segunda-feira, 27 de junho de 2011

A DEFESA DO PASTOR RICARDO GONDIM SOBRE A VINDA DE JESUS

Ricardo Gondim Rodrigues, pastor da Igreja Assembleia de Deus Betesda
Pessoas sinceras e honestas com seus pontos de vista, os mais variados, frequentam meu blog. Respeito a todos e tenho procurado ser o mais coerente possível com a Bíblia Sagrada e com a Teologia que aprendi, que pode não ser perfeita, nem única, mas a meu ver interpreta melhor o texto sagrado e por isso a defendo. Tenho trocado mensagens com uma pessoa bem próxima ao Ricardo (não cito seu nome porque não tenho autorização) e tenho deixado claro que não carrego nenhum sentimento contra ele, ao contrário tenho elogiado sua inteligência, eloquência, integridade  e ousadia. Respeito o homem Ricardo e entendo que o mesmo não tem "rabo preso" com ninguém ou nenhuma instituição e talvez por isso sua independência o faz bradar com tanta intrepidez seus argumentos teológico-filosóficos. Foi me dito que o vídeo postado anteriormente sobre a Vinda de Jesus, tratava-se de uma reunião privada para tecer comentários acerca da visão do teólogo Junger Moltmann e que não representava o pensamento do pastor da Betesda, que teria sido produzido sem o conhecimento e consentimento do Ricardo e de sua igreja. Vídeo esse feito por alguém que, insatisfeito, tinha a intenção de prejudicar seu líder-pastor. Assistindo o vídeo tive a impressão que meu conterrâneo estava sim defendendo a Vinda de Cristo como utopia, por isso postei. Todavia, como cristão, homem e pastor que sou, pela graça de Deus, não comungo com esse tipo de atitude sorrateira e antiética contra um líder e não permito furtar-me ao meu dever de postar a defesa do Pastor Ricardo Gondim em seu site. O texto abaixo está reproduzido na íntegra e a fonte consta abaixo. Boa leitura!

Por Ricardo Gondim

Sobram textos bíblicos sobre o retorno de Cristo. Nos evangelhos, nas diversas epístolas e na longa tradição da igreja, cristãos sempre guardaram o grito esperançoso do Maranata – “venha logo, Senhor”. 
Escatologia, o estudo do fim, maneja as diferentes passagens do texto sagrado em busca de entender como os eventos se encadearão antes do zênite da história. Cristo voltará, isto sempre foi certo nas diversas comunidades de fé. Porém, nunca houve consenso nos muitos séculos e nas muitas tendências do pensamento cristão sobre quando?; como?; em que circunstâncias? 
Um dos teólogos mais ousados no trato da escatologia no século XX foi Jürgen Moltmann. Quando escreveu “Teologia da Esperança”, Moltmann causou espécie. Sua obra encantou. E como todo pensador de vanguarda, importunou. Seu livro foi primeiro publicado em 1964. Alguns o consideraram a concretização de temas que “estavam em suspenso”. Havia alguma intuição sobre o assunto, mas, escatologia era considerada uma seção bem precária da teologia. Lidar com a linguagem profética nunca pareceu fácil. 
Alguns chegaram a afirmar que Moltmann cumpriu um kairós, já que seu texto convidava a  refletir sobre um tema que não podia permanecer como um simplismo. Ele afirmava que era inevitável encarar de frente uma área da teologia, complicada e controversa.
Moltmann estava sintonizado com um tempo, que amadurecera. Na Igreja Católica Romana, o Concílio do Vaticano II propunha a atualização de missão, liturgia e teologia. Nos Estados Unidos, o movimento pelos direitos civis ganhava força com Martin Luther King Jr., que popularizava o “Evangelho Social”. King mobilizava multidões desde a defesa dos direitos civis dos negros, à guerra do Vietnam e à mobilização trabalhista. Em Cuba, jovens guerrilheiros tomavam o poder de Batista, fantoche do crime organizado estadunidense. Na América Latina, o despertar da esperança se transformava em hino dos pobres. O ambiente já vinha fertilizando pensadores. Tornava-se importante a elaboração de teologias que lidassem com o juízo de Deus sobre a injustiça e sobre a esperança (Rubem Alves, um dos precursores da Teologia da Libertação, escrevia o livro “Da Esperança”)
Reli Moltmann depois de vinte anos. Ao virar as páginas, perguntava-me: “onde estive todos esses anos que não apreendi os conceitos deste privilegiado pensador?”. Moltmann repensava o signficado de “escatologia” – a doutrina das últimas coisas – não para esvaziá-la de sentido, mas para mobilizar a igreja em práxis. 
Moltmann sustenta que escatologia precisa exceder o senso comum, deixar de ser uma mera compreensão de como se darão as últimas coisas, para englobar o estudo do mundo, história e humanidade. Estudar os eventos seria, para ele, mais importante que alfinetar uma data para o fim dos tempos. Entender os fios que ligam os acontecimentos históricos é dar sentido à volta de Cristo em glória, o juízo universal e consumação do reino, à ressurreição universal dos mortos e necessidade de uma nova criação. 
“Esses acontecimentos finais irromperiam de fora da história para dentro dela e poriam fim à história universal, na qual tudo se move e se agita”. (o grifo é meu)
Moltmann considera, então, que, a razão pela qual a teologia dava a esses acontecimentos pouca importância é porque elas jaziam no limiar do “último dia”.  Por isso, a escatologia perdeu força como animadora de ações transformadoras; era uma crença passiva. Projetada como expectativa para os “tempos vividos antes do fim”, escatologia se condenava a ser apenas uma aspiração piedosa. Isso explicaria, segundo ele, porque “as doutrinas do fim vegetavam esterilmente nas últimas páginas da dogmática cristã. Eram como um apêndice meio solto, que definhavam em sua insignificância apócrifa”.
Daí, a ousadia de Moltmann. Ele teve coragem de resignificar a escatologia, trazendo-a para o presente; afirmou que “a escatologia é idêntica à doutrina da esperança cristã, que abrange tudo aquilo que se espera como o ato de esperar, suscitado por esse objeto”. A escatologia não adia, sine die, o apogeu da história, mas o trás para o presente, porque, “o cristianismo é total e visceralmente escatologia, e não só como apêndice; ele é perspectiva, e tendência para frente, e, por isso mesmo, renovação”. Escatologia é convite a sinalizar, aqui e agora, o que esperamos como irrupção do novo, que virá na parousia.
“O escatológico não é algo que se adiciona ao cristianismo, mas é simplesmente o meio em que se move a fé cristã, aquilo que dá o tom a tudo há nele, as cores da aurora de um novo dia esperado que tingem tudo o que existe”.
Para Moltmann, portanto, a doutrina da “escato-logia” deve ser substituída por uma teologia da esperança: “Mas como falar de um futuro que ainda não existe e de acontecimentos vindouros aos quais ninguém ainda assistiu? Não se trataria aí de sonhos, especulações, desejos e temores, todos necessariamente vagos e indefinidos, já que ninguém pode verificá-los?”.
Faz sentido, se doutrina deve ser compreendida “como uma coleção de afirmações doutrinárias que se conhecem a partir de experiências que podem ser repetidas e feitas por todos; o termo logos se refere a uma realidade que está aí, que existe sempre e que pode ser conhecida como verdade na palavra que lhe corresponde”.
Concordo com Moltmann, pois também acredito que “não é possível haver logos do futuro, a não ser que o futuro seja a continuação ou retorno periódico e regular do presente. Mas se o futuro traz algo de surpreendente e novo, sobre ele nada podemos afirmar, nem conhecer sobre ele qualquer coisa que tenha sentido, pois a verdade ‘lógica’ (verdade com logos) não pode existir no que acontece no futuro como novo, mas tão somente naquilo que é permanente e retorna regularmente”.
Moltmann desmonta a arrogância do teólogo que se imagina capaz de fixar a verdade, pois os conceitos teológicos não podem se tornar dogmas. Nada mais inútil que fixar uma data, que pretende estancar a realidade naquilo que ela é. No cristianismo, as análises são provisórias. Tudo depende do desenrolar das perspectivas e suas possibilidades futuras. Conceitos teológicos não devem engessar a realidade, mas ampliá-la pela esperança e assim antecipar seu futuro. "Não devem arrastar-se atrás da realidade, nem olhar para ela com os olhos da coruja de Minerva, mas iluminar a realidade, mostrando-lhe seu futuro”.
Em qualquer teologia que mexa com esperança, Deus não está em alguma parte no além, alheio e indiferente ao desenrolar da vida. Se afirmamos que ele vem é porque sempre esteve presente. Dizer que Cristo voltará implica em aceitar que estamos desde já comprometidos com a promessa de um novo mundo de vida plena. Justiça e verdade se irmanarão como a glorificação final das ações vivenciadas por todos os que "buscaram em primeiro lugar o reino de Deus". 
Essa promessa não apazigua; ela não é ópio, mas põe o mundo em questão. O retorno de Cristo não gera desprezo pelo mundo. Apenas avisa que a realidade que é colocada como inexaurível poderia ser diferente. 
Pelo fato de o mundo e a existência serem assim questionados, eles se tornam “históricos”, pois são expostos na berlinda e colocados no espelho do futuro prometido. Quando o novo aparece como possibilidade, o velho se manifesta anacrônico.
Quando algo de novo é prometido, vê-se que o antigo se tornou passageiro, e superável. Quando se espera e antecipa o que parece impossível, nasce a liberdade de abandonar o roto. Assim a escatologia cristã faz com que a “história” desabroche a partir da visão de seu término. A concretude do que acontece passa a ser percebida na promessa iluminadora do que, no momento, soa apenas como utopia.
Só assim a escatologia não fica soterrada na areia movediça da história. Ter uma maquete do fim, ao contrário, escancara a história para a vida; viva por meio da crítica e da esperança. A história cruel e desumana é julgada pela luz que brilha desde a transcendência, desde o fim.
A impressão da transitoriedade universal, fica patente quando se faz projeção idealizada do novo mundo. Quem tem olhar prospectivo, percebe em retrospectiva. 
Moltamann afirma que a história não tem força para engolir a escatologia (Albert Schweitzer), nem a escatologia engole a história (Rudolf Bultmann). O logos doeschaton é a promessa daquilo que ainda não existe. A promissio, que anuncia o eschaton e na qual o eschaton se anuncia, é o motor, a motivação, a mola propulsora e o tormento da história. 
Eu creio que Cristo voltará. Mas esta afirmação não gera comodismo em minha alma. Complacência não pode se confundir com esperança. Nietzsche se revoltou contra a esperança que rouba a gesta transformadora. Esperança postergada, e que se acovarda no enfrentamento da vida, não passa de apanágio ideológico para favorecer o opressor.  
Afirmar que Cristo virá de fora (transcendência) significa dizer que a ação humana (imanência) não consertará a história. O Deus que encarnou retornará, de fora da história, trazendo juízo, cura e esperança. Naquele dia, o horizonte utópico se desfará e entenderemos o porquê de toda a mobilização que nos incentivou a trabalhar pelo Reino. 
Profecia é incentivo, nunca entorpecimento. A esperança cristã desdenha do capitalismo, que não tem a última palavra sobre o paraíso; critica o marxismo, incapaz do progresso que desemboca em equidade plena; afasta-se da religião, que tenta se confundir com a Cidade Celestial. Por enquanto, Paraíso é maquete. Até aquele dia, a nova Jerusalém nos desaloja da zona de conforto. O ainda não revela que o mundo do jeito que está permanece um acinte ao propósito divino. Mas chegará o dia, grande e glorioso, quando céu e terra se tornarão uma só realidade. Na revelação plena do Cordeiro, saberemos que não lutamos em vão, e celebraremos.
Maranata, venha logo, Jesus!

36 comentários:

Pr. Luiz Fernando disse...

Prezado colega Pr. Guedes,
ainda aguardo uma declaração de fé ligada ao nexo histórica da teologia por parte do Gondim. Ele somente explicou o que entendeu de Moltmann.
Vamos ver no que dá. Para mim o vídeo foi claro e incisivo.
Um forte abraço
do seu conservo
Pr. Luiz Fernando

Anderson Rogerio Andujar disse...

Parabéns Pr Guedes pela lisura em tratar desse assunto.
A paz...

AD - Madureira - Passos / MG. disse...

Amado amigo e pastor;
Deveras entender as argumentativas do nosso amigo Gondim, é um exercício aborrecido. O mesmo depois de tantos anos, descobrir o que as seitas " dizem sobre "escatologia", deveria mudar o nome da "Igreja Betesda"pra "Salão do Reino".

Pastor Guedes disse...

Prezado colega Pr. Luiz Fernando,

A Paz do Senhor!

Também achei que ele poderia ter ido direto ao assunto. Há uma frase curta que me deixou esperançoso de suas convicções quando começa seu antepenúltimo parágrafo dizendo: "Eu creio que Cristo voltará". No mais é mesmo um discorrer sobre a Teologia da Esperança.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Pastor Guedes disse...

Caro Anderson,

A Paz do Senhor!

Agradeço por suas palavras.

Minha esperança (e a sua) é que ele esteja sendo realmente interpretado erroneamente. Não é o que parece, mas ele tem o direito de se defender, principalmente quando o liderado que fez tal coisa usou o vídeo como vingança depois de sua saída das fileiras da Betesda.

Assim como usei esse espaço para criticá-lo, entendo que devo abrir essa página para publicar sua defesa.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Pastor Guedes disse...

Caro Rev. Valdir,

A Paz do Senhor!

Seu comentário aqui é sempre bem vindo!

Agradeço por sua participação.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Anselmo Melo disse...

Exaustivo,cansativo e enfadonho. Pareceu-me um "cão correndo após seu próprio rabo".
Se creio digo que creio, se não creio digo que não creio,e,"sambarilove", diria o humorista.
Muitas voltas e nada de claro e objetivo sobre o tema proposto. Sinceramente, a mim não explicou nada.
Muita falácia e nada...
Realmente e no que diz respeito a mim gostaria de concordar com a Angela,voraz defensora da teologia segundo Gondim: Sou burro demais para compreender sua argumentação.
Francamente...

Pastor Guedes disse...

Caro Pr. Anselmo,

A Paz do Senhor!

Ao que parece o mestre Gondim desaprendeu a falar sobre sua fé e convicções de forma simples e sem recorrer a argumentos teológicos como o de Moltmman.

Quanto à Irmã Ângela, ainda não creio que ela quis dizer aquilo rsrsrs Parece que você ficou pertubado rsrsrs

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Anônimo disse...

Anselmo / Pastor |Guedes
Não sou defensora. Porém consigo entender o desejo do Gondim em ver uma igreja muito mais envolvida com o reino de Deus na terra, não como muitas e muitos que de forma figurada, querem subir ao cume da montanha e esperar a volta de Cristo, sem olhar para os que estão lá embaixo nas cidades. É tão dificil ver isso?.......



Sei que muitos irão dizer: Sim, por isso fazemos isso ou aquilo em benefício ao próximo. Porém a grande maioria o faz por medo de perder o céu, e não por amor a causa do reino.

Lhe pergunto: Se você descobrisse que o céu não existirá ( HIPÓTESE INFUNDADA E NÃO VERDADEIRA - deixar claro para não ser distorcido), continuaríamos sendo as mesmas pessoas ? faríamos as mesmas coisas ? continuaríamos dizimistas? Faríamos boas obras ? Continuaríamos amar a Cristo e a igreja ? ( Não precisa responder para mim, mas responda no seu coração ) Óbvio que nossas igrejas diminuirão, muitas até deixarão de existir. Pois fazemos tais ações por interesse e não por amor verdadeiro. Assim sendo, a fonte geradora de boas ações são as palavras de vida que Cristo ofereçe, e não os ¨tijolinhos no céu¨.

Claro que tal pregação agride muitos, talvez até você, pois retira o argumento mais forte da instituição religiosa em manipular as pessoas, ou seja, faça, dê, entregue e ganhe o céu.....Isso não é amor, é barganha.

Por isso reafirmo: Difícil de ser compreendido, não por falta de capacidade, mas por falta de vontade em entender ou simplesmente pelos paradigmas criados, ou sei lá o que......

Prezado Ancelmo, Não fique bravo ou irritado, nossa dicussão está no campo das idéias. Talvez tiraremos boas conclusões. tENTE OLHAR COM OUTROS OLHOS.

ANGELA

Anselmo Melo disse...

Angela.Quem quer discutir idéias não chega chamando os outros de ignorantes.
E a propósito, o Gondim não descobriu a pólvora.

Pastor Guedes disse...

Cara Irmã Ângela,

A Paz do Senhor!

Não tenho nada contra a irmã já que nosso debate se dá no campo das ideias. Fique em paz quanto a isso.

Entendo seu ponto de vita e sei que muitas igrejas nada fazem para tornar o Reino uma realidade presente, mas empenham-se somente pelo Reino Escatológico e por isso cruzam os braços dizendo: "Maranata!" Isso é verdade!

Quanto ao Reino e nossas ações em favor do céu somente, houve um tempo em que eu fazia todas as coisas pensando só nos tesouros do Céu, mas no decorrer de minha trajetória descobri que melhor que trabalhar pelo Céu, seria trabalhar para Jesus. Hoje vivo e prego não pelo Paraíso em si, mas porque o Cordeiro é Digno e porque o Céu já está garantido.

Outra coisa: o que motiva a Igreja são mesmo as palavras de Jesus. Não apenas as expressões escatológicas, mas também aquelas que falam de bondade para com o ser humano e ética. Não vejo a Vinda de Jesus como um horizonte utópico, mas como uma realidade prestes a acontecer. Se não aconteceu ainda como posso chamar de realidade, diria o Ricardo, mas a fé tem um aspecto prospectivo que move-nos para frente, não como um horizonte utópico ou uma linha imaginária, mas como vendo o Invisível, o Real.

Afirmar que "Pois fazemos tais ações por interesse e não por amor verdadeiro" não seria desdenhar do poder que Deus tem de atrair pessoas com o Seu Amor. Então fazemos todas as coisas pelo Céu e não por Deus, por causa das recompensas e não por Cristo? Então o Espírito Santo não teria derramado amor em nossos corações? Acredito que hajam muitas pessoas fora do movimento do Gondim que fazem mais boas obras e que estão mais consciente dessa realidade presente do que o próprio pastor da Betesda. Esse é o grande problema: achar que somente ele e seus seguidores têm a visão e estão fazendo a coisa certa. Penso que há inúmeros de anônimos em todas as igrejas que têm essa consciência, mas concordo com você que são poucos e essa mensagem tem um grande valor para a Igreja de nossos dias. Todavia, somos motivados por amor quando movidos pelas palavras de Jesus (não apenas escatológicas) e pelo Espírito Santo e não por uma "utopia".

Outra coisa, concordo com a Irmã quando fala sobre o poder que a religião tem de manipular pessoas e barganhar, mas não se iluda porque mesmo o amoroso Gondim manipula seu público ouvinte e leitor através de sua eloquência e inteligência. Contudo, quero que saiba que sou contra toda e qualquer manipulação descarada em nome de Deus.

Forte Abraço.

Deus abençoe sua casa!

Diacono Sergio Christino disse...

Como saber o tempo certo de Deus?
Para entendermos o tempo certo de Deus,
precisamos sentir a sua paz nas
decisões que iremos tomar
Aquela paz retratada em:
Filipenses 4.7, que excede
todo nosso entendimento.
Esperar no tempo certo de Deus
também significa renúncia e santificação.
Quando nos entregamos totalmente ao Senhor,
Ele passa a ser o dono exclusivo do nosso tempo.
No Silêncio Deus trabalha,
no Silêncio Deus molda nosso caráter.
Espere pacientemente no SENHOR
Que a Glória de Deus Repouse sobre ti...

Missionário Sergio Christino

blogue Faith Girlz! disse...

Caro Pr Guedes.

Mesmo com todo o seu esforço de dá oportunidade ao pr Ricardo ele continua pensando como os "coroneis" que dominava o Brasil quando falava do povo demostrava grande desprezo como se tivesse falando ao um bando de ignorantes que poderia falar qualquer coisa que os enganava.
Não sei se o Sr tem acesso pr Ricardo, se tiver informe que não foi só ele leu o referido livro.
Portanto peça que ele fale diretamente como homem sem nada a esconder.
Um abraço
Pr Ademir Matos Silva

Pastor Guedes disse...

Caro Pr. Ademir,

A Paz!

Agradeço por seu comentário e visita!

Infelizmente não tenho acesso ao Ricardo Gondim.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

vagner ribeiro disse...

Pastor guedes parabéns em ouvir os dois lados, mas concordo com o Pr. Anselmo" muitas voltas e nada de claro e objetivo". Não esqueçam que o gondim falou que o homossexualismo NÃO É PROMISCUIDADE. Gostaria que a Sra. Angela explicasse essa posição do Gondim

disse...

Acho que ele quer da um jeitinho na Kreka que disse rsss. Mas vamos levar em conta né gente?? vou copiar a noticia dele ok. Bjsss

Isac Sena Alves disse...

Caro Pr. Guedes,

A paz do Senhor!
É interessante comparar esse texto com vídeo da tal palestra. No vídeo Gondim fala para pastores e teólogos, já o texto ele escreve para o publico em geral (inclusive leigos). Na palestra aos pastores do Ceará ele é bem claro ao ponto de não deixar duvidas quanto a sua opinião sobre a volta de Cristo (“Cristo volta, mas volta fora da história, portanto é uma utopia. Utopia que se cumpre não é utopia,”; “Eu creio na volta de Cristo, mas não creio como ‘vem Jesus, oh Vem Jesus!’”); já em seu blog, no texto que escreveu, não é conferido o mesmo grau de clareza e objetividade. Ele passa quase todos os parágrafos, com exceção do último, em cima do muro, e por vezes quase caindo pro outro lado, citando a opinião de A e de B menos a sua própria. Ele afirmar sua crença na volta de Cristo nas ultimas linhas de forma breve, como quem não agüentou a pressão e pediu pinico. Outra visível contradição é quando ele escreve “Maranata, venha logo, Jesus!”, porém no vídeo ele diz “Eu creio na volta de Cristo, mas não creio como ‘vem Jesus, oh Vem Jesus! ’”. É obvio que o Gondim arregou! Ele achava que o que foi dito, na palestra a portas fechadas, ficaria restrito a quatro paredes, jamais cogitando que um dia isso vazaria no you tube. Uma vez ele escreveu que, assim como Galiléu, ele era obrigado e recuar em suas convicções por causa da pressão dos religiosos. Eu não diria que ele recuou por causa dos “religiosos” – palavra pejorativa – mas por causa de crentes sinceros que se sentiram angustiados ao ouvirem tão grosseira heresia.

Pastor Guedes disse...

Caro Vagner,

A Paz do Senhor!

Agradeço por suas palavras.

Na verdade ele disse que "nem toda relação homossexual é promíscua", ou seja, tem relação onde o homossexual é fiel ao seu parceiro e relaciona-se somente com ele (como marido e mulher). Penso que a Igreja (e um pastor) não deve aceita e nem defender esse ponto de vista, ainda que civil e legalmente seja aceito, contudo não o é do ponto de vista bíblico-cristão.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Pastor Guedes disse...

Olá Rô,

A Paz!

De fato, esse texto está mais razoável e é mais esclarecedor que o vídeo. Entendi sua defesa como um ponto positivo. Inclusive porque afirma que crê na volta de Cristo e termina com um sonoro "Maranata, vem logo Jesus!".

Vamos aguardar novos pronunciamentos.

Obrigado por sua participação amiga.

Deus abençoe a sua casa.

Pastor Guedes disse...

Caro Isac Sena,

A Paz do Senhor!

Tenho muita admiração pelo Amado e foi por sua indicação que publiquei o vídeo. Creio que o Irmão não sabia da origem do mesmo. O autor da filmagem era um obreiro que estava insatisfeito com a liderança do Ricardo e montou todo um esquema para envergonhar seu líder depois que saísse da Betesda. Não concordo com sua (dele, obreiro) estratégia ímpia e não compartilho com esse desserviço à ética ministerial e creio que o senhor também não.

Concordo quando diz que ele (Gondim) recuou. É verdade que o que ele falou no vídeo sobre a Vinda ou não de Jesus está claro e agora usou de outros termos para amenizar. Por outro lado, acho que foi bom ele escrever sobre isso e esclarecer. Não foi aquele ESCLARECIMENTO, mas a meu ver ameniza um pouco a visão supra-herética que ele vinha passando. Não concordo com "horizonte utópico" como definição para o Dia de Cristo e nem o uso da expressão "força motivadora", pois ouvi uma vez do próprio que o que nos faz trabalhar no Reino e sermos operantes é "PORQUE O CORDEIRO É DIGNO".

Agradeço por sua contribuição desde os primeiros dias em que esse material foi veiculado aqui em meu blog e peço a bênção de Deus sobre sua vida.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Isac Sena Alves disse...

Caro Pr. Guedes,

A paz do Senhor!
Quanto ao modo como esse vídeo foi publicado na internet, o que eu sabia, no momento em que lhe indiquei o tal vídeo, era que o Pr. Edny Melo o havia indicado, por meio de seu blog, para corroborar suas acusações de heresia à sua antiga instituição. Se outro obreiro lançou o vídeo na rede com intenções rasteiras, de fato não concordo com tal baixeza. Porem, acho muito preocupante que Ricardo Gondim, com a grande influencia que tem, venha tomando posições cada vez mais heterodoxas. Acho também, salutar para os crentes que eles vejam a diferente forma como se apresenta a fé de Ricardo Gondim dentro e fora do armário (termo que ele mesmo cunhou). Se um irmão, por mais ingênuo que seja, ver a crença de um herege desmascarada de todos os seus sofismas, esse irmão estará vacinado contra a influencia do tal herege mesmo que ele se apresente com a mais fofa pele de cordeiro.
No tocante ao texto em que ele vota atrás a minha opinião sobre o tal não é nada otimista. Digo isto por desconfiar que o recuo feito não foi um mero recuo e sim um recuo estratégico. Ter voltado atrás para acalmar os ânimos não implica na desistência de mais na frente tentar propalar os mesmos ou outros embustes doutrinários. A minha desconfiança não é maldosa, pois se baseia no fato de inúmeras vezes este senhor se envolver em escândalos de heresia. Só este ano quantas vezes o nome dele esteve estampado em manchetes escandalosas de sites de noticias gospel? Como ele mesmo disse, se comparando a Galileu, seus recuos se devem a pressão dos religiosos e não a um arrependimento genuíno. Infelizmente não tenho coragem de dar um voto de confiança a esse homem.
P.s.: a teologia de Moltmann foi apelidada de teologia da cenoura. Veja a imagem no link: http://2.bp.blogspot.com/_TFNoL1ehM9Y/TAbDgjTLGlI/AAAAAAAABm8/JdP2vC4sXyM/s1600/burro+atr%C3%A1s+da+cenoura.jpg

Anônimo disse...

Caro Pastor Guedes, por favor permita-me responder ao Sr. Vagner Ribeiro que me questionou sobre a posição do Pastor Gondim em suas declaraçôes na entrevista a Carta Capital sobre o assunto Homossexualismo.

Não sou advogada do Pastor Gondim, e não acho que eu deva dar satisfação sobre todas as opiniões dele.
Escrevi aqui, um blog aberto a todos, portanto expus as minhas quanto ao assunto do video.

Por favor dê continuidade a sua vida sem a minha opinião.

O dever de todos que se dizem cristãos é amar até os inimigos.

Até...
Angela

Anônimo disse...

Calma Dna Angela,
Apenas perguntaram sua opinião.

Posso tentar responder um pouco a pergunta sobre o homosexualismo defendida por Gondim.

Todos perante a lei devem ter seus direitos garantidos e não serem expostos. Pessoas que vivem juntas, erguem até patrimonios juntas. Quando um deles morre, a familia, que as vezes rejeitou este cidadão, fica com a herança. E o outro ?

Diante da religião é algo condenado( e concordo ), mas isso não deve ser regra para a lei. Principalmente não é a lei que vai aumentar ou diminuir o número de homos ou heteros.

Talvez isso não responda a pergunta do Vagner para a Angela, mas ajudará um pouco mais nossa reflexão a respeito


Robson
Sorocaba

Anônimo disse...

Recomendo ao amigo blogger AD - Madureira - Passos / MG. aprofundar os seus conhecimentos sobre as crenças das "Testemunhas de Jeová" antes de despejar a besteira dizendo que o Gondim "deveria mudar o nome da 'Igreja Betesda'pra 'Salão do Reino'.

Gondim, como quiz Jesus, fala do Reino Aqui/agora enquanto as Testemunhas retratam-no Lá/então.
Diferençona não?!

Paulo
posis@uol.com.br

Pastor Guedes disse...

Caro Paulo,

A Paz do Senhor!

Conheço o Rev. Valdir do Espírito Santo que nesse comentário se identificou como Madureira Passos-MG (campo, cidade, onde é pastor pelo ministério de Madureira) desde a minha juventude.

Embora o conheça também achei estranho seu raciocínio e não quis comentar. Não sei se ele voltará aqui para comentar, mas, seja como for, concordo que há uma grande diferença entre o que o Ricardo quis dizer e o que o meu amigo entendeu.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

SANDRO LUIS DO ESPIRITO SANTO disse...

A paz do Senhor, pastor Guedes.


Como é triste se deparar com irmãos que começam a ter alucinações, divagar nos pensamentos...


leia :

sandrocristao.blogspot.com

Missionária Bella Dourado disse...

Pastor Guedes quero dizer-lhe que " Seu texto" passou-me credibilidade e sinceridade.

Que tenha um abençoado final de semana.

Paz.

Pastor Guedes disse...

Cara Missionária Bella Dourado,

A Paz do Senhor!

A senhora acompanha meu blog já há algum tempo e seu testemunho é para mim um incentivo a continuar escrevendo, com ética, os dois lados da Verdade.

Que o Senhor Deus continue abençoando sua vida e sua família, dando ainda mais sensibilidade à sua alma.

Abraço no esposo.

jubis disse...

Interessante! a teologia nunca pode ser fechada, a reforma protestante diz reforma sempre reformanda, isto é, sempre reformando. Não pode haver somente um discurso dominante. O que os amigos todos que postam (quase todos) no blog, querem mesmo 'ver sangue. Convivo com o Gondim há 38 anos, e a cada ano me empolga mais a maneira lúcida e verdadeira com que ele estuda e passa o que entende do Reino de Deus aqui e lá. Ele desmonta o calvinismo, desmonta as manipulações, falar bem e inteligente como disse alguém aqui neste blog não é manipular. Manipular é não querer que os cristãos estudem, questionem, pensem em outros discursos. Ooutra coisa, a palavra utopia tem vários sentidos, mas as pessoas se referem ao senso mais comum. Não querem ouvir ou ler, já tem suas ideias predeterminadas. Pensar diferente não é ser herege. Quem disse que há só uma linha de pensamento sobre o Evangelho?
Uma coisinha esclarecedora, Teísmo aberto passa longe do que o Gondim pensa ou prega. Venham aos nossos cultos, e vcs verão. Ou acessem www.betesda.com.br e vejam nossos cultos, pregações e estudos bíblicos. Abram as mentes e os corações e que o Deus de paz e amor reine em seus corações.

Ministerio Boanerges disse...

Caro Pr. Guedes, meu nome é Ricardo do Nascimento, e só hoje vi todo esse reboliço formado por este vídeo que foi publicado. Vi sua preocupação como apolojeta e homem de Deus. Mas também lendo todos os comentários daqueles que seguem seu blog, vi a falta de misericórdia por que não dizer da maioria. Antes de qualquer coisa temos que nos lembrar que somos CRISTÃOS (pequenos Cristos), representantes de Deus aqui na terra e temos que agir como tal. acho que fica a pergunta: como Jesus agiria nesta situação?. Nós fomos levantados para levantar e não para pisar em quem esta caído, é bem verdade que o caso não é ma queda, mas temos a responsabilidade de orar por tal situação, antes mesmo de expor nossa opinião para que não sejamos injustos e néscios com nossos comentários. Faço teologia e vejo as variedades de pensamentos. Vejo Wayne Gruden com sua teologia "centrada" e vemos também Langston dissecando a Bíblia de uma forma que da ate medo, mas nem por isso Langston com sua teologia de arrepiar deixa de ser estudada. Temos que aprender a respeitar a opinião das pessoas. respeitar a opinião dos outros não que dizer que eu tenho a mesma opinião. Agora agir sem misericórdia, isso sim quer dizer muita coisa e uma delas é que não tenho a mesma opinião e visão de Cristo.
Quero louvar sua atitude de publicar a defesa do Ricardo Gondin, quero também dizer que não concordo com algumas coisas pregadas pelo gondin, mas o respeito pelo grande pensador que é.
Ricardo Nascimento.

Pastor Guedes disse...

Caro Ricardo,

A Paz!

Sem dúvida que temos que avaliar todas as teologias e autores. Gosto do Langston (diferente de você) e gosto de muitos outros. Penso que devemos mesmo respeitar os interesses e argumentos teológicos, somente assim construiremos uma estrutura teológica sadia. Quando digo sadia estou me referindo a ausência de heresias.

Seja bem vindo sempre.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Anônimo disse...

Anônimo

Só para esclarecer, o vídeo postado foi AUTORIZADO pelo Pr. Ricardo Gondim, por isso por isso exibido youtube. Se mudou de idéia fex do mesmo jeito do racha anterior.

PS. Minha esperança é sua vinda, e isso não me faz um acomodado.

Abdenaide Marques disse...

COMO POSSO ALCANÇAR O CÉU, SE EU NEM VIVER AQUI. PRA MIM E TODOS VOCÊS DONOS DA VERDADE.

Abdenaide Marques

Pastor Guedes disse...

Caro Abdenaide,

Como posso ser considerado "dono da verdade" se dou o meu espaço para a defesa do Ricardo? Essa entendi.

Abraço.

Anônimo disse...

Estou há muito tempo que sirvo a Deus... Deste 96 e 97 ouvir em um jogral, pela primeira vez dizendo: que nos últimos dias que nação iria se levantar contra nação; pai contra filhos e vice verse... E outras sinais que estão escrito na Bíblia... Se nós observarmos isso estar acontecendo... Alem disso a Bíblia tbm conta sobre os esfriamentos na igreja e muitos falsos profetas... E o que estar acontecendo? Nós devemos se aproximar a cada vez de Deus e fazer sua vontade que é ganhar almas pro seu reino... Sempre vigiando e orando pra não nos pegar de surpresas! Jesus estar voltando... Queiram ou não; fé ou não. Ele vai vim infelizmente muitos ficaram de surpresas... Simplesmente eu confio que Ele vai vim, isso ninguém tira de mim... Espero que eu esteja preparada pra ir...

Maranata! venha logo, Jesus!

Natalia

sara rodrigues laveso disse...

Ele se apoia e fundamentam em teorias e teses humanas possibilitando uma distorção das sagradas escrituras em seus discursos ,porém acabam tropeçando em suas argumentações .Leia: Oséias 4:6, Por falta de conhecimento ,o povo perece.