quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PROFETA MANDA O POVO DAR OFERTA PARA PASTOR EM TRANSE



Li no Genizah, blog dos meus amigos Danilo, Hermes e Companhia.

Está no youtube. O texto do Genizah diz que um profeta por nome Wesley mandou o povo trazer oferta para o homem de Deus e deixou bem claro que não era nem para missão, nem para a igreja, mas para o profeta, o homem de Deus. Perguntou se havia médico na platéia, pois o citado pastor não aguentaria a rajada de glória. O povo então começou a trazer dinheiro e colocar nos bolsos do homem. Quando caiu "no poder" aí que o povo trouxe mais dinheiro que não cabia nos bolsos, mas caía pelo chão. Segundo testemunhas, o profeta teria dito para a esposa do pastor falar ao ouvido dele e então ele voltaria (do transe). Ao voltar seus pés estavam cheios de dinheiro.

Pergunto: Isso acontecia na Assembleia de Deus de nossos antepassados? Esse tipo de culto e revelações eram permitidos? Esse tipo de profeta tinha espaço em nossos púlpitos? Como se chama isso? Alguém quer opinar?

Como assembleiano há 27 anos, confesso que a matéria me causou vergonha e não aceito esse tipo de manifestação que honra o homem e não a Deus. Sei que Deus é multiforme em suas operações e reconheço que Deus opera milagres e maravilhas em nosso meio, mas não venham me convencer de que toda operação sobrenatural que acontece nas Assembleias de Deus (posto que são vários ministérios) é divina. Estamos no tempo do fim e muitas outras coisas estão para acontecer que desafiam a nossa ortodoxia. Percebo cada vez mais crescente operações que lembram sessões de hipnose. Coisas como: "quando eu ordenar vai voltar ao normal" ou "quando eu orar". Enquanto essas pessoas não "oram", não "ordenam", não "liberam", nada acontece. Já vi de tudo um pouco em nosso meio evangélico, mas ultimamente...

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SÃO PAULO DEBAIXO D'ÁGUA. CADÊ A FUNDAÇÃO CACIQUE COBRA CORAL?

"E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes..." II Tm. 3.8a

Até quando a cidade de São Paulo vai sofrer com as inundações? Até quando o cidadão paulistano ficará ilhado em sua própria residência? E até quando os órgãos púbicos deixarão a responsabilidade administrativa nas mãos de gente incompetente, como é o exemplo da Fundação Cacique Cobra Coral, entidade espírita, que se diz científica e com poderes de antever, reduzir ou impedir fenômenos naturais, como as fortes chuvas de verão tão comuns em nossa cidade e região sudeste?

Não somente o cidadão sofre, mas toda a cidade, o comércio, a indústria, as empresas, o transporte e as igrejas, entre outros.

Não faz muito tempo postei um artigo sobre um técnico de futebol que afastou atletas de Cristo de sua equipe sob orientação de um guia espiritual famoso de São Paulo, que alegava que seu time não vencia por causa da presença daqueles atletas. Também escrevi sobre um senhor "pai-de-santo", do Pará, que se dizia guia espiritual de um Senador muito respeitado, o atual Presidente do Senado. Na matéria, o cidadão alega ter orientado a autoridade da nação a não ceder às pressões da mídia, da esquerda, e que ficasse tranquilo, porque permaneceria no poder.

Minha intenção era promover um debate sobre Ética e Sobrenaturalidade - até onde o sobrenatural poderá justificar os desmandos em uma nação. Mas, infelizmente nosso povo evangélico nao é dado a discutir política ou ética e ninguém quis falar sobre o assunto. Agora deparei-me com o artigo de um novo amigo blogueiro e resolvi postar para, quem sabe, despertarmos para uma realidade crescente e cada vez mais próxima de nós: A Bruxaria no Poder. As prefeituras do Rio de Janeiro e São Paulo contrataram trabalhos de feitiçaria para adivinhar, conter e/ou mudar o clima, evitando calamidades como alagamentos. A que ponto chega a incompetência daqueles que administram a coisa pública! Passar a responsabilidade da administração de sua competência a outrem ou fazer uma co-gestão com o sobrenatural. O Deus de Elias ninguém quer invocar!!!

O texto a seguir, que fiz questão de transcrever na íntegra, é de autoria do pesquisador e apologista Ronivon. Consta em seu blog, que leva o mesmo nome. Favor não confundirem com o cantor da Jovem Guarda que tem um programa na TV Gazeta. Importante frisar que transcrever textos dos amigos blogueiros não significa que eu concorde com outros textos dos autores.

ESPIRITISMO NAS PREFEITURAS

A revista VEJA publicou em sua edição de 26/07/09 uma notícia mais que preocupante a respeito dos governos municipais das duas maiores cidades do Brasil. A revista mostra em suas páginas que a prefeitura do Rio de Janeiro fez um convênio com a FUNDAÇÃO CACIQUE COBRA CORAL, uma entidade espírita que supostamente teria poderes sobrenaturais de mudar o clima das cidades e evitar enchentes, chuvas torrenciais e calamidades públicas.
No Rio de Janeiro o convênio começou no governo do prefeito César Maia, que disse que em sua gestão o Rio não sofreu nenhuma calamidade. Satisfeito com o “serviço” da entidade, ele mandou um e-mail para o prefeito de São Paulo, que na época era José Serra, que enviou a proposta aos vereadores que aprovaram o convênio.
O atual prefeito Gilberto Kassab, disse que o convênio vai ser mantido. Mas se nós formos verificar, não tem funcionado muito bem os serviços desta entidade, pois a cidade já sofreu uma grande tempestade no inicio de setembro, até com vítimas fatais.
O tal do cacique se apresenta aos simples mortais através da médium paraense Adelaide Scritori, de 54 anos. Segundo ela, antes de ser cacique, em outras encarnações, ele teria sido Galileu Galilei, depois se encarnou como Abraham Lincoln, ex-presidente dos Estados Unidos.
Mas a tal médium não é nada boba, porque usa orientações de um professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo) e de um pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
As prefeituras alegam que o convênio com o Cacique, não acarreta ônus para elas, porém,a compensação vem através de doações dos políticos e de contratos feitos com a corretora de seguros TUNIKITO,que financia os “trabalhos” da fundação.
No site da FCCC, nós encontramos logo de cara os dizeres; “Luz que ilumina os fracos e confunde os poderosos”. É realmente ela disse a verdade, pelo menos aqui, porque o que tem de poderosos sendo confundido por ela, não tá escrito.
Assim como a serpente enganou Eva, ela continua a enganar as pessoas, em Gn 3.1 ela foi usada por Satanás para iludir a mulher, que em seguida levou o homem também a pecar. O inimigo de nossas almas está em derredor, buscando de todos os modos levar o homem a se desviar. Os nossos governantes se encaixam perfeitamente na figura do rei Saul, que estava afastado dos caminhos do Senhor e foi buscar resposta em uma pitonisa, descrito em 1 Sm. 28, ele acabou perdendo a guerra e a vida, nos resta como servos de Deus,orar pelos nossos governantes.


Vale lembrar que na comitiva brasileira que foi a Copenhagem, na Dinamarca, defender a candidatura da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, estava com o Presidente da República, o Governador do Estado e o Prefeito do Rio, nada mais nada menos que o escritor-bruxo Paulo Coelho.

As eleições estão chegando. Até quando os crentes votarão em feiticeiros e bruxos que assim como Janes e Jambres resistiam a Moisés e à verdade, resistem hoje ao Evangelho?! E até quando as autoridades eleitas por nós recorrerão ao sobrenatural para justificar sua incompetência?! Apelam para os bruxos, para os astros, para a feitiçaria, quando deveriam ter capacidade administrativa para se anteciparem aos problemas, utilizarem com justiça os recursos oriundos de nossa já pesada carga de impostos e saberem lidar com a nova realidade das grandes cidades do Brasil. Porque não procuram as igrejas ou os pastores para pedirem oração?! Esses tais só nos procuram em época de eleições e quando têm problemas de qualquer ordem apelam para a bruxaria. Eles têm o deus que merecem.

Maranata. Ora vem Senhor Jesus!

Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DISCIPLINA NA IGREJA: GRAÇA E VERDADE

"Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo" (Jo.1.17).

O Evangelho de João é fascinante! Narrado dentro de uma perspectiva diferente, traz uma riqueza ímpar, uma profundidade teológica, um toque diferente de conhecimento da cultura tanto judaica quanto grega!

Em João 1.17, por exemplo, o filho de Zebedeu coloca a Lei de Moisés em contraposição à graça e verdade que há em Cristo. A palavra verdade no A. T. é traduzida do hebraico "hemeth" que significa honestidade, integridade, fidelidade. No Antigo Testamento, principalmente após a promulgação da lei mosaica, a verdade estava diretamente associada à Lei e assumia uma função acusadora, julgadora e condenatória. Havia muita rigidez na estrutura da Lei e na aplicação da pena ao transgressor. Alguém que transgredisse a lei seria morto "sem misericórdia" somente pela palavra de duas ou três testemunhas (Heb. 10.28). A Lei do Talião prometia vingança dentro de um ajuste de contas sem misericórdia, pois era baseada no sistema de recompensas(1).

Verdade no Novo Testamento vem do grego "alétheia" e significa completo, perfeito, real, absoluto, algo que quando posto ao lado de um simulacro denuncia o engodo, o imperfeito e incompleto. Pode ser compreendida ainda como algo que não pode ser oculto ou escondido. Por isso, Jesus podia dizer: "Eu sou o caminho, a Verdade e a vida e ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (João 14.6), posto que Ele é absoluto, perfeito, completo e nele não há falta de nada. No conceito de Agostinho a verdade absoluta é Theos, isto é Deus. Isso refere-se também à suas palavras: realidade no sentido de coerência em sua vida e palavras.

O escritor sacro tem a intenção clara de estabelecer um paralelo entre Lei e Graça. Justapõe graça e verdade para contrapô-las à Lei. A Bíblia diz a Graça e a Verdade e não a Verdade e a Graça. E por que a graça vem primeiro e de forma tão abundante?(2) Para mostrar a superioridade da nova aliança e se sobressair ao rigor da lei no testamento anterior. Portanto, a graça surge como a grande novidade do amor de Deus no Evangelho.

Jesus traz a realidade em si, a verdade como ela é, sabendo que os homens não subsistiram ao rigor da Lei, por isso ele mesmo veio cheio de graça e de verdade. Essa junção, graça e verdade, fala da flexibilidade amorável e da justiça de um Deus que resolveu salvar os pecadores, fazendo justiça não pelas obras da lei, nem pelas boas obras dos homens, mas pela Graça e pela justiça que é segundo a fé (Ef.2.8).

Quem não conhece a máxima da introdução do Direito na Roma Antiga: "Dura lex, sede lex", a lei é dura, mas é a lei. A lei de Moisés igualmente era dura e todos deveriam cumpri-la em qualquer ocasião, embora ninguém pudesse fazê-lo integralmente, senão Jesus - aquele que não tinha pecado e veio cheio de graça e de verdade.

As grandes estruturas, como prédios, viadutos, estádios de futebol, torres construídas com ferro e concreto são edificados com certa flexibilidade para não ruirem frente aos grandes abalos. Toda estrutura muito rígida, se não tiver um pouco de flexibilidade, está fadada à ruina. Assim também a doutrina cristã tem verdade, realidade, mas também tem graça. Havia um tempo na igreja em que o irmão disciplinado era desprezado e os outros evitavam comunhão ou contato com ele. Foi por esse tempo que ouvi alguém falando de um pastor que, obrigado a disciplinar a própria filha que havia ferido a doutrina, teria feito um apelo em lágrimas diante da igreja: "Irmãos, não desprezem minha filha. Ajudem minha filha, porque na minha casa tem verdade, mas também tem graça".

A disciplina na igreja é indispensável, pois quem está sem discipina é como um "bastardo" e não filho (Heb.12.8). Contudo, a rigidez de muitas igrejas têm gerado crentes "domados" pela religião que adestra mais do que edifica. Muitas igrejas evangélicas ainda guardam resquício do catolicismo romano anterior à Reforma em suas cartilhas doutrinárias. Conservam a imagem do Deus da Idade Média, a idéia de um Divindade irada contra os moradores da Terra, destilando ódio e prometendo castigo, quando o Evangelho revela um Deus gracioso, um Pai amoroso, disposto a perdoar para "não quebrar" o indivíduo. A consequência da rigidez na estrutura da igreja é a formação de uma geração de crentes inseguros, medrosos, que não se sentem filhos de Deus e que não têm certeza da salvação. Porém, a disciplina deve observar princípios estabelecidos pelas Escrituras e dentro da natureza do binômio graça-verdade. Na disciplina deve-se observar seu caráter formativo e correcional. O caráter formativo baseia-se na instrução da igreja aos membros para prevenção. Já o correcional, como o próprio nome sugere, tem por base a correção. Não como uma igreja que leva o nome de cristã, onde se um membro pecar o problema passa a ser dele com Deus: "A Igreja", dizem eles, "não pode fazer mais nada, agora é com você e Deus".

A disciplina cristã deve ter como fim a restauração do irmão faltoso e não o "apedrejamento" público, pelo fato de o cristão ser falível. Por outro lado, igreja que não tem disciplina cria filhos bastardos e gera desordem e indecência, envergonhando o nome da Igreja de Cristo. Precisamos de igrejas que nos digam o que é pecado, o que é errado, o que podemos e o que não podemos fazer, segundo as Escrituras e não segundo os homens. Não precisamos de igrejas moralmente frouxas que só levam o título de cristãs. Igualmente não precisamos de igrejas inquisidoras ou indulgentes no sentido de condescendentes e tolerantes com a prática do pecado.

A correção não deve ser parcial, mas indiscriminatória. Todos que pecarem devem ser corrigidos e não somente os pequenos, os pobres e os indoutos, mas também os ricos, os cultos, os ilustres e, claro, as autoridades eclesiásticas. Para se ter verdade, realidade, é preciso fazer sem vantagem ou direito exclusivo. A verdade é verdade para todos, sem discriminação. A graça é graça para todos e não privilégio de alguns. Acima de tudo, todos que pecarem devem ser restaurados para o perdão e comunhão. A Igreja precisa, como Jesus, ser cheia de Graça e Verdade para com seus membros.

Ao concluir quero afirmar que se Jesus tivesse vindo apenas com a verdade, estaríamos perdidos. A mulher adúltera teria sido apedrejada (Jo.8), Zaqueu não poderia recebê-Lo em sua casa (Lc.19.10) e o ladrão da Cruz (Lucas 23.43) onde estaria? E os outros? Confesso que sem a manifestação da Graça (Tt. 2.11) eu não teria a menor chance. Você teria? Dou graças a Deus que na minha trajetória fui muitas vezes disciplinado pelo Senhor e muito mais vezes alvo da Sua graça e por ela beneficiado.

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de Graça e de Verdade" (Jo.1.14).

Deus abençoe a todos.

Maranata. Ora vem Senhor Jesus!

(1) Existe uma tradição rabínica, uma linha de interpretação mais humana para a Lei de Moisés, que julga que a Lei visava com "olho por olho" a restituição e não a vingança. Todavia, não é isso que está demonstrado na história, seja no Código de Hamurabi ou na própria lei de Moisés na Bíblia.
(2) A palavra graça aparece três vezes em Jo. 1.14-17

domingo, 10 de janeiro de 2010

DEPOIMENTO DE UM EX-HOMOSSEXUAL

Publiquei no post anterior sobre a união de dois supostos pastores homossexuais. Fiquei incomodado com a colocação de um amigo meu, também blogueiro, dizendo que aquela matéria poderia ser uma montagem. Fui atrás dos fatos, achei a revista e verifiquei o nome do jornalista (um jovem de 20 anos cursando jornalismo). Não consegui achar a reportagem no endereço eletrônico que lá constava, mas encontrei o endereço da Igreja Contemporânea fundada pelos "pastores" gays. Trata-se de uma igreja organizada com cerca de 500 membros e com endereço estabelecido na cidade do Rio de Janeiro.

Devido a matéria anterior, recebi muitos comentários, alguns ofensivos por parte dos defensores do movimento gay. Fui chamado de homofóbico, intolerante e ignorante. Buscando na mesma revista encontrei o depoimento que segue. Na verdade é uma resposta às pessoas que aceitam a definição "científica" e defendem que o homossexual nasce com a sua homossexualidade determinada e por isso é obrigado ou deve aprender a conviver com sua condição homo.

Resolvi publicar o texto a seguir sem edição, embora eu não concorde com tudo que eles relatam (como "pense em Deus e feche os olhos (...) então fechei os olhos e nós trasamos") e constem alguns termos que possam parecer chulos, todavia preservei o relato "ipsis litteris" para não perder a credibilidade.

ATENÇÃO: ESSE DEPOIMENTO FALA DA CONVERSÃO DO MANOEL RICARDO REIS.

Dono da história: Manoel Ricardo Reis da Luz, 33 anos, autônomo, Nazaré, BA
Reportagem: Líliam Cunha

A cada dia, eu ficava mais à vontade com
meus amigos gays. Eles me apelidaram
de Ricardete, nome que passei a usar
no dia-a-dia
Aos 8 anos, tive certeza de que era homossexual. Enquanto meus amigos brincavam de carrinho, eu me divertia mesmo com as bonecas. Foi nessa época também que comecei a dançar imitando a cantora Gretchen. Apesar de sempre me mandar parar de dançar — sem eu nunca ter obedecido —, minha mãe não desconfiava da minha homossexualidade.

Aos 19 anos, fui com meus pais morar em Nazaré. A partir daí, passei a andar com gays e a freqüentar as casas deles. Ainda assim, minha mãe não acreditava que eu fosse homossexual.

Um dia, meu irmão disse a ela que achava que eu era gay. Um jovem que freqüentava a mesma igreja que minha mãe contou que havia me visto na casa de um rapaz gay. Nesse dia, meus pais tiveram a certeza de que eu era homossexual.

Já era madrugada quando cheguei em casa, mas minha família estava acordada, me esperando. A hora da verdade tinha chegado. Meu pai veio para cima de mim e perguntou se eu era gay. Eu disse que não. Ele começou a me bater, dizendo: “Você é gay, você é gay”. Depois dessa surra, resolvi assumir de vez minha homossexualidade. Com o tempo, eles foram se acostumando e tiveram de me aceitar, mesmo sem concordar.

Comecei a ser chamado de Ricardete

A cada dia, eu ficava mais à vontade com meus amigos gays. Eles me apelidaram de Ricardete, nome que passei a usar no dia-a-dia. Decidi, então, transformar meu corpo. Fiz aplique no cabelo e comecei a usar onociclo injetável. Esse hormônio feminino estimula o desenvolvimento em homens de características femininas, como seios e bumbum maiores.

Assim que os meus peitos começaram a se desenvolver, passei a ir à praia de biquíni. Minha mãe insistia para que eu freqüentasse a igreja evangélica. Mas, apesar de eu sempre ter alimentado o temor a Deus, não O aceitava.

Fiz uma cirurgia para retirar os seios

Com 31 anos, resolvi cortar meu cabelo. A partir daí, comecei a me sentir estranho. Eu me olhava no espelho e ficava incomodado com o contraste entre o meu rosto masculino e meu corpo afeminado. Foi então que começou a minha transformação. Cinco dias depois de cortar o cabelo, decidi que faria uma cirurgia para retirar os seios. Como não podia arcar com os custos da operação, resolvi pedir ajuda ao então prefeito, Clóvis Figueiredo

Ele me deu um bilhete para que eu entregasse ao médico de um hospital filantrópico em Salvador. Marquei a cirurgia para 20 de agosto de 2007.

Passado o período de resguardo, retornei a Nazaré. Um amigo me visitou e quis me apresentar a cunhada dele, Débora. Eu e ela nos tornamos amigos.

Um dia, ela foi até minha casa e ficamos conversando no meu quarto. Ela me disse: “Pense em Deus, pois você é homem, Ricardo”. Mas o “inimigo” botava em minha boca que não, que eu não iria conseguir. E Débora me falou mais uma vez: “Pense em Deus e feche seus olhos”.

Então, fechei os olhos, e nós transamos. Foi a minha primeira relação sexual com uma mulher. Desde então, só me relaciono com ela.

Quando eu era gay, não conquistei nada

No dia seguinte, minha mãe nos convidou — eu e Débora — para irmos à igreja com ela. Eu não queria, mas acabei aceitando o convite. Ao chegarmos lá, o Espírito Santo de Deus se manifestou por intermédio da pastora Edna. Ele me disse o seguinte: “Aqui, existe um jovem que Deus está transformando hoje. Venha e O aceite como o único salvador da sua vida”.

Ao escutar essas palavras, resolvi aceitar Deus e me converti. Ele entrou com a providência em minha vida. Quatro meses depois, eu estava casado, certo de que não me sentia mais atraído por homens.

Tanto que, hoje, meu desejo é somente pela Débora. Quando olho para o passado, eu me arrependo de tudo que vivi. Agora, estou feliz reconstruindo a minha história.

Minha mulher está à espera do nosso primeiro filho, que se chamará Sara ou Samuel. Deus me permitiu ganhar um sorteio de um cartão de crédito. Com o prêmio, comprei uma casa, uma moto e arrumei a nossa vida.

Hoje, sou uma pessoa feliz. Eu e minha esposa somos servos do Senhor. Antes, eu vivia de ilusão. É só comparar: em onze anos, eu não havia conquistado nada, e até aqueles que se diziam meus amigos se afastaram.

Agradeço a Deus pela mudança. Agora tenho tudo e valorizo cada uma das minhas conquistas. Deixei a profissão de cabeleireiro. Vivo de pequenos bicos e também da renda do prêmio que recebi do cartão.
‘‘Ele não vai se interessar por homens nunca mais’’
Débora Hevelin da Cruz da Luz, 22 anos, esposa do Ricardo

“Na época em que conheci o Ricardo, eu achava que ele tinha um caso com o meu cunhado. Falei da minha desconfiança, mas o Ricardo negou. Tornei-me amiga dele. Nós saíamos juntos para festas e bares.

Eu namorava um colega dele, que, na verdade, não gostava de mim. Ricardo me dizia que ele só queria brincar comigo. Acho que ele começou a gostar de mim aí. Um dia, ele me convidou para a festa de aniversário dele, e me dei conta de que estava apaixonado por mim.

Estranhei um pouco, pois ele era gay. Fiz um teste: mandei recados no celular dizendo que o amava. Um dia, fui à casa dele e o chamei para conversar no quarto. Pedi para ele fechar os olhos e deixar rolar. No dia seguinte, resolvemos ficar juntos.

Nos convertemos à igreja que a mãe dele freqüentava e, quatro meses depois, casamos. Fizeram e ainda fazem comentários sobre nossa relação na rua em que moramos, mas não ligamos. A melhor resposta é nosso filho, fruto do nosso amor, que veio para selar a nossa união.

Confio no meu potencial e tenho certeza de que, hoje, o interesse dele é por mim. Sei que ele não sentirá vontade de se envolver com homens. Eu estou satisfeita com tudo que ele me oferece como homem e marido. O passado dele ficou para trás. Nós estamos vivendo o presente e o futuro.


Conteúdo do site SOU+EU

Fonte:http://mdemulher.abril.com.br/familia/reportagem/comportamento/index.shtml

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!

Deus abençoe a todos