sábado, 5 de setembro de 2009

BETESDA DE FORTALEZA X RICARDO GONDIM

Como bom cearense que sou, conheço um pouco da trajetória do Pr. Ricardo Gondim Rodrigues e a dignidade da família Siqueira na capital do Ceará. Quando me converti, faleceu o Pr. Ademir Siqueira - um gigante! Não nego que fui influenciado pelo Gondim pregador e que minhas primeiras pregações tinham muito do pensamento antigo do Ricardo. Hoje o vejo um tanto distante do evangelista inflamado e, já naquela época, profundo em suas mensagens, que faziam tremer as igrejas em Fortaleza, fosse Templo Central, Bela Vista ou Montese. Gondim foi na minha juventude, o "príncipe dos pregadores" do nordeste.

Conheço o Ricardo. Visitei sua igreja em Fortaleza uma vez e aqui em São Paulo frequentei sua residência, juntamente com um grupo de amigos recém-formados no IBAD, Pindamonhangaba. Dou testemunho de sua retidão e probidade. É daqueles que vivem o que pregam. Ainda o admiro, principalmente por sua coragem de dizer o que pensa e, vez por outra, leio seus artigos. Todavia, penso que o profeta destemido, inflamado, cheio do Espírito, deu lugar ao "filósofo", ao pensador crítico, ao reflexivo profundo e, infelizmente, aquele que foi um modelo de pastor cheio de intrepidez, eloquência e lucidez, que embalava os sonhos de jovens pregadores como eu nos anos 80, despontou no cenário nacional e cresceu para depois diminuir muito. Seu envolvimento com o Teísmo Aberto não me faz mudar de opinião: O TEÍSMO ABERTO É HERESIA!

Resolvi publicar esse post para conhecimento dos leitores e também porque penso que todo homem tem o direito de se defender. No artigo abaixo, depois de muito tempo, Gondim quebra o silêncio, resolve falar sobre o que aconteceu naquele dia na Aldeota, relatando seu sentimento com relação àquela que foi "a mais vergonhosa" noite de toda sua vida e o que chamou de lado nefasto da religião.

O LADO NEFASTO DA RELIGIÃO.


Aquela noite restará como a mais vergonhosa de toda minha vida. Meu amigo poeta, Allison Ambrósio, embicou o carro na direção do estacionamento da igreja Betesda quando vi a pequena multidão de aproximadamente 90 pessoas com placas, faixas e cartazes, reivindicando a "reta doutrina".

Um pastor os articulava, ensinando-os a cantar e gritar. A palavra de ordem era que eu fosse expulso sumariamente da igreja Betesda de Fortaleza. Enquanto aguardávamos que o portão se abrisse, contemplei rostos crispados de ódio, dedos em riste, alguns apontados na minha direção; todos exigiam que eu me retratasse das “heresias” em que estava metido.

Outros batiam placas no pára brisa do carro forçando-me a ler sobre o duro castigo que viria sobre mim pela “arrogância de diminuir os atributos divinos”
Naqueles poucos metros de corredor, senti-me numa ante-sala do inferno; cheguei a ouvir o ranger de dentes.

Trataram-me como um criminoso trazido à delegacia em que a turba pede linchamento. Eu procurava não acreditar no que via e ouvia, porém, sabia que tudo era cruelmente verdadeiro.
De repente, a vergonha suplantou a tristeza
.
Fui tomado pelo constrangimento, que um amigo denomina de “vergonha alheia”. Quase chorando, imaginei os que passavam pela rua, associando aquela bagunça com o Evangelho de Jesus de Nazaré.

Pensei comigo: “se os conteúdos dos discursos, arrazoados e doutrinas dos evangélicos geram aquele tipo de gente, seria uma infâmia ligá-los ao meigo Carpinteiro". No meio daquele embaraço bárbaro (orquestrado sim, mas não menos ordinário ou mal-educado) consegui me recompor, repetindo para mim mesmo: “Ricardo, não se espante, você está diante do lado mais nefasto da religião”.

Realmente, o lado mais desgraçado da religião é aquele que defende a “reta doutrina” e ao mesmo tempo gera ódio, obscurantismo e intolerância. Por muito tempo nutri uma visão idealista dos religiosos.
Acreditei que os corredores das igrejas estavam povoados de pessoas bondosas e amáveis. Mas, enganei-me. Naquela quinta-feira descobri como a defesa da “verdade” religiosa estranhamente cria sentimentos implacáveis. Ela desfigura a ternura do olhar e faz as pessoas se comportarem como verdugos.

O lado mais patético da religião é quando a linguagem piedosa camufla a sordidez do caráter. Em Fortaleza, fui obrigado a ouvir discursos do tipo “o pastor Ricardo é um referencial para minha vida”, quando eu tinha em mãos uma ata assinada em que a mesma pessoa me rotulava de herege.
O puritano porta-voz do grupo não sabia que eu tivera acesso aos autos que exigiam minha expulsão sumária da Betesda de Fortaleza. Sinto asco de seu olhar meloso que tentava disfarçar a mais abominável traição. Quanta desfaçatez existe nas falsas santidades; quanta mentira se mistura nas corretas afirmações doutrinárias.

O lado mais grotesco da religião é sua obsessão pelo poder. Em Fortaleza, alguns pastores instrumentaram outros prometendo que seriam os “salvadores” da igreja. Como se embriagaram de messianismos, viram que precisariam conquistar o poder institucional. Mas antes teriam que me demonizar. Alimentaram o ego de um auto intitulado “apologeta” que se prontificou a demonstrar a plausibilidade de me descartarem na primeira lata de lixo; convocaram um incendiário para espalhar boatos pela cidade (falaram coisas esdrúxulas, do tipo: a igreja Betesda de São Paulo distribui camisinha entre seus jovens, porque não reprova promiscuidade; que eu retornara de uma viagem aos Estados Unidos (quando?) ensinando que podemos beber, fumar e nos prostituir); consultaram um advogado sobre como se apropriar do nome da Betesda; e, por último, convocaram o piquete vergonhoso na porta da igreja.

A sordidez foi tão baixa, tão mesquinha, que fico sem coragem de encarar meus amigos. Entretanto, não estava em jogo a defesa da verdade, nem a defesa da fé, mas a apropriação de uma glória que jamais cobicei.

O lado mais monstruoso da religião é a ganância embutida nas proclamações de fidelidade. Naquela fatídica noite, ficou claro que o dinheiro ainda dá as cartas e o jogo da religião fica bruto. O lucro fácil e a possibilidade de ganhar um bom salário com um mínimo de capacidade intelectual, um mínimo de preparo acadêmico, um mínimo de traquejo social, é o calcanhar de Aquiles da religião.

Vejo médicos e professores universitários com doutorado com salários mais baixos do que os pastores tiram da tesouraria de suas igrejas, infelizmente.

Na Betesda não foi diferente do que acontece em muitos ambientes religiosos. Alguns dos dissidentes sabem que não possuem cacife para tocar seus “sonhos pelo Reino de Deus”, por isso, lutaram para ficar com o nome Betesda, que em Fortaleza é uma marca de credibilidade e honradez. Quantas vezes precisamos tourear as suas reclamações por melhores salários, quantas vezes denunciamos que nossos pastores abandonavam reuniões para servirem de motorista para seus filhos na hora do colégio ao meio-dia, quantas vezes mostrávamos que era indigno comer o pão da preguiça. Alguns acreditaram que poderiam finalmente desfrutar uma vida mais mansa, sem o ônus de serem mentoriados.

O lado mais triste da religião é que ela se imagina perfeita, mas causa constrangimentos inomináveis. A família do falecido Ademir Siqueira nunca fez parte da igreja Betesda. Seus pais jamais se desligaram da Assembléia de Deus do Templo Central e só muito esporadicamente freqüentavam qualquer culto nosso. Sua viúva mudou-se para os Estados Unidos, casou e nem nas férias visitava a Betesda.

Apenas uma irmã era membro da comunidade. Será que os pastores que insuflaram (e talvez pagaram) essa família para colocar uma nota no jornal, não perceberam que davam um tiro no pé?

A instituição Betesda é dirigida por um colégio de pastores, tem diretoria e estatuto e nenhuma família tem qualquer prerrogativa de “oficializar” o desligamento da igreja. Tal pretensão saiu pela culatra, condenando a família de um homem já morto há mais de um quarto de século a constar nos anais da pequena história dos evangélicos como protagonista de uma bobagem sem tamanho.

O lado mais satânico da religião é que ela fere os pequeninos. Quantas pessoas foram feridas e quanta dor causada pela sanha incontida do poder. A volúpia do messianismo que defende a ortodoxia como guardião do templo, deixa rastros ignominiosos.

Jamais conseguiremos contar o número de pessoas feridas, decepcionadas e desviadas da fé só porque um grupo de pastores não teve a grandeza de abrir mão de projetos pessoais em nome da paz.

Minha ferida quase foi letal, mas fui curado pelo carinho de centenas de betesdenses queridos que me abraçaram carinhosamente na noite seguinte, sexta-feira. Minha decepção quase foi total, entretanto, o Espírito de Deus me encheu de sua virtude, devolvendo-me à estrada de minha vocação.

Não desisto da Betesda cearense e, teimosamente, continuarei procurando alinhar minha vida ao Evangelho de Jesus de Nazaré. Quanto aos corredores desgastantes da religião, só tenho uma expressão: Tô fora!


Soli Deo Gloria.
Fonte: http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.painel

Deus abençoe a todos.

Maranata. Ora vem Senhor Jesus!

27 comentários:

D.Cosmo disse...

www.dcosmo.blogspot.com ---> Andarilho! Em busca do conhecimento!
Conto com seu coméntario! Um abraço

pastor guedes disse...

Prezado Cosmo, a Paz!

Obrigado por sua visita.

Vou visitar sua página.

Abraço.

Jonny Kahleyn Dieb - Los Angeles, CA disse...

Na verdade, o Pastor Ricardo foi caçado pela ignorancia de Escribas, e Fariseos hypocritas. Eu li e reli todos os artigos em questao e ele foi mal entendido a proposito, por inveja e vingança talvez. A verdade, tambem, e' que o evangelicos como Pastor Guedes e tais, teem ciscos nos olhos tao grandes e uma ignorancia tao profunda que nao talvez crucificariam a Jesus novemente se Ele vinhesse ao mundo outra vez. "Vês o cisco que está no olho... de teu irmão, mas a trava que está no teu olho, esta não vês. Quando tirares a trave de teu olho, aí poderás ver claramente para tirares o cisco do olho de teu irmão". O pastor Ricardo nao prega o Teismo Aberto, e ele nao deixa de ser um servo de Deus por ensinar a verdade de Cristo que e': o Amor acima de tudo. Um amor sem vingança, sem preconceito, sem racismo, sem preferencias instituidas pelas leis do Velho Testamento quando 'olho por olho' e escravidao eram permitidos.
Cresçam meus irmãos, por que a ignorancia e' pobre e mesquinha, mas a sabedoria e' divina.

pastor guedes disse...

Prezado Jonny,

É uma pena que você fala de amor, mas fala com o ranso dos fariseus. O Ricardo Gondim diz abertamente que não prega o Teísmo Aberto e que é "pensante" e não defensor, mas na prática seus discursos defendem a abertura do teísmo sim.

Você em nome de sua paixão pelo Ricardo precipita-se com suas palavras quando diz que evangélicos como eu têm "ciscos" nos olhos e logo em seguida cita a passagem em que o Mestre diz que devemos tirar a trave que está em nossos olhos. Ora, querido, se tenho cisco você é quem tem a trave e o contexto chama você de "hipócrita" (não sou eu).

Poucos admiram o Gondim como eu, mas não vou deixar um erro grosseiro como o Teísmo Aberto, desça goela abaixo em nome da minha admiração por ele como pregador que foi. Ou você é daqueles que "coa um mosquito e engole um camelo"?

Você defende o amor sem preconceitos, mas cegamente, fala com a arrogância dos fariseus. Abra os olhos querido. Ricardo Gondim é homem! Antes, acima e depois dele: AS ESCRITURAS!!!

Deixo-lhe a Paz!

Ps. Conheço um Dieb aqui em São Paulo, que talvez você conheça, mas esse é um homem de Deus, manso, e tem têmpera para discutir assuntos como este. Não é o seu caso.

opoderdasescrituras disse...

Tô contigo Pastor Guedes! Não podemos ser conivente com o erro; apesar da adimiração que possamos ter uns pelos outros, temos que denunciar os desvios da sã doutrina. Os líderes, pastores, presbíteros, "apostolos", discípulos, não estão acima das escrituras, acima do bem e do mal; são passíveis de erros. AS pessoas se apoiam em alguns textos bíblicos como bengalas, somente para desculpar-se por erros seus ou de outros. Ora, o intuito de denunciar as obras das trevas ou um desvio doutrinário não é para fazer crítica ou ataque pessoal a "A" ou a "B"; nem tampouco, para que o denunciado se perca, mas, para que chegue ao arrependimento. Devemos sobre tudo, vigiarmos (leia-se ajudarmos) uns aos outros para que não venhamos a cair em desvios; outrossim, temos que ter humildade para reconhecer nossos erros, e não ficarmos nos desculpando, jogando a culpa em todos, menos em nós mesmos! Se um dia eu ou qualquer outro, inclusive o Pr Guedes (que não conheço pessoalmente), errarmos, devemos ser repreendidos (no bom sentido)com amor; afim de que não continuemos no caminho do abismo do erro. A verdade é que nós, seres humanos, não temos humildade e nem mansidão para aprendermos, sermos cobrados uns com os outros. Fiquem na paz!

Grande abraço,

Pr Alex Oliveira

http://opoderdasescrituras.wordpress.com.br

Pastor Guedes disse...

Prezado Pr. Alex,

A Paz seja contigo!

Agradeço por sua visita e comentário.

É verdade, não nos conhecemos, mas sei que o irmão tem uma poderosa voz profética e é ousado e destemido em suas colocações frente aos erros dos líderes evangélicos.

Também concordo com suas palavras quando coloca as Escrituras acima de nós (você e eu). Quem somos nós?! As Escrituras já trazem: "Seja Deus verdadeiro e todo homem mentiroso".

Aguardo sua visita outras vezes e pretendo manter nossa amizade e fraternidade em Cristo!

Abraço.
No Amor de Cristo!

opoderdasescrituras disse...

Caro Pastor Guedes,

Disponha! É um prazer, que possamos compartilhar a amizade, amor entre irmãos. E ainda, é também um prazer podermos compartilhar conhecimentos, visão; é bom vermos irmãos, obreiros, pastores unidos no vínculo que nos une: Cristo Jesus, e a sã doutrina. Como diz meu amigo e irmão de longas datas Alberto Couto, precisamos "obviar" o mal; e nisto, mais uma vez, nos vemos unidos. Se um dia eu errar ou cair (não que eu o queira, mas somente vigio), me corrija, com amor; mas me corrija. Por causa de homens que não dão o braço a torcer diante da face, explícita, de seus erros, é que vemos Religiões e Seitas em abundância. Proponho uma nova reforma, desta vez, na Igreja E vangélica Brasileira. Fico por aqui! Apesar de meu blog ser de outra plataforma (Wordpress), com certeza o seu blog, já está nos meu Favoritos. Deus nos abençõe!

no amor de Cristo,

Pr Alex Oliveira

opoderdasescrituras.wordpress.com

Pastor Guedes disse...

Caro Pr. Alex,

Agradeço por seu retorno e concordo com sua exposição.

Que bom saber que o irmão é amigo do Alberto Couto, grande amigo e escritor exímio.

Maravilha!!!

Abraço.
No Amor de Cristo!

MIRIAN disse...

PAREM PELO AMOR DE DEUS DE SE DEGLADIAREM E FAÇAM O CRISTO ORDENOU, PREGAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA ATÉ OS CONFINS DO MUNDO!!!!

Pastor Guedes disse...

PREZADA MIRIAM,

AMÉM!!!

QUE HAJA PAZ ENTRE AS IGREJAS CRISTÃS!!!

DEUS LHE ABENÇOE!

Pastor Guedes disse...

Prezado Filipe,

Sei que você esperava seu comentário aqui publicado, mas devo afirmar que você não entendeu nada do que foi postado nesse blog acerca do Ricardo Gondim.

A expressão "príncipe dos pregadores" está relacionada à minha juventude, portanto está no passado. Não o vejo mais assim, embora nada tenha contra o homem Ricardo, senão contra a heresia chamada Teísmo Aberto que ele prega, que é recente.

Se você é uma daquelas pessoas que idolatra o Gondim, deveria medir suas palavras e ter um pouco mais de respeito, pois aqui sempre procuro resguardar a imagem das pessoas.

Desculpe, mas comentários como o seu não merecem e não podem ser postados.

Abraço.

AD - Madureira - Passos / MG. disse...

Amado pastor e amigo,
Graça e Paz!
É... vire e mexe, o nosso querido amigo Ricardo Gondim, aparece nas mídias. Infelizmente! A virada de mesa que o Ricardo tem feito nesta dezenas de anos que nos separa de sua posse frente a Betesda tem sido polêmica; bons tempos foram aqueles, que as nossas referencias ainda vivas, davam um "norte" aos novos e jovens obreiros, como vc, Ladeghelson, Henrique Jorge, Jaelson etc. O que me entriste meu amado, é que nestes tempos ditos modernos, as "estrelas" que guiam, se ocultam nos mantos da ortodoxia bíblica, mas, comem até os ossos das ovelhinhas com o marketing de suas pregações. O Ricardo é um mestre, mas, deve estar frustrado, machucado e cheio de mágoas; por que na lide pastoral, se você não tiver amigo mais chegado do que irmão, pra desabafar, orar junto e se aconselhar, você desaba.
Sou radicalmente contra o desvio doutrinário do Pr. Ricardo, mas, ainda continuo lhe amando; peço a Deus que ele se reencontre no íntimo com as verdades doutrinária que tanto conhece.

Pastor Guedes disse...

Caro Reverendo Valdir,

A Paz do Senhor!

Agradeço por relacionar meu nome juntamente com os meus queridos e grandes Ladghelson e Henrique Jorge.

O meu sentimento é de tristeza ao ver que o Ricardo não é mais o mesmo. Muitos que entram aqui não entendem o que está se passando porque não conheceram o Ricardo como nós, de perto.

Eu era "apaixonado" pelo Gondim pregador, do passado. Já o filósofo é pobre se comparado ao homem cheio do Espírito Santo que vi pregar tantas vezes. Também entendo que ele ficou ferido e machucado com algumas "tragédias" no caminho e aí...ninguém é de ferro. Ainda o admiro muito, mas não como antes.


Deus lhe abençoe Amado.

No Amor de Cristo!

Anônimo disse...

desculpe pastor guedes mais parece que seu interesse é somente provar que o Ricardo gondim é herege tratou com amor todos que concordaram com voce e criticou totalmente quem nao concordou ...

Pastor Guedes disse...

Querido Anônimo,

Não me queira mal, a questão não é pessoal. Alguém que escreve o que escrevi (destaquei abaixo) não pode querer o mal do Ricardo. Todavia, em se tratando de Teísmo Aberto, o Ricardo está equivocado porque o TEÍSMO ABERTO É HERESIA!

"Dou testemunho de sua retidão e probidade. É daqueles que vivem o que pregam. Ainda o admiro, principalmente por sua coragem de dizer o que pensa e, vez por outra, leio seus artigos. Todavia, penso que o profeta destemido, inflamado, cheio do Espírito, deu lugar ao filósofo, ao pensador crítico, ao reflexivo profundo e, infelizmente, aquele que foi um modelo de pastor cheio de intrepidez, eloquência e lucidez, que embalava os sonhos de jovens pregadores como eu nos anos 80, despontou no cenário nacional e cresceu para depois diminuir muito. Seu envolvimento com o Teísmo Aberto não me faz mudar de opinião: O TEÍSMO ABERTO É HERESIA!"

Abraço.

valdeney disse...

pastor é verdade que a seara é grande os searenses é que são poucos ?

Pastor Guedes disse...

Caro irmão Valdeney,

KKK.

É Verdade sim kkk

Paz do Senhor!

Forte Abraço.
No Amor de Cristo!

Anônimo disse...

Apesar de muito criticado por diversas lideranças religiosas, considero o pastor Ricardo Gondim um exemplo tanto de ministro da Palavra, quanto líder cristão. Ele não se vendeu aos movimentos modernos cristãos, não mudou seu discurso com medo de perder membros e não mudou para vender melhor seus discursos. Ele continua crítico, filósofo e firme.

Gondim é mais que um pregador; ele é um pensador. E a igreja não gosta de pessoas que pensam. A igreja prefere pessoas que sejam simplesmente manipuláveis, enganáveis. Quando surge um pensador, um “herege”, como o chamam, os líderes manipuladores buscam um meio de atacá-lo e depreciar sua imagem. E isso é acentuado com Gondim, que não tem medo de citar denominações evangélicas que buscam lucrar com a fé cristã.

Gondim prega – biblicamente baseado - que o cristão não será nem mais nem menos amaldiçoado se ele der o dízimo; que ser dizimista não influenciará sua vida com Deus. Imagina o quanto essa pregação não pertubou os líderes que visam lucrar com os dízimos dos evangélicos e pregadores que cobram para pregar?

Eu tenho sido atacado, tanto na internet como na igreja, por líderes que temem pensadores por causa do que prego. E quando falo “líderes”, não são de congregaçõezinhas de bairro. Tenho sido perseguido por apóstolos e certos pregadores dos Gideões. Homens que buscam religiosidade cega para doutrinar e “encabrestar” seus seguidores. Homens que pulam, gritam e sapateiam sobre púlpitos, a título de manifestação divina, simplesmente porque não sabem ensinar. Falam o que o povo quer ouvir e recebe o dinheiro deles em troca. São um câncer para a igreja e têm levado o cristianismo no Brasil a falência. Hora de darmos a volta por cima.

A Igreja precisa de homens como Ricardo Gondim, que não tem medo de dar a cara a tapa, que pregam uma verdade doída, mas real. Que ensina ao invés de gritar, que faz refletir ao invés de cegar, que abre horizontes ao invés de tirá-los de seus seguidores. Me lembra Lutero sendo chamado de herege pelo corrompida igreja católica. Hoje, a corrompida igreja evangélica o chama de herege e amanhã ele será lembrado como reformista do cristianismo no Brasil.

Pastor Guedes disse...

Caro Anônimo,

Não desconheço o valor intelectual do Gondim e sei de sua seriedade, mas hoje em dia ele está indo longe demais com suas declarações.

Já fui um grande admirador dele. Hoje não mais!

Forte Abraço.

iris disse...

quando um pasto nao prega que deus vai lhe deixa rico naturalmente os mecenarios o pesseguem.

Pastor Guedes disse...

Prezada Iris,

Obrigado pela visita e comentário.

Não sei a quem você está se referindo quando usou o termo "mercenário", mas gosto desse lado do Ricardo, digo, esse lado de não pedir dinheiro.

Abraço.

daniel viana disse...

Será que ricardo pode ser considerado um apostata.

Périda Mírian disse...

A Paz do Senhor Jesus Cristo e obrigada pelos esclarecimentos a respeito do Pr. Ricardo e suas ideologias. Gostaria de lhe fazer duas perguntas concernentes á doutrinas que me intrigam. 1:O pão que é servido na Ceia pode ter fermento? 2:É certo ficarmos de costas para o Púlpito quando nos ajoelhamos para orar?
Périda Mírian (email:peridamirian@gmail.com
Obrigada

Pastor Guedes disse...

Prezada Irmã Périda,

A Paz do Senhor!

Obrigado por visitar minha página.

Não vemos problema em comer o pão da ceia sem fermento porque quando comemoramos a Ceia do Senhor, celebramos a ceia cristã, diferente da ceia da páscoa judaica. Claro que fermento é símbolo do pecado na simbologia e tipologia bíblica e que o Senhor Jesus não tinha pecado (fermente). Porém, Jesus não ordenou que se comesse o pão sem fermento como está predito e ordenado no Antigo Testamento para a páscoa judaica.

Quanto a orar de costas para o púlpito. Orar de frente para o altar denota respeito e reverência, e é um costume antigo oriental e que deve ser observado, mas também não existe uma regra para isso na Bíblia Sagrada. A Bíblia diz que Deus é Espírito e os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade. Sendo Deus Espírito Onipresente, Ele está em todo lugar e não somente no "altar" como se vê nos altares católicos. Na verdade ensinamos que Deus está conosco, no púlpito, e também onde está o adorador (em qualquer parte do templo, seja no fim do templo ou nas galerias). Algumas igrejas observam isso, o que não é errado. Talvez o mais correto seria se prostrar de frente para os altares, mas Deus não exige isso.

Como você deve ter percebido, o cristianismo é livre como nenhuma outra religião o é. Essa é uma marca cristã: liberdade sem libertinagem.

Deus lhe abençoe.

marcio vitorio disse...

Amado irmão em Cristo, a paz do Senhor. Sou cearense e conheço MUITO BEM a Ricardo Gondim de perto, de falar com ele, e de também inspirar-me nele na década de 90 ao fazer um "cursinho rápido" de missões e evangelismo no falecido CTI na BETESDA de Fortaleza, época em que vi o poder de Deus manado através desse homem. Mas agora, realmente entristeço-me pela via que tomou. Minhas credenciais: sou exegeta do novo testamento, hermeneuta, professor de grego e hebraico e atualmente estou fazendo meu mestrado na UFPR em Epistemologia. Sou filósofo formado pela Faculdade Padre João Bagozzi aqui em Curitiba, onde para quem conhece a instituição, sabe de seu viés hermeneutista, pois ela é confessional. Bem. Antes de mais nada, sou ABSOLUTAMENTE a favor de tua defesa do Evangelho Bendito de Jesus e contra o que o agora Ricardo herege tem pregado. Bom. Ao meu ver, em dois mil e setecentos anos de história da filosofia, dizer ser um filósofo um homem que para si mesmo não consegue definir as próprias posições e apenas consegue confundir mais do que esclarece é forçar o termo "filósofo" em Ricardo, pois homens como C.S. Lewis,Søren Aabye Kierkegaard , e tantos outros, de um brilhantismo filosófico comprovado, jamais enveredariam por tantas falácias cometidas por Gondim. Não! Ele nem é teólogo - como Nietzsche também não o era de fato, mas mais precisamente FILÓLOGO - e nem filósofo. Se eu tivesse de adequar a Gondim em uma classe do pensamento clássico, ele com propriedade enquadrar-se-ia na escola de Protágoras, onde o homem, como dita a teologia relacional, é a medida de todas as coisas; logo, é pela ótica do homem - Deus não tem poder sobre a história; você é quem escreve a sua história; seu futuro está em branco, como ele DESprega - ou seja, UM COMPLETO SOFISTA, o que, como o irmão bem deve saber, eram os sofistas considerados os 'prostituidores da filosofia'. Bem. Essa é minha opinião para engrossar o coro dos que com pesar agora contemplam a Ricardo Gondim! Que a tempo possa arrepender-se, antes que seja tarde demais! Márcio Vitório

Pastor Guedes disse...

Prezado Irmão e Filósofo Márcio Vitório, a Paz!

Obrigado por visitar meu blog e comentar aqui, nesta página, confirmando a benéfica influência que o Gondim do passado exerceu sobre nós na juventude.

Quanto ao termo filósofo, sei que não o é. O Ricardo tinha formação em Administração, salvo o engano. Nem teólogo o era, mas agora fez mestrado na Metodista.

Bem, seja como for, onde se lê filósofo,leiamos "filósofo". Por conta de sua assertiva vou reeditar o texto.

Forte Abraço, no Amor de Cristo!

marcio vitorio disse...

Amém, homem de Deus! Muitíssimo obrigado pela consideração! Que o nosso Deus continue confirmado o teu ministério até a vinda de nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo. Forte abraço