segunda-feira, 30 de maio de 2011

MARCO FELICIANO AFIRMA QUE JESUS SERIA PAI DE UMA SUPER RAÇA

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Deus é testemunha que procuro não entrar nessas questões polêmicas, mas elas me procuram. O pastor e deputado federal Marco Feliciano, que tem livre acesso em nossos púlpitos, saiu com mais uma de suas "descobertas" teológicas. Nosso dileto Doutor em Teologia acabou de fazer uma grande descoberta da natureza de Deus: o Criador, que é Espírito, tem cromossomos. Conheço essa linha de pensamento, é daqui que vem a suposição que os espíritos têm um DNA e por isso geraram filhos nas mulheres antediluvianas e é daqui também que vem aquela expressão dos pregadores alucinados: "em nossas veias corre o sangue de Deus", referindo-se ao sangue de Jesus em nossas vidas.  Ora, Deus é Espírito! Basta essa defesa. Não dá para entrar nessas "questões loucas", como escreveu Paulo a Timóteo. 

A leitura do texto abaixo que me foi enviado pelo Rodrigo Sandiego, que tem suprido meu blog com temas inusitados como este, fala por si só. Nosso amigo Feiciano faria muito sucesso com filmes de ficção em Hollywod e desbancaria Steven Spielberg e James Cameron. Boa leitura e tire suas conclusões.

Se Jesus houvesse casado, ele geraria uma raça superior, afirma Pastor Marco Feliciano

O pastor Marco Feliciano lançou uma enquete em seu Twitter ensinando aos internautas que se Jesus Cristo houvesse casado, poderia ter nascido uma raça superior.

O deputado federal tentava explicar que, como Cristo não era filho só de humanos, se Ele tivesse um filho seria uma outra raça. “Possivelmente o envolvimento carnal dele com uma mulher poderia culminar com o nascimento de um outro ser, que teria um DNA diferente do normal,” escreveu.

Aos seus seguidores ele explicou que o cromossomo Y vem do macho e o X da fêmea, como Jesus Cristo nasceu de Maria, o cromossomo X veio dela e o Y de Deus.

“Portanto o DNA de Jesus não era como o nosso. Ele tinha cromossomos X, todavia os cromossomos Y não eram humanos. Ele era em si Homem e Deus!”

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a  todos.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

POR QUE AS IGREJAS ESTÃO ORDENANDO PASTORES GAYS EM TODO O MUNDO?


Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas. A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). E ontem, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia. 


Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.

A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.


O processo pelo qual estas denominações passaram, uma na Europa e outra nos Estados Unidos, é similar. As etapas vencidas são as mesmas. Primeiro, em algum momento de sua história, em meados dos séculos XIX, o método crítico de interpretação da Bíblia passou a ser o método dominante nos seminários e universidades teológicas destas denominações. Boa parte dos pastores formados nestas instituições saíram delas convencidos que a Bíblia contém erros de toda sorte e que reflete, em tudo, o vezo cultural de sua época. Para eles, os relatos bíblicos dos milagres são um reflexo da fé dos judeus e dos primeiros cristãos expresso em linguagem mitológica e lendária.


Segundo, uma vez que a Bíblia não poderia ser mais considerada como o referencial absoluto em matérias de fé e prática, devido ao seu condicionamento às culturas orientais antigas e patriarcais, estas denominações aos poucos foram adotando as mudanças culturais e a direção da sociedade moderna como referência para suas práticas. 


Terceiro, com a erosão da autoridade bíblica e o estabelecimento da cultura moderna como referencial, não tardou para que estas igrejas rejeitassem o ensinamento bíblico de que somente homens cristãos qualificados deveriam exercer a liderança nas igrejas e passaram a ordenar mulheres como pastoras e presbíteras. As passagens bíblicas que impõem restrições ao exercício da autoridade por parte da mulher nas igrejas foram consideradas como sendo a visão patriarcal dos autores bíblicos, e que não cabia mais na sociedade moderna.

O passo seguinte foi usar o mesmo argumento quanto ao homossexualismo: as passagens bíblicas que tratam as relações homossexuais como desvio do padrão de Deus e, portanto, pecado, foram igualmente rejeitadas como sendo fruto do pensamento retrógrado, machista e preconceituoso dos autores da Bíblia, seguindo a tendência das culturas em que viviam. A igreja cristã moderna, de acordo com este pensamento, vive num novo tempo, onde o homossexualismo é comum e aceito pelas sociedades, inclusive com a aprovação do Estado para a união homossexual e benefícios decorrentes dela.

E o resultado não poderia ser outro. O único obstáculo para que uma igreja que se diz cristã aceite o homossexualismo como uma prática normal é o conceito de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível única regra de fé e prática para o povo de Deus. Uma vez que esta barreira foi derrubada - e a marreta usada para isto sempre é o método crítico e o liberalismo teológico - não há realmente mais limites que sejam defensáveis. Pois mesmo os argumentos não teológicos, como a não procriação em uniões homossexuais e a anormalidade anatômica e fisiológica da sodomia, acabam se mostrando ineficazes diante do relativismo da cultura moderna. E as igrejas que abandonaram a autoridade infalível da Palavra de Deus acabam capitulando aos argumentos culturais.


Nem todos os que adotam o método crítico são favoráveis ao homossexualismo. E nem todos liberais são a favor da homossexualidade. Mas espero que as decisões destas duas igrejas, que têm em comum a adoção deste método e a aceitação do liberalismo teológico, sirvam como reflexão para os que se sentem encantados com o apelo ao academicismo e intelectualismo da hermenêutica e da teologia liberais.

Postado por Augusto Nicodemus


Fonte: Jan Carlos de Souza

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ASSEMBLEIA DE DEUS MODERNA E A RELATIVIZAÇÃO DOS USOS E COSTUMES.

A Bíblia está cada vez mais sendo trocada pelas "baladas gospel".

A matéria que segue foi enviada por email pelo meu amigo Rodrigo. Sei que o assunto é polêmico, mas postei com a intenção de fazer o povo de Deus, mormente os assembleianos, refletir sobre o tema: relativização dos usos e costumes, modernidade e frouxidão moral. Uma igreja para ser moderna precisa de inovações litúrgicas e mudança na prática cristã ou ela o é pelo fato de ser contextualizada com seu tempo? Digo, precisa mudar a “cara” ou conceitualmente? É moderna por que está na mídia, tem um líder moderno, um layout e uma arquitetura avançada ou por que deixa seus membros fazerem o que quiserem? Festa Jesuína no lugar de Festa Junina, Bloco de Carnaval e Luta-livre Gospel sob pretexto de evangelização e Balada Gospel é ser moderno? Ser moderno nesses moldes traz um preço para santificação? Ora, sabemos que os usos e costumes não salvam e mesmo a Assembleia de Deus Tradicional, já mudou o discurso e sabe que estes não estão vinculados à salvação, mas à identidade denominacional. Não sou contra a modernidade em si. Nada tenho contra igrejas grandes e modernas, ou quem prega com laptop, desde que sua igreja tenha vida e guarde a sã doutrina. O problema é que em muitas igrejas (não todas), juntamente com a liberação dos usos segue uma enxurrada de concessões que mexem até mesmo com a moralidade cristã e práticas litúrgicas. A meu ver a igreja precisa de um avivamento genuíno! Leia a matéria e tire suas conclusões. Procurando uma imagem para postar, encontrei um texto bem humorado e interessante que publiquei no final deste artigo. Boa leitura! 

Na edição 2167, do dia 20 de maio de 2011, a revista Isto É trouxe como destaque o Pastor Samuel Ferreira, filho do presidente da Assembléia de Deus Ministério Madureira. Revista secular fez um comparativo da pregação de hoje do Pastor Samuel no templo em que lídera no Brás, São Paulo, com as tradicionais regras e esteriótipos que a Assembléia de Deus possui com relação a usos e costumes.

Confira a reportagem na integra abaixo:
O evangélico desavisado que entrar no número 560 da ave­nida Celso Garcia, no bairro paulistano do Brás, poderá achar que não está entrando em um culto da Assembleia de Deus. Maior denominação pentecostal do País – estima-se que tenha 15 milhões de adeptos, cerca de metade dos protestantes brasileiros –, historicamente ela foi caracterizada pela postura austera, pelo comedimento na conduta e, principalmente, pelas vestimentas discretas de seus membros. Por conta dessa última particularidade, tornou-se folclórica por forçar seus fiéis a celebrarem sempre, no caso dos homens, de terno e gravata e, entre elas, de saia comprida, camisa fechada até o punho e cabelos longos que deveriam passar longe de tesouras e tinturas. Era a igreja do “não pode”. Não podia, só para citar algumas interdições extratemplo, ver tevê, praticar esporte e cultuar ritmos musicais brasileiros. A justificativa era ao mesmo tempo simples e definitiva: eram coisas do capeta.

No templo do Brás, porém, às 19h30 do domingo 15, um grupo de cerca de vinte fiéis fazia coreografias, ao lado do púlpito, ao som de uma batida funkeada. Seus componentes – mulheres maquiadas e com cabelos curtos tingidos, calça jeans justa e joias combinando com o salto alto; homens usando camiseta e exibindo corte de cabelo black power – outrora sofreriam sanções, como uma expulsão, por conta de tais “ousadias”. Mas ali eram ovacionados por uma plateia formada por gente vestida de forma parecida, bem informal. Palmas, também proibidas nas celebrações tradicionais, eram requisitadas pelo pastor Samuel de Castro Ferreira, líder do templo e um dos responsáveis por essa mudança de mentalidade na estrutura da Assembleia de Deus, denominação nascida em Belém, no Pará, que irá festejar seu centenário no mês que vem. “Muitos chamam de revolução, mas o que eu faço é uma pregação de um evangelho puro, sem acessórios pesados”, afirma ele, 43 anos, casado há vinte com a pastora Keila, 39, e pai de Manoel, 18, e Marinna, 14. “A maior igreja evangélica do País está vivendo um redescobrimento.”

Sentado em uma cadeira logo ao lado do coral, Ferreira, que assistiu à televisão pela primeira vez na casa do vizinho, aos 7 anos, escondido do pai, Manoel Ferreira, pastor assembleiano, desliza o dedo indicador em um iPad segunda geração enquanto o culto se desenrola. Acessa a sua recém criada página no Twitter por meio da qual, em apenas um mês, amealhou mais de 110 mil seguidores. Quando se levanta para pregar a palavra, deixa visível o corte alinhado de seu terno e a gravata que combina com o conjunto social. Não que o pastor se furte em pregar de jeans, tênis e camisa esporte – tem predileção por peças da Hugo Boss –, como faz em encontros de jovens. “Samuel representa a Assembleia de Deus moderna, com cara de (Igreja) Renascer (em Cristo)”, opina o doutorando em ciências da religião Gedeon Alencar, autor de “Assembleias de Deus – Origem, Implantação e Militância” (1911-1946), editora Arte Editorial. “Os mais antigos, porém, acham o estilo dele abominável.”

Natural de Garça, interior de São Paulo, formado em direito e com uma faculdade de psicologia incompleta, Ferreira é vice-presidente da Convenção de Madureira, que é comandada por seu pai há 25 anos e da qual fazem parte 25 mil templos no Brasil, entre eles o do Brás. Os assembleianos não são uma comunidade unificada em torno de um líder. Há, ainda, os que seguem a Convenção Geral, considerada o conglomerado mais poderoso, e o grupo formado por igrejas autônomas. Ferreira assumiu o templo da região central da capital paulista há cinco anos e passou a romper com as tradições. Ao mesmo tempo, encarou uma cirurgia de redução de estômago para perder parte dos 144 quilos. “Usar calça comprida é um pecado absurdo que recaía sobre as irmãs. Não agride a Deus, então liberei”, diz o pastor, 81 quilos, que até hoje não sabe nadar e andar de bicicleta porque, em nome da crença religiosa, foi proibido de praticar na infância e na adolescência.

Sua Assembleia do “pode” tem agradado aos fiéis. “Meu pai não permitia que eu pintasse as unhas, raspasse os pelos ou cortasse o cabelo”, conta a dona de casa Jussara da Silva, 49 anos. “Furei as orelhas só depois dos 40 anos. Faz pouco tempo, também, que faço luzes”, afirma Raquel Monteiro Pedro, 47 anos, gerente administrativa. Devidamente maquiadas, as duas desfilavam seus cabelos curtos e tingidos adornados por joias pelo salão do Brás, cuja arquitetura, mais parecida com a de um anfiteatro, também se distingue das igrejas mais conservadoras.

A relativização dos costumes da Assembleia de Deus se dá em uma época em que não é mais possível dizer aos fiéis que Deus não quer que eles tenham vaidade. A denominação trabalha para atender a novas demandas da burguesia assembleiana, que, se não faz parte da classe média, está muito perto dela, é urbana e frequenta universidades. É esse filão que está sendo disputado. Uma outra igreja paulista já promoveu show no Playcenter. No Rio de Janeiro, uma Assembleia de Deus organiza o que chama de Festa Jesuína, em alusão à Festa Junina. Segundo o estudioso Alencar, as antigas proibições davam sentido ao substrato de pobreza do qual faziam parte a grande maioria dos membros da Assembleia de Deus. “Era confortável para o fiel que não tinha condição de comprar uma televisão dizer que ela é coisa do diabo. Assim, ele vai satanizando o que não tem acesso.”

Importante figura no mundo assembleiano, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, 76 anos, presidente da Convenção Geral, não é adepto da corrente liberal. “Samuel é um menino bom, inteligente, mas é liberal na questão dos costumes e descambou a abrir a porta do comportamento”, afirma. Ferreira, por outro lado, se diz conservador, principalmente na questão dos dogmas. Em suas celebrações, há o momento do dízimo, do louvor, da adoração e um coral clássico. Ao mesmo tempo, é o torcedor do Corinthians que tuita pelo celular até de madrugada – dia desses, postou que saboreava um sorvete às 4h30 –, viaja de avião particular e não abre mão de roupas de grife. Um legítimo pastor do século XXI. 

Fonte: Rodrigo Santiego

CRENTE TRADICIONAL X CRENTE MODERNO

O Crente tradicional diz: “Glória a Deus”. / O Crente moderno diz: “Deus, tamo junto”.

O Crente tradicional vai à vigília. / O crente moderno vai à Balada Gospel.

O Crente tradicional ora. / O Crente moderno bate um papo.

O Crente tradicional compra DVD pirata. / O Crente moderno também.

O Crente tradicional lê a Bíblia. / O Crente moderno navega na Bíblia, on line.

O Crente tradicional vai ao culto. / O Crente moderno vai ao evento.

O Crente tradicional de paletó e gravata vai ao culto. / O Crente moderno de paletó e gravata vai à “Festa do estranho”.

O Crente tradicional não gosta do diabo. / O Crente moderno também não.

O Crente tradicional de bermuda e camiseta vai dormir. / O Crente moderno de bermuda e camiseta vai ao culto.

O Crente tradicional entra em mistério no corinho de fogo. / O Crente moderno entra em mistério no jogo “Detetive”.

O Crente tradicional faz o louvor. / O Crente moderno toca o som.

O Crente tradicional cai em pecado. / O Crente moderno dá um vacilo.

O Crente tradicional ora pedindo trabalho. / O Crente moderno ora pedindo um emprego.

O Crente tradicional faz planos. / O Crente moderno faz umas paradas.

O Crente tradicional é chamado de varão. / O Crente moderno é chamado de parceiro.

O Crente tradicional determina sua bênção. / O Crente moderno pechincha.

O Crente tradicional  murmura. / O Crente moderno também.

O Crente tradicional é otimista. O Crente moderno é de boa.

O Crente tradicional ora para passar na faculdade e esquece de estudar. / O Crente moderno também.

O Crente tradicional oferta. / O Crente moderno deixa sua semente.

O Crente tradicional é levita. / O Crente moderno é profissional da música.

O Crente tradicional pede forças. / O Crente moderno invoca poder.

O Crente tradicional tem revelação. / O Crente moderno tem Déjà vu.

Um texto de: Thiago Matso 



Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sábado, 21 de maio de 2011

RICARDO GONDIM É CONVIDADO A DEIXAR A REVISTA ULTIMATO

A Editora Ultimato, que tem uma revista com o mesmo nome, é formada por gente séria e tomou a decisão de convidar o Pastor Ricardo Gondim a se retirar de seu quadro de colunistas ou não continuar como articulista daquele importante veículo de comunicação cristã. A postura dos editores merece, no mínimo, nossa atenção, para não dizer aplauso, posto que, assim dizendo, pode parecer que este editor torce pelo isolamento do escritor em questão. O texto a seguir é do próprio Gondim. Há uma frase onde o ex-articulista, analisa que uma parte de sua história foi amputada. Claro que está falando de seus 20 anos escrevendo para aquele periódico, mas considero que não apenas uma parte de sua história, mas muito da sua fé e de sua antiga prática cristã foram jogadas no lixo quando afirmou sua nova postura frente a assuntos polêmicos, como a união civil de pessoas do mesmo sexo e A AUSÊNCIA DE CONTROLE POR PARTE DE DEUS. Não odeio Ricardo Gondim, absolutamente não, mas também não o admiro mais e oro para que ele revise suas últimas falas e reveja suas mais recentes afirmações.
Após quase vinte anos, fui convidado a “des-continuar” minha coluna na revista Ultimato. Nesta semana, recebi a visita de Elben Lenz Cesar, Marcos Bomtempo e Klênia Fassoni em meu escritório, que me deram a notícia de que não mais escreverei para a Ultimato. Nessa tarde, encerrou-se um relacionamento que, ao longo de todos esses anos, me estimulou a dividir o coração com os leitores desta boa revista. Cada texto que redigi nasceu de minhas entranhas apaixonadas.
Fui devidamente alertado pelo rev. Elben de que meus posicionamentos expostos para a revista Carta Capital trariam ainda maior tensão para a Ultimato. Respeito o corpo editorial da Ultimato por não se sentir confortável com a minha posição sobre os direitos civis dos homossexuais. Todavia, reafirmo minhas palavras: em um estado laico, a lei não pode marginalizar, excluir ou distinguir como devassos, promíscuos ou pecadores, homens e mulheres que se declaram homoafetivos e buscam constituir relacionamentos estáveis. Minhas convicções teológicas ou pessoais não podem intervir no ordenamento das leis.
O reverendo Elben Lenz Cesar, por quem tenho a maior estima, profundo respeito e eterna gratidão, acrescentou que discordava também sobre minha afirmação ao jornalista de que “Deus não está no controle”. Ressalto, jamais escondi minha fé no Deus que é amor e nos corolários que faço: amor e controle se contradizem. De fato, nunca aceitei a doutrina da providência como explicitada pelo calvinismo e não consigo encaixar no decreto divino: Auschwitz, Ruanda ou Realengo. Não há espaço em minhas reflexões para uma “vontade permissiva” de Deus que torne necessário o orgasmo do pedófilo ou a crueldade do genocida.
Por último, a Klênia Fassoni advertiu-me de que meus Tweets, somados a outros textos que postei em meu site, deixam a ideia de que sou tempestivo e inconsequente no que comunico. Falou que a minha resposta à Carta Capital sobre a condição das igrejas na Europa passa a sensação de que sou “humanista”. Sobre meu “humanismo”, sequer desejo reagir. Acolho, porém, a recomendação da Klênia sobre minha inconsequência. Peço perdão a todos os que me leram ao longo dos anos. Quaisquer desvarios e irresponsabilidades que tenham brotado de minha pena não foram intencionais. Meu único desejo ao escrever, repito, foi enriquecer, exortar e desafiar possíveis leitores.
Resta-me agradecer à revista Ultimato por todos os anos em que caminhamos juntos. Um pedaço de minha história está amputada. Mas a própria Bíblia avisa que há tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Meu amor e meu respeito pela família do rev. Elben, que compõe o corpo editorial da Ultimato, não diminuíram em nada.
Continuarei a escrever em outros veículos e a pastorear minha igreja com a mesma paixão que me motivou há 34 anos.
Ricardo Gondim 
Soli Deo Gloria
Vi no blog WWW.davarelohim.com.br do meu amigo Pr. Marcelo Oliveira