segunda-feira, 11 de abril de 2011

HORROR: RELATO DAS CRIANÇAS QUE SOBREVIVERAM AO MASSACRE EM REALENGO

Imagens do massacre de crianças em Escola no Rio de Janeiro

SERÁ DIFÍCIL ESQUECER O ACONTECIMENTO EM REALENGO. LEIO O DEPOIMENTO DAS CRIANÇAS E FICO IMAGINANDO AS CENAS DE HORROR E OS MOTIVOS QUE LEVARAM O ASSASSINO A COMETER ESSE CRIME BÁRBARO. IMAGINEM O IMPACTO PSICOLÓGICO NA VIDA DESSAS CRIANÇAS E AS IMAGENS QUE SEGUIRÃO OS PAIS DOS QUE MORRERAM! OUTRA COISA QUE NÃO SAI DA MINHA MENTE É QUE PODERIA TER SIDO MEUS FILHINHOS. ACOMPANHE E DÊ A SUA OPINIÃO!

“Ele gritava para as crianças: ‘Vira para a parede que vou te matar!’ As crianças gritavam, implorando: não me mata, não, moço!”, contou a menina, completando que ele mandava alguns estudantes se ajoelharem antes de disparar. “Vou te matar, não adianta correr”, afirmava Wellington. De acordo com Jade, muitas crianças ficaram em estado de choque, sem ação, e outras desmaiaram diante da situação de pânico. “Muita gente entrou em choque, desmaiou na escada, e aí que ele matou mesmo. Desmaiaram muitas pessoas. Ele atirava nos pés de outros, e as crianças passavam a pedir: ‘Me ajuda, me ajuda, não me deixe morrer”, disse a menina. A menina disse que, por medo, evitou olhar para o atirador. Nos corredores da escola municipal, uma cena que nunca vai esquecer. “Parecia uma cachoeira de sangue, com sangue escorrendo feito água”, disse. "Tinha muita gente morta na escada, mais meninas que meninos". Nos primeiros minutos do ataque, a professora da menina chegou a cogitar que os barulhos fossem explosões de bexiga. Porém logo duas meninas entraram na sala e avisaram do que se tratava. A turma então subiu para o terceiro andar, tentando fugir. No novo abrigo, a professora “trancou a porta com cadeira, mesa, armário, tudo o que tinha”. Enquanto ouvia tiros, Jade ficou “abaixada, encolhidinha”. “Eu estava com medo de morrer e, para me tranquilizar, fiquei desenhando na minha mão. Desenhei uma casa, que era onde eu queria estar, para me tranquilizar”, disse a menina.

Vou pedir para a minha mãe me transferir, não quero voltar para lá”, afirmou. Segundo ela, a aula não tinha começado quando começaram os barulhos de tiros. A professora pediu que os alunos corressem, e, de acordo com Karoline, todos se dirigiram ao último andar. “Nos trancamos em uma sala e colocamos móveis e vários objetos na porta. Ficamos lá até que a polícia avisou que estava tudo bem. Então saímos e vimos um corpo na porta da sala. Foi horrível. Voltamos chorando desesperados”, disse Karoline. Na saída da escola, ela conta que encontrou uma mãe, perguntando por sua filha. “Eu menti para ela, disse que a filha estava bem e estava descendo. Não tive coragem de dizer para ela que tinha visto o corpo da filha dela no chão. Ela estava morta, eu vi o corpo, foi horrível. Estou com medo de voltar para a escola”, afirmou a aluna.

"Quando começaram os tiros a professora mandou todo mundo ficar na sala mas ninguém obedeceu. Saímos todos correndo. Fiquei com muito medo". O relato é de Fabio Douglas Braga, 13 anos, aluno da 7a série da Escola Municipal Tasso da Silveira. Braga estava um andar acima do local da tragédia mas conhecia pelo menos três vítimas, Tamira, Jéssica e Larissa. Na saída, o garoto ainda viu o corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira no chão.

Segundo Tania, mãe de R., também com 13 anos e aluno da 7a série, a primeira reação do estudante foi se esconder. "Ao ouvir os tiros ele correu para salvar a vida dele. Agora está em estado de choque. Precisei dar um calmante natural", disse ela. Ao contrário de Braga, R. estava no andar onde aconteceu o massacre. Segundo a mãe, ele viu os corpos de vários colegas mortos e está abalado, não quer voltar para a escola onde estuda há sete anos. "É muita tristeza. Poderia ter sido o meu filho. Deus o protegeu", disse Tania.


Thiago Motta, de 14 anos, ainda lembra das palavras do atirador Wellington Menezes de Oliveira: “eu fumo muita droga mesmo e vim aqui dar uma palestra”. Aluno do nono ano da escola Tasso da Silveira, em Realengo, estava na sala 1903 quando escutou os tiros. O adolescente escapou dos disparos assim como seus colegas de turma graças ao professor que trancou rapidamente a porta, impedindo a entrada do ex-aluno. “O atirador tentou arrombar por três vezes e não conseguiu. Foi a nossa sorte”, contou Thiago. Os adolescentes permaneceram deitados no chão até a chegada dos policiais. “Era muita correria. Vi coisas horríveis: tinha um menino ferido que respirava muito rápido. As pessoas pisavam e tropeçavam nele”, disse. As paredes ensaguentadas também estão na memória do aluno. “Era muito sangue por todos os lados e eu só pensava nos amigos que não estavam protegidos como nós”.

"Não chora, pai. Estou bem". Estas foram as primeiras palavras da estudante Renata Lima Rocha ao encontrar seu pai, o armador de construção civil Nilson Oliveira Rocha, depois de deixar o centro cirúrgico do Hospital Albert Schweitzer. Ela é uma dos 13 estudantes feridos na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, que conseguiram sobreviver à tragédia. "É meu segundo filho baleado", desabafou o pai na porta do hospital.

Segundo Nilson, Renata, de 13 anos, contou que o assassino entrou na escola com duas armas e logo deu início aos disparos. "Primeiramente, na garotinha que estava mais próxima a ele. Colocou a arma na cabeça dela e disparou. Então, Renata disse que tentou fugir no momento em que ele (o atirador Wellington Menezes de Oliveira) foi recarregar os revólveres, mas mesmo assim ela foi atingida nas costas", contou o pai com base no relato que ouviu da estudante. Nilson acrescentou que mesmo atingida, Renata resolveu continuar a fuga: "Ela pensou que se ficasse sentada, o assassino poderia atirar de novo. Então, ela correu em direção às escadas e conseguiu deixar a escola. Foi quando apareceu um anjo para ajudá-la". No hospital, Nilson não conseguiu encontrar o frentista desempregado José Marques Sobrinho, que saía de casa quando ouviu o pedido de socorro de Renata. Ele só conseguiu agradecer ao motorista que passava pela rua e levou sua filha até o hospital. A mãe da menina, Veronice Gomes de Lima, relatou que está agradecida pela filha não ter se ferido mais gravemente. "Minha filha disse que ele atirava e ria. Ele só podia estar com o capeta", Nilson finalizou dizendo que Renata está na enfermaria e não corre mais risco de morrer.

Chorando muito e ainda em choque, a estudante C., de 12 anos, aluna da 6ª série da turma 1704, da Escola Municipal Tasso da Silveira, contou ao iG o que aconteceu na manhã desta quinta-feira em Realengo, zona oeste do Rio, quando um homem matou e feriu dezenas de pessoas: “Foi uma cena que eu nunca vou esquecer”, disse a menina.

Por volta de 8h30, C. ouviu disparos. “A professora falou que era algum engraçadinho soltando bombas”, lembra. Em seguida, quando os disparos foram ficando mais fortes, a professora permitiu que os alunos começassem a sair da sala. “Aí, foi quando ele entrou na sala da turma, gritando muito. Ele parecida descontrolado”, narrou. "Ele” é Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ex-aluno que invadiu a Escola de C. e atirou em diversas crianças. “Ele deu um tiro na cabeça da minha amiga e saiu correndo para a próxima sala”, disse. Segundo C., ele tinha duas armas, uma pequena e outra maior. “As crianças começaram a ficar descontroladas e desceram do segundo para o primeiro piso”, disse. Algumas crianças, segundo a estudante, caíram da escada tentando descer com maior rapidez. A estudante contou que ao sair de sua sala, viu, na turma vizinha, que as crianças estavam tentado se esconder debaixo das mesas. “Vi meus amigos descendo correndo, ensanguentados, e outros caídos na escada”, contou. Ainda correndo, a menina conseguiu sair da escola e foi direto para sua casa, localizada em uma rua próxima. Ela então tirou o uniforme, tomou banho, colocou uma camiseta preta e uma bermuda e retornou acompanhada do tio. Ao chegar à escola, a polícia já estava no local prestando os primeiros socorros às vítimas.

"Ela veio correndo na minha direção. Dizia que estava com dores. Quando levantei a blusa dela, havia um buraco nas costas". Este é o relato do frentista desempreado José Marques Sobrinho, que estava no portão de casa na Rua Carumbé, em Realengo, quando foi abordado pela estudante Renata Gomes, de 13 anos, uma das vítimas da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro.

MISERICÓRDIA IRMÃOS, MISERICÓRDIA!!!

Fonte: PORTAL IG

MARANATA. ORA VEM SENHOR JESUS!
DEUS ABENÇOE A TODOS.

10 comentários:

André disse...

Pastor Guedes a paz do Senhor, desde quando soube do acontecimento, fiquei a pensar no que se refere ao estado psicológico destas crianças... Como psicólogo, sei o quanto traumas podem impactar um individuo, fazendo com que ele nunca mais seja o mesmo... Diante disto, podemos até mesmo pensar no porque ele cometeu tal atrocidade, mas de forma alguma isso justifica os seus atos... Nas imagens e relatos nos emocionamos e realmente, sentimos como se fossem nossos filhos... Imagine os pais destas crianças como estão?... Oremos para que Deus conforte os corações de todos que viveram esta tragédia e também por este "mundo" que jaz no maligno...

André Santos

PROFESSOR VALDIR. disse...

A PAZ DO SENHOR PASTOR GUEDES, NÃO TENHO PALAVRAS PARA DESCREVER ESSE HORROR,TENHO FILHO ASSIM COMO O SENHOR TAMBEM, ORO A DEUS PARA O GUARDAR, TODOS OS DIAS QUE O DEIXO NA ESCOLA, NÓS COMO PAIS, SEJAMOS CRISTÃOS, MUÇULMANOS, BUDISTAS, ESPIRITAS ENFIM DE QUALQUER QUE SEJA A SUA FÉ, NESTE MOMENTO É TENTAR DAR ALGUM CONFORTO AS FAMILIAS , JÁ QUE A PAZ E O CONSOLO SOMENTE DEUS PODE DAR....ESTOU TRISTE PASTOR...COMO O SENHOR ESCREVEU, MISERICÓRDIA.

Pastor Guedes disse...

Querido André,

A Paz do Senhor!

Era exatamente esse enfoque que eu queria dar ao postar esse artigo. Fiquei imaginando as sequelas psicológicas nas mentes dessas crianças e o horror que as acompanhará para o resto da vida.

Não tenho dúvidas de que entrarão chorando no próximo dia de aula, seja nessa escola ou em outra para onde forem transferidos.

Abraço.
No Amor de Cristo!

Pastor Guedes disse...

Caro Pr. Valdir,

A Paz do Senhor!

Acabei de comentar acima que a minha ideia era ver opiniões acerca disso: os horrores na mente das crianças, mas o amado aventou uma outra imagem: o trauma dos pais, principalmente dos que perderam os filhos. Que coisa medonha e que os acompanhará para o resto de suas vidas!

Obrigado pela contribuição ao debate.

Forte Abraço.

LUCIANO disse...

A Paz pastor Guedes!!!

Olha pastor essa tragédia mecheu muito com o País, fico a imaginar a dor que esses pais estão sentindo pela perca de seus filhos,pois tenho duas filhas também e sei o quanto as a amo!! ah pastor sinto uma angustia iménsa! pela ordem da natureza esperamos que nossos filhos nos sepultem e não nós a eles, é cruel tudo isso, só a misericordia de Deus pra nos confortar e confortar a essas familias que estão nesta angustia, nesta dor tão imensa a qual estão passando. paz.

Pr. Linaldo Junior disse...

Graça e paz pastor. Deus tenha misericordia das familias e como igreja possamos orar ao Senhor, pedindo a Ele que os ajude. Deus abençoe sua vida, família e ministério.

Pastor Guedes disse...

Prezado Luciano,

A Paz!

De fato deve ser muito sofrível para um pai (ou mãe) sepultar seu filho e ainda mais nessas condições. Lembro-me de um episódio no NT quando um homem pede para Jesus deixá-lo sepultar seus pais e depois segui-Lo. Seria a ordem natural das coisas, mas há nessa esfera humana e natural muita inversão de valores. Pense como foi dolorido para Adão e Eva sepultarem Abel, morto pelo próprio irmão e Maria (no plano humano) vendo seu filho ser crucificado como um criminoso...

Deus lhe abençoe.

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Pastor Guedes disse...

Caro Pr. Linaldo Júnior,

A Paz do Senhor!

Obrigado por seguir meu blog e pelo seu comentário.

Sim, oremos pelas famílias enlutadas e para que o Senhor os cure de todo trauma. Que Deus tenha misericórdia deles.

Forte Abraço.

Pr Jefferson Antunes disse...

Parabéns pastor pelo Blog, e pelo excelente trabalho que tens através deste , prestado ao Reino de Deus, que Jesus lhe abençoe sempre, a reciproca creia é verdadeira, ja estou lhe seguindo, quando possivel for faça-nos uma visita, e segostar fique a vontade para também nos seguir, http://prjefferson1964.blogspot.com, paz seja convosco!

Pastor Guedes disse...

Caro Pr. Jefferson,

A paz!

Agradeço por suas palavras de incentivo.

Estou seguindo seu blog também!!

Deus lhe abençoe.

Forte Abraço.