prepararem para esse momento, está perto de acontecer.  É mesmo uma questão de tempo. E nós? O que faremos? Já fiz essa pergunta há anos e as lideranças cristãs evangélicas, em sua maioria, permanecem caladas acerca do assunto. 
A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta quinta-feira (24) projeto de lei que inclui no Código Civil a união estável entre homossexuais e sua futura conversão em casamento. A proposta transforma em lei uma decisão já tomada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2011, quando reconheceu a união estável de homossexuais como unidade familiar.
A proposta, da senadora Marta Suplicy (PT-SP), ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir a plenário e também terá que ser votada pela Câmara dos Deputados, onde deverá enfrentar muito mais resistência do que no Senado, especialmente por parte da chamada bancada evangélica.
Em seu relatório sobre o PL, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) defendeu a proposta lembrando que o Congresso está atrasado não apenas em relação ao STF, quanto em relação à Receita Federal e ao INSS, que já reconhecem casais do mesmo sexo em suas normas. A senadora lembra, no entanto, que a conversão de união estável em casamento não tem qualquer relação com o casamento religioso.
"O projeto dispõe somente sobre a união estável e o casamento civil, sem qualquer impacto sobre o casamento religioso. Dessa forma, não fere de modo algum a liberdade de organização religiosa nem a de crença de qualquer pessoa, embora garanta, por outro lado, que a fé de uns não se sobreponha à liberdade pessoal de outros", apontou em seu relatório.
Apesar da decisão do STF, que serve de jurisprudência para as demais esferas judiciais, casais homossexuais têm tido dificuldade em obter na Justiça a conversão, mesmo em cidades grandes como São Paulo e Rio de Janeiro. Vários juízes alegam, apesar da decisão do órgão superior, que não há legislação a respeito. Durante a votação do STF, o então presidente do Tribunal, ministro Cezar Peluso, cobrou do Congresso que "assumisse a tarefa que até agora não se sentiu propensa a fazer" e transformasse a conversão em lei.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2012/05/24/comissao-aprova-uniao-estavel-entre-homossexuais.htm

O DESAFIO DE SILAS MALAFAIA - PARTE II



Quando criei este blog vi nele um espaço para publicar estudos bíblicos e mensagens, as mais diversas, mas com o passar do tempo ascendeu minha veia apologética e percebi que a igreja precisava mais de apologetas (ou apologistas) que teólogos, se bem que não me considero nem uma coisa nem outra.

Voltei ao assunto em questão porque tomei conhecimento no twitter da repercussão de meu texto anterior e resolvi vir a público reiterar que as expressões em meu blog e o teor ali postado, assim como todos os posts assinados por mim, são de minha inteira responsabilidade. Em nenhum momento deixei-me guiar por pastores ou por convenções, embora seja submisso tanto a um quanto ao outro.

Em meu artigo anterior citei uma grande igreja em Fortaleza que rejeitou o material do Pastor Silas Malafaia, preferindo o material da CPAD. Congrego nessa igreja e nela sirvo ao Senhor como pastor, inclusive dirigindo uma boa congregação. Todavia, quero voltar ao palco da blogosfera para advertir a todos, que se ocupam da leitura dessa página, que não fui induzido (e não me permitiria a isso) por meu pastor ou por qualquer ministro da Igreja Assembleia de Deus Canaã. Quero, portanto, assumir toda e qualquer responsabilidade pelo teor do texto, isentando assim o Amado Pastor Jecer Goes e/ou outros pastores desse digno ministério. Aliás, mesmo quando servia ao Senhor em São Paulo - ministério do Belém - já criticava a postura do Pastor Silas com relação à  teologia da prosperidade.

Como fui desafiado, enquanto blogueiro, resolvi falar sobre o assunto, e isso o fiz do mesmo modo que o Pastor Altair Germano em seu blog, a Rô, no blog Mulheres Sábias e outros. Citei os nomes desses dois colegas porque li seus artigos e os considero éticos e não-ofensivos. Não me associo a blogueiros que difamam pessoas ou trabalham negativamente o caráter dos pastores. Portanto, isento o Pastor Jecer, o Ministério e a Igreja Assembleia de Deus Canaã, da qual faço parte, de todo e qualquer incidente por conta do que escrevi e mantenho a isenção de meu blog, isto é, a autonomia, inclusive em relação às questões ministeriais da Canaã.

Reitero ainda que nada tenho de pessoal contra o Pastor Silas Malafaia e se pesquisarem em meu blog acharão elogios à sua pessoa quando esteve no Programa do Ratinho para debater o MP 122/06. Entendo inclusive que é bom cidadão e cumpridor de seus deveres.  Também apoio a luta contra a causa gay e contra o aborto, embora não faça disso uma bandeira exclusiva em minha página na internet. Reconheço que meus textos são ácidos e confesso que, ao relê-los, principalmente os que citam o Pastor Silas, andei carregando um pouco na tinta. Acredito que Deus levantou o Pastor Silas no início de seu ministério para fazer a diferença, mas entendo que ele errou ao abraçar a teologia que hoje esboça.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.
No Amor de Cristo!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O DESAFIO DE SILAS MALAFAIA



Nesse final de semana fomos mais uma vez surpreendidos pelas declarações do Sr. Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus (?) Vitória em Cristo. O pastor carioca que não sabe mais para onde atirar resolveu disparar para todos os lados, agora contra os blogueiros e editores responsáveis de sites de notícias golspels. Presumo que quando um líder como ele faz alguma coisa dessa natureza é que alguma coisa não está bem. Tem alguma coisa por trás desses ataques e talvez seja porque seus objetivo$ não tenham sido alcançados. Aliás, esse gesto repetitivo de desafiar seus possíveis desafetos tem sido sua arma predileta para continuar aparecendo na mídia. Não faz muito tempo chamou pastores que não concordam com ele de "idiotas", ultimamente deixou claro que os crentes de sua igreja não são trouxas. Será que podemos subentender que os que frequentam outras igrejas o são? Há muito deixei de escrever sobre seus projetos megalomaníacos porque percebi que se valia dos supostos ataques sofridos para expor-se nas telinhas, fazendo papel de vítima e assim difundir ainda mais suas mais novas heresias: a falsa teologia da prosperidade que ele abraçou sim e a falsa teologia da semente, como ele prega.

Desafio as pessoas de bom senso a explicarem se o que o Sr. Murdock fez na Tv é doutrina da prosperidade ou não. Desafio quem quiser, comprovar se aquilo que o Sr. Morris Cerullo propôs na Tv com as Bíblias em troca por uma oferta de R$ 900,00 é ou não falsa teologia da prosperidade. Desafio-os a declararem se isso é Cristianismo mesmo. Já declarei aqui, em outras postagens, suas artimanhas: ao trazer um profeta de fora para declarar esses absurdos, podia esconder-se atrás da desculpa de que ele mesmo nada disse, mas os "profetas" americanos o fizeram. Isso aconteceu quando ele ainda era convencional da CGADB.

Desafio o Sr. Silas Malafaia a abrir igrejas no sertão e nos interiores do Nordeste Brasileiro, nas regiões ribeirinhas e trabalhar com os índios, onde a fome campeia e a miséria não dá trégua. Se a teologia da prosperidade que ele prega funciona, por que não abre igrejas para mudar a realidade do sertão e da pobreza no interior do Ceará? Desafio-o a abrir igrejas (mega-igrejas) nos campos do interior do Piauí, onde o gado está morrendo de fome e de sede. Pelo contrário, suas intenções são abrir igrejas nas capitais, onde temos uma melhor renda per capta. No sertão não tem dinheiro, gente empregada ou pessoas com posses para comprar seus livros e dvds. Ultimamente tem sido veiculado nas mídias evangélicas que pretende construir um templo em Fortaleza para 20 mil pessoas. Por quê? Porque uma grande igreja aqui em Fortaleza rejeitou seu material de Escola Dominical, preferindo o ótimo material da CPAD. Essa igreja compra cerca de 6.000 revistas da EBD, além de Bíblias, livros, dvds, da Casa Publicadora das Assembleias de Deus e outras editoras, e não da Central Goslpel. O senhor Silas tem um coração amargurado, cheio de revanchismo e tenho todo o direito de não concordar com seus métodos e objetivos com relação ao Reino de Deus. Ou seria seu Reino Próprio?

Ele sabe que haveria um movimento na blogosfera e que muitos responderiam em suas páginas, como eu. Ora, ele é expert em chamar a atenção e sempre cria um factoide novo a cada apresentação de seu programa. Assistir dois programas para fazer um desafio?! (Ninguém merece!). Fica claro que está cheio de outras intenções. Aliás suas pregações "iradas" longe estão de serem proféticas. Estão eivadas de um individualismo doentio e movido por outros valore$ que não os do Reino de Deus. Com quem esse senhor não "brigou"? Rompeu com a CGADB (graças a Deus), "brigou" com Waldemiro Santiago, Edir Macedo, Caio Fábio e criou muitos desafetos Brasil afora. Isso tudo em nome de um projeto, o seu projeto, que é melhor que todos. Deus chamou somente a ele e revelou somente a ele, o iluminado, estratégias de como evangelizar o Brasil e o mundo. Que projeto é esse que prega a desagregação e a desunião entre as convenções? Ele bem poderia ser uma voz na igreja brasileira - embora eu não o reconheça como voz profética -, todavia, tem causado separação entre pastores e lideranças. Quando vem a público dizer que seus pastores ganham entre 4 e 22 mil reais está dizendo nas entrelinhas: "vem trabalhar comigo eu pago bem, melhor que os outros" e, sorrateiramente, introduz uma forma de mercantilização do evangelho no meio do povo de Deus - pelo menos é isso que entendi, mas tenho humildade para confessar que posso estar enganado.  

Eu também o desafio a vender suas propriedades lá na América e dar aos pobres, assim como disse ter feito com seu salário da igreja. O desafio ainda a renunciar à teologia da prosperidade e voltar a ser um defensor da sã doutrina como foi no passado. Sei que estou mexendo em um vespeiro e também sei que ele virá a público com sua "ira" debochada falar mal dessa classe: os blogueiros. Recuso-me a assistir seus programas desafiadores porque entendo que o que já fez e prega atualmente é suficiente para condenar sua nova doutrina. Volto a dizer que nada tenho de pessoal contra o pastor Silas Malafaia (e por vezes o elogiei aqui quando mereceu elogio), mas sim contra a nova teologia que ele abraçou. Não tenho medo de suas ameaças. Sou apenas um pastor, um blogueiro, que encontrei em meu blog uma forma de falar o que penso. Ele pode falar o que bem quiser e escrachar os que não concordam com seus novos métodos de arrecadar dinheiro, pois isso é muito típico de sua personalidade. Todavia, não podemos nos calar acerca dos absurdos que tem feito com a igreja de Jesus Cristo.

Alguns o defendem e o idolatram porque se mostra defensor da família contra a famigerada causa gay e da vida contra o aborto. Tenho a dizer que todo pastor que se preza deve defender a família e a vida, e que ele não faz mais que sua obrigação como líder de uma igreja cristã. Contudo, nosso amigo fez disso uma bandeira e, através dela, viu um meio de ganhar popularidade entre as massas evangélicas, de onde tira membros, que já sabem dizimar e ofertar, para suas igrejas.

Aos que lerem esse texto fica aqui o meu abraço sincero e a declaração de que tudo que escrevi, escrevi com uma consciência tranquila e um coração sem mágoa ou ódio. Que Deus abençoe a suas vidas. Uma última advertência: FUJAM DESSES TAIS QUE MUDAM DE TEOLOGIA QUANDO LHES CONVÊM!

Abraço.
No Amor de Cristo!

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sábado, 19 de maio de 2012

REDE RECORD TERÁ PREJUÍZO DE R$ 100 MILHÕES APESAR DO DINHEIRO DA UNIVERSAL


Nem a sacoliinha da Universal está salvando as contas da Record
Matéria publicada na Folha de São Paulo (folha.uol.com), conforme fonte no final da página. 
Edir Macedo, líder da Igreja Universal e principal acionista da TV Record foi informado de que sua emissora fechará o ano de 2012 com um prejuízo estimado em R$ 100 milhões. Trata-se de um prejuízo 66% maior que o do ano passado, quando a emissora fechou com R$ 60 milhões negativos, segundo informação da coluna Radar, de Lauro Jardim ("Veja").
Estima-se que, por ano, a Igreja Universal pague em torno de R$ 480 milhões para a Record, em troca das madrugadas da emissora.
O anúncio de mais um milionário prejuízo em 2012 deve esquentar novamente os ânimos das duas correntes em tensão dentro da Universal.
De um lado, há os bispos que acham que a emissora deve ser um veículo da Igreja, e não o contrário, e que exigem mais espaço para a pregação na grade de programação; do outro lado, a corrente encabeçada por Honorilton Gonçalves, vice-presidente artístico, que defende uma programação comercial laica, a manutenção da "guerra" contra a Globo e a permanência da programação da Igreja Universal nas madrugadas.
Boa parte dos gastos deste ano se devem à cobertura das Olimpíadas de Londres, às quais a Record já havia desembolsado US$ 60 milhões para ter exclusividade, e agora terá de enviar cerca de 300 profissionais para a cobertura.
Além dos gastos e do prejuízo iminente, a Record amarga uma das piores fases em termos de audiência em horário nobre. Atualmente em cartaz, novelas como "Rebelde" e "Máscaras" estão afundando a média de audiência. Em abril, na comparação com abril de 2011, a queda de ibope foi de 12%.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

PEDRO FOI MESMO BISPO DE ROMA? O QUE A BÍBLIA DIZ?


 
Embora esse estudo possa parecer ultrapassado, vi nele uma possibilidade de aclarar algumas coisas que a tradição da igreja diz, mas que em nada confere com os registros da Bíblia Sagrada. Vi no blog do meu amigo Pr. Marcelo Oliveira. 
A Bíblia não tem nenhuma palavra sobre o bispado de Pedro em Roma. A palavra Roma aparece nove vezes na Bíblia, e Pedro nunca foi mencionado em conexão com ela. Não há nenhuma alusão a Roma em nenhuma das epístolas de Pedro. O livro de Atos nada mais fala de Pedro depois de Atos 15, senão que ele fez muitas viagens com sua mulher (1Co 9.5). A versão católica Confraernity Versiontraduz esposa por irmã, mas a palavra grega égune, e não adelphe.
Não há nenhuma menção de que Pedro tenha sido o fundador da igreja de Roma. Possivelmente os romanos presentes no Pentecostes (Atos 2.10,11) foram os fundadores da igreja de Roma.
No ano 60 d.C., quando Pedro escreveu sua primeira carta, não estava em Roma. Pedro escreveu essa carta do Oriente e não do Ocidente. Estava na Babilônia, e não em Roma (1 Pe 5.13). Flávio Josefo diz que na província da Babilônia havia muitos judeus.
Paulo escreve sua carta à igreja de Roma em 58 d.C. e não menciona Pedro. Nesse período, Pedro estaria no auge do pontificado em Roma, mas Paulo não dirige sua carta a Pedro. Ao contrário, encaminha a carta à igreja como seu instrutor espiritual (Rm 1.13). No capítulo 16 da  carta aos Romanos, Paulo faz 26 saudações aos mais destacados membros da igreja de Roma e não menciona Pedro. Se Pedro já fosse bispo da igreja de Roma há 16 anos (42 d.C. a 58 d.C.), por que Paulo diria: Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados (Rm 1.11)? Não seria um insulto gratuito a Pedro? Não seria presunção de Paulo com relação ao bispo da igreja? Se Pedro fosse papa da igreja de Roma, por que Paulo afirmaria que não costumava edificar sobre o fundamento alheio (cf. Rm 15.20)? Paulo disse isso porque Pedro não estivera nem estava em Roma.
Paulo escreve cartas de Roma e não menciona Pedro. Enquanto Paulo esteve preso em Roma (61 d.C. a 63 d.C.), os judeus crentes de Roma foram visitá-lo e nada se fala a respeito de Pedro, visto que os judeus nada sabiam acerca dessa seita que estava sendo impugnada. Se Pedro esteve lá, como esses líderes judeus nada sabiam sobre o cristianismo (At 28.16-30)? Paulo escreve várias cartas da prisão em Roma (Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemon) e envia saudações dos crentes de Roma às igrejas sem mencionar Pedro. Durante sua segunda prisão, Paulo escreveu sua última carta (2 Timóteo) em 67 d.C. Paulo afirma que todos os seus amigos o abandonaram e apenas Lucas estava com ele (2 Tm 4.10,11). Pedro estava lá? Se estava, faltou-lhe cortesia por nunca ter visitado e assistido Paulo na prisão.
Não há nenhum fato bíblico ou histórico em que Pedro transfira seu suposto papado a outro sucessor. Não apenas está claro à luz da Bíblia e da história que Pedro não foi papa, como também não nenhuma evidência bíblica ou histórica de que os papas são sucessores de Pedro.
Ainda que Pedro tenha sido o bispo de Roma, o primeiro papa da igreja (o que é fartamente negado com irrefutáveis provas), não temos provas de que haja legítima sucessão apostólica; e, se houvesse, os supostos sucessores deveriam subscrever as mesmas convicções teológicas de Pedro. Dessa forma, o catolicismo romano defende e prega doutrinas estranhas às Escrituras, que bandeiam para uma declarada apostasia religiosa. Assim, é absolutamente incogruente afirmar que o papa possa ser legítimo sucessor de Pedro, quando sua teologia e sua prática estão em flagrante oposição ao que apóstolo Pedro creu e pregou. Pedro condenou o que os papas aprovam. 
Pr Marcelo Oliveira
Bibliografia: STOTT, John. A mensagem de Atos. Editora ABU
                    LOPES, Hernandes Dias. O papado e o dogma de Maria. Ed. Hagnos
                    WIERSBE, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora

terça-feira, 8 de maio de 2012

ENTRE A CRUZ E O VIOLÃO - A TEOLOGIA DO VIOLÃO VERSUS A TEOLOGIA BÍBLICO-PASTORAL.



Texto do Professor Luiz Carlos Ramos da Universidade Metodista. Apesar de escrito há cerca de 15 anos, ainda continua muito atual. Boa leitura a todos.

ENTRE A CRUZ E O VIOLÃO – A Teologia do Violão Versus a Teologia Bíblico-Pastoral

Por Luiz Carlos Ramos

– Sr. Bispo, precisamos de um novo pastor!
– Há um pastor disponível. É muito estudioso e dedicado.
– Ele toca violão?
– Não, parece que não.
– Que pena... nós precisamos de um que saiba tocar violão...
Nos meus 21 anos de ministério, do outro lado do laicato, tenho presenciado inúmeras reedições do diálogo acima. Raramente, no processo de escolha do pastor, uma comunidade se interessa pela qualidade da biblioteca deste, por sua firmeza doutrinária ou suas raízes na tradição eclesiástica que abraçou.
Não obstante, se o pastor candidato tem talentos musicais (ou pelo menos consegue conduzir satisfatoriamente uma sessão de cânticos) terá maiores chances de encontrar emprego e remuneração diferenciados. Não há dúvida: hoje, mais vale um violão na mão que uma biblioteca teológica de primeira mão.

A IGREJA DA IDADE MÍDIA
Um modelo modernoso de igreja alternativa, viável e rentável, é o do franchise da fé. Trata-se de modelo facilmente identificável facilmente, haja vista a frequência com que aparece nos meios de comunicação de massa, e a habilidade com que neles se move explorando o agressivo marketing apelidado de gospel.

GOSPEL QUE EU GOSTO
O termo gospel utilizado pelas igrejas da idade da mídia não deve ser confundido, nem identificado, com o estilo musical homônimo de origem afro-norte-americana do final do século XIX. Este último nasceu como forma de resistência de uma cultura oprimida que tentava sobreviver sob uma cultura racista, classista, cruel e intolerante. O gospel tupiniquim é a adesão a um anglicismo novelístico que gerou um subdialeto gospel-evangélico bastante elástico que comporta muita coisa no campo musical, que vai do rap ao rock passando pelo pop e com algumas incursões, menos frequentes, nos estilos verde-amarelos do tipo baião, samba, sertanejo e assim por diante. Gospel não é um ritmo ou estilo musical. É uma marca como Coca-cola ou Bombril, com forte apelo comercial.

O NIVELAMENTO POR BAIXO PROMOVIDO PELOS LEIGOS
Com a lacuna cultural da formação do brasileiro, em geral, e a lacuna teológica na catequese do evangélico, em particular, a demanda por esse estilo eclesial e musical cresceu muito. A rigor, tais músicas gospel carecem de valor artístico-estético, bíblico-teológico e litúrgico-pastoral. Mas o exigente público não o é nesses itens. Sua exigência diz respeito não ao sentido da fé, mas à utilidade da religião. Se ela me ajuda na experiência catártica, se ele corresponde aos meus anseios por prosperidade, se ela aplaca minha consciência transferindo minha culpa para um ser demoníaco, e se, ao falar de um Deus vitorioso e guerreiro satisfaz meus desejos de vingança sublimados, então essa é a minha religião ideal.

O NIVELAMENTO POR BAIXO PROMOVIDO PELO CLERO
Os teólogos, por seu turno, deveriam ir um pouco além e identificar na história do dogma e no registro evangélico as muitas vezes frustrantes venturas e desventuras dos seguidores daquele que, quando na terra, não tinha “onde reclinar a cabeça” (Lc. 9.58). Mas explicar o amor aos inimigos, o chorar com os que choram, o sofrimento por causa de Cristo, a cruz que cada discípulo tem de tomar para segui-lo e sua opção pelos pobres e marginalizados, é realmente bem mais complicado. É aí que muitos “teólogos” resolvem trocar os compêndios da fé pelos dividendos da mídia. É nessa hora que Barth, Bultmann, Tillich, Lutero, Calvino, Wesley (para não falar em Agostinho, Tomás de Aquino, etc) dão lugar a certos astros gospel de maior ou menor grandeza. Os “teólogos” gospel que se fizeram bispos (sic!), profetas e até apóstolos (à revelia de qualquer convenção eclesial e gramatical) se mostram todos ansiosos em atender aos fiéis consumidores gospel com seus melhores produtos.

OS INTELECTUAIS MAUS COMUNICADORES E OS BONS COMUNICADORES MAUS INTELECTUAIS
Sejamos justos. Tecnicamente, eles são melhores comunicadores que os teólogos de verdade. Embora tenham péssimo conteúdo, têm a embalagem certa para o gosto médio da massa religiosa brasileira. Por outro lado, para que serve um conteúdo de primeira linha numa embalagem inaceitável? O grande desafio aos teólogos de verdade é conseguirem oferecer seu excelente conteúdo numa embalagem mais atrativa. Se o público compra tanta coisa ruim pela embalagem, seria possível usá-la (a embalagem) para “vender” coisa boa? Se o “meio é a mensagem”, não temos muitas opções. A ética não nos permitiria utilizar certas embalagens. Mas talvez haja uma faixa de tolerância e seja possível achar um meio para a mensagem e uma mensagem para o meio, que correspondam aos valores do Reino. Se isso não for possível, é melhor aproveitar a Rádio Gospel e anunciar: “Vende-se biblioteca teológica de primeira mão (aceita-se violão como parte do pagamento).”

Publicado em Mosaico – Apoio Pastoral. São Bernardo do Campo: Faculdade de Teologia da Igreja Metodista – Centro de Teologia e Filosofia da UMESP, Ano V, no 4, Agosto /Setembro de 1997, p. 16.

Também disponível em: http://www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/descricaocolunas.asp?Numero=1798

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sábado, 5 de maio de 2012

UM VÍDEO PARA CRENTES LOUCOS


Estes são os verdadeiros LOUCOS!


Este foi o título que o Amigo Pastor Newton Carpintero deu ao vídeo a seguir.

Vale a pena assistir. 


Fonte: http://www.pastornewton.com/2012/05/estes-sao-os-verdadeiros-loucos.html 

Maranata!

O menor de todos os menores. Um Tradicional Pentecostal.