segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A IDENTIDADE DE JONAS - TEXTO DE UM LEITOR!

Queridos Amigos, tenho aberto espaço em meu blog para postagem de artigos de leitores que queiram externar  seus pensamentos acerca das Escrituras. Há cerca de uma semana recebi o email simpático do nosso irmão Antonio Adson, desejando publicar sua reflexão sobre a desobediência do profeta Jonas e o alerta que isso traz para a Igreja de Cristo. Nosso irmão é das Assembléias de Deus, onde serve como Diácono, Professor de EBD e Coordenador de Missões em sua igreja.  A todos boa leitura.

A IDENTIDADE DE JONAS.

Por Dc. Antonio Adson

Ao refletirmos na história de Jonas (algo bastante conhecido no universo cristão), podemos ver a triste realidade de alguém que mesmo por um espaço de tempo, perde sua identidade. Embora seu nome significasse pombo, vemos o profeta se distanciando do objetivo proposto pelo TODO-PODEROSO. Enquanto a vontade de DEUS era que Jonas propagasse as boas-novas aos perdidos de Nínive, o profeta foge em rumo a outra direção, esquecendo que os planos de DEUS jamais podem ser frustrados. É realmente horrenda, a consequência na vida de alguém cuja identidade se afugenta, podemos perceber tal verdade, na oração do profeta (Jn 2:2) a angustia é saltitante nos versículos que registram sua oração (Jn 2:2,3).

Assim também nós como Igreja de CRISTO, precisamos ser vigilantes para não seguirmos o mesmo caminho, o Senhor JESUS ao constituir sua igreja (Mt. 16:18) deixou-lhe identidade, a igreja neste mundo deve ser conhecida como sal da terra (Mt. 5:13), luz do mundo(Mt. 5:14) noiva imaculada (Ef. 5:25,26), coluna e firmeza da verdade (1Tm. 3:15) agindo desta forma as portas do inferno não prevalecerão, cuidemos pois, para que o sal não venha se tornar insípido (Mt. 5:13) que a luz não venha se apagar, e que nada venha contaminar a noiva imaculada do CORDEIRO. Como igreja, devemos permanecer inabalável, se o mundo propaga pecado a vontade, a igreja prega santidade ao SENHOR.

Com toda veemência, devemos viver em defesa da família, da pureza e da justiça, vivendo neste mundo pela fé (Hb. 10:38) porque por ela, vencemos o mundo (1Jo. 5:4) o qual na verdade já é um perdedor (Jo. 16:33). Quanto mais nos identificarmos como povo de DEUS, a verdade é que mais vitoriosos seremos! 

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MAIS FALSOS ENSINOS DO FALSO APÓSTOLO MIGUEL ÂNGELO (ÚLTIMA PARTE)

Queridos Irmãos e Amigos, o que segue é o desfecho dos estudos do Pr. Natanael Rinaldi, meu ex-professor de Heresiologia, sobre os falsos ensinamentos do "apóstolo" Miguel Ângelo, angolano, dono de inúmeros títulos, todavia, o fundador da Igreja Cristo Vive e o credo que defende estão cheios de contradições doutrinárias em relação às Escrituras. Bom estudo!


FALSOS ENSINAMENTOS DO FALSO APÓSTOLO MIGUEL ÂNGELO


Por Natanael Rinaldi. 


7. PREDESTINAÇÃO: A salvação não é para quem quer. A salvação é para quem Deus escolhe independentemente da vontade humana, é o que nos declara Miguel Ângelo. Diz ele: “O homem tem que se submeter à soberania de Deus. A salvação não é para quem quer ser salvo, mas é para quem Deus já predestinou para a salvação.” (Conhecendo a Graça e a Verdade, p. 33, série Crescendo em Graça, volume 35).

RESPOSTA APOLOGÉTICA:
 A Bíblia revela que Deus quer que todos os seres humanos sejam salvos. “o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.” (1 Tm 2.4). “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11). A salvação pode ser recebida ou recusada. 


8. SOMOS DEUSES:
 Já era uma grandeza sermos ao mesmo tempo anjos e homens, mas temos uma condição maior ainda: somos deuses. 
“Há membros do povo de Deus, dizendo que o Salmo 82 é dos mórmons. Mas eu quero dizer que este Salmo é nosso. Salmo 82.1, 6: Deus assiste na congregação divina. Eu disse: Sois deuses. Sois todos filhos do Altíssimo.”... “Ele nos criou para nos portarmos como deuses, ou seja, tendo a imagem e semelhança dele.”(Ministério dos Anjos, p.61, série Crescendo em Graça, 3a. edição, volume XI). Como deus que é, Miguel Ângelo escreve sobre sua autoridade: “A doutrina da graça de Deus me revelou uma convicção tão grande que eu, a toda hora, estou dando ordem aos anjos.” (Ibidem, ibidem, 63). 

RESPOSTA APOLOGÉTICA: Até onde lemos na Bíblia quem dá ordens aos anjos é Deus. 


“Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.”
 (Sl 91.11,12)

“Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?” 
(Hb 1.14). Nós, seres humanos, criados com natureza inferior aos anjos como dar ordens aos anjos, atividade exclusiva de Deus? Em decorrência da sua humilhação de se fazer homem (Fp 2.6-8) Jesus se fez menor do que os anjos: “Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos” (Hb 2.7). Inversamente, Miguel Ângelo, apenas homem, se intitula deus está dando ordens aos anjos. A interpretação que Miguel Ângelo faz do Salmo 82 é incorreta. Os juízes no Antigo Testamento tinham o direito de vida e morte quando sentenciavam os que estavam sob o seu julgamento. Com isso, seu coração se ensoberbeceu e admitiam que, em razão do cargo que exerciam, eram deuses. Mas para mostrar a futilidade de tal pretensão o escritor bíblico ironizou tal atitude e declarou no v. 7, “Todavia morrereis como homens, e caireis como qualquer dos príncipes.” 

Os mórmons ensinam “Deus foi o que nós somos, e nós seremos o que Deus é.” Pretendem eles ser deuses, ou seja, alcançar a exaltação. Mas os adeptos de Miguel Ângelo já gozam essa posição. Já alcançaram a divindade e até estão dando ordens aos anjos, atividade exclusiva de Deus. Tudo isso resultado da falsa graça pregada por esse cidadão. 

Por Natanael Rinaldi

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

UMA TV "EVANGÉLICA" A SERVIÇO DO DIABO


TROCA DE FAMÍLIA - TV RECORD

Por João Cruzué


O que você diria de uma grande rede de TV, adquirida com o dinheiro da contribuição dos fiéis de uma igreja "neopentecostal", que fala de Deus pelas madrugadas, para deixar seu horário nobre disponível para veicular programas secularistas e mundanos?

Que esta TV veicula um programa chamado "Troca de Família", e que durante uma dessas trocas, houve traição conjugal?

Não vou ser imprudente para dizer nomes e nomes, mas creio que você sabe: nem tudo que ora: Senhor! Senhor! é profeta do Altíssimo ou trigo da seara do Senhor.

Eu sinto nojo e a mais profunda indginação pelo que tem acontecido na TV Record. Uma TV comprada para servir a Deus, mais que faz muito tempo não está a serviço dele.

Eu já tinha ouvido muita coisa ruim, mas uma TV "neopentecostal" patrocinando troca de casais, ops, troca de família, é a mais puro exemplo fonte de duas águas.

Como pode o Bispo consentir numa porcaria dessas? Ele não é doutor e mestre da Bíblia? Que bíblia é esta que ele está usando?
Este programa revelou-se uma vergonha! Um laço do diabo, que está morrendo de rir ao ver que pessoas tão religiosas, tão "expertas" que andaram expulsando e entrevistando demônios por aí, estão sendo desmascaradas à luz do meio dia.

E diante de Deus, todos os bispos, pastores e oficiais desta igreja que fiancia uma TV com esta programação podre, que escandaliza tanto crentes e não crentes, tornando o nome do Senhor vulgar aos ouvidos dos dos perdidos, são sim responsáveis diante de Deus por tudo isso.



Não se engane, a cobrança divina vai ser inexorável DENTRO dentro das suas mansões. Quem ainda tenha um poco de temor de Deus que saia imediatamente dessa babilônia. Cruz Credo! Eu fui católico e vim de um catolicismo que se corrompeu depois de séculos, mas isto que estou vendo no meio evangélico não tem nem 30 anos! Como pode apodrecer tão rápido?


Fonte: Veja.Abril-Troca de Família


SP-19.02.2011

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

MAIS ENSINAMENTOS FALSOS DO FALSO APÓSTOLO MIGUEL ÂNGELO DA IGREJA CRISTO VIVE

Dando continuidade a esse estudo, veremos hoje como o "apóstolo" igreja da Cristo Vive ensina acerca da origem dos salvos,  do absurdo sobre as duas semente que geram filhos para Deus e filhos para o diabo e o absurdo ainda maior de que os salvos podem pecar deliberadamente e não perderão a salvação. Esqueci de dizer na última postagem que o Pr. Natanael Rinaldi é também comentarista e um dos editores da Bíblia Apologética.


FALSOS ENSINOS DO FALSO APÓSTOLO MIGUEL ÂNGELO


Por Natanael Rinaldi 


4. PRÉEXISTÊNCIA DOS HOMENS - ANJOS QUE TOMARAM CORPOS: Sim, doutrina nova, muito parecida com a doutrina dos mórmons e do seu anjo Moroni, que era homem e se transformou em anjo. Agora, Miguel Ângelo nos revela que éramos anjos que nos tornamos homens. Ensina ele: “Comecemos pelo livro de Jó 38.4-7 “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento. Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? Ou quem a mediu com o cordel? Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina, quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?”. 

O livro de Jó dá um aspecto muito similar entre o anjo e o filho de Deus. Já começamos a perceber que nós, filhos de Deus, pertencemos aquele um terço de anjos que receberam corpo, mas que antes estavam lá, rejubilando, no ato da criação. Éramos anjos desde antes da fundação do mundo, tínhamos corpo angelical.“Esta parte composta por anjos revestidos de corpo físico, uma parte são judeus herdeiros por eleição, outra parte são gentios predestinados, os quais preparou de antemão para a salvação por herança.” (Ministério dos Anjos, p. 4, série Crescendo em Graça, 3o. edição, volume XI). 

Para justificar que éramos preexistentes como anjos e que tomamos corpo humano, é citada a passagem de Gênesis 1.26 como se nós fôssemos criados à imagem dos anjos e não à imagem de Deus. Diz Miguel Ângelo: 
“Vale lembrar que, quando Deus disse, façamos o homem a nossa imagem e semelhança, Ele estava falando com serafins e querubins.” (idem, p. 5). Continua Miguel Ângelo a revelar nossa preexistência como anjos: 
“Nós temos uma pré-existência como anjos, e além do mais, temos privilégio de ser revestido de carne, tendo, portanto,a medida de homem e de anjo.”(ibidem, p. 52).

“O meu tempo foi em 1953, quando nasci. O meu espírito, este ser angelical se revestiu de carne. E assim foi com cada um dos filhos de Deus, no seu devido tempo.”... “Portanto, em termos espirituais, nós somos anjos, os quais Deus permitiu que tivessem corpo. Infelizmente, muitos desconhecem esta revelação e até têm receio de falar a respeito.” (Ibidem, p. 5). 

Na verdade, Miguel Ângelo confessa que ele escreve sobre predestinação por “uma revelação”. Diz exatamente: “Quem é que tem ousadia de falar sobre a tua preexistência e o teu destino, senão por uma revelação de predestinação”. (Predestinação Uma Visão de Deus, p.30, série Crescendo em Graça, volume XIV).

RESPOSTA APOLOGÉTICA:
 Como se altera a Bíblia mudando-se o texto para se ajustar às idéias humanas. Leiamos a Bíblia: 
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou.”

O versículo 27 citado mostra claramente que não fomos criados à imagem de anjos, mas à imagem de Deus. Observemos o que mais ensina Miguel Ângelo sobre o seucaso pessoal: 

“O homem é espetacular em descobrir coisas encobertas que nenhum pregador antes dele teve a coragem de ensinar
.”

E realmente, qual o pregador, conhecedor da Bíblia, que ensine tais aberraçõespróprias de pessoas que vivem baseadas em “revelações” fora da Bíblia? 

São duas as criações de Deus: 1) a dos anjos criados todos de uma só vez como Jó 38.4-7 aponta e 2) a criação dos homens, sendo Adão o primeiro o homem e deste a mulher (Gn 2.18) e formando o casal Adão e Eva. Destes todos os seres humanos vieram à existência (At 17.26; 1 Co 15.45). Os anjos continuam como espíritos. 

“Não são porventura todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação.”
 (Hb 1.12). Os homens continuam como homens. 


ANJOS REBELDES QUE SE TORNARAM DEMÔNIOS


Efetivamente um terço dos anjos se tornaram rebeldes acompanhando Satanás na sua rebelião contra Deus e estão presos em cadeias de escuridão. 

“E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra. ”
(Ap 12.3,4). 

À luz da Bíblia essa revelação de Miguel Ângelo tem mais parecença com os anjos que se rebelaram chefiados por Satanás. E não se admira que o apóstolo primaz tenha dito tanto absurdos doutrinários que ele próprio não estranha que seus leitores só possam chegar mesmo à conclusão de que seus ensinos são heréticos. Ele confessa:

“Ainda há alguns que ficam tão estupefatos ao tomarem conhecimento das verdades preferindo dizer que são heresias.”(ibidem, ibidem, p. 59) E na verdade seus ensinos recebidos por revelação não passam de excentricidades do próprio escritor.


5. AS DUAS SEMENTES: Doutrina estranha a das “Duas Sementes”. Nunca tinha lido qualquer coisa nesse sentido senão no livro O Princípio Divino, da Igreja da Unificação. É assim explicada pelo escritor Miguel Ângelo: 
“Creio na existência das duas sementes. A semente que gerou os filhos de Deus e a que gerou os filhos do diabo. Ou seja, a semente incorruptível e a corruptível.”(Respostas em Graça para Perguntas da Lei, p.16, Série Renovando a Mente, volume 19). Continua Miguel Ângelo esclarecer sobre as duas sementes: “Quando Deus permitiu que o inimigo gerasse no ventre de Eva a sua semente, daí nasceu Caim, o filho da perdição. Todos os descendentes de Caim são filhos do diabo e todos os descendentes de Adão, através de Sete, em quem Deus renovou a Sua semente após ã morte de Abel, são filhos de Deus; tanto os Semitas, que são os judeus, quanto os da casa de Jafé, que são os predestinados de origem gentílica.” (Os Dois Mistérios, p.30, Os Dois Mistérios, série Renovando a Mente, volume 19). 

“Deus permitiu que no ventre de Eva fosse depositada a semente da perdição.”(Conhecendo a Graça e a Verdade, p. 33, série Crescendo em Graça, volume 35).

RESPOSTA APOLOGÉTICA: Até parece “estória” de ficção científica o que nos revela Miguel Ângelo. Bem parecido com o livro Eram os Deuses Astronautas? A Bíblia descreve, realmente, que depois de terem pecado e serem expulsos do jardim do Éden houve um relacionamento sexual de Adão e Eva, como marido e mulher. E lhes nasceram filhos. 

“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem.”
 (Gn 4.1)


CAIM FILHO DO DIABO? 


Ora, há algo que descreva que Caim era filho do diabo? Mormente porque tiveram um relacionamento normal de marido e mulher e ainda Eva atribuiu o nascimento de Caim como um presente de Deus. Entretanto, atrevidamente e sem base bíblica, apenas firmado em suas “revelações”, Miguel Ângelo afirma que Caim foi gerado no ventre de Eva pelo diabo. O diabo, um espírito, podia gerar um filho com Eva? Invalidação clara da Bíblia. 

Sem dúvida isso deve ter sido copiado do livro escrito pelo fundador da Igreja da Unificação conhecido por rev Moon escritor do livro O Princípio Divino:

“Era muito natural que Eva se mostrasse muito bela aos olhos de Lúcifer. Além disto, quando Eva está suscetível à sua tentação, Lúcifer foi fortemente estimulado por um impulso de amor para com Eva. Neste ponto, Lúcifer atreveu-se a seduzir Eva, com o risco de sua vida. Lúcifer que deixou sua posição devido ao excessivo desejo, e Eva, que desejava que seus olhos fossem abertos como os de Deus, através de um relacionamento recíproco antes que estivesse preparada para aquilo. Formaram uma base recíproca e tiveram relação sexual...” (O Princípio Divino, p. 61) 

Aí está a base das “fantásticas revelações” de Miguel Ângelo. Não seria um ensino adaptado da Igreja da Unificação e do seu livro de autoridade religiosa O Princípio Divino? Se não, é parecida. Mas, não diga que foi por “revelação” recebida de Deus e nem apoiada nas quatorze epístolas de Paulo. Qual seria o cristão evangélico que aceitaria esse ensino estapafúrdio? Concordamos plenamente com Miguel Ângelo quando afirma - “Eu estou pregando e ensinado o que nunca ninguém pregou, porque ninguém sabia disto. Esta é a razão da minha existência na obra de Deus, pregar com tenacidade nas rádios na TV, nos púlpitos e em todos os lugares onde vou.” (Predestinação Uma Visão de Deus, série Crescendo em Graça, volume XIV). 
Aí está uma confissão de exclusividade no que ele prega. Devemos ter muito cuidado com o que ouvimos e lemos. Jesus preveniu (Mt 7.15).


6. SALVOS PARA SEMPRE, MESMO PECANDO DELIBERADAMENTE:
 Ensina Miguel Ângelo que “uma vez salvos, salvo para sempre” porque eles foram predestinados e a salvação não se perde. Entretanto, afirma ele que a pessoa salva pode voltar a pecar que não perde a salvação. 

Todos nós, mesmo eleitos e salvos para sempre, temos capacidade para voltar a fazer coisas más e até cometer pecados e delitos, pois em nós, há um potencial para o pecado que é a carne. A carne tem paixões e vícios, hábitos mundanos e insubmissão às leis do Espírito de Deus.”... 

Há atitudes de rebeldia em algumas pessoas já salvas. É a carne falando mais alto do que o espírito”. ”

“ Quando Deus toma alguém por filho, se este deliberadamente pecar, não perderá a filiação e nem a salvação. Deus o disciplinará.” ... “ A carne pode se corromper mas o espírito está perfeito, completo e abençoado.”
 (Conhecendo a Graça e a Verdade, pp. 29, 35, 39, 40, série Crescendo em Graça volume 35). 

“Somos salvos, sempre salvos.”
 Conhecendo a Graça e a Verdade, p. 4l, série Crescendo em Graça, volume 35).

RESPOSTA APOLOGÉTICA: Jesus não nos salva no pecado, mas nos salva do pecado. O anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus com um propósito de salvar e disse: 21 “ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” (Mt 1.21) Lemos mais na Bíblia que o pecado deliberado não dá chance de obter o perdão de Deus. “Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários. Havendo alguém rejeitado a lei de Moisés, morre sem misericórdia, pela palavra de duas ou três testemunhas; de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do pacto, com que foi santificado, e ultrajar ao Espírito da graça? Pois conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.26-31).



Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

FALSOS ENSINOS DO FALSO APÓSTOLO MIGUEL ÂNGELO (PRIMEIRA PARTE)

Para o Pr. Natanael Rinaldi, que já foi presidente do ICP e um dos maiores apologistas do Brasil “o herético também tem alma e precisa ser convencido do seu erro. Como fazê-lo senão pela apologética? Além disso, existem os membros de igrejas que precisam ser orientados sobre os erros doutrinários das seitas” . Apesar de seus mais de setenta anos, permanece um estudioso das seitas nacionais e estrangeiras, pesquisando-as por meio de livros, jornais e revistas “As estatísticas mostram que as seitas crescem pelo descaso da liderança das igrejas evangélicas. É o que Jesus falou a respeito da Parábola do Trigo e Joio. Enquanto o dono do campo dormia, vieram os inimigos e semearam o joio”, afirma o Rinaldi.  Extraído do site do ICP - Instituto Cristão de Pesquisa.

Natanael Rinaldi é Pastor, Apologista, Advogado e foi meu professor na antiga ESTE - Escola Superior de Teologia Evangélica. Ele não lembra de mim, claro. Sou apenas um de seus milhares de alunos, mas eu não posso esquecer esse homem de Deus e o peso de suas aulas, que influenciaram minha vida "acadêmica". Quem me conhece sabe que gosto de pregar e ensinar, dizendo onde está escrito. Isso aprendi com o mestre que nos presenteia com esse artigo sobre a igreja do "apóstolo" Miguel. Para não ficar muito extenso, publicarei o estudo em três partes.


FALSOS ENSINOS DO FALSO APÓSTOLO MIGUEL ÂNGELO


Por Natanael Rinaldi

O livro de Hebreus 13.9 nos adverte contra doutrinas estranhas dizendo: “Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque é bom que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram”. Existe uma denominação com um título no qual se identifica como “evangélica”, mas que pouco tem realmente de evangélica. Denomina-se Igreja Evangélica Cristo Vive-Crescendo em Graça. Ela não tem características que a identifiquem como realmente evangélica. Suas doutrinas são baseadas em revelação de quem se intitula apóstolo primaz dessa igreja por nome Miguel Ângelo da Silva Ferreira. Para nós evangélicos, a Bíblia é a nossa única regra de fé. Baseados nela, é que nossa forma de crer está alicerçada. Não é o caso do líder fundador dessa igreja.

MENINOS INCONSTANTES LEVADOS POR ELA 

Diz ele: “Em minha igreja há pessoas de muitas denominações: evangélicas... E quando elas chegam, eu as recebo como eleitas e escolhidas do Senhor, por isso elas se sentem animadas por mim e por toda a igreja. Considero que minha igreja é uma cidade de refúgio para todos.” (Respostas em Graça para Perguntas da Lei, p. 27, série Renovando a Mente, volume 19). 

Não foi sem razão que Paulo falou sobre determinados crentes: “para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro;” (Ef 4.11)



1. ORIGEM:
 os ensinos característicos dessa igreja, que se diz evangélica, nada mais são do que ensinos pregados por José Luiz de Jesus Miranda, auto-intitulado apóstolo e fundador do Ministério Cresciendo em Gracias. A sede mundial desse ministério fica em Miami, Flórida, nos Estados Unidos. Estes ensinos foram adotados pela Igreja Evangélica Cristo Vive-Missão Apostólica da Graça de Deus. A sede da Igreja Evangélica Cristo Vive-Missão Apostólica da Graça de Deus fica no Rio de Janeiro – Rua Maricá, 320 – Campinho, cujo líder fundador é o apóstolo primaz Miguel Ângelo da Silva Ferreira. Nascido em Luanda, Angola, África. Diz ser portador de tantos títulos que se torna cansativo repeti-los. Mas citamos alguns: Executivo, Professor, Advogado, Bacharel, Mestre, Doutor em Teologia, ThD, PhD em Ciências da Religião, DD-Doutor em Divindade. Foi ordenado com a unção de Apóstolo e Profeta pela Convenção Christian International Network, USA e foi honrado com o título de Teólogo do Século pela Faculdade Filadélfia. (informação colhida da capa de trás dos seus livros).


2. FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA:
 As igrejas evangélicas declaram que sua autoridade religiosa está baseada na Bíblia e afirmam: “Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão”. Diferenciando-se das demais igrejas evangélicas o fundador Igreja Evangélica Cristo Vive, daqui para frente identificada pela sigla IECV coloca “suas” revelações em pé de igualdade com os escritores bíblicos. Arroga para si ter tido revelações especiais do próprio Deus, e com essa unção única expõe suas doutrinas muito, muito mesmo estranhas. Afirma ele amiúde em seus livros: 

“Eu estou pregando e ensinando o que nunca ninguém pregou, porque ninguém sabia disto”. “Esta é a razão da minha existência na obra de Deus, pregar com tenacidade nas rádios, na TV, nos púlpitos e em todos os lugares onde vou.” (Predestinação Uma Visão de Deus, p. 16, volume XIV, Série Crescendo em Graça). 

“Pela primeira vez no Brasil em cento e cinqüenta anos de evangelho, se manifesta esta palavra de graça que vai colocar a igreja de Jesus no seu devido lugar.”(Rudimentos de Obras Mortas, p. 32, volume 24, Crescendo em Graça)

“O poder que está em mim é infinitamente maior do que aquilo que eu penso, ou aquilo que eu peço a Deus.”
 (Idem, p. 34).


RESPOSTA APOLOGETICA: Muito embora as reivindicações de possuidor de revelações exclusivas da parte de Deus, a autoridade da Bíblia é indiscutível. E é a ela que devemos obediência. “Sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e venças quando fores julgado.” (Rm 3.4) “... para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não se ensoberbecendo a favor de um contra outro.” (I Co 4.6).


3. BIBLIA MUTILADA: Além de arrogar para si ser o único pregador dos mistérios de Deus, anula quase toda a Bíblia. Assim, a maior parte da Bíblia é posta fora sob o falso argumento de que pertencia ao Antigo Concerto terminado na cruz (Jo 19.30). Vejamos como Miguel Ângelo se explica:

 “Nós temos que aprender, de uma vez por todas, que Mateus, Marcos, Lucas e João e grande parte da Bíblia Sagrada foi escrita por judeus e para os judeus. A Bíblia é um livro essencialmente judaico. Muita coisa que nós fazíamos no passado, era imitação de princípios e ordenanças judaicas. Do Gênesis ao livro de João, está contida e encerrada toda lei e seu cumprimento. No livro de Atos dos Apóstolos estão as ações dos apóstolos, não sendo, portanto um livro doutrinário. A doutrina para os gentios que são os predestinados de Deus, porém, não tendo sangue judeu, são as quatorze epístolas de Paulo. Eu costumo dizer, que as epístolas de Paulo são o filtro da Bíblia. Se a palavra pregada não estiver contida nas epístolas de Paulo, não será palavra destinada aos gentios.”... Quero dizer com isto que, só Paulo teve a revelação, somente ele teve os fundamentos para a igreja gentílica. Ele mesmo diz ter lançado os fundamentos como excelente construtor. Os outros apóstolos, Judas, Tiago, Pedro e João eram pregadores para os judeus. Nós, que somos gentios, não devemos imitar os judeus, uma vez que temos para nós uma palavra específica, pois somos gentios predestinados. Este era o mistério que estava oculto.(Mistério dos Anjos, p.26,27-Série Crescendo em Graça – volume XI – 3a. edição).
 

RESPOSTA APOLOGÉTICA: Resumo: dos 66 livros de nossas Bíblias são excluídos 52, só restando para nós, gentios, 14 epístolas de Paulo. Qual igreja evangélica que elimina pura e simplesmente da sua Bíblia 52 livros por serem destinados aos judeus? Não é doutrina estranha? Como se explica que Paulo, o escritor preferido do eminente apóstolo primaz da IECV declarou ser toda a Bíblia inspirada e proveitosa? (2 Tm 3.16) E observemos que Miguel Ângelo não se acanha de afirmar que ninguém durante os cento e cinqüenta anos de vida evangélica ignorou o que só ele agora ficou sabendo por “revelação”; que, para os evangélicos, não passa de falsa revelação de homens.

“E disse-me o Senhor: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam.” (Jr 14.14). O próprio escritor que ora se qualifica escreve, “O ser humano é religioso, gosta de ver e ouvir coisas místicas.” (Respostas em Graça para Perguntas da Lei, p. 23, série Renovando a Mente, volume 19) Realmente, é isso que lemos nos livros do escritor que ora estamos analisando.



Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

POR QUE O SR. MIGUEL ÂNGELO É UM FALSO APÓSTOLO DE CRISTO?




"Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Ap.2.2).

Não faz muito tempo publiquei aqui um texto de outro autor sobre o “apóstolo” em questão. Vocês não imaginam como seus seguidores são fanáticos e o tratamento que eles me deram através dos comentários. Reações típicas de hereges e comentários que seguem os mesmos argumentos das seitas falsas. Muitos deles nem pude publicar dada a linguagem vulgar e comprometedora. Prometi aos seguidores do Sr. Miguel que traria o assunto à baila novamente. Pois bem, resolvi publicar as Teses Defendidas, uma espécie de credo da Igreja Cristo Vive, fundada pelo senhor já citado. Grifei o que considero erros doutrinários básicos para qualquer igreja que se diga cristã e que difere em muito da nossa ortodoxia. Quero esclarecer que nada tenho contra o homem Miguel Ângelo. Já li outros blogs que trazem detalhes sobre sua vida particular, mas não é essa a minha intenção. Inclusive, acho que ele é bom cidadão e cumpridor de seus deveres. Depois dessa postagem ainda trarei outros detalhes rebatendo as falsas doutrinas ensinadas por esse falso apóstolo. Publiquei também no final parte de um sermão de seu filho, Bispo Miguel Ângelo Júnior, sobre como eles entendem a Trindade. Chega a ser hilário como um cidadão que está à frente de uma igreja que se diz cristã pode ter uma visão tão míope e tão pobre acerca do Trino Deus. Precisei editar para o texto não ficar longo, mas logo abaixo consta o endereço da “igreja” para visita e constatação de todos.


I. TESES DEFENDIDAS
O Apóstolo Dr. Miguel Ângelo da Silva Ferreira empenha-se em promover, com a defesa e pregação de suas teses, uma pró-reforma no Protestantismo. Considera que a Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero não se consumou, absorvendo, com o passar dos anos, princípios doutrinários, teológicos e pastorais que estagnaram a igreja institucionalizada e puseram sobre os seus ombros o fardo de ritos, deveres, abluções, proibições, sacrifícios e demais obrigações judaicas e legalistas.
Como propagador da Graça, com fundamento na Bíblia Sagrada – em especial as quatorze epístolas do apóstolo Paulo, propõe a libertação do jugo da lei para um viver orientado pelo conhecimento e pela revelação da Palavra de Deus – confirmada pela manifestação do Espírito Santo na Igreja, que é o sinal visível do Criador entre os homens.


I.1. A PRÉ-EXISTÊNCIA DO ESPÍRITO DOS ELEITOS E ESCOLHIDOS
Eram seres angelicais, e a seu tempo foram revestidos de carne, para o cumprimento do plano de Deus. Os eleitos conhecem sua origem em Deus. Possuem em si a semente incorruptível de Deus. Não há universalidade de escolha, e, portanto, não há universalidade de salvação. A salvação é somente para os eleitos; quem é salvo, é salvo eternamente. Eleição, escolha, resgate e salvação manifestam-se pela Graça de Deus, e não por obras dos homens.
(...)
I.11. AS QUATORZE EPÍSTOLAS DE PAULO COMO FILTRO DA BÍBLIA
Pelo conhecimento que tinha Paulo do Antigo Testamento.
Pela sua doutrina de coerência.
Pela revelação da Graça de Deus que recebeu da boca do Justo.
Pela unidade que elas estabelecem entre si.
Pela mensagem específica da Graça de Deus aos gentios.
(...)
I.15. A CEIA DO SENHOR
Instituída antes da lei, entre Melquisede e Abraão.
Revelada ao Apóstolo Paulo, pelo Cristo Ressuscitado.
Único sinal físico do Novo Pacto.


II. CREDO PROFESSADO
Num Deus Único, Soberano, Criador e Sustentador de toda a criação.
Autor e Condutor de toda a História, tanto do Cosmos como da salvação – o Senhor Jesus Cristo, que se manifestou triunicamente: como Pai na criação, como Filho na redenção, como Espírito Santo nestes últimos dias.
Num Deus que realizou a redenção salvadora pela Sua morte, na manifestação de Filho, feito homem, bem como na Sua ressurreição.
(...)


Fonte: http://igrejacristovive.com.br/doutrina/

No texto abaixo o Bispo Miguel Ângelo Júnior, filho do “apóstolo”, defende a não existência da Trindade. Bem, se nega a Trindade, nem cristão é: “Aquele que nega o Pai, não tem o Filho. Aquele que nega o Filho não tem o Pai. Aquele que nega o Filho é o espírito do Anticristo”. Chega ser ridícula a defesa que faz, comparando a Trindade com o elemento químico H2O: 

Ele era o próprio Deus. O único e soberano Deus. Não existe uma trindade. Não existe um Deus pai, um Deus filho e um Deus Espírito Santo. Estas são manifestações de um único Deus. Veja que as formas são distintas, mas a essência é a mesma. Ele se manifestou como Pai, como Filho e Espírito Santo, mas não existem três. Não existe uma trindade. Se eu pudesse fazer uma analogia, vamos entender, por exemplo, a água: a água, ela pode estar no estado líquido, sólido, gasoso, mas continua sendo água. As moléculas se constituem de forma diferente, mas é tudo água. E eu, para dizer isso, liguei para o meu professor de química, Alexander Costa, e ele me explicou que as moléculas, quando a água está como gelo, estão mais juntas, se constituem diferentes, mas continuam sendo água. Então, trazendo isto para a revelação, para o mistério, o Pai, o Filho, o Espírito Santo são manifestações diferentes de um único Deus. Ele se manifestou como Pai na criação, como Filho na redenção, e como Espírito Santo dos dias de Pentecostes até os dias de hoje.
A nossa crença, a nossa confiança, a nossa esperança, a nossa fé, não podem estar divididas, porque quando nós não tínhamos este entendimento, nós orávamos trinta minutos para o Deus Pai, mas, aí o Filho se entristecia, ficava com ciúmes, e nós orávamos trinta minutos para o Deus Filho, mas aí, o Espírito Santo dizia que ia voar: “eu vou bater as minhas asas de pombinha e eu vou lá para China, se vocês não orarem por mim, e nós orávamos trinta minutos para o Espírito Santo. Como se a nossa vida estivesse dividida, e nem as nossas orações e petições podem estar divididas. Eu vejo muita gente que no final da oração diz: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Não! Só existe um Deus e um nome: Jesus.

Fonte: http://igrejacristovive.com.br/estudos-biblicos/mensagens/mensagem/?id=545

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AS MUDANÇAS NO MUNDO, O ESPÍRITO E AS IGREJAS

Deve ser do conhecimento de todos o que está acontecendo no Norte da África e no Oriente Médio. Na Tunísia, o que eles chamam de "Revolução de Jasmim" afastou o ditador. No Egito, o povo nas ruas pediram mudanças e a saída de um governo que estava trinta e quatro anos no poder. A "onda" se alastra por Argélia, Jordânia, Síria, Palestina, Sudão e Iêmen. O percentual de cristãos nessa região é ínfimo e as igrejas sofrem muito nesses países. Analistas dizem que isso é fruto da insatisfação generalizada da população jovem, que tem a cada dia mais informações, pela internet e mídia de um modo geral, de um mundo novo, melhor que o deles, cheio de liberdade e igualdade social.

SERÁ QUE ISSO NÃO ESTARÁ ACONTECENDO TAMBÉM AQUI NO BRASIL COM AS IGREJAS DITAS HISTÓRICAS, QUE PERDEM MEMBROS PARA AS IGREJAS CHAMADAS EMERGENTES?! SERÁ QUE A JUVENTUDE E A MEMBRESIA DESSAS IGREJAS NÃO ESTÃO DESCOBRINDO UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA QUE SEMELHANTE À REVOLUÇÃO DO JASMIM, BUSCAM MAIS LIBERDADE PARA SE ADORAR E UMA LITURGIA MENOS ENGESSADA? MAIS LIVRE E MAIS INTIMISTA?

Difícil admitir, mas será que não há lideranças que fazem de suas igrejas verdadeiras ditaduras e põem os membros de suas denominações debaixo de um jugo que nem eles mesmos são capazes de levar ou suportar? Por exemplo, tomei conhecimento por um amigo que teve acesso aos documentos de uma determinada denominação, que o apóstolo fundador da mesma é representado no Estatuto como presidente vitalício e que há uma cláusula específica proibindo eleições para presidente e vice-presidente, havendo possibilidades de mudanças somente a partir do quadro de secretários. O povo humilde que segue essa gente sequer sabe o que é um Estatuto!

A minha Bíblia diz que "Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade". Estou falando de liberdade de culto, de liberdade de opinião, de liberdade de acesso aos documentos da igreja, sua história, sua origem e sua condução (direção e gestão). A Igreja não tem o que esconder (ou pelo menos não deveria ter). A história da igreja primitiva está aberta e declarada em Atos dos Apóstolos. Quando alguém morria no culto por mentir ao Espírito Santo ou por cair do terceiro andar de um prédio, está lá registrado. A história de Jesus e dos doze, revelou que no quadro de obreiros havia um "diabo", um traidor, um tesoureiro ladrão e denunciou isso nos Evangelhos.

Na história do Cristianismo já houve períodos de desmando e de ditadura clerical, todos sabemos disso. Mas, e hoje? A mídia expõe uma liberdade jamais vista e as "igrejas" estão expostas como nunca. É bem verdade que há muitas heresias veladas e muita gente má intencionada nessas "igrejas", porém, há boas igrejas na mídia prometendo liberdade que não se vê em denominações históricas. Também é verdade que muitas igrejas emergentes e entre elas, as chamadas "neo", que nascidas com ares de liberdade, já trazem aspectos ditatoriais na relação de suas lideranças com a membresia. 

A Igreja não pode vestir a carapuça da religião e podar a liberdade que é tão própria da Pessoa do Espírito Santo, nem impor máscaras que escondam a liberdade. A liberdade em Cristo, que pregamos em nossos púlpitos, vencerá o medo do terror clerical e imporá um novo estilo de vida e de ser Igreja. Essas denominações sofrerão o impacto do "sopro do Espírito" pela ousadia de homens simples, como Pedro e João. As autoridades religiosas instituídas ficarão pasmas ao verem que "homens sem letras" ainda são  capazes de operar milagres nas portas dos templos onde se perpetua o poder. 

Assim como no norte africano, a internet e tv estão sendo usadas como instrumentos para derrubar governos autoritários e opressores, também o Espírito, que é livre, saberá usar as ondas do rádio e a mídia de um modo geral para por fim a "governos" não reconhecidos por Deus nas igrejas e a modos de conduzir Seu povo não estabelecidos pela Bíblia e nem condizentes com a natureza do Espírito. 

Oro e espero em Deus que haja um grande despertamento nessa direção e que os cristãos sejam livres das amarras das religiosidades ocas e vazias, das opressões em nome de Deus e do uso arbitrário de trechos das Escrituras para trazer cativos aqueles a quem Cristo libertou! Que haja um despertamento na adoração e no modo de se fazer missões! Que haja mais jovens decididos a irem ao "Campo" e que não se prendam às modalidades previamente estabelecidas como infalíveis! Que haja mais anciãos dispostos a abrirem mão do poder e enveredarem pelo novo caminho, pelas novas formas de se fazer a Obra. Que as crianças, os adolescentes e as mulheres respirem esse ar com entusiasmo e com fé intrépida para fazerem parte da revolução causada por Ele, o Consolador que veio para ficar conosco.

Ainda não sabemos o que será do continente africano, mas ouço a voz da Escritura Sagrada conclamando o Espírito a soprar sobre os jardins, as igrejas (Ct. 4) e sobre os mortos, o mundo (Ez.37).

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A OBRA MISSIONÁRIA NÃO PODE ESPERAR!

SEM TEMPO PARA ESCREVER, TENHO RECEBIDO VÍDEOS DE AMIGOS PARA POSTAR. ESSE VÍDEO UM TANTO LONGO, É EMOCIONANTE E CHOCA, DE CERTA FORMA, OS CRISTÃOS QUE AMAM AS ALMAS E TÊM COMPROMISSO COM O REINO DE DEUS. VALE APENA VER ATÉ O FINAL.

PARA ASSISTIR E OUVIR MELHOR, DÊ PAUSA NA RÁDIO DO BLOG


Maranata. Ora Vem Senhor Jesus.
Deus abençoe a todos.

DINOSSAUROS, ELO PERDIDO, HOMEM DE NEANDERTHAL, HOMO SAPIENS E A BÍBLIA.


Pedi a um amigo blogueiro que me enviasse um artigo para postar em meu blog. Vou fazer isso mais vezes a partir de agora, pois assim podemos divulgar melhor o trabalho dos colegas e criar uma interação saudável entre blogueiros e leitores. O artigo abaixo é do Ezequias, que conheci há pouco tempo aqui na blogosfera. Leiamos e tiremos nossas conclusões. Boa leitura!

CONSIDERAÇÃO SOBRE A EXISTÊNCIA DOS DINOSSAUROS

O artigo abaixo foi elaborado pelo professor de teologia Ezequias Lourenço, quando de uma publicação de um colega teólogo em sua comunidade no Orkut, professor Carlos Wagner Bonfim, diretor do instituto IBF (Ass. de Deus - Ferreira ) a qual combatia com veemência a existência dos dinossauros, usando “argumentos” bíblicos.

Penso que precisamos ser meticulosos ao analisarmos determinados assuntos (existência dos dinossauros) para não incorrermos em fanatismo hermético.

Arrazoo que ao homem religioso não cabe o ascetismo e muito menos o ceticismo, todavia, melhor é procurar os meandros para, de fato, construir uma base que não apenas se atenha ao conhecimento de fatos da história, mas que use de um senso crítico teológico(refiro-me a nós, cristãos), não deixando de confirmar a Bíblia pela ciência e até se lançar a alguma crítica de algumas traduções, e não concatenarmos fatos não isolados ou isolados e,no caso desse último, tetarmos dar a eles algum sentido sengundo a nossa linha de raciocínio, muitas das vezes teológica e cientificamente excêntrica; achismo esse que meramente possa se basear em presunções teológicas psicossomáticas. Afinal, ciência e fé nem sempre se opõem: muitas vezes se complementam.

Uma coisa é o folclore que não passa de crendices - o que aliás, significa no original bretão "conhecimento popular"- outra coisa são os fósseis que existem nos maiores museus do mundo (E.U.A. Inglaterra ...) e os que ainda são encontrados, e ainda ter provada de sua existência pelo carbono 14 (que tem uma margem de erro mínima). Ainda pior é compará-los numa mesma base argumentativa com se "tudo"- como foi citado no texto que provocou o tecimento desse contra-argumento - fosse mera fantasia científica.

Se pensarmos como céticos em termos de cristianismo e catolicismo (o que caracteriza a cristandade), poderíamos usar um argumento contundente desses, sob o ponto de vista genérico religioso, contra tudo o que alguns acreditam ser "fé" e, cá entre nós, encontraríamos muitas razões para isso: “na presença de Deus até a tristeza salta de alegria” (frase muito citada pelos pentecostais...); o Santo Graal (objeto de discussão entre os católicos em geral...) Imagens que aparecem em vidraças de janelas...questões dos usos e costumes...)etc. Raciocinemos: e não simplesmente imaginemos. Contudo, quando o fizermos, façamos com base no exercício da razão e da lógica, em se tratando de temática histórico-religiosa.

Realmente não há provas ou comprovações literalmente teológicas e/ou explícitas, e muito menos tácitas com relação a real existência de dinossauros em milênios passados. A seguinte pergunta parece ter sentido: pode-se provar ou comprovar teologicamente, sem usar de recursos tácitos hermenêuticos, que eles não existiram? Será que o simples fato de não encontrarmos literalmente tal evidência nos anais toráticos, talmúdicos ou bíblicos (esse último, amplamente ocidentalmente conhecido) seria suficiente para nos servir como base argumentativa ou contra-argumentativa para essa análise discurssiva?

Penso ser coerente e sensato aspirar conceitos equilibrados, embora sempre discutíveis - haja vista quando não se tem base teológico-contextual real e autêntica. Nesse caso fico reticente...
Tenho comigo a máxima socrática de me permitir à dúvida, reconhecendo que nunca sabemos tudo, para, assim, minimizar a minha ignorância e procurar conhecer a mim mesmo e o que me é permitido sobre o mundo em que vivemos.

Encontro também uma base textual bíblica que fala que o revelado(escrito) para nós o foi, o não escrito(revelado), todavia, não o é para nós; João escrevendo, disse que, se fosse escrito tudo o que o Senhor Jesus fez, em termos de milagres, não conteria na Bíblia(seriam necessários muito mais livros): o fato de não está escrito não significa que Ele não operou mais milagres...(?????)

Para mim tanto a fé quanto a razão podem ser, sim, manipuladas por mentes bem mais preparadas. Não fora assim, milhões de pessoas não seriam ludibriadas nas relações humanas em geral. O BIG BANG, O HOMEM DE NEANDERTHAL o HOMO SAPIENS de igual modo são teorias humanas que foram arrazoadas para que o homem possa ter um parâmetro de conhecimento sobre sua existência... isso pode cair por terra ainda nessa geração, como muitas outras teorias: Darwin,por exemplo, se arrependeu sobre o evolucionismo, dizendo: “eu me encontro em profunda dúvida, pois não posso aceitar que um homem com tal inteligência possa ser fruto de uma evolução, mas por outro lado, seria muito passividade aceitar, dada a riqueza e multiplicidade da natureza, que ele teria sido simplesmente criado - de fato não acredito nisso.

O Elo Perdido é uma farsa, um cientista foi expulso da Comunidade Científica por desmascará-lo (publicado pela revista SCIENCE). A questão para mim é não ser extremista.

Em Cristo,

Ezequias Lourenço
ezequiaslourenco.blogspot.com
Professor de teologia, Licenciado em Letras: português, inglês e literaturas. Atua como consultor linguístico e tradutor.
Criador do Projeto Semear. Palestrante e articulista de temas históricos e atuais sob perspectiva teológica e humanista.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ATOS DOS APÓSTOLOS - TEMA DA ESCOLA DOMINICAL

ENTREVISTA CONCEDIDA AO PROGRAMA MENSAGEM EFICAZ
(PARA OUVIR MELHOR, DÊ UMA PAUSA NA RÁDIO DO BLOG)

Atos dos Apóstolos - Tema do 1º Trimestre EBD 2011 from Mensagem Eficaz on Vimeo.


Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

E AÍ, CRIAÇÃO OU EVOLUÇÃO?

Hoje, quando o Criacionismo é tão debatido e desprezado nas escolas e nas academias e quando Evolucionismo é tão divulgado e aceito como "verdade inconteste" por uma ala de cientistas e pensadores dessa sociedade anticristã, quero compartilhar um slide que achei muito interessante, onde os amados leitores e amigos deste blog poderão admirar a grandeza do Criador e as riquezas encontradas em Sua Obra, a criação.



ATENÇÃO: AS ESCOLAS ESTÃO ENSINANDO PARA NOSSOS FILHOS QUE ELES VIERAM DO MACACO. DIVULGUEM PARA SEUS AMIGOS!!!

Fonte: http://wallysou.com/2011/02/07/criacao-ou-evolucao-vamos-refletir/#comments

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

TEOLOGIA PARA LEIGOS


“Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus” (1Co 2.17).
by Esdras costa bentho[1]
TEOLOGIA E TEÓLOGO
Modernamente, a Teologia é o discurso racional da revelação de Deus, dos fundamentos da fé, dos credos cristãos ou da tradição religiosa. Na acepção do vocábulo grego, o teólogo é tanto o que fala a Palavra de Deus quanto aquele a quem o Eterno fala. Confunde-se assim, com os profetas da antiguidade bíblica. Todavia, há tantas teologias que é difícil saber quando realmente Deus fala por meio de um teólogo!
CLASSIFICAÇÃO DA TEOLOGIA
A Teologia está classificada em cinco principais ramos: Exegética, Histórica, Bíblica, Sistemática e Prática. O Teólogo deve conhecer essas cinco áreas para desempenhar adequadamente suas funções docente, eclesiástica, pastoral e editorial.
A FUNÇÃO DA TEOLOGIA PARA O MUNDO
A Teologia, designada como ciência, cumpre uma função interdisciplinar em uma época de grande interesse religioso. Ela, juntamente com outras ciências como a Antropologia, a Sociologia e a Filosofia, procura responder ao homem moderno o sentido de “ser-no-mundo”, a importância e necessidade do sagrado, e os dilemas humanos nem sempre explicados adequadamente por apenas uma área do conhecimento. A Teologia enquanto ciência da religião não possui caráter dogmático, mas reflete sobre a religiosidade humana em um mundo plural e multicultural.
A FUNÇÃO DA TEOLOGIA PARA A IGREJA
A Teologia como explicação da fé e da Sagrada Escritura é um discurso acerca dos mistérios da fé e das doutrinas cristãs. A explicação da doutrina é uma narração teológica dirigida à comunidade da fé com vistas à edificação coletiva. Na igreja, a docência teológica é realizada pelo magistério local, por meio de seus obreiros, e pela cooperação de ensinadores leigos.
FALSOS ARGUMENTOS CONTRA O ESTUDO DA TEOLOGIA
Falsos argumentos têm sido usados contra o estudo da Teologia. Muito embora esses argumentos procedam de pessoas bem intencionadas e consideradas santas ou piedosas em suas igrejas não é verdade que:
1) A Teologia impede a manifestação do Espírito Santo;
2) A Teologia destrói a fé do crente;
3) A Teologia “apaga” o fervor espiritual;
4) A Teologia divide os crentes em vez de os unir;
5) A Teologia é desnecessária ao conhecimento de Deus;
6) A Teologia se opõe às Escrituras;
7) A Teologia e a experiência cristã se contradizem;
8) A Teologia “forma” pessoas que só sabem criticar.
ARGUMENTOS A FAVOR DO ESTUDO DA TEOLOGIA NA IGREJA
A Teologia é o estudo e o discurso organizado da doutrina cristã.Muito embora as doutrinas estejam contidas nas Sagradas Escrituras, elas não estão organizadas sistematicamente para o estudo e compreensão. Assim, a Teologia é necessária para:
a) Organizar sistematicamente as doutrinas das Escrituras;
b) Demonstrar a lógica, progresso e harmonia das Escrituras, sua história e ensinos.
Ao contrário do que os céticos e críticos pensam, o Cristianismo é uma religião letrada. A maioria dos cristãos leem regularmente as Escrituras e muitos já leram a Bíblia mais de uma vez. Isso sem falar nas Universidades, criadas desde a Idade Média, cujos ensinos baseavam-se na veracidade e autoridade das Escrituras. Ora, é de supor que uma religião letrada explique sua fé inteligentemente. É a Teologia que explica inteligentemente a fé e as doutrinas das Escrituras. A Teologia fortifica a fé através da razão. Isto posto, a Teologia é necessária para:
c) Os crentes explicarem os fundamentos da fé;
d) Os crentes compartilharem dos ensinos de forma lógica e metódica;
e) Os cristãos crescerem no conhecimento das Escrituras.
A Teologia é o alimento da alma do crente e um dos fundamentos da fé. A Palavra de Deus é o alimento da alma, da vida contemplativa. Assim, a Teologia fortalece a alma e a fé à medida que descortina os mistérios de Deus e das Escrituras. A Teologia procura, portanto, um equilíbrio entre emoção e razão, conhecimento e fé, vida teologal e pública. Por esta razão a Teologia é necessária à:
f) Edificação, exortação e consolação do crente;
g) Vida teologal, íntima, de comunhão com Deus através do Espírito e das Escrituras;
h) Visão ministerial.
É claro que a Teologia é importante e necessária à outras instâncias da fé e da esfera pública da religião, no entanto, para os fins a que esse texto se destina bastam as razões apresentadas.

[1] Esdras Costa Bentho é formado e Licenciado em Teologia, Pedagogo com habilitação em Educação Infantil e Fundamental, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior, Chefe do Setor de Bíblias da CPAD e autor dos livros:Hermenêutica Fácil e Descomplicada; A Família no Antigo Testamento; Davi: as vitórias e derrotas de um homem de Deus, e Igreja: Identidade e Símbolos, todos editados pela CPAD. Além de comentarista do Novo Currículo de Escola Dominical da CPAD, a qual ajudou a elaborar, o autor é professor de Hermenêutica Bíblica na FAECAD, RJ. Contado: esdrascb@yahoo.com.br

sábado, 5 de fevereiro de 2011

UMA NOVA PERSPECTIVA SOBRE O APÓSTOLO PAULO?

Amados, achei esse texto ótimo e quero compartilhar com vocês o pensamento do Reverendo Augusto Nicodemus sobre o assunto. Vale apena ler todo  texto para suas conclusões. Boa leitura! 

Por Augusto Nicodemus Lopes.

Quando a gente pensa que já viu de tudo nos círculos acadêmicos de estudos bíblicos é surpreendido com a chegada de uma abordagem potencialmente revolucionária sobre o apóstolo Paulo. Essa abordagem acaba trazendo um profundo impacto em uma das doutrinas mais preciosas para os evangélicos, especialmente aqueles que se identificam com a Reforma protestante do séc. XVI.

Estou falando da “Nova Perspectiva sobre Paulo,” um movimento que tem cerca de 20 anos de existência e que somente mais recentemente chegou ao Brasil, especialmente através dos escritos N. T. Wright, de quem falaremos mais adiante. A NPP (“Nova Perspectiva sobre Paulo”) desde cedo caiu sob fogo cerrado de estudiosos dentro do campo Reformado. Homens do calibre de John Piper, D. A. Carson, Lingon Duncan, Sinclair Ferguson, e muitos outros têm escrito livros e artigos e feito palestras manifestando preocupação com as implicações deste movimento (veja aqui um estudo meu em português).

O que é, então, a NPP? Quais as suas propostas e por que elas têm causado furor entre os estudiosos evangélicos reformados? De maneira sucinta, a NPP defende que desde a Reforma protestante nós temos lido as cartas de Paulo de maneira errada. Pensávamos que o centro da pregação dele era a justificação pela fé sem as obras da lei, quando na verdade Paulo estava polemizando contra aqueles pregadores judeus cristãos que não queriam a presença dos gentios na nascente igreja judaico-cristã. É preciso, então, abandonar a “velha” perspectiva, que teve origem em Lutero e demais Reformadores, e adotar uma nova, que faça justiça aos fatos da época do apóstolo.

Deixe-me tentar explicar melhor como tudo isto começou, se é que é possível fazê-lo num espaço curto e mais ou menos informal como este.

1) Primeiro, é necessário entender que antes de ser uma nova perspectiva sobre Paulo, esta abordagem é uma nova perspectiva sobre o Judaísmo da Palestina nos tempos de Paulo. Estudiosos como E. P. Sanders (Paul and Palestinian Judaism, 1977) conseguiram convencer a muitos que o Judaísmo do primeiro século não era uma religião legalista de busca de méritos para a salvação. Os judeus já se consideravam salvos e faziam as obras da lei para permanecer no povo de Deus. Os fariseus, apesar do seu apego às leis de Moisés, sabiam que a salvação não era pela obediência a estas leis, mas pela fidelidade de Deus à aliança feita com Abraão. Portanto, quando Paulo dizia que a salvação era pela fé sem as obras da lei ele não estava combatendo o legalismo ou a tentativa de salvação pelas obras. Ele estava simplesmente condenando a ênfase que os judeus davam a estas obras a ponto de não permitir que não-judeus convertidos ao Cristianismo fossem considerados parte do povo de Deus. 

Apesar de sua importância, há vários problemas com a obra de Sanders. Um deles é que ele usou fontes do século III e IV (Talmude, Mishna, midrashes) para reconstruir o pensamento judaico do século I, algo que chamamos de anacronismo.

2) A nova perspectiva de Sanders sobre o Judaísmo trouxe uma nova perspectiva sobre a Reforma. Para os defensores da NPP, Lutero leu Paulo à luz da sua própria experiência e assim desviou as igrejas reformadas da correta interpretação do que o apóstolo havia escrito sobre salvação, justificação e obras da lei. Já em 1963 o luterano Krister Stendhal havia escrito um artigo influente (“Paulo e a Consciência Introspectiva do Ocidente”) em que ele acusava Lutero de ter imposto a Paulo o seu próprio drama existencial quanto à salvação. Paulo nunca teve problemas de consciência antes de sua salvação, disse Stendhal, nem qualquer outro judeu daquela época. Ninguém estava perguntando “o que posso fazer para ser salvo” – essa foi a pergunta de Lutero, mas não era a pergunta de Paulo e nem dos judaizantes com quem ele discutiu em Gálatas. Além disto, as Confissões de Agostinho também influenciaram em demasia a igreja no Ocidente, levando-a à introspecção e à busca individual da salvação. Isso fez Lutero ver na polêmica de Paulo contra as “obras da lei” em Gálatas e Romanos a sua própria luta em busca de salvação dentro da igreja católica – o que foi um erro. Os defensores da NPP criticam os reformados por terem defendido durante tanto tempo que o centro da pregação de Paulo, bem como do Novo Testamento, era a doutrina da justificação pela fé, quando esta, na verdade, era a agenda de Lutero e não de Paulo.
Todavia, como tem sido observado, não foram somente os luteranos que tiveram este entendimento – o protestantismo em geral, inclusive aquele não influenciado diretamente pelas obras de Lutero e demais reformadores, sempre entendeu, lendo sua Bíblia, que ela trata essencialmente deste assunto: de que maneira o homem pode ser justificado diante de um Deus santo e justo?

3) Na seqüencia, veio uma nova perspectiva sobre as “obras da lei”. A Reforma sempre entendeu que “obras da lei” em Gálatas e Romanos, contra as quais Paulo escreve, eram aqueles atos praticados pelos judeus em obediência aos mais estritos preceitos da lei de Moisés. Eles procuravam guardar tais preceitos visando acumular méritos diante de Deus. Foi contra tais obras que Paulo asseverou aos gálatas e aos romanos que a salvação é pela fé em Jesus Cristo, somente. Mas, James G. Dunn, em especial, argumentou que as “obras da lei” a que Paulo se refere em Gálatas e Romanos eram a circuncisão, a guarda do calendário religioso e as leis dietárias de Moisés – sinais identificadores da identidade judaica no século I. Paulo era contra aquelas coisas porque elas separavam judeus dos gentios e impediam que gentios convertidos se sentassem à mesa com judeus convertidos. Em outras palavras, a polêmica de Paulo não era contra o legalismo dos judaizantes, mas contra a insistência deles em manter os gentios distantes. A questão não era soteriológica, mas eclesiástica. A Reforma havia perdido este ponto de vista por causa de Lutero e Agostinho.

Mas, cabe aqui a observação, se as obras da lei não eram esforços meritórios fica muito difícil entender não somente Gálatas e Romanos, mas inclusive passagens de Atos, como esta: “Alguns indivíduos que desceram da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podeis ser salvos” (At 15:1). No fim tenho de escolher se acredito em Atos ou no que Dunn está dizendo.

4) Tudo isto trouxe o que James Dunn chamou de uma “nova perspectiva” sobre Paulo. Esse movimento se dividiu em duas linhas gerais. (a) Os mais radicais, que acham, como H-J Schoeps, que Paulo, por ser um judeu da Dispersão, não entendeu e portanto torceu inadvertidamente a soteriologia do Judaísmo da Palestina, atacando-o por julgar que era uma religião baseada em méritos, quando, na verdade, não era. Outros, como H. Räisänen, alegaram que Paulo era judeu por fora e gentio por dentro, o que lhe causava uma ambigüidade nunca vencida, que o levava a falar mal da lei em Gálatas e bem dela em Romanos. Nesta vertente, o problema é Paulo, que passou uma visão distorcida dos judeus e fariseus do primeiro século. Esta linha dentro da “nova perspectiva” não tem muitos defensores. A que ganhou mais aceitação foi a segunda, (2) aqueles que afirmam que o problema não é Paulo, mas os reformados que o leram com os óculos de Lutero. É preciso olhar Paulo de uma nova perspectiva, que leve em conta as descobertas de Sanders (Judaísmo não era legalista), Stendhal (Paulo era um fariseu sem problemas com a lei), Dunn (obras da lei são apenas marcadores de identidade judaicos). É preciso reler Gálatas e Romanos deste novo ponto de vista e tentar descobrir qual era realmente a polêmica de Paulo com os judeus, judaizantes e fariseus de sua época. Tem que ser outra coisa, mas não este assunto de salvação pela fé sem as obras da lei.

A pergunta que não quer calar é como a Igreja toda, mesmo contando com exegetas e teólogos do maior calibre, conseguiu se enganar por tanto tempo, do sécuilo XVI até hoje, em um assunto tão básico?

5) E por fim, tudo isto trouxe uma nova perspectiva sobre a justificação proposta pelos defensores da NPP. Os reformados sempre afirmaram, com base em Gálatas, Romanos e demais livros do Novo Testamento, que a mensagem central das cartas de Paulo é que os pecadores podem ser justificados de seus pecados mediante a fé em Jesus Cristo, sem obras pessoais e meritórias. E que esta justificação consiste em Deus nos imputar – isto é, atribuir – a própria justiça de Cristo. Lutero dizia que somos justificados com uma justiça alheia, a de Cristo, e não com uma justiça nossa, que procede de nossa obediência à lei de Deus (obras da lei). Lutero e demais reformadores entenderam que esse era exatamente o ponto de discussão entre Paulo e os judaizantes, que à sua época queriam exigir que os crentes não judeus guardassem a lei de Moisés para poderem ser salvos.

É aqui que entra em cena Nicholas Thomas Wright, bispo anglicano de Durham, Inglaterra, provavelmente hoje o estudioso mais conhecido e destacado que defende a “nova perspectiva” sobre Paulo. Ele ganhou a simpatia de muitos evangélicos por suas posições firmes contra o aborto e a eutanásia e as uniões civis de homossexuais dentro da Igreja Anglicana. 

O ponto mais controverso da posição de Wright sobre Paulo é sua tentativa de redefinir a doutrina da justificação pela fé. Wright abraça a “nova perspectiva”, seguindo Stendahl, Sanders e Dunn. A principal obra de Wright, que o marcou como um defensor da “nova perspectiva” é What St. Paul Really Said (1997). Segundo ele, para Paulo a justificação não significa que Deus transfere a sua própria justiça ao pecador, como ensina a doutrina da imputação; Deus, à semelhança do que se faz num tribunal, considera vindicado o pecador, sem, todavia, imputar-lhe a sua própria justiça. Segundo Wright, é esse o caso nos tribunais gregos – nenhum juiz imputa ao acusado a sua própria justiça pessoal, simplesmente o absolve. A conclusão é que Paulo nunca ensinou a doutrina da imputação da justiça. Não é isso o que Paulo entende por justificação, justificar e justificado. Deus absolve o pecador por causa de sua fidelidade ao pacto, à aliança. É isso que significa a sua justiça.

Tem coisa boa na NPP? Tem, sim. O movimento nos desperta para estudarmos o contexto de Paulo mais profundamente. Os estudos de Sanders nos trouxeram muitas informações sobre o pensamento rabínico dos séculos III e IV quanto à salvação. As observações de Stendhal nos ajudam a ter uma visão mais correta sobre a relação pessoal de Paulo para com a lei – ele realmente não era um fariseu em crise existencial antes de se converter. E Dunn chama nossa atenção para o aspecto missiológico e social da polêmica de Paulo contra as obras da lei. Todavia, estes aspectos positivos não anulam as sérias implicações do movimento, especialmente quanto à doutrina da justificação.

Isso pode soar como mais uma daquelas questiúnculas irrelevantes que ocupam os teólogos a maior parte do tempo. Todavia, não é. O que a NPP coloca em jogo são duas das mais importantes doutrinas da fé cristã, que são a morte substitutiva de Cristo e a imputação da sua justiça aos que crêem. Mesmo que Wright fale que os crentes terão seus pecados perdoados, fica a pergunta: com base em que, se a morte de Cristo não é substitutiva e nem seus méritos são transferíveis?

Prefiro a velha perspectiva. Nem sempre o vinho novo é o melhor.

Fonte: Temporas e Mores.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.